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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Sem Limites (Limitless) - 2011


03/02/2015
Nota: 7.0 / 7.4 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Neil Burger
Elenco: Bradley Cooper (Eddie Morra), Robert De Niro (Carl Van Loon), Abbie Cornish (Lindy), Anna Friel (Melissa), Jennifer Butler (Mulher dos negócios), Johnny Whitworth (Vernon Gant), Robert John Burke (Pierce), Tomas Arana (Tan Coat), T.V. Carpio (Valerie), Patricia Kalember (Sra. Atwood)

Crítica:
Depois de assistir Lucy - 2014 e ler algumas críticas, descobri que não havia assistido Sem Limites. Os dois filmes compartilham a mesma premissa: o ser humano atingir a utilização além da capacidade do cérebro.

Com expus na crítica de Lucy - 2014, o mito dos 10% do cérebro foi desmistificada há anos, mas ainda continua valendo para as ficções Hollywoodianas.

Eddie Morra é um escritor que está naquelas fases de pouca inspiração, mora num apartamento imundo em Chinatown, além de não ter dinheiro para nada, também perde sua namorada. Mas sua vida está prestes a ter uma reviravolta quando, por acaso, encontra seu ex-cunhado, que lhe oferece a solução para os seus problemas, uma droga em fase de testes chamada NZT. Essa droga oferece ao seu usuário acesso total ao cérebro, inteligência infinita.


Como sua vida estava um lixo, Eddie não pensa duas vezes, e acaba experimentando a novidade. Quando o NZT começa a fazer efeito, ele muda completamente. Logo percebe que consegue acessar detalhes de lembranças guardadas em seu cérebro. Em questão de minutos ele sabe tudo sobre direito, mercado financeiro, e começa a ganhar bastante dinheiro. O livro que escrevia sem inspiração sai do zero e em questão de horas está praticamente pronto.  Ao ouvir novos idiomas passa a ficar fluente na língua.

Quando vai atrás de Vernon à procura de mais NZT, encontra-o morto em seu apartamento. Então Eddie procura por mais droga, acha um pacote da droga e dinheiro.


Com mais NZT Eddie consegue um novo emprego na empresa de um influente homem de negócios, Carl Van Loon. Além disso volta com sua namorada Lindy. Ele enriquece rapidamente, mas logo vem as consequências do poder, fama e os efeitos colaterais da droga, pode matá-lo caso corte o consumo rapidamente. Além disso, Eddie passa a ser perseguido por um agiota, que lhe emprestou dinheiro para conseguir o capital inicial para ascensão no mundo dos negócios e para suas jogatinas.
Esse é o contexto geral da história, agora Eddie tem que lidar com todas consequências que uma droga traz, mesmo essa que tem um benéfico surreal.

Um dos acertos do roteiro e direção, foram os elementos gráficos desenvolvidos, ao tomar a pílula com droga a imagem passa de uma tonalidade azul fria, para um vermelho quente. Além disso, toda a história é bem construída e as atuações são boas o bastante para não comprometer o filme.


A diferença básica entre esse filme e Lucy - 2014, é que esse é uma ficção com os pés no chão, trazendo para o espectador uma ficção possível no futuro, Lucy - 2014 é completamente fora da nossa realidade, isso não quer dizer que é ruim, é apenas uma distinção das duas histórias.

Sem Limites é um filme acima da média, só de nos fazer pensar nas possibilidades de ter esse "poder", inteligência infinita, torna-o merecedor de ser assistido.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Killer Joe - Matador de Aluguel (Killer Joe) - 2011

19/02/2014
Nota: 7.5 / 6.7 (IMDB)
Formato: HD

Direção: William Friedkin
Roteiro: Tracy Letts
Elenco: Matthew McConaughey (Police Detective "Killer" Joe Cooper), Emile Hirsch (Chris Smith, son), Juno Temple (Dottie Smith, daughter), Gina Gershon (Sharla Smith, stepmother), Thomas Haden Church (Ansel Smith, father), Marc Macaulay (Digger Soames, gang boss), Julia Adams (Adele Rogers, natural mother), Sean O'Hara (Rex, boyfriend of Adele)

Crítica:
Recentemente fui apresentado a dois álbuns de um novo cantor blues: LetThem Talk (2011) e Didn't It Rain (2013). Escutando suas versões para vários clássicos do blues, percebi que havia influência de todas as partes. Pra começar, logicamente, há bastante jazz, em algumas, country. Seu tom de voz vai de Howllin' Wolf à Eric Clapton. Canções com som atual, sem perder o blues tradicional, com o piano dando um toque especial, fazendo-me lembrar de Pinetop Perkins. Até tango percebemos em mais de uma música. Isso mostra, mais uma vez, que Jimmy Page, John Paul Jones, Robert Plant e John Bonham estavam cobertos de razão, não é preciso inventar, basta buscar o que já existe, tirar o que é melhor, fazer uns ajustes e transformar em algo muito melhor, buscando a perfeição.

