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sábado, 11 de outubro de 2014

Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks) - 2013

06/06/2014
Nota: 9.0 / 7.6 (IMDB)
Formato: HD

Direção: John Lee Hancock
Elenco: Emma Thompson, Tom Hanks, Colin Firth, Paul Giamatti, Jason Schwartzman, Bradley Whitford, Annie Rose Buckle, Ruth Wilson, B.J. Novak, Kathy Baker, Rachel Griffiths, Ronan Vibert

Crítica:
Um filme com o título Walt nos Bastidores de Mary só podemos esperar que o protagonista principal fosse Walt Disney, e a história gire em torno da sua participação no filme Mary Poppins. Mas o filme na verdade se chama Saving Mr. Banks, que numa tradução literal seria Salvando Sr. Banks, que mesmo literalmente, é o título mais adequado para história.

Mary Poppins - 1964 é um clássico infantil da Disney, ganhador de 5 Oscares, inclusive para Julie Andrews como melhor atriz. O filme conta a história de uma babá com poderes mágicos, que aparece para cuidar dos filhos de Sr. Banks.

A personagem principal do filme não é Walt Disney, e sim, Pamela Travers escritora do romance infantil Mary Poppins. O roteiro mostras com flashbacks duas histórias distintas, uma é sobre a infância de Travers, a outra é sobre sua relutância em deixar o estúdio Disney adaptar seu livro para o cinema.


O filme inicia mostrando o passado da família Travers e as dificuldades que Pamela viveu em sua infância. Seu pai tinha problemas com bebida, mas ainda assim mantinha um bom emprego como gerente de banco.
No presente, Walt Disney negocia com Travers a compra dos direitos para transformar seu romance em filme. Após vários telefonemas, Disney a convence ir ao estúdio para uma conversa pessoal. 

A relação entre os dois momentos da história está para explicar como Travers se tornou uma mulher amargurada e triste. Sua relação com o pai é bastante explorada, e dessa que molda a personalidade da escritora P.L. Travers.


Logo ao chegar um Los Angeles, Travers mostra seu mau humor em vários momentos, ao tratar com o motorista que vai buscá-la no aeroporto, ao encontrar com Walt e nas negociações do contrato. Travers concorda em assiná-lo, mas somente após sua aprovação do roteiro. Com isso, ela começa a restringir todas as ideias que considera errada na história, seu receio é que os roteiristas transformassem sua personagem em uma boba alegre. 

Seu perfeccionismo fica aflorado, e os roteiristas passam apertado para conseguir agradá-la. Em princípio ela restringe qualquer cena com desenho animado, e também cenas musicais.


Com a história de sua infância entendemos e aprendemos a gostar de seu jeito e de suas motivações, ao mesmo tempo em que acompanhamos a sua aceitação para assinar o contrato, pois a história que escreveu é uma visão sonhada para seu pai. O Sr. Banks da história é a ideia de pai que ela gostaria de ter tido, e Mary Poppins é a babá que cuidou dela na falta do pai.

Para favorecer positivamente e valorizar essa história, temos dois grandes atores nos papéis principais: Tom Hanks como Walt Disney e Emma Thompson como Pamela Travers. Os dois estão excelentes, mas Thompson dá um toque especial em sua interpretação, nos mostrando de forma realística o comportamento de Pamela.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Valente (Brave) - 2012

10/04/2013 - 19
Nota: 6.5 / 7.5 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Mark Andrews, Brenda Chapman, Steve Purcell
Roteiro: Brenda Chapman, Irene Mecchi
Vozes: Kelly Macdonald, Billy Connolly, Emma Thompson, Craig Ferguson, Julie Walters, Robbie Coltrane, Kevin McKidd, John Ratzenberger

Crítica:
A Pixar conseguiu criar uma reputação incontestável na produção de animações cinematográficas. Valente (Brave) - 2012 é seu 13º longa metragem, com os 11 primeiros bastante aclamados pela crítica. Em seu 12º filme, Carros 2 (Cars 2) – 2011, aconteceram incisivamente, as primeiras críticas negativas, foi um filme feito com características que a Disney coloca nas sequências de suas animações:  filmes realizados pensando apenas financeiramente, os famosos “caça nickels”, aproveitando-se do grande sucesso do primeiro.

Valente não é uma sequência, mas veio com a pressão de fazer a Pixar voltar a realizar uma animação com a mesma qualidade dos primeiros filmes. [SPOILER...] Seu enredo conta a história da primeira princesa da Pixar, Merida, que vive nas montanhosas das terras altas da Escócia. Desde sua infância, Merida demonstra não ser uma princesa tradicional, tanto que em seu aniversário, ainda na infância, seu pai lhe dá um arco e flecha de presente, isso só a faz buscar cada vez mais atividades de meninos, andando de cavalo, treinando tiro ao alvo com flechas etc. Enquanto sua mãe tenta de qualquer maneira transformá-la em uma princesa tradicional, com modos refinados e todas as formalidades de seus antepassados.


