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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Guerra Mundial Z (World War Z) - 2013

24/07/2013
Nota: 7.5 / 7.2 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Marc Foster
Roteiro: Matthew Michael Carnahan, Drew Goddard, Damon Lindelof
Elenco: Brad Pitt (Gerry Lane), Mireille Enos (Karen Lane), James Badge Dale (Capitão Speke), Daniella Kertesz (Segen)

Crítica:
Há dois tipos de filmes de zumbis: os que levam a sério e realmente é um filme de terror, e os que vão para o gênero comédia. Eu, particularmente, prefiro os que levam a sério, como: Extermínio (28 Days Later) - 2002 e Eu Sou a Lenda (I Am Legend) - 2007. Mas não quer dizer que não gosto das comédias, pois há bons filmes desse gênero, como: Zumbilândia (Zombieland) - 2009 e Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead) - 2004.

Guerra Mundial Z entre no gênero de que gosto mais, terror e suspense de verdade, sem comédia. [SPOILERS...] Como todo filme de zumbi, esse começa explicando como o vírus se espalha e como infecta as pessoas. É interessante que a cenas inicias procuram nos trazer para uma realidade possível. Gerry e sua família estão tomando café da manhã enquanto acompanham o noticiário mostrando coisas estranhas acontecendo pelo mundo, dizendo que um vírus vem se espalhando e infectando as pessoas de forma estranha com se fosse raiva (doença de cachorro). Logo depois saem de casa no carro da família sem levar a séria as notícias, como fazemos sempre com noticiários, sempre achamos que algo longe da gente, ou que nunca acontecerá conosco, coisas só de televisão.


No meio do congestionamento começam as confusões. Quando eles percebem a correria, Gerry consegue uma brecha e arranca o carro seguindo um caminhão que destrói tudo pela frente, até serem atingidos por outro carro, num choque bastante realístico. A família sai do carro e corre para se esconder num motorhome, enquanto veem os zumbis correrem para todos os lados e atacando as pessoas. Gerry tenta reparar tudo, até quanto tempo um humano demora a se transformar em um zumbi. Eles encontram um supermercado e entram para pegar comida e remédio, pois uma de suas filhas é asmática. Após saírem, percebem que o motorhome foi levado, assim procuram refúgio em prédios residenciais próximos. Dentro de um dos prédios acabam encontrando outra família em dos apartamentos. Gerry entra em contato com um amigo do governo que disponibiliza um helicóptero para buscá-los no terraço do prédio ao amanhecer. De manhã eles saem em silêncio absoluto, mas logo encontram muitos zumbis, e descobrem que o barulho os atrai. Ainda assim conseguem entrar no helicóptero e são levamos para um porta aviões no oceano.

Gerry é convocado para uma missão, por sua experiência em guerras, mas rejeita imediatamente. Sob ameaça de sua família ser retirada do porta aviões, ele é obrigado a fazer o que estão pedindo, acompanhar um cientista na procura da cura do vírus.


Nesse contexto, Gerry viaja por vários países, sempre enfrentando zumbis, com alguns de seus colegas morrendo, mas procurando recolher o maior número de informações e tentando conectá-las para que ache alguma forma de cura. Uma das imagens que não sai de sua cabeça é que em alguns momentos os zumbis não mordiam certos tipos de pessoas. No meio da multidão eles desviavam dela como se fosse um obstáculo fixo e não a atacavam. Assim, Gerry junta as várias peças de informações e como num sexto sentido, descobre que essas pessoas eram doentes, e o vírus sabia, de alguma forma, que precisa de um corpo saudável para se desenvolver, por isso não atacavam doentes. Mas qual é a doença?  Precisa ser uma doença curável, claro! O fim do filme se passa na tentativa de Gerry chegar até o laboratório onde estão todos os tipos de doenças e na tentativa de identificar um que vá funcionar. Será preciso fazer um teste, que poderá ser mortal. [FIM SPOILERS]


Filmes desse gênero precisam ter um suspense muito bem elaborado para que o terror funcione com maior realismo. E é isso que acontece em Guerra Mundial Z, além de boas cenas de ação, o suspense em momentos certos é bem explorado, nos deixando sempre apreensivos, e mesmo sabendo que algo está para acontecer, somos surpreendidos com sustos em várias cenas.

Isso é sensacional. Brad Pitt não teve muito trabalho para atuar, dramaticamente não foi muito exigido, mas cumpriu bem seu papel, pois ele é praticamente o protagonista do filme, uma má atuação estragaria o filme.

O roteiro também ficou bom, bem conciso e sem furos. A ideia de doenças humanas funcionarem com um escudo contra os zumbis não é inovador, mas foi muito bem colocado. Serviu também para dar abertura para uma sequência, pois a cura ou vacina não foi encontrada. Outro ponto importante foi como os zumbis foram concebidos, o que chamam de zumbis velozes, pois em vários outros filmes eles andam lentamente e cambaleantes. Nesse não, eles correm muito rápido, isso dá mais suspense ao filme, nos faz torcer para que eles não alcancem os personagens. Mas ainda assim deram uma explicação de porque os zumbis ficam lentos e cambaleantes.

Pra mim, Guerra Mundial Z entrou na lista dos melhores filmes de zumbi, e espero que eles terminem a trilogia.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Universidade dos Monstros (Monsters University) - 2013

02/07/2013
Nota: 7.5 / 7.8 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Dan Scanlon
Roteiro: Robert L. Baird, Daniel Gerson, Dan Scanlon
Elenco: John Goodman, Billy Crystal, Steve Buscemi, Jennifer Tilly, Kelsey Grammer, Frank Oz, Dave Foley, Julia Sweeney, Peter Sohn, Joel Murray, Ken Jeong, Rob Riggle, J. B. Smoove, John Ratzenberger

Crítica:

De todas as animações da Pixar, para mim, Monstros S.A. (Monsters, Inc) - 2001 é a melhor de todas. Sempre considerei a ideia de sua história genial, pois quem nunca olhou de baixo da cama, ou dentro do armário para ver se não tinha alguma coisa lá. E eles deram uma explicação para esse medo que a maioria das crianças tem.