Apesar de apenas dois álbuns, esse cantor é muito famoso, mas não pela música, e sim, pela TV. Nunca imaginei que veria Dr. House (ao vivo) tocando piano e cantando blues. Isso aí, Hugh Laurie é quem estou descrevendo, o médico doidão da série americana House M.D., no Brasil conhecida por Dr. House. Vale a pena conferir.

Essa introdução poderia estar na crítica de algum outro filme, talvez a analogia que vou fazer não tenha nada a ver, mas como estou curtindo Hugh Laurie agora, achei melhor comentar logo. A analogia está nessa forma que Laurie utilizou para realizar seus dois álbuns, com várias influências, parecendo até que estudou a fundo alguns dos artistas que citei. Isso vai de encontro com a forma utilizada por William Friedkin para dirigir Killer Joe - Matador de Aluguel.


Friedkin é um experiente cineasta, dirigiu vários clássicos, dentre eles Operação França (The French Connection) - 1971 e O Exorcista (The Exorcist) - 1973, mas nesse filme, provavelmente algumas ideias saíram com base em estilos de direção de outros diretores, e até mesmo na forma de atuar de alguns atores, e a reviravolta do roteiro, podemos ver em outros filmes específicos. Nada de cópia, mas como disse acima, procurou melhorar o que tem de bom nos outros filmes, e em algumas cenas chegou bem próximo.

[SPOILERS...] Killer Joe - Matador de Aluguel narra a história dos Smith, uma família completamente desestruturada que reside em Dallas. Chris mora com a mãe, é um aspirante a traficante, e deve os mafiosos da região. Ameaçado, tem a brilhante ideia de contratar um assassino para matar sua mãe, pois descobriu que ela tem uma apólice de segura no valor de 50 mil dólares e deixou como beneficiária sua irmã Dottie, em caso de morte. Para isso, vai atrás de seu pai, Ansel. Um cara alienando que mora num trailer com a namorada Sharla e a filha Dottie.

Chris convence Ansel a contratar Joe Cooper, um policial matador de aluguel para dar um jeito em sua mãe. Mas as coisas começam a dar errado quando Chris percebe que não tem dinheiro suficiente para pagar Joe, tenta convencê-lo de receber depois, mas Joe recusa refazendo a proposta. Ele fará o serviço desde que a virgindade de sua irmã sirva como calção. Os dois topam.
Chris se arrepende tardiamente, ao procurar Joe, sua mãe já está morta na porta malas do carro. A partir desse momento começam as reviravoltas. Ao procurarem a seguradora, descobrem que Dottie não é a beneficiária, e sim Rex, o namorada da mãe.


Sem o dinheiro para pagar Joe, Chris resolve fugir levando sua irmã, mas chegando em casa encontra Joe e sua família preparando o jantar. E essas cenas, momentos antes, e depois que Chris entra no trailer, é que valem o filme. Tenso e paranóico! [FIM SPOILERS]

Se me falassem que essa cena final foi escrita por Quentin Tarantino eu não duvidaria. Esse desfecho final, com certeza, é parecidíssimo com uma cena em Cães de Aluguel (Reservoir Dogs) - 1992 e outra em Bastardos Inglórios (InglouriousBasterds) - 2009. Além disso, o filme inteiro é bem estruturado em seus diálogos, muito semelhante aos filmes de Tarantino.

O roteiro tem certa relação com a trilogia de Guy Ritchie: Jogos,Trapaças e Dois Canos Fumegantes (Lock, Stock and Two Smoking Barrels) - 1998, Snatch - Porcos e Diamantes (Snatch) - 2000 e Rock’n'Rolla - A Grande Roubada (Rock’n'Rolla) - 2008. Ritchie trabalha muito com a idiotice humana, coincidências absurdas e resultados inesperados. Tudo isso puxando sempre um lado cômico. Se olharmos superficialmente, poderemos ver todas essas características nesse Killer Joe - Matador de Aluguel, mas o lado cômico é bem mais sutil, observando mais o humor negro.

O elenco fechou o ciclo que faz filmes entrarem num patamar acima da expectativa: roteiro, direção e atuações excelentes. Todos tiveram atuações acima da média, mas o grande destaque vai para Matthew McConaughey que soube demonstrar a evolução do seu personagem. No início um assassino comum, frio, que faz tudo só pelo dinheiro, mas aos poucos mostra seu lado psicopata, dando a entender que sente prazer em matar, humilhar e desmoralizar as pessoas. Fez-me lembrar da atuação do Christian Bale em Psicopata Americano (AmericanPsycho) - 2000. Outra atuação bem semelhante foi a do Brad Pitt em Kalifornia - Uma Viagem ao Inferno (Kalifornia) - 1993. Matthew McConaughey está entrando na galeria dos grandes atores, seus próximos filmes poderão confirmar isso.