Quando ela atinge certa idade, sua mãe a oferece para os pretendentes de cada um das três tribos do reinado. Os candidatos, filhos primogênitos dos chefes das tribos, terão que passar por uma olimpíada para saber quem será o futuro marido de Merida. Propositalmente ela escolhe arco e flecha para a competição. E depois dos três candidatos acertarem o alvo, e um deles, sem querer, acertar o centro, Merida candidata-se para ganhar a sua própria mão. Super treinada, acerta todos os alvos com perfeição, causando revolta à sua mãe.

As duas brigam e Merida corre para a floresta, onde encontrar uma bruxa, que lhe dá um feitiço para fazer a sua mãe mudar de ideia e não forçá-la a casar. Então, Merida oferece um bolo enfeitiçado à sua mãe, e a transforma em um urso.

A história segue com Merida tentando esconder sua mãe urso de seu pai, ao mesmo tempo em que tenta descobrir como quebrar o feitiço. Ao final Merida consegue desfazer o feitiço, as duas se entendem e Merida não é mais obrigada a se casar. [FIM SPOILER]


A história é bem fraca, principalmente a partir da segunda metade, pois a premissa inicial nos deixa com grande expectativa, uma menina que busca de todas as forma seus direitos de liberdade, com a mesma autonomia que fizeram as revoluções feministas. Poderiam transformá-la numa guerreira, ou algo do gênero,  quebrando totalmente as barreiras das tradições da época. Tinha potencial para ser uma história muito melhor e completamente diferente.

Mas partiram para um tema bastante utilizado pelo cinema, o conflito entre pais e filhos. Alguns exemplos são: A Árvore da Vida (The Tree of Life) - 2011, Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right) - (2010), Os Descendentes (The Descendants) - 2011. A adolescência é uma fase de conflitos que todos os seres humanos passam. É a transição da infância para a fase adulta, onde achamos que sabemos tudo, que somos dono do mundo, mas na verdade ainda estamos engatinhando e conhecendo as responsabilidades que implica se tornar adulto. Os pais tem insegurança de soltar os filhos, de deixá-los ir para a vida, e os filhos querem liberdade total, fazer o que quiserem, mas na maioria das vezes, são atitudes inconsequentes.

Hoje percebemos que a fase adolescente está se prolongando, com os pais segurando os filhos dentro de casa, não os deixando ter suas responsabilidades. Ao mesmo tempo, os adulto-adolescentes não querem assumir responsabilidades alguma, continuam na comodidade da casa dos pais, onde não precisam fazer nada, e muito menos pagar alguma conta, nem mesmo as suas. Essa é uma realidade bastante presente no meio em que vivo. Isso é muito triste, "são os filhos de papai", "criados com vó".


Ainda assim, o ponto forte da Pixar ganha bastante destaque, a tecnologia da computação gráfica está cada vez melhor. Os cabelos cacheados de Merida é algo impressionante, tanto na realidade, quanto na textura, os fios de cabelo são independentes. Havia assistido várias animações em que os cabelos são bem feitos, mas nesse, eles chegaram à perfeição.

Acredito que a Pixar ainda tem um grande potencial para voltar a fazer seus excelentes filmes. Algumas sequenciam estão por vir: Universidade Monstros (Monsters University) - 2013 e Procurando Dory (Finding Dory) - 2015. E mais um original: The Good Dinosaur - 2014. Tenho grande expectativa no Universidade Monstros, pois considero seu antecessor, Monstros S.A. (Monsters, Inc.) - 2001, o melhor filme da Pixar.

sábado, 26 de março de 2011

Educação (An Education) - 2009

09/02/2010 - 20
Nota: 7.0
Formato: DIVX

Direção: Lone Scherfig
Roteiro: Nick Hornby (I)
Elenco: Rosamund Pike (Helen), Cara Seymour (Majorie), Olivia Williams (Sra. Stubbs), Sally Hawkins (Sarah), Matthew Beard (Grahan), Dominic Cooper (Danny), Peter Sarsgaard (David), Carey Mulligan (Jenny), Emma Thompson, Alfred Molina (Jack)

Crítica:
Um filme sobre contracultura e ao mesmo tempo sobre o quanto podemos estar errados quando temos absoluta certeza que estamos certos. Crítica à sociedade, e aos valores que a sociedade impõem pra gente, e que a maioria das pessoas seguem segamente sem questionar nada. O ser humano é assim, não conseguimos viver sem isso.
Mostra também como nossa vida é feita de etapas, e as vezes tentar pular uma delas pode ser prejudicial e sem volta.
A base da estória gira em torno de uma adolescente que vê em seu namorado mais velho uma forma de enfrentar a sociedade, seus valores e seus pais.
Gostei do filme acho que vale a pena assistir, até para refletirmos sobre nossos valores.