Nessa onda de fazer sequência para suas melhores animações, os monstros assustadores de criança entraram na fila, mas em vez de uma continuação, resolveram fazer um prelúdio.


[SPOILERS...] A história conta como os amigos Sulley e Mike se conheceram, muito antes de trabalharem juntas na fábrica de sustos. Tudo começa com Mike se inscrevendo na universidade, onde um dos principais cursos é o de assustadores. Muito dedicado, Mike se destaca pelos seus estudos e ideias inovadoras, mas sua capacidade de assustar é ineficaz, pois é muito bonitinho para ser assustador. Sulley também é um dos calouros do curso, mas por vir de uma família tradicional de assustadores, não tem problemas algum para assustar, e por isso acha que não precisa de estudar os métodos de sustos. Os dois acabam criando uma rixa, e numa aula prática acabam se envolvendo em um acidente, por tentarem um ser melhor que o outro, e acabam expulsos do curso. Assim, a única forma que Mike encontra para provar ser um grande assustador, é na olimpíada de sustos, sua equipe é composta somente por "nerds", e por Sully, que inevitavelmente precisou entrar para equipe. Assim a diretora do curso o faz uma proposta, caso sua equipe vença a disputa, eles voltam para o curso, caso percam, serão banidos da universidade.


E é assim que a história continua, com as provas e a equipe de Mike e Sully vencendo-as, ora por sorte, ora pelos treinamentos realizados ao longo da olimpíada. Mike sempre estudando todas as possibilidades e técnicas, e Sully com seu talento natural. E por traz mostrando como a amizade dos dois vai se formando aos poucos. [FIM SPOILERS]


É pleonasmo dizer em filmes da Pixar que a computação gráfica, os efeitos especiais estão excelentes, mas é sempre bom reforçar tudo que é perfeito. Impecável. O roteiro ficou dentro da expectativa, não é surpreendente como o primeiro filme, pois trata de assuntos já batidos do cinema, como amizade, redenção etc., mas que todos nós gostamos. Depois dos fracos Carros 2 (Cars 2) - 2011 e Valente (Brave) - 2012, podemos perceber que a Pixar está começando a voltar para o caminho que os fizeram ser os melhores.

E no fim do filme podemos ver rapidamente como os dois conseguiram o emprego na fábrica de sustos.

Extremamente divertido para adultos e principalmente crianças. Vale a pena conferir.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Depois da Terra (After Earth) - 2013

16/06/2013
Nota: 4.5 / 4.9 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: M. Night Shyamalan
Roteiro: M. Night Shyamalan, Gary Whitta
Elenco: Will Smith (Cypher Raige), Jaden Smith (Kitai Raige), Isabelle Fuhrman (Rayna), Kristofer Hivju (Chief Security), Gabriel Casta (Ranger), Mohamed Daha (Ryan), Zoe Kravitz (Senshi Raige), Sophie Okonedo (Faia Raige), David Denman (McQuarrie), Lincoln Lewis (Bo)

Crítica:
Sou fã do cinema e sempre procuro valorizar a inovação, as pessoas que tentam a todo custo fazer algo diferente sem pensar somente no retorno financeiro. Admiro muito M. Night Shyamalan, que é um diretor inovador, apesar da maioria de seus filmes ser grandes produções visando grandes lucros, ele coloca neles algo diferente, com críticas profundas ao mundo de hoje, seja político, ético ou moral. Temos como exemplo Os Sinais (Signs) - 2002, que nada tem haver com ETs, apesar do filme inteiro eles estarem envolvidos; e A Vila (The Village) - 2004, que um crítica à sociedade e a moral em que vivemos.

Em seus últimos filmes ele vem trazendo essa crítica, mas não conseguiu fazer roteiros que sejam concisos a ponto de ser ao mesmo tempo surpreendente e inovador, normalmente está chato e sem qualquer nexo com a realidade plausível.

Nesse, a crítica é que o planeta Terra de alguma forma se rovoltou contra os humanos, numa anologia com os anticorpos, lutando contra um vírus letal. Quase uma continuação de Fim dos Tempos (The Happening) - 2008, que nos trouxe uma das situações mais ridículas do cinema, os persongens correndo do ar/vento. 
Tirando a boa ideia crítica da história, o restante do filme é realmente fraco. Começando pela atuação de Jaden Smith, que diferentemente de seu pai, ainda não sabe atuar com a realidade necessária para nos fazer acreditar em seus personagens, seu melhor trabalhar ainda era criança, em À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness) - 2006. o restante de sua filmografia é bem fraca. Will Smith vem tentando de todas as forma transformar seu filho num grande ator, mas está muito longe disso ainda. Mais uma prova que talento não se passa de pai para filho.


[SPOILERS...] Jaden faz um recruta de soldado, Kitai, num futuro distante, onde os humanos foram obrigados a se mudar para outro planeta, pois a Terra ficou inabitável. Kitai vem treinando para ser efetivado como guerreiro, seguindo os passos de seu pai. O velho clichê de conflito entre pai e filho. Em uma das missões seu pai resolve levá-lo, mas acabam sofrendo um acidente e a nave acaba caindo na Terra. Coincidentemente só sobrevivem pai e filho.

A partir disso, esperamos que o filme vá ganhar mais ação e melhorar consideravelmente, mas é justamente o contrário que acontece. As sequencias dramáticas entre os dois são extremamente chatas. Aogra Kitai precisa cruzar a floresta para chegar na cauda da espaçonave e acionar o sinalizador que chamará o resgate, para isso terá que enfrentar os habitantes de Terra, que segundo a história evoluíram para exterminar os humanos. Assim, ele sai para a jornada monitorado por uma câmera pelo pai. Além disso, um monstro, que foi criado por uma raça alienigena para matar humanos escapou, durante a queda, e o obstáculo mais perigoso para Kitai. Esse é o pretexto do filme.


Agora vem os erros crassos do roteiro. Esse monstro allienigena foi criado para exterminar humanos, mas não tem olhos e os detecta pelo cheiro de um hormônio liberado quando os seres humanos estão com medo ou em pânico. Em determinado momento um animal ajuda Kitai na sua jornada, mas não evoluiram para matar homens? Esse são só os piores erros, mas ao longo da história precebemos mais algumas pequenas erros, sem explicação alguma. [FIM SPOILERS]

Antes de escrever a crítica, tentei de todas as formas imaginar explicações para tudo de ruim que o filme tem, mas não encontrei nenhuma. Shyamalan está se superando cada vez mais, o diretor de O Sexto Sentido (The Sixth Sense) - 1999 está se tornando um dos piores diretores de sua geração.

Realmente foi uma perda de tempo assistir esse filme.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Lincoln - 2012


30/01/2013 - 8
Nota: 8.0 / 7.9 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Steven Spielberg
Elenco: Daniel Day Lewis (Presidente Abraham Lincoln), Sally Field (Primeira-Dama Mary Todd Lincoln), Tommy Lee Jones (Congressista Thaddeus Stevens), David Strathairn (Secretário de Estado William H. Seward), Joseph Gordon-Levitt (Robert Todd Lincoln), James Spader (William Bilbo), Hal Holbrook (Francis Preston Blair), John Hawkes (Coronel Robert Latham), Jackie Earle Haley (Vice-Presidente dos Estados Confederados da América Alexander H. Stephens), Lee Pace (Congressista Fernando Wood), Jared Harris (General Ulysses S. Grant)

Crítica:
Steven Spielberg está de volta na direção de mais um drama de grandes proporções, o mesmo estilo empregado no excelente Munique (Munich) - 2005 e no fraco Cavalo de Guerra (War Horse) – 2011. Agora, Spielberg, junto com o roteirista Tony Kushner, contam uma parte importante da história estadunidense, com participação importantíssima do então presidente Lincoln. Foi baseando na obra biográfica de Lincoln: Team of Rivals - The Political Genius of Abraham Lincoln de Doris Kearns Goodwin. Lincoln foi o 16º presidente dos Estados Unidos, é um dos mais lembrados, pelos seus feitos e por ter sido assassinado.

O enredo mostra exatamente os meses em que antecederam a aprovação da 13ª emenda da constituição estadunidense, os quatro últimos antes do assassinato do presidente. Durante a guerra civil, que não é o foco do filme, o presidente atrela o fim da guerra à assinatura da emenda, e faz de tudo para que as duas coisas aconteçam ao mesmo tempo.


Spielberg foi incrivelmente feliz ao contratar Daniel Day Lewis para o papel principal. Lewis é um ator excêntrico, mas esse adjetivo se volta totalmente para sua competência. Normalmente suas atuações são extremamente fiéis, e sua determinação para compor um personagem impressiona. Fiz algumas leituras sobre seu comportamento nos sets de filmagem, e ele se transforma, de maneira que vivencia o personagem 24 horas por dia, e não aceita que ninguém o chame por seu nome, atendendo somente pelo nome de quem interpreta, mesmo fora das filmagens. Por isso, Lewis é admirado e se tornou um ator competente, vencedor de vários prêmios, incluindo dois Oscars. Nesse filme teve, mais uma vez, uma atuação extraordinária, sua aparência ficou incrivelmente perfeita. A fotografia e jeito com a câmera o mostrava, quase sempre de perfil, o deixou idêntico a Lincoln. Além disso, ele adotou uma voz rouca, com diálogos pausados e pacientes, mostrando seu envelhecimento e cansaço pelos quatro anos vivenciando a guerra.

[SPOILERS...] Em meio à guerra, Lincoln precisa travar uma batalha política para assinatura da emenda que acabará com a escravidão. Mas seu receio, é que o fim da guerra e consequentemente junção dos estados confederados à união, causarem a desistência da sua aprovação, pois os confederados fazem bastante uso da mão de obra escrava. Assim, Lincoln precisa correr para convencer e juntar os votos a favor, antes que a guerra acabe, mas para isso precisou usar sua influência política e algumas manobras antiéticas para dobrar seus companheiros republicanos e principalmente seus adversários democratas. Os republicanos foram convencidos por meio de diálogos e imposição irredutível para aprovação da emenda. Depois disso, solicitou seus melhores assessores para procurar pessoalmente os democratas que não foram reeleitos, pois seria mais fácil convencê-los, já que não tinham mais um vínculo formal com o partido. Enquanto o tempo passava, Lincoln precisou administrar a ansiedade de todos pelo fim da guerra, e ainda fez alguns movimentos para que ela não acabasse. Perto do dia da votação, Lincoln ainda precisou buscar votos pessoalmente e convencer alguns democratas, com palavras e chantagens emocionais. Assim, a emenda é votada e aprovada numa sequência de cenas tensas e emocionante. Ao fim, o roteiro mostra as negociações para rendição dos confederados e ainda encontrou tempo para mostrar como foi o assassinato de Lincoln. [FIM SPOILERS]


Como relatado, o filme não se trata de uma biografia por completo, apenas mostra um momento importante da história estadunidense, com um olhar direto sobre Lincoln. Mas há omissões sobre alguns métodos adotados por ele para conseguir os votos necessários na aprovação da emenda. Sabe-se que ele torturou alguns adversários colaboradores dos confederados, prendeu alguns jornalistas e fechou redações.

Os trejeitos adotados por Daniel Day Lewis com certeza não são os mesmos de Lincoln, muito provavelmente foi sua visão e imaginação que trouxe esse desempenho bastante agradável, dando veracidade aos fatos. Essa interpretação fez com que o filme ficasse lento, com diálogos muito bem  executados, de um jeito que sempre nos deixa a pensar. A maquiagem e a fisionomia de Lewis ficaram impressionantes, junto com o jogo de câmera, algumas cenas podemos dizer que é Lincoln de verdade.