Killer Joe conseguiu buscar o que há de melhor em filmes do gênero, pra quem gosta, vale a pena ver.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Marte Precisa de Mães (Mars Needs Moms) - 2011


08/12/2013
Nota: 8.5 / 5.3 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Simon Wells
Roteiro: Simon Wells, Wendy Wells
Elenco: Seth Green, Joan Cusack, Tom Everett Scott, Elisabeth Harnois, Dan Fogler, Mindy Sterling, Ryan Ochoa, Robert Ochoa, Raymond Ochoa, Liam Wells, Edgar Wells, Dee Bradley Baker

Crítica:
Depois de assistir esse filme três vezes no mesmo dia, comecei adorá-lo. Sua história é simples, roteiro tradicional com os requisitos básicos para todo espectador gostar. Além disso, o filme agrada criança e adultos.

[SPOILERS...] A base da história gira em torno de Milo, um pré-adolescente normal, que tem uma vida tranquila, até sua mãe ser abduzida para o planeta marte. A vida familiar em Marte não existe mais, as mulheres dominaram o planeta. E tem uma a supervisora como o ditador do planeta. Os homens são exilados para uma espécie de lixão, e as mulheres controlam tudo, até o exército. Mas não tem mais conhecimentos para cuidar das suas crianças, por isso precisam das mães humanas, para pegarem seus conhecimentos e transferir para as marcianas.


A mãe de Milo é selecionada, e levada à Marte, mas Milo consegue se adentrar à nave espacial. Em Marte, desesperado, ele precisa achar sua mãe e voltar para Terra. Logo se depara com os primeiros habitantes do planeta, parecendo índios, tenta comunicação, mas não consegue. Um residente humano o localiza, e leva-o para sua base secreta. É Gribble, um homem que também teve sua mãe raptada, mas não conseguiu salvá-la, e mora ali desde então. Gribble perdeu um pouco do senso da realidade, parece meio maluco, e isso torna o personagem sensacional. Os dois se juntam na missão de salvar a mãe de Milo e fugir de Marte.

Em meio a essa missão, eles conhecem a marciana Ki, que por ter acessos aos arquivos de terráqueos, passa a falar a nossa língua e nosso cultura da época hippie. Por isso ela está disposta a ajudar Milo encontrar sua mãe. [FIM SPOILERS]


Esses são os três personagens principais, e nesse contexto a aventura se desenvolve tradicionalmente, com clichês e dramas emocionais que estamos acostumados a ver em outros filmes. Mas não vejo isso como uma coisa que denigre o filme, e na verdade ajuda bastante, pois é tudo que esperamos, ver Milo salvar sua mãe.

Mas de tudo, o mais interessante do filme é a mensagem por trás da história. A importância das nossas mães na vida de cada um. Ela é tudo, sem ela não estaríamos aqui. Para ilustrar isso, existe um texto que circula na Internet, que não sei o autor, mas é simplesmente perfeito. Recebi com o nome de "Mães más". Leia abaixo:


“Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes: - Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar.

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para deixá-los ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). 

Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer: Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo. As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.

Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!

Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.

Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se o passeio foi bom (só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos nos esforçando e pedindo a Deus que nos ajude a sermos “PAIS MAUS”, como minha mãe foi. 

EU ACHO QUE ESTE DEVE SER UM DOS GRANDES MALES DO MUNDO DE HOJE: A INSUFICIÊNCIA DE MÃES MÁS!

Aquelas que já são mães, que não se culpem, e aquelas que serão, que isso sirva de alerta!"


quarta-feira, 6 de março de 2013

Mr. Mojo Risin': A História do L.A. Woman (Mr. Mojo Risin': The Story of L.A. Woman) - 2011

01/03/2013 - 12
Nota: 7.5
Formato: HD

Direção: Martin R. Smith
Elenco: Ray Manzarek, Robbie Krieger, John Densmore, Bill Siddons, Bruce Botnick, Jac Holzman

Crítica:
L.A. Woman foi o último álbum lançado pela banda sessentista, The Doors.  O documentário foi realizado em comemoração aos 40 anos do disco e conta como foi a gravação de cada uma de suas músicas, não há narração, apenas entrevistas com os remanescentes da banda: Ray Manzarek, Robbie Krieger e John Densmore, mais algumas pessoas que participaram da vida dos Doors: Jac Holzman, fundador, executivo-chefe e chefe da Elektra Records, gravadora que realizou todos os discos da banda; Bill Siddons, que foi o gerente da banda de 1968 à 1972; Bruce Botnick, engenheiro de áudio e produtor musical desse último disco.

O documentário se difere bastante do último lançado: When You're Strange: Um Filme Sobre The Doors (A Film About The Doors) - 2009, pois seu foco é mais voltado para o albúm L.A. Woman do que no The Doors e Jim Morrison. Mas ainda assim, há um grande foco em Jim, pois sua morte aconteceu antes do lançamento do disco.


O filme mostra que no primeiro encontro da banda Morrison e Densmore chegaram com uma lista grande de músicas e poesias. As gravações começam, mas parecia que ninguém estava empolgado, os resultados não estavam bons. Jim começa a demonstrar que não era o mesmo, sua vontade em estar com a banda não era a  mesma. Depois dos acontecimentos em Miami, Jim sentiu bastante, foi perseguido pelo governo e pela imprensa, e os Doors não eram mais bem vistos pelo público. Segundo os entrevistados isso refletiu nas letras de suas músicas, em algumas interpretações, dizia que ele queria ir embora, que eles deviam deixá-lo seguir em frente.

O filme passa por todas as músicas, comentando desde a letra até a mixagem final. L.A. Woman é a principal delas, isso é bem demonstrado, uma mistura de blues com rock.


Ao final, falam um pouco sobre a morte de Jim, como aconteceu, quem foi contactado no primeiro momento, e como foi o enterro. Mas tudo bem simplória, sem ênfase.

Foi um documentário realizado para os fãs, não tem muita informação sobre a história da banda, mas tem bastantes detalhes sobre o disco L.A. Woman. Indispensável para quem realmente gosta dos Doors.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Intocáveis (Intouchables) - 2011


26/01/2013 - 7
Nota 8.5 / 8.6 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Olivier Nakache, Éric Toledano
Elenco: François Cluzet (Philippe), Omar Sy (Driss), Anne Le Ny (Yvonne), Audrey Fleurot (Magalie), Clotilde Mollet (Marcelle), Alba Gaïa Kraghede Bellugi (Élisa), Cyril Mendy (Adama), Christian Ameri (Albert), Grégoire Oestermann (Antoine), Marie-Laure Descoureaux (Chantal), Absa Dialou Toure (Mina), Salimata Kamate (Fatou)

Crítica:
Intocáveis nada tem haver com o clássico Os Intocáveis (The Untouchables) - 1987 de Brian De Palma. Intocáveis é uma comédia dramática francesa, foi o filme mais assistido na França em 2011. É uma história verídica, baseada no livro autobiográfico de Philippe Pozzo di Borgo, Le Second souffle.

O enredo narra a história da amizade que se forma entre Philippe (François Cluzet) e Driss (Omar Sy). O primeiro é um milionário tetraplégico francês, que precisa contratar um auxiliar de enfermagem para ajudá-lo em suas atividades do dia a dia. Dentre as várias entrevistas, aparece Driss, um senegalês que vive nos subúrbios de Paris, tem passagens pela polícia, uma família desestruturada e sem nenhuma formação para o cargo.


A história mostra qual é a realidade de uma pessoa tetraplégica, todas suas dificuldades e limitações. E deixa bem claro que dinheiro realmente não traz felicidade, que mesmo milionário, não podemos comprar ou resolver alguns destinos que a vida nos proporciona. E mais, muitas vezes vamos encontrar a felicidade na simplicidade e em pessoas que não damos o mínimo de valor. É emocionante ver como a amizade entre os dois vai se tornando forte à medida que a convivência acontece, mesmo com diferenças culturalmente opostas e experiências vivenciadas tão diferentes.

Driss é um cara despojado que não teme em falar suas sinceras opiniões, mesmo que isso não vá agradar ao outro. Age assim com seu patrão e amigo, com as ajudantes e até com a desejada secretária Magalie (Audrey Fleurot). E é isso que conquista a todos, num ambiente formal e cheio de regras, ele quebrou todos os pré-conceitos, trazendo alegria para a casa inteira. Interessante e exemplar é saber que sua vida familiar não é tão feliz assim, [SPOILER...] vive em condições precárias, com vários irmãos, que na verdade são primos, pois seus pais o largaram, por isso foi criado pela tia. Com o ambiente desfavorável, ele não consegue arrumar emprego e passa vários dias fora de casa, provocando raiva em sua tia, que o coloca para fora de casa. Somente assim, comparece à entrevista com Philippe.


Há uma pequena falha no roteiro, a de não explicar completamente a decisão de Driss largar o emprego e sair da casa de Philippe, pois com o que foi exposto, não seria indispensável sua saída [FIM SPOILER]. Fora isso, o filme é divertidíssimo, principalmente quando Driss mostra sua irreverência ao tratar da tetraplegia de Philippe.

A história é um exemplo de como devemos ver a vida, procurar sempre alegria, mesmo em situações que não permita isso. Essa foi a principal mensagem que o filme me passou. Valeu a pena assisti-lo.

Reparem na trilha sonora, pois é excelente.

Por curiosidade, todo o dinheiro arrecadado com a venda dos direitos autorais da adaptação do livro ao cinema, aproximadamente US$ 600 mil, foi doado a uma instituição que cuida deficientes físicos.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Não Sei Como Ela Consegue (I Don´t Know How She Does It) - 2011


30/12/2012
Nota: 7.0 / 4.5 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Douglas McGrath
Elenco: Sarah Jessica Parker, Pierce Brosnan, Greg Kinnear, Christina Hendricks e Kelsey Grammer

Crítica:
Não Sei Como Ela Consegue é um drama com tendências à comédia, sobre uma mãe de família dos novos tempos: tecnológico, consumista e principalmente capitalista.

Kate Reddy é uma mulher independente, feliz no casamento, com duas filhas e um marido que ajuda bastante em casa. Mas como a maioria das mulheres de hoje, trabalha bastante, e é consumida pelo trabalho, não tem tempo para dedicar às filhas e ao marido, mesmo fazendo de tudo para dá-los atenção sempre que há tempo.

[SPOILERS] No trabalho ela está prestes a fechar um grande negócio para sua empresa, e faz de tudo para não deixar seu colega aproveitador, tirar vantagens do seu trabalho. E sempre que está de folga com a família, o telefone toca, ela acaba atendendo e larga-os para ir trabalhar. Com muito trabalho e dedicação, consegue fechar o negócio para a empresa, com isso, seu gerente, com novos projetos em pauta, também de alta importância, pretende indicá-la para uma viagem, bem no fim de semana, mas ela se recusa a viajar para ficar com a família, e seu gerente acata seu pedido, desde que ela vá na segunda-feira. Assim, ela consegue montar o boneco de neve que havia prometido para filha e passa o final de semana em família.

Aparentemente a história é boba e comum, pois retrata uma mãe comum dos dias de hoje. Mas é aquela mãe que trabalha, cuidado dos filhos quando não está trabalhando e ainda dá “assistência” ao marido. A verdadeira mão consumida pelo capitalismo, onde o trabalho está acima de tudo. Mas ao mesmo tempo, não são aquelas madames que colocam o filho na escola só para ir à academia. Por isso, a história consegue nos cativar, pois é exatamente o que a maioria das mulheres da classe média vivencia hoje. Podemos perceber que não é fácil, que a vida com filhos é muito mais complicada do que sem eles. E que as mulheres estão sobrecarregadas, e os homens, por incrível que pareça, fazem de tudo para se adaptar e fazer esse estilo de vida dar certo, passando a ajudar mais com os filhos e muitas vezes fazendo o papel que antigamente era destinado às mães. Tudo isso devido à necessidade que a sociedade nos impõe, de ter mais dinheiro, para comprar mais bens, para mostrar que temos um bom poder aquisitivo. Fazendo com que as mães deixem de serem donas de casa e educadores dos filhos. Hoje somos quase que obrigados a essa vida e acabamos, inconscientemente, achando melhor.

É um bom filme para quem pretende ser ou já é mãe, pois é a realidade que vão encontrar nos dias de hoje. A história por trás do drama não é tão boa, quanto a mensagem que ela tenta nos passar. Temos é que valorizar, cada dia mais, as mães de hoje.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Deus da Carnificina (Carnage) - 2011


16/09/2012 - 70
Nota: 6.0 / 7.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Roman Polanski
Roteiro: Roman Polanski, Yasmina Reza
Elenco: Kate Winslet, Christoph Waltz, Jodie Foster, John C. Reilly

Crítica:
Filme escrito e dirigido por Roman Polanski, baseado na peça teatral "God of Carnage", da dramaturga francesa Yasmina Reza. Conta a histórias de dois casais que resolvem se encontrar para discutir sobre o desentendimento e briga entre seus filhos, de aproximadamente 11 anos de idade.
A premissa do filme é muito boa, pois nesse assunto é possível aprofundar bastante, há muita polêmica e normalmente os pais tem opiniões divergentes, principalmente quando se trata de seu próprio filho. É difícil separar o amor num momento desses. Por isso, fiquei curioso para saber em qual lado a história puxaria a discussão. Mas é aí que em minha opinião o roteiro pecou. Ele se aproveita de um fato isolado para fazer críticas à sociedade como um todo, o tema principal é praticamente deixado de lado após os primeiros quinze minutos de projeção. Passando assim, a criticar os relacionamentos dos casais de hoje; a tecnologia, com o uso indiscriminado do celular; o capitalismo, em que o trabalho está sempre acima de qualquer coisa; entre outras. Isso tudo tentando fazer um pouco de comédia, muitas vezes exagerada, tornado as cenas chatas e irreais.
Tinha tudo para ser uma história e discussão muito bacana, mas acabou descambando para outros lados e ainda tirando a seriedade dos assuntos. Não chegou nem a ser bom, um regular para esse filme está ótimo. Minha expectativa era outra.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

50% (50/50) - 2011


30/07/2012 - 66
Nota: 7.5 / 7.9 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Jonathan Levine
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anna Kendrick, Bryce Dallas Howard, Anjelica Huston, Serge Houde, Andrew Airlie, Matt Frewer, Philip Baker Hall

Crítica:
O filme é um drama sobre câncer. Baseado em fatos reais. Adam é um cara que tem uma vida relativamente boa, tem um trabalho e mora com sua linda namorada. Tem um grande amigo, pra todos os momentos. Tudo parece feliz até que ele descobre ter câncer. E nada e está tão ruim que não possa piorar, seu amigo Kyle descobre que, Rachael, sua namorada está o traindo.
Como todo filme sobre doença a história é bem triste e procura mostrar qual é o comportamento de um jovem com uma doença mortal. Além dos problemas comuns que todos temos. [SPOILER] Mas o roteiro tentou tratar com naturalidade todo esse drama, e nos mostra que é possível viver feliz e otimista. Há boas cenas de comédia, proporcionadas por Kyle (Seth Rogen), que é daqueles caras que tudo está bom sempre e faz piada até com a desgraça dos outros. Foi uma experiência bacana, pois sabemos que estamos sujeito a esse tipo de doença e que muitas vezes reclamamos da vida sem ter razão.
Apesar de ser um tema bem batido, gostei da forma realista de como a história foi contada. Pra quem curte o tema, é um bom filme.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A Música Nunca Parou (The Music Never Stopped) - 2011


24/07/2012 - 62
Nota: 8.0 / 7.3 (IMDB)
Formato: HD

Elenco: J. K. Simmons, Lou Taylor Pucci, Scott Adsit, Max Antisell, Julia Ormond, Mía Maestro, Tammy Blanchard, Cara Seymour
Direção: Jim Kohlberg
Roteiro: Gwyn Lurie, Gary Marks

Crítica:
Inicialmente achei que o filme contava um pouco da história do Grateful Dead, mas ao assisti-lo descobri que não. Na verdade o filme é uma homenagem aos grandes músicos da década de 60. Mas esse é o pano de fundo do filme, o filme na verdade é um drama sobre o relacionamento de pais e filhos  que aconteceram naquela época, briga, divergências, quebra de conceitos, tudo que sabemos que aconteceu, mas dessa vez é focado no relacionamento familiar. É sempre bom ver os acontecimentos daquela época, saber que tudo aquilo serviu de molde para o que somos hoje.
[SPOILER] O filme mostra um ex-musico que saiu de casa brigado com pai após desentendimentos sobre a guerra do Vietnã.  O pai reencontra o filho 20 anos depois, hospitalizado com um tumor cerebral. Após a cirurgia seu filho passa a ter amnésia. Mas eles descobrem que com a música ele volta lembrar-se dos acontecimentos da década de 60, mas apenas quando escuta as músicas. Assim o filme se desenrola com pais e filhos fazendo descobertas sobre o passado do filho e sobre o que os pais fizeram e que realmente influenciaram o filho.
É um filme triste, mas que vale a pena ver, pelas músicas e por saber que nem tudo que passamos para nossos filhos é levado por eles para vida inteira e que muitas vezes nossos filhos discordarão da gente, e teremos que aceitar isso.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Dead Space - Resultado (Dead Space - Aftermatch) - 2011


13/06/2012 - 51
Nota: 6.5 / 5.4 (IMDB)
Formato: iPod

Direção: Mike Disa
Elenco: Ricardo Chavira, Yorgo Constantine, Curt Cornelius, Charlotte Cornwell

Crítica:
Dead Space – Aftermatch é continuação do filme Dead Space: Downfall e do primeiro joga da séria Dead Space. A ordem cronológica seria: 1º - Dead Space: Downfall, 2º Dead Space (Game), 3º - Dead Space: Aftermatch, 4º Dead Sapce 2 (Game). E sei que Dead Space 3 (Game) está em produção.
Toda a história está ficando um pouco chata, pois a base está sendo sempre a mesma, uma equipe vai ao espaço para encontrar a nave perdida, saber o que aconteceu com a tripulação e trazer para terra o objeto encontrado no espaço. E sempre acabam se dando mal. Dessa vez a história mudou um pouquinho, pois tripulantes são encontrados vivos, mas a maioria está com sequelas do contato feito com o artefato alien, alucinações, delírios. Assim, todos passam por uma bateria de exames e testes que farão eles viver ou morrer. A história toda é contato pela visão de cada tripulante do que aconteceu, são flashbacks de cada um. Achei bem legal a forma adotada pelo roteiro. Mais uma vez, pra quem acompanha os games, o filme é bem legal, pra que não acompanha o filme será bem ruim.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A Perseguição (The Grey) - 2011


07/06/2012 - 48
Nota: 4.5 / 7.0 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Joe Carnahan
Roteiro: Joe Carnahan
Elenco: Liam Neeson, Dermot Mulroney, Joe Anderson, James Badge Dale

Crítica:
Nossa, mas que filme ruim. Lian Nelson, meu amigo, você é muito melhor do que isso, escolha melhor seus filmes. O filme tem uma premissa excelente, e tinha tudo para ser bom.
A história conta como um grupo de sobreviventes de um acidente aéreo. O acidente acontece em montanhas geladas, onde o frio é provavelmente abaixo de zero. E para piorar as coisas ainda existem lobos assassinos de humanos. E esse foi o problema. O filme é bom até os sobreviventes saírem dos destroços do avião. Depois disso o foca fica com os lobos, que são cientificamente impossíveis de existir, e ainda são bem mal feitos digitalmente. O filme fica fraco e ridículo, o roteiro incoerente. “Temos que  matar os lobos, um por um”, ao final do filme você descobre que só um lobo foi morto por eles.
Realmente não recomendo, perda de tempo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Um Novo Despertar (The Beaver) - 2011


05/06/2012 - 47
Nota: 6.5 / 6.7 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Jodie Foster
Roteiro: Kyle Killen
Elenco: Mel Gibson, Jodie Foster, Anton Yelchin, Jennifer Lawrence, Michelle Ang

Crítica:
Assisti a esse filme porque gosto do Mel Gibson, apesar dos problemas pessoais, o considero um grande ator, e melhor ainda como diretor. Sempre vou assistir aos filmes que ele está envolvido.
O filme conta a história de um pai de família em total depressão, onde seu filho não o suporta e tenta nunca ser igual ao pai, sua filha não entende muito bem o que está acontecendo, pois é muito nova para compreender e sua mulher que não agüenta mais, e o expulsa de casa. Mas tudo muda quando ele encontra um muppet (marionete) em uma lixeira. Um boneco de castor. Assim ele passa a conversar com o Castor, e faz com que todos a sua volta conversem com o Castor e não mais com ele. Logo vemos que com o Castor não existe mais depressão, mas quem vai agüentar conversar e se referir sempre a um boneco.
É um drama bem pesado, mas com momentos engraçados. A atuação de Gibson é excelente. Gostei do filme, e recomendo.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Um Método Perigoso (A Dangerous Method) - 2011


30/05/2012 - 46
Nota: 7.0 / 6.6 (IMDB)
Formato: HD

Direção: David Cronenberg
Elenco: Michael Fassbender, Keira Knightley, Viggo Mortensen, Sarah Gadon, Vincent Cassel

Crítica:
Um drama romântico que tenta nos contar um pouco da história da psicanálise, sobre Sigmund Freud, Carl Jung e Sabina Spielrein, em meio ao romance entre Carl Jung e Sabina Spielrein. Está longe de ser um ótimo filme, mas mesmo pra quem não tem interesse nenhum em psicanálise ou em Freud, é legal conhecer um pouco da história e como eles faziam sua experiências, e tiravam suas conclusões. [SPOILER] Interessante saber que Spielrein foi tratada por Jung, por supostos problemas mentais, e assim passou a se interessar pela psicanálise e mais tarde se tornou um das maiores psicanalistas do mundo. Também foi triste saber que ele morreu junto com suas duas filhas, assassinadas pelos nazistas. Legal saber que Carl Jung discordava totalmente de Freud em alguns pontos de vista e no filme fica claro que Freud não aceita isso muito bem, provavelmente porque Jung  estava certo.
Keira Knightley está ótima, um papel bem difícil, muitas vezes parecendo totalmente louca. Viggo Mortensen e Michael Fassbender não precisaram se esforçar tanto para seus papeis.
Gostei do filme, mas não pra qualquer um, acho que é um tema muito específico.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

30 Minutos ou Menos (30 Minutes or Less) - 2011


29/05/2012 - 45
Nota: 5.0 / 6.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Ruben Fleischer
Roteiro: Michael Diliberti
Elenco: Aziz Ansari, Danny McBride, Jesse Eisenberg, Michael Peña, Nick Swardson

Crítica:
Assisti esse filme porque foi o primeiro que achei com 1h30 de duração. E também estava a fim de ver uma comédia pra relaxar, além disso, gosto do Jesse Eisenberg, ele fala rápido e seus filmes tem que prestar bastante atenção. Mas dessa vez eu errei feio. Nosso que filme chato e bobo.
Jesse Eisenberg faz um entregador de pizza fracassado, que se envolve com dois idiotas que o forçam a roubar um banco. Os motivos pra tudo são tão ridículos que não chegam nem ser engraçados. Tem cenas que parecem até com Todo Mundo em Pânico e outros do gênero. Realmente não recomendo.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Hanna - 2011


25/05/2012 - 44
Nota: 7.5 / 6.9 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Joe Wright
Roteiro: Seth Lochhead
Elenco: Saoirse Ronan, Cate Blanchett, Eric Bana

Crítica:
Um tema batido, mas que sempre gostamos de assistir. Um personagem que é treinado para matar e desenvolve suas habilidades e torna-se uma arma mortal. É assim que o filme começa com Hanna finalizando seu treinamento sem seber porque e pra que. Com o desenrolar do filme sua história vai sendo contada, com ela sempre sendo perseguida por vários agentes que querem capturá-la. Vale lembrar que Hanna é uma pré-adolescente. Gostei muito do filme, da história e da atuação de Saoirse Ronan. A única coisa que não ficou boa e era essencial, foram a cenas de luta, ficou muito teatral, coreografado demais. Não chega a estragar o filme, mas ficamos sem acreditar que eles estão batendo mesmo. De qualquer maneira acho que é um bom filme e que vale a pena assisti-lo.

Contágio (Contagion) - 2011


21/05/2012 - 42
Nota: 6.5 / 6.8 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Steven Soderbergh
Elenco: Matt Damon, Laurence Fishburne, Marion Cotillard, Kate Winslet, Elliott Gould, Jude Law, John Hawkes, Enrico Colantoni, Bryan Cranston, Jennifer Ehle, Gwyneth Paltrow

Crítica:
Mais um filme de epidemia, um tema batido, mas com essa quantidade de bons atores achei que poderia ser algo diferente, e foi, mas foi diferente pra pior. Os atores não tiverem tempo em cena para trabalhar bem, todos apareceram, mas muito rapidamente. Outra coisa que não ficou muito bom foi o fato de o filme parecer um documentário. Eles buscaram fazer todos os passos que aconteceria se uma epidemia tomasse conta do planeta. Focaram no desenvolvimento científico para achar a vacina e na busca de como a epidemia se espalhou, paciente zero.
É legal ver que uma epidemia poderia matar muitos, mas os humanos são capazes de não deixar sua raça acabar. Não desse jeito. Acho que tem filmes melhores, não vale a pena ver.

Drive - 2011


20/05/2012 - 41
Nota: 7.0 / 8.0 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Nicolas Winding Refn
Elenco: Ryan Gosling, Albert Brooks, Carey Mulligan, Ron Perlman, Oscar Isaac, Bryan Cranston, Christina Hendricks, Kaden Leos.

Crítica:
Filme esquisito, uma mistura do personagem sem nome de Clint Eastwood nos filmes de faroeste com Taxi Driver.
Um motorista caladão, com vida secreta entra na vida de sua vizinha, quando o marido sai da prisão e precisa de ajuda para resolver uma última dívida. Assim o motorista resolve ajudá-lo.
O filme é bem lento até o motorista e o marido se juntarem, depois dissa o pau quebra, o filme fica bem violento, com mortes bem cruas, e as cenas mostram tudo. Gostei do filme, mas achei a nota do IMDB um pouco alta. Para quem gosta do gênero é um ótimo filme.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Compramos um Zoológico (We Bought a Zoo) - 2011

12/05/2012Nota: 8.0 / 7.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Aline Brosh McKenna, Cameron Crowe
Elenco: Elle Fanning, Patrick Fugit, Scarlett Johansson, Matt Damon, Thomas Haden Church

Crítica:
Em princípio estava resistente a assistir esse filme por achar que se tratava de uma comédia. Ultimamente lançaram muitos filmes com animais, e todos eram comédias chatas. Mas minha mãe assistiu e o recomendou. Normalmente quando ela recomenda é porque o filme é alegre e gostoso de assistir.
E foi exatamente isso, o filme é bem legal, uma mistura de drama com algumas pitadas de comédia. E é uma história verídica.
A história do filme bate bem com algumas já exploradas, conflito entre pais e filhos. E em algumas delas com as ausências do pai ou da mãe. Veja Os Descendentes, Árvore da Vida, Tão Forte e Tão Perto.
Resumindo a história, um pai resolve comprar o zoológico para tentar resgatar a convivência com os filhos, mas um zoológico não tem nada de simples. Assim o filme se passa todo entre os conflitos familiares e os problemas para prepara o zoológico para a reinauguração.
É bem legal e emocionante, vale a pena assistir.

Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers) - 2011


12/05/2012 - 39
Nota: 7.0 / 5.8 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Paul W.S. Anderson
Roteiro: Andrew Davies
Elenco: Luke Evans, Ray Stevenson, Matthew Macfadyen, Christoph Waltz, Mads Mikkelsen, Milla Jovovich, Logan Lerman, Juno Temple

Crítica:
Mais uma adaptação da aventura de Alexandre Dumas. Dessa vez com um pouco mais de tecnologia, tanto pra fazer o filme, quanto na história.
Mais uma vez a história começa apresentando os três mosqueteiros e mostrando como D'Artagnan entra para o grupo. E depois a história se desenvolve de forma que os 4 precisam enfrentar um vilão para salvar o rei e a rainha. Mas dessa vez não foi pra salvar [SPOILER] e sim pra resgatar um colar de brilhantes, um pouco infantil! Esse é o principal ponto fraco do filme. O roteiro é bobo.
O ponto forte são os efeitos especiais. Muito legal mesmo, as lutas com espadas, os navios dirigíveis. Mas é só.
Funciona bem como uma aventura, e nada mais. Temos outros filmes melhores do gênero.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cowboys e Aliens (Cowboys & Aliens) - 2011


05/05/2012 - 36
Nota: 6.0 / 6.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Jon Favreau
Elenco: Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wilde, Paul Dano, Clancy Brown, Keith Carradine, Sam Rockwell, Adam Beach, Abigail Spencer, Ana de la Reguera, Noah Ringer

Crítica:
Mistura estranha e que não deu muito certo. Uma ação de ficção pau quebrando com faroeste, é um pouco controverso. Faroeste normalmente são filmes bastante lentos, e que fazem um preliminar grande antes do clímax e da ação. Filmes de ficção e ação são mais agitados, com ação o filme todo. Assim eles praticamente dividiram o filme em dois, o início é bem faroeste lento, mas quando [SPOILER] os ET’s aparecem o filme mudo para ação o tempo inteiro. Mas isso não deixa o filme de todo ruim.
O problema maior está mesmo no roteiro e nos personagens que não funcionam muito bem. A personagem de Olivia Wilde não se explica, está lá só pra  ter uma mulher bonita no filme. Os motives dos ET’s são ridículos. Isso sim torna o filme ruim.
A única coisa legal é que eles retrataram os ET’s com uma tecnologia antiga, apesar de muito mais avançado do que os humanos. Que faz o todo sentido.
No final das contas é não um bom filme, divertido, mas existem vários bons filmes para assistir que vá nos divertir também e são bem melhores que esse.