Mostrando postagens com marcador 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2014. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Lucy - 2014

29/01/2015
Nota: 6.5 / 6.4 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Luc Besson
RoteiroLuc Besson
Elenco: Scarlett Johansson (Lucy), Morgan Freeman (Professor Samuel Norman), Choi Min-sik (Jang), Amr Waked (Del Rio), Pilou Asbaek, Mason Lee, Analeigh Tipton, Frédéric Chau, Claire Tran, Christophe Tek, Jan Oliver Schroeder, Yvonne Gradelet, Paul Chan, Michél Raingeval

Crítica:
Antes de mais nada é importante frisar que Lucy não é um filme de super-herói, quem assistiu com pensando nisso, provavelmente não gostou do filme. Para quem ainda vai assistir, tire isso da cabeça.
Temos muita ação, e a personagem principal adquire poderes, que utiliza apenas para seus próprios fins, em nenhum momento a trama tem uma ameaça mundial, ou algo do tipo.

Mais uma observação, a exploração cientifica é absurda, mas tão bem trabalha que acreditamos que a ciência tem explicações reais para cada fator dos poderes de Lucy. Por isso, precisei pesquisar sobre o assunto e ler algumas críticas. Tudo não passa de ficção científica pura, procurando exagerar alguns mitos que a ciência ainda tem.

Um deles se trata da nossa capacidade de utilização do cérebro. Há o mito de que utilizamos apenas 10% do cérebro, mas já foi provado que não é verdade. Além disso, temos alguns pontos na física quântica que podem ser utilizados para explicação de algumas teorias do filme, mesmo que seja uma ficção, vale o esforço para comparação com as teses científicas reais.


[SPOILERS] Lucy é uma mulher comum que se mudou para estudar em Taiwan. Um dia Lucy se encontra com o namora, que a pede para entregar uma mala para um homem chamado Sr. Jang. Lucy entrega a maleta sem saber o conteúdo dentro dela, mas seu namorado é morto a tiros, e capturada. Assim, descobre que o conteúdo da maleta era uma nova droga sintética chamada CPH4 e agora ela fara o trabalho de transporte da droga para o chefe da máfia, o homem dono da maleta. A droga é implantada cirurgicamente em seu abdômen e em mais outras três "mulas" que também vão transportar a droga para a Europa.

Um dos capangas de seu raptor tenta estuprá-la, mas Lucy reage e o homem lhe dá socos e chuta seu abdômen quando está no chão. Após vários chutes, o saco contendo a droga se rasgar e libera uma grande quantidade da droga no corpo de Lucy. A overdose lhe dá gradativamente capacidades físicas e mentais cada vez mais elevadas, como: telepatia, telecinese, eletrocinese, absorver conhecimento instantaneamente, optar por não sentir dor ou outros desconfortos físicos ou emocionais. Tudo isso devido ao fato de aumentar sua utilização do cérebro, que a cada hora aumenta a porcentagem. Com os poderes ela mata seus raptores e foge.


Em seu apartamento, Lucy começa a pesquisar na internet sobre CPH4 e acaba descobrindo o cientista e médico conhecido como Prof. Samuel Norman (Morgan Freeman), cuja pesquisa pode ser a chave para salvá-la.

A trama se desenrola com Lucy sendo perseguida, ao mesmo tempo que procura encontrar as outras três "mulas". Após vencer vários de seus inimigos utilizando sua mente e poderes, Lucy chega ao laboratório da universidade onde Norman trabalha. Os dois discutem sobre a natureza do tempo, humanidade e diversos assuntos que Lucy aprendeu instantaneamente durante a sua trajetória. E assim decidem por injetar mais dosagens da droga e acelerar o processo de acesso ao cérebro. 


Nesse momento é que a história entra de cabeça na ficção. Lucy se transforma em uma massa preta, como se fosse uma gelatina maleável. Aos pouco começa a envolver os computadores e outros objetos do laboratório. Seu objetivo é transforma-los em um supercomputador, para armazenar o conhecimento do universo. Assim, ela busca no passado todas as informações da humanidade, e acaba encontrando "Lucy", a ancestral mais antiga da humanidade, as duas se tocam. 