A história foi muito bem contada, mesmo com as omissões, o roteiro nos prende, mesmo não tendo ação alguma, prestamos atenção em cada diálogo, em cada frase. Por isso, incrivelmente, a plateia do cinema em que o assisti, ficou em silêncio absoluto durante as quase duas horas e meia de projeção. Numa havia acontecido isso comigo. O cinema é do Shopping Boulevard em Belo Horizonte. Fica a indicação.


Desabafo:
É incrível como alguns de nós, muitas vezes eu, dá tanta importância à história dos EUA e para piorar, não valoriza a história brasileira. Critico-me várias vezes por não assistir à filmes latinos, europeus, e principalmente nacionais. Sei que ao focar em filmes estadunidenses, estou perdendo a oportunidade de valorizar o que é nosso, e a nossa história, mas ao mesmo tempo é difícil deixar de assistir um filme igual Lincoln, para assistir Dois Filhos de Francisco - 2005. Os EUA estão longe de ser um povo perfeito, cometem inúmeros erros por conta do capitalismo, inclusive no cinema, mas esse, é o que eles fazem com perfeição, independente da história que contam, eles conseguem fazer com que o planeta assista a seus filmes. Por bem ou por mal, e infelizmente, eu ainda prefiro arriscar assistir um filme deles e achar ruim, do que assistir um nosso para ver se é bom.

Assistam Lincoln!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Django Livre (Django Unchained) - 2012


23/01/2013 - 6
Nota: 9.5 / 8.7 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Jamie Foxx (Django), Leonardo DiCaprio (Calvin Candie), Christoph Waltz (Dr. King Schultz), Kerry Washington (Broomhilda), Jonah Hill, Samuel L. Jackson (Stephen), Zoe Bell (Tracker Peg), Tom Savini (Tracker Chaney), Don Johnson (Spencer Gordon Bennet), Michael Bacall (Smitty Bacall), Dennis Christopher (Leonide Moguy)

Crítica:
Quentin Tarantino é um dos melhores diretores da nova geração, apesar de pequena, sua filmografia é recheada de bons filmes. Alguns deles pegaram o conceito de “clássico”, e são lembrados em todas as listas de melhores filmes de todos os tempos. Pulp Fiction é um deles, e provavelmente o mais famoso.

Tarantino coloca em seus filmes a alma do cinema, eles tem tudo aquilo que queremos: entretenimento, adrenalina, suspense, alegria, tristeza, ação e sua ironia à violência, sem ligar para o que vão pensar ou falar de seu filme. Isso se aplica em filmes de gêneros bem diferentes como: guerra, drama, aventura e agora faroeste. E ainda consegue brincar com os espectadores colocando pequenas referências, para alguns, ligações, entre seus filmes. Basta assistir o curta Tarantino's Mind estrelado pelos atores brasileiros, Seu Jorge e Selton Mello.

Para ele, cinema tem que ser cinema, se não, é vida real. Sempre vou assistir a seus filmes, em qualquer situação. Pulp Fiction, por exemplo, vi oito vezes.


Django Livre conta a história sobre a jornada do ex-escravo Django (Jamie Foxx) ao lado do caçador de recompensas King Schultz (Christopher Waltz). Eles se juntam para resgatar a mulher de Django, Broomhilda (Kerry Washington), que agora é escrava do vilão e fazendeiro Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).

Nesse filme Tarantino se superou, todas as suas principais características foram colocadas e intensificadas: os longos diálogos, as reviravoltas e muito sangue. Uma homenagem aos westerns spaghetti, com várias referências, desde os créditos inicias até o duelo final. Um faroeste atual, mas que conta com as tradicionais cenas de tensão antes dos duelos, e diferentemente dos velhos faroestes, muitos deles não acontecem, que ao mesmo tempo é frustrante e interessante.

Podemos dividir o filme em três grandes partes. A primeira metade mostra como Django e Dr. Schultz se conhecem e se juntam para uma missão específica. A segunda metade segue a evolução de Django, como pessoa e como caçador de recompensas, tornando-se exímio atirador. A terceira metade conclui com a vingança de Django e resgate de sua esposa.

Christoph Waltz fez um papel muito parecido com o realizado em Bastardos Inglórios. Dr. King Schultz é um homem frio, mas ao mesmo tempo, sensível e inteligente. Gosta de dialogar, tudo que fala é bem pensado, mas suas atitudes podem ser inesperadas. Por isso, é um personagem metódico, correto e tem sua própria conduta ética, dentro dessas, tratar os negros como brancos.

Jamie Foxx faz papel do escravo Django, acostumado a ser humilhado por seus donos, vê em Dr. King Schultz a oportunidade de vingança. Interessante em sua interpretação, junto com as características que o personagem exigiu, foi o crescimento motivacional e de confiança que Django passa. Começa como um homem tímido e sem palavras, e aos poucos acompanhamos seu crescimento intelectual, determinação para vingança e autoconfiança. Isso nos faz envolver emocionalmente com o personagem, e passamos a concordar com suas atitudes, mesmo que, às vezes, sejam erradas. A cena chocante entre alguns cães e um negro exemplifica isso.

Leonardo DiCaprio é uma ator sensacional, praticamente acompanhei toda sua carreira, e hoje o considero um dos melhores atores, versátil e convincente, o que é mais importante. Nesse, ele faz o papel de vilão, Calvin Candie, dono da fazenda onde possui vários escravos, inclusive a esposa de Django. Sua participação começa na terceira metade do filme, quando iniciamos a conclusão da história. DiCaprio mostra um personagem mal, com desprezo pelos negros, que era comum na época, trata-os com se fossem, ou piores que animais. A cena da luta entre dois negros na sala de sua mansão demonstra bem isso.


Samuel L. Jackson, como Stephen, rouba a cena, sua participação não é tão grande, mas essencial para a trama. Ele faz um velho negro, servente há várias gerações dos Candie, por isso se tornou um negro com atitudes de branco. Percebemos que para sobreviver, tanto tempo, como escravo, ele precisou ser confiável a seus patrões brancos, e para isso, tratava todos os negros com se ele fosse branco. Os tremores e o mancar com sua bengala foi algo que nos faz acreditar na sua velhice e nos anos em que, possivelmente, sofreu como escravo.

[SPOILERS...] As duas primeiras metades da história também foram para nos contextualizar sobre a época em que se passa a história, e nos mostrar como os negros eram tratados. Apesar da história da escravidão ser extremamente triste e revoltante, várias momentos são feitos com humor negro, nos fazendo chorar e rir na mesma cena. Tarantino soube dosar muito bem o drama e a comédia, as lágrimas e o sorriso. Exemplo disso é a paródia que fez com a aparição de homens brancos encapuzados, referindo-se à origem da Ku Klux Klan. Esse humor negro e a comédia feita com um tema tão sério podem levar alguns a criticar negativamente o filme, mas como disse no início, essa, com certeza, não é a intenção de Quentin. A diversão cinematográfica é o foco, além de ser uma forma de prestar homenagem às pessoas que viveram esse drama.


Mas o ponto alto do filme está na terceira metade, quando juntam-se os principais personagens, e mostra como bons atores fazem a diferença. Waltz, DiCaprio e Foxx foram impecáveis, e ainda contaram com Jackson para chegar quase à perfeição. Os longos diálogos da negociação para a suposta compra do lutador negro, e resgate da escrava e esposa de Django, foi algo inexplicável. Nos deixa concentrado e tenso, realmente entramos emocionalmente na história, tudo acontece lentamente,  vamos nos envolvendo até que no clímax, explodimos juntos com o tiroteio sanguinário, vibrando e torcendo para que Django acabe com todos. Tudo indicava que seria o fim do filme, mas esse não é o último combate, se acabasse nesse momento não ficaria ruim, mas assim, não seria um filme de Quentin Tarantino, ainda tem o “grand finale”, e é claro, bem explosivo. [... FIM SPOILERS]

Acho que Tarantino conseguiu criar mais um clássico. Clássico é um conceito difícil de explicar, mas com certeza, dentro desse conceito, está o de filme excelente e que vai ser lembrado para sempre. São raros os que nascem conceituados dessa forma, e para mim, esse faz parte das exceções. Obrigado Quentin, por me fazer apaixonar cada vez mais pelo cinema.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

007 - Operação Skyfall (Skyfall) - 2012


10/11/2012 - 72
Nota: 7.5 / 8.1 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Sam Mendes
Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade, John Logan
Elenco: Daniel Craig, Judi Dench, Javier Bardem, Ralph Fiennes, Naomie Harris, Ben Whishaw, Bérénice Marlohe, Albert Finney

Crítica:
007 é o exemplo de franquia de filmes mais bem sucedida do cinema, são 23 filmes com atores principais e diretos diferentes em vários dos filmes. Eles seguem basicamente a mesma linha: espionagem e ação, uns mais, outros menos, e ainda assim conseguem sempre uma grande bilheteria.

Pra mim, existe dois principais fatores que fazem a franquia ir tão bem: o primeiro é não vincular o personagem a um ator, a agente 007 é treinado para assumir essa posição, assim em qualquer momento pode surgir um novo 007; a segunda é não interligar as histórias, aconteceu com Quantum of Solace (2008), mas logo viram que não iria dar certo.

Esse é um exemplo que tem que ser seguido, e repito, pois comentei isso em outras críticas, os filmes de super-heróis devem começar a seguir esse modelo, assim será mais fácil do público acreditar nos heróis e nas histórias quando mudar o ator principal. E por favor, parem de contar a origem dos heróis!

O roteiro do novo 007 manteve o mesmo gênero dos outros filmes, mas dessa vez, ele está mais humano, há menos cenas de ação e mais espionagem, e agora com algumas pontas de drama. [SPOILERS] Há um drama familiar sobre o passado do agente secreto, tanto que as últimas cenas são em sua casa natal.

[SPOILERS] Resumindo a história, tudo começa como sempre, uma cena de ação das mais exageradas, onde 007 persegue um espião que roubou informações sobre os agentes secretos da OTAN infiltrados em organizações terroristas. Na perseguição, 007 é atingido, acidentalmente, por uma colega e é dado com morto. O computador de M é hackeado e seu escritório explode, isso faz 007 voltar de suas férias como morto. Bond volta a perseguir o espião, mata-o e consegue chegar ao seu líder, Raoul Silva, através da Bond girl. James o captura, mas tudo está nos planos de Raoul, sua intenção é aproximar de M para matá-la por vingança. Raoul seria um ex-007 que foi abandono por M em uma missão, torturado e forçado a tentar suicídio. Após salvar M de ser morta, Bond a leva para sua casa natal, Skyfall, para usá-la com isca, atrair Raoul e surpreendê-lo. Após várias trocas de tiro e explosões, 007 consegue matar Raoul com uma faca, mas M morre com os ferimentos provocados por um tiro de Raoul, assim surge um novo M e 007 está pronto para mais uma missão.

A mudança no ritmo da história ficou boa, houve interação entre ação e o drama, não ficou mais aquela sensação de ser um filme só de ação e visual, agora os personagens estão mais bem trabalhados, conseguimos entender os problemas psicológicos de Bond. Inclusive o vilão, interpretado por Javier Baden, foi muito bem trabalhado com sentimentos de vingança e ódio expressados em cada close no seu rosto. Fique surpreendido pela coragem do diretor Sam Mendes e seus roteiristas, pois incluir um vilão gay na trama foi ousado. Baden fez uma interpretação impecável, um gay que mete medo em qualquer machão. A cena em que Raoul alisa Bond é sensacional, ao mesmo tempo engraçado e tenso. Daniel Craig mais uma vez está impecável como Bond, não vi os filmes mais antigos, mas dos que assisti, Craig faz, disparado, as melhores atuações. Ele incorporou todo o estilo que o personagem precisa.

Nesse filme o roteiro começou a definir algumas mudanças que poderemos ver nos próximos. M morreu e seu posto foi ocupado por outro agente, interpretado por Ralph Fiennes, Judi Dench ficou velha para o papel. Em alguns pontos a história deixa entender que Bond também está ficando velho, e realmente Daniel não tem mais cara de mocinho, apesar de se apresentar bastante forte, mas acho que provavelmente num próximo filme ele passe a vez.

Dos três 007 de Daniel Craig, esse ficou em segundo lugar, ainda não superou Cassino Royale (2006), mas foi melhor que Quantum of Solace (2008). Considero que todos os filmes, do agente mais famoso do mundo, devem ser assistidos, de preferência no cinema. É sempre, no mínimo, um bom filme. E Skyfall está dentro dos muito bons.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man) - 2012


22/07/2012 - 61
Nota: 7.5 / 7.6 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Marc Webb
Roteiro: James Vanderbilt, Alvin Sargent, Steve Kloves

Elenco: Andrew Garfield, Rhys Ifans, Emma Stone, Sally Field, Martin Sheen, Denis Leary, Campbell Scott, Irrfan Khan


Crítica:
Mais um reboot. Quando eles vão parar de dar reboot nos filmes de super herói e contar a origem deles.
Já temos Batman, Superman, Hulk e agora o Homem Aranha. Sei que os filmes são muito lucrativos, mas já chega de recontar histórias, eles mudam um pouquinho, mas é sempre a mesma coisa.
O Espetacular Homem Aranha conta mais uma vez como Peter Parker se transformou no Homem Aranha, mas dessa vez há um mistério sobre o que aconteceu com seus pais.
Isso nos faz acreditar que será contato em um segundo filme. A principal mudança da primeira trilogia para esse filme é a forma como o Homem Aranha é mostrado. Agora ele está mais humano, cheio de problemas pessoais, igual todos nós temos, e a história foca bastante nisso. O início do filme é bem drama, mostrando todos os problemas psicológicos que o Aranha tem, tendo que assimilar o sumiço dos pais, morte do tio e o poder em suas mãos. Ficou tudo focado diretamente nos problemas de Peter Parker. Achei que isso ótimo, trás o personagem para perto do espectador.
Alguns detalhes também fizeram a diferença, agora o Aranha tem um lançador de teias, as teias não nasceram nele. Mas eles poderiam ter explorado isso no filme, pois o mais bacana é ele se virar quando a teia acaba.
As atuações ficaram boas, mesmo nível da primeira trilogia.
Resumindo, o filme é mais do mesmo, por isso, desnecessário. Pra mim a única utilidade é dar continuidade ao personagem, mas não é preciso sempre recontar sua origem para dar continuidade a um personagem com ator diferente. Basta fazer uma história bacana e fazer o filme com se o personagem sempre existiu. Tipo 007. Nenhum de seus filmes depende um do outro o agente sempre existiu, e sempre enfrenta um vilão diferente. É isso que tem que ser feito com os super heróis.
De qualquer forma o filme é divertido e é sempre bom assistir filmes de super heróis.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Os Vingadores (The Avengers) - 2012


06/05/2012 - 37
Nota: 8.5 / 8.8 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Mark Ruffalo, Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Clark Gregg, Cobie Smulders, Stellan Skarsgård, Gwyneth Paltrow, Powers Boothe, Harry Dean Stanton, Samuel L. Jackson e a voz de Paul Bettany

Crítica:
A Marvel está muito a frente da DC Comics e mostra isso a cada filme. Os Vingadores vieram para fechar a sequencia de filmes com interligações entre si: Homem de Ferro, Incrível Hulk, Capitão América e Thor. Dentre esses o melhor são os filmes do Homem de Ferro e Os Vingadores ficou no mesmo nível. Mas a DC ainda ganha disparado com os filmes do Batman de Nolan, Dark Knight então, está anos luz de Homem de Ferro e Os Vingadores.
A principal dificuldade dos Vingadores é a quantidade de heróis, para dar uma boa atenção para todos eles, mas eles conseguiram. Tudo ficou muito bem dividido. Cada um com seus poderes e utilizando nos momentos corretos.  Até mesmo a Viúva Negra e o Gavião que não possuem poderes tiveram participação importante e completaram muito bem o filme. Principalmente a Viúva Negra que teve bastante atenção e papel importante para os vingadores.
Acho que tiveram dois vacilos no filme, e já adiando que não atrapalhou em nada.
O primeiro é um luta [SPOILER ] entre Thor e o Homem de Ferro. Eles lutam quase se acabam e a cena é cortada, logo depois os dois aparecem dentro da S.H.I.E.L.D. sem maiores problemas. Ficou sem sentido, uma luta apenas para mostrar ação no filme.
O Segundo é a mudança de comportamento do Hulk [SPOILER] primeiro ele quer matar qualquer um e fica totalmente fora de controle, depois chega com total controle dizendo que se transforma em qualquer momento. Depois fui reaparar, Loki o hipnotizou com um olhar, mas isso ficou tão sutil no filme que não dá pra entender, ainda mais que o filme sempre deixa tudo explicadinho desde o começo quando o cientista diz: “Loki! Ele é o irmão do Thor”.
Há um terceiro também, mas esse vamos ter que nos acostumar, pois os outros filmes também tem o mesmo problema. Disney! Com a Disney não tem sangue, ninguém more tudo é bonitinho. E por causa disso os vilões são sempre superficiais e não causam medo em ninguém. Isso aconteceu claramente no Capitão América e agora nos Vingadores.
Mas mesmo com tudo isso, o filme é ótimo, vale a pen aver e rever. São filmes de ação, super divertidos, para todos os gostos. Muito bom mesmo.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Heleno - 2011

04/04/2012 - 27
Nota: 8.0 / 7.6 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: José Henrique Fonseca
Elenco: Rodrigo Santoro, Alinne Moraes, Maurício Tizumba, Othon Bastos, Erom Cordeiro, Herson Capri.

Crítica:
Tive vários motivos para ver esse filme. Primeiro meu avô sempre falou de Heleno, que era um dos melhores jogadores que ele tinha visto jogar, inclusive chegou a compará-lo ao Pelé. Segundo que o filme conta parte da história do futebol brasileiro, para se ter uma ideia, Heleno era para estar na seleção da copa de 50, e isso é mostrado no filme.
[SPOILER] A história do filme é realmente centrada em Heleno, mas com pano de fundo conta sobre o Botafogo, sobre outros times do Rio, e sobre a seleção brasileira. Heleno foi o primeiro jogador problema do Brasil, tinha um temperamento forte, além de beber muito e cheirar éter. Mas o que mais influenciava no seu comportamento era o sífilis, que não aceitava ser tratado. Heleno foi ídolo por onde passou e marcou muitos gols, no Botafogo sua média é invejável 209 gols em 235 jogos.
Um dos principais detalhes do filme é a atução de Rodrigo Santoro, simplesmente perfeito. E a maquiagem feita para o fim da vida de Heleno ficou coisa de Hollywood.
É um filme para todos que gostam de futebol devem assistir.

Protegendo o Inimigo (Safe House) - 2012

27/03/2012 - 23
Nota: 7.0 / 7.0 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Daniel Espinoza
Roteiro: David Guggenheim, Daniel Espinoza
Elenco: Denzel Washington, Ryan Reynolds, Vera Farmiga, Brendan Gleeson, Robert Patrick, Sam Shepard

Crítica:
O Bourne velho. Com um tem bastante explorado o filme conta a história de um agente (Washington) da CIA que mudou de lado e é considerado um dos criminosos mais procurados do mundo. Ao ser preso precisa ser protegido por um recruta (Reynolds), sem experiência.
Com bastante ação e exageros a história se desenrola nesse contexto. É um filme divertido e nada mais, existe vários outros melhores com o mesmo tema.

sábado, 3 de março de 2012

As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne (The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn) - 2011

22/01/2012 - 08
Nota: 8.0 / 7.7 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Steven Spielberg
Elenco: Jamie Bell, Daniel Craig, Andy Serkis, Nick Frost

Crítica:
Uma pena os estadunidenses serem tão patriotas não aproveitarem para assistir um personagem tão bacana igual Tintim. Esse é o tipo de filme que não como ficar ruim, o personagem é aventura pura e simples, o filme é pau quebrando o tempo inteiro.
Não sei por que, mas me fez lembrar do jogo de PS3: Uncharted, pois segue o mesmo padrão de história. Tem um mistério a ser desvendado, e assim inicia-se a aventura, que aos poucos vai introduzindo novos personagens. Além disso, há bastante comédia, e em Tintim, Andy Serkis rouba a cena mais uma vez, fazendo um capitão bêbado, ficou muito engraçado e divertido. É bom lembrar que o personagem principal é interpretado por Jamie Bell, o famoso Billy Eliot.
Uma aventura para ver e rever. Espero que deem continuidade à trilogia.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (A Game of Shadows) - 2011

14/01/2012 - 04
Nota: 7.5 / 7.7 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Guy Ritchie
Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace, Jared Harris, Rachel McAdams, Stephen Fry, Kelly Reilly, Geraldine James, Eddie Marsan, Paul Anderson.

Crítica:
Hoje em dia tenho ido ao cinema bem raramente, então procure selecionar bastante o filme, tem que ser filmes que precisam do cinema, com muitos efeitos, muita ação. Isso foi apenas um comentário nada haver.
O segundo Sherlock Holmes não mais é que o primeiro com outra história, nada mudou o jeito de fazer o filme a trama confusa e cheia de surpresas, o humor e é claro as lutas antecipadas em câmera lenta. Quem gostou do primeiro vai gostar mais ainda desse, pois o vilão ficou melhor e o mistério ficou um pouco mais linear e um pouco mais fácil de entender. Achei um bom filme e indico.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A Bússola de Ouro (The Golden Compass) - 2007

05/01/2008 - 02
Nota: 8.5
Formato: Cinema

Direção: Chris Weitz
Elenco: Sam Elliott (Lee Scoresby), Ian McKellen (Iorek - voz), Christopher Lee (Lorde Boreal), Nicole Kidman (Marisa Coulter), Kathy Bates (Hester - voz), Daniel Craig (Lorde Asriel), Simon McBurney (Fra Pavel), Ian McShane (Ragnar Sturlusson - voz), Dakota Blue Richards (Lyra Belacqua), Eva Green (Serafina Pekula), Clare Higgins (Ma Costa)

Crítica:
Mais um filme de aventura estilo Senhor dos Anéis, mas depois das fracas aventuras: Crônicas de Nárnia, Eragon e outros, A Bússola de Ouro conseguiu chegar perto de ser uma grande aventura, veremos se as sequencias vão melhor ainda mais. Como sempre Nicole Kidman está espetacular, e os efeitos especiais excelentes comprovam-se com o urso Iorek. Muito bom. Se as continuações forem melhorando o filme, provavelmente compre todos.

O Caçador de Pipas (The Kite Runner) - 2007

22/01/2008 - 06
Nota: 7.5
Formato: Cinema
   
Direção: Marc Forster
Elenco: Shaun Toub (Rahim Kahn), Saïd Taghmaoui (Farid), Khalid Abdalla (Amir), Atossa Leoni (Soraya), Ahmad Khan Mahmidzada (Hassan criança), Zekeria Ebrahimi (Amir criança), Homayoun Ershadi (Baba)

Crítica:
Mais um filme baseado em livro. Gostei bastante não sei se foi fiel ao livro, dizem que mudaram algumas partes, mas que não alteram o tema central. Excelente o filme ser todo no idioma local, e o sotaque dos atores estava ótimo também. Uma história muito triste, mas com boas mensagens.

O Suspeito (Rendition) - 2007

24/01/2008 - 07
Nota: 7.5
Format: Cinema

Direção: Gavin Hood
Elenco: Jake Gyllenhaal, Reese Witherspoon (Isabella El-Ibrahim), Alan Arkin, Meryl Streep, Peter Sarsgaard, Omar Metwally

Crítica:
Há muito tempo um filme não tinha um final surpreendente, foi excelente o flashback. A primeira cena da bomba explodindo também é muito boa. O filme mescla bem os momentos de lentidão e de ação. A crítica ao extremo cuidado que os EUA tem depois do 11 de setembro, todo mundo é terrorista. “Os EUA não torturam”.

Eu Sou a Lenda (I Am Legend) - 2007

12/02/2008 - 12
Nota: 7.0
Formato: Cinema

Direção: Francis Lawrence
Roteiro: Akiva Goldsman,Mark Protosevich
Elenco: Will Smith (Neville), Alice Braga (Anna), Salli Richardson (Ginny), Paradox Pollack (Alpha), Charlie Tahan (Ethan)

Crítica:
Mistura de Náufrago com Extermínio. Filme de zumbi eu sempre gosto, é um jeito gostoso de fazer suspense e terror. A história do filme é muito boa, só o final que é igual a todos os finais de filmes desse tipo, SPOILER: o ator principal sempre morre para salvar a humanidade. Uma parte legal é que a cadela morre, nesses filmes cachorros nunca morrem são invencíveis, mas o que causa a morte dela é ridículo, Neville com uma faca enfiada na perna não consegue se levantar, ridículo, o cara pula, luta, rola e não consegue pular numa perna só. Fora isso é um bom filme de suspense, terror e ação. Vale a pena assistir.

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street) - 2007

12/02/2008 - 13
Nota: 7.0
Formato: Cinema

Direção: Tim Burton
Roteiro: John Logan
Elenco: Alan Rickman (Juiz Turpin), Timothy Spall, Helena Bonham Carter (Mrs. Lovett), Johnny Depp (Sweeney Todd), Sacha Baron Cohen (Signor Adolfo Pirelli), Laura Michelle Kelly (Lucy Barker), Jamie Campbell Bower (Anthony Hope)

Crítica:
Filmes musicais raramente são excelentes e esse não foge do padrão mesmo tendo Tim Burton com diretor e Johnny Depp como ator principal. Achei a história do filme muito boa, e várias cenas cantadas excelentes. O que conseguiu tornar o filme melhor que muitos musicais foi não ter tantas cenas longas cantadas, poucas são cansativas. Gostei muito do exagero do sangue, ficou bem violento e tira um pouco aquela coisa de filme musical. E Johnny Depp mais uma vez surpreendeu, cantando e atuando. Os atores estão voltando ser completos.

Sangue Negro (There Will Be Blood) - 2007

01/03/2008 - 18
Nota: 8.5
Formato: Cinema

Direção: Paul Thomas Anderson
Roteiro: Paul Thomas Anderson
Elenco: Kevin J. O`Connor, Daniel Day-Lewis, Ciarán Hinds (Fletcher), Paul Dano (Eli Sunday), Vince Froio

Crítica:
Um Filme de drama muito tenso. A trilha sonora perfeita, na maior parte do filme, deixa o espectador o tempo inteiro ligado, sempre esperando algo acontecer. Um empresário da área petrolífera, basca a todo custo mais petróleo e hegemonia de toda produção. Ganancioso por poder e passando por cima de todos, Daniel, consegue conquistar um grande poço de petróleo, mas cada vez mais ganancioso, acaba se entregando à loucura. Com atuação perfeita, Daniel Day-Lewis consegue demonstrar a loucura de seu personagem, que luta, trabalha e mata para conseguir seus objetivos. Paul Dano (padre Eli) é outro que trabalha muito bem, o espectador fica tão puto e acha-o tão chato que no final percebe-se que o ator foi perfeito em sua atuação. Um filme brilhante.

10.000 A.C. (10,000 B.C.) - 2008

14/03/2008 - 19
Formato: 4.0
Formato: Cinema

Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich,Robert Rodat,Harald Kloser
Elenco: Omar Sharif, Cliff Curtis, Steven Strait (D´Leh), Camilla Belle (Evolet), Joel Fry (II), Tim Barlow

Crítica:
Filme horrível. Atuações horríveis, ninguém atuou bem, falas decoradas parecendo que estão lendo. A história também é horrível, e a cena da lança eu falei antes que iria ser igual à de 300. Só tem duas cenas boas no filme: a do tigre dente de sabre saindo da água, e os mamutes, só. Não vale a pena nem assistir.

Ponto de Vista (Vantage Point) - 2008

14/03/2008 - 20
Nota: 7.0
Formato: Cinema

Direção: Pete Travis
Roteiro: Barry Levy
Elenco: Forest Whitaker (Howard Lewis), Sigourney Weaver (Rex), William Hurt (Presidente Ashton), Eduardo Noriega, Dennis Quaid (Thomas Barnes), Matthew Fox (Kent Taylor), Zoe Saldana

Crítica:
Bom filme de ação. Mais um filme sobre terrorismo e críticas contra Bush Jr. O roteiro um pouco diferente onde a mesma história é contada 5 vezes de olhares diferentes. Boas atuações, claro, pelo menos 3 ótimos atores estão no filme, e por isso desperdiçados pelo pouco tempo que atuam, apenas Dennis Quaid pode atuar por mais tempo. A repetição fica um pouco chata, talvez voltar uma vez menos já ajudaria. Mas na soma de tudo é um filme divertido, que prende a atenção o tempo inteiro e que vale a pena assistir.