No presente Sr. Jang invade o laboratório para matar Lucy, ele atira, mas ela atinge os 100% de acesso ao cérebro e desaparece. O agente da polícia mata Jang, e o professor Norman recebe um pen drive preto, lhe dado pelo supercomputador criado pelo corpo de Lucy. As últimas palavras de Lucy, são: "EU ESTOU EM TODA PARTE", em mensagem enviada para o telefone do agente Del Rio, e sua voz diz no final: "A vida nos foi dada um bilhão de anos atrás. Agora você sabe o que fazer com ela." [FIM SPOILERS]


Scarlett Johansson tem ótima atuação como Lucy, a importante transição de uma mulher comum até um ser humano com capacidades extremas, é muito bem interpretada, a diferença é visível e eficaz.

Para gostar do filme basta entrar na história, lembrar que é uma ficção imaginar como é ter poderes desse porte. Alguns críticos realizaram comparações e classificaram Lucy como a primeiro ou segunda personagem mais poderosas já criada. Acho que o conhecimento técnico científico é interessante para identificar todos os pontos em a realidade se transforma em ficção e onde o roteiro se inspira na física quântica.

Gostei do filme, principalmente por ser bem direto, não tem enrolação, toda a história é contada em apenas 89 minutos, tudo bem objetivo.

sábado, 5 de setembro de 2015

Corações de Ferro (Fury) - 2014

26/01/2015
Nota: 8.5 / 7.8 (IMDB)
Formato: HD

Direção: David Ayer
Roteiro: David Ayer
Elenco: Brad Pitt (Don "Wardaddy" Collier), Logan Lerman (Norman "Machine" Ellison), Shia LaBeouf (Boyd "Bible" Swan), Michael Peña (Trini "Gordo" Garcia), Jon Bernthal (Grady "Coon-Ass" Travis), Jason Isaacs ("Old Man" Waggoner), Scott Eastwood (Miles), Xavier Samuel (Parker), Brad William Henke (Sgt. Davis), Anamaria Marinca (Irma), Alicia von Rittberg (Emma), Kevin Vance as Sgt. Peterson), Branko Tomovic (German Corporal), Iain Garrett (Sgt. Foster), Eugenia Kuzmina (Hilda Meier), Stella Stocker (Edith




Crítica:
Ao longo dos anos vários filmes sobre as grandes guerras foram realizados, especialmente sobre a segunda. Esse fato histórico dá aos cineastas vários momentos que podem ser explorados no cinema, sendo uma fonte interminável de histórias, muitas deles já contadas.  Temos vários filmes aclamados pelas críticas e hoje considerados clássicos do gênero. O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan) - 1998, A Lista de Schindler (Schindler's List) - 1993, O Pianista (The Pianist) - 2002.  Além disso, abre a possibilidade de criações ficcionais dos fatos, como o recente e excelente Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds) - 2009 de Quentin Tarantino.

Corações de Ferro (Fury) - 2014 também é uma história fictícia da segunda guerra mundial, nela acompanhamos um grupo de soldados, que fazem parte da tropa de tangues de guerra. O seu tangue dá o nome original ao filme, Fury.


[SPOILER] No enredo Fury é um dos poucos que sobrou do pelotão de tanques de guerra, assim suas missões são bem específicas. A próxima será abrir caminho para as tropas aliadas chegarem a Berlim. No comando da equipe temos o Sangrento Wardaddy (Brad Pitt), seus comandados são os soldados: Bible (Shia LaBeouf), Grady “Coon-Ass” (Jon Bernthal), Gordo (Michael Peña) e o novato Norman (Logan Lerman).

Poucos filmes são realísticos o bastante para mostrar a realidade das guerras. Amigos morrendo ao seu lado, ou ficando sem uma parte do corpo. Todo o drama individual de saber que há qualquer momento será sua vez de morrer. Esse tipo de realidade é mostrado com perfeição nas minisséries Band Of Brothers - 2001 e The Pacific - 2010, mas num filme com menos tempo que as minisséries, essa realidade fica comprometido. De qualquer forma, esse é um ponto forte de Corações de Ferro (Fury) - 2014, dentro da visão dos cinco personagens principais, acompanhamos o drama pessoal de cada um. Como a guerra afeta cada um, na medida em que vamos conhecendo mais o personagem. Isso também é um ponto positivo no roteiro, que trabalha muito bem o aprofundamento de cada um dos tripulantes do Fury. Todos são muito bem desenvolvidos.


O único porem do filme vem no terceiro ato, quando a equipe do Sangrento Wardaddy precisa tomar a decisão de lutar ou fugir, os motivos são totalmente clichês e fora da realidade. Tinha outras formas de se fazer a mesma cena tornando-a mais realística, mas provavelmente sem tentar conseguir emocionar o expectador. Como em Hollywood quase sempre preferem o padrão, essa é a única cena ruim do filme. Mas de forma algum atrapalha o filme consideravelmente, pois a batalha de que se segue é espetacular e muito realística. [FIM SPOLILER]


As atuações contribuem em todo o filme, destaque maior para Brad Pitt, que mostra um sargento com deve ser, duro, mas fiel e companheiro quando necessário. Bom destaque também para Logan Lerman que faz um soldado inexperiente, e convence como tal.

Não é uma obra prima do gênero, mas é um bom filme de guerra, com todos aspectos e realidade acima do normal. Vale a pena assisti-lo.

terça-feira, 7 de julho de 2015

A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars) - 2014

24/01/2015
Nota: 7.0 / 8.0 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Josh Boone
Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Weber
Elenco: Shailene Woodley (Hazel Grace Lancaster), Lily Kenna (jovem Hazel Grace Lancaster), Ansel Elgort (Augustus Waters), Nat Wolff (Isaac), Laura Dern (Frannie Lancaster), Sam Trammell (Michael Lancaster), Willem Dafoe (Peter van Houten), Lotte Verbeek (Lidewij Vliegenthart), Mike Birbiglia (Patrick)

Crítica:
Romances adolescentes estão em alta na mídia escrita, vários livros vêm sendo lançados, autores como John Green escrevem quase um livro por ano. Para isso, os autores tem uma fórmula bem conhecida de todos, muda-se o contexto, mas o padrão de escrita é o mesmo. Essa crítica é combatida pelo gosto do público, sabemos dessa fórmula e gostamos assim mesmo, queremos ela. Claro que inovações são sempre bem vindas e é preciso.

Se um livro vende bem, Hollywood está atenta a todos eles, pois se faz milhares de dólares, o filme fará milhões ou bilhões. E assim aconteceu com o romance “A Culpa é das Estrelas”, apesar de ser uma história com todos os clichês e a mesma fórmula de sempre, como dito, o livro atingiu o número 1 na lista de best-sellers da Amazon.com e Barnes & Noble em junho de 2012.


É sempre difícil transpor uma história da mídia literária para o cinema, cada um tem sua imaginação dos personagens, e conseguir atender as expectativas dos fãs é sempre complicado. Mas o filme A Culpa é das Estrelas começou muito bem quando os roteiristas Scott Neustadter e Michael H. Weber foram contratados, basta assistir 500 Dias com Ela (500 Days of Summer) - 2009 para descobrir que a escolha foi acertada.

No enredo acompanhamos uma adolescente de 17 anos que sofre de câncer em estado avançado. Hazel Grace está naquela fase de que desistiu da vida, nada mais a motiva, até conhecer Augustus Waters nos encontros de pessoas com câncer. Waters é um garoto de 18 anos que além câncer tem parte da perna direita amputada, mas sua doença está regredindo com o tratamento, com isso percebemos que as fases um do outro são bem diferentes. O garoto possuindo ótimo senso de humor e uma incrível vontade de viver, diferentemente de Grace, mas essas diferenças começam a fortalecer os dois.

Dentre outras coisas, Waters percebe que Grace tem grande admiração pelo livro fictício “Aflição Imperial”, que conta a história de uma menina com câncer e que termina sem ter um final. Assim, Augustus consegue entrar em contato com o autor do livro, que mora em Amsterdã, e consegue que ele receba a visita dos dois para um bate papo sobre os porquês do livro não ter fim. Tudo vai bem até descobrirem que o autor é um tremendo babaca, contrariando todas as expectativas de Grace, que gostaria de saber se seu fim será como o da personagem do livro.


Toda a história vai surpreendentemente bem até o terceiro ato, apesar da reviravolta ser interessante, os clichês e dramatizações para levar o espectador ao choro são os mesmos de outros filmes do gênero, tornando-o previsível.

Mas não podemos analisar um filme somente pelo seu final, pois temos um roteiro bem estruturado, atuações convincentes, e uma história que nos faz repensar nossas vidas.

Doenças é uma das poucas coisas que nos tornam iguais na sociedade atual. Não importa se você é rico ou pobre, sua cor, sua nacionalidade, elas estão aí para todos. Nesse momento temos que valorizar a vida, pois todos nós temos problemas, e o meu problema não é maior e nem menor que o seu, o importante é ter saúde e ser feliz com o que conquistamos todos os dias. Para mim esse é a principal mensagem do filme e por isso vale a pena assisti-lo.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Garota Exemplar (Gone Girl) - 2014

07/01/2015
Nota: 7.0 / 8.3 (IMDB)
Formato: HD

Direção: David Fincher
Roteiro: Gillian Flynn
Elenco: Ben Affleck (Nick Dunne), Rosamund Pike (Amy Elliot-Dunne), Neil Patrick Harris (Desi Collings), Carrie Coon (Margo Dunne), Tyler Perry (Tanner Bolt), Kim Dickens (Detetive Rhonda Boney), Patrick Fugit (Oficial Jim Glipin), Lisa Banes (Marybeth Elliott), David Clennon (Rand Elliot), Casey Wilson (Noelle Hawthorne), Missi Pyle (Ellen Abbott), Sela Ward (Sharon Schieber), Emily Ratajkowski (Andie), Lola Kirke (Greta), Boyd Holbrook (Jeff), Scoot McNairy (Tommy O'Hara), Leonard Kelly-Young (Bill Dunne), Cyd Strittmatter (Maureen Dunne)




Crítica:
Garota Exemplar critica o poder da mídia e consequentemente da sociedade sobre acontecimentos de comoção nacional e internacional. Nesse caso, a incriminação com inverdades ou fatos deturpados, fazendo julgamentos antecipados de forma que a tire qualquer tentativa de imparcialidade da justiça.

A história começa com o desaparecimento de Amy Dunne, uma esposa conhecida como pessoa exemplar em todos os sentidos. No aniversário de casamento Nick Dunne não prepara nenhum tipo de comemoração, e ao chegar em casa descobre que sua esposa sumiu, e faz a denúncia ao departamento de polícia. Logo nos primeiros indícios da investigação, Dunne passa a ser o principal suspeito, e seu problema aumenta ainda mais quando as informações chegam à impressa.


O que mais contribui para que Dunne seja suspeito é a sua reação aos fatos, ele em nenhum momento mostra tristeza com a perda da esposa, além disso, sua vida conjugal estava longe de ser uma perfeição, prato cheio para imprensa. Aos poucos percebemos que Nick esconde vários segredos, que contribuem para sua acusação. Tudo se confirma quando o diário de Amy é encontrado. Verdade ou mentira? Não importa, a imprensa e a sociedade sabem que ele é o culpado. Para piorar, apesar de negar os fatos, Dunne não nos convence, e às vezes deixa transparecer que não gostaria de ver sua esposa nunca mais, mesmo correndo o risco de ser preso.

Todo o roteiro é muito bem estruturado e nos faz acreditar de desacreditar em Dunne a cada fato exibido, em momento algum conseguimos ter a certeza do que está acontecendo até que seja revelado. E mesmo após ser revelado, ficamos ainda tensos com o desenrolar para o fim da história.


As atuações são excelentes, nos ajuda a desconfiar da ação de um de outro em cada momento. Rosamund Pike fez um de seus melhores trabalhos, conseguimos perceber claramente todas as mudanças de personalidade que sua personagem passa. Mesmo com aquela cara de cera, Ben Affleck fez um bom trabalho, o seu descaso com os fatos fica exposto na sua interpretação.

Não acho o melhor filme do gênero, mas o conjunto bem eficaz de roteiro, direção e atuação, o fizeram ficar acima da média. Vale a pena assistir.

Transcendence: A Revolução (Transcendence) - 2014

07/01/2015
Nota: 5.0 / 6.3 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Wally Pfister
Roteiro: Jack Paglen
Elenco: Johnny Depp (Dr. Will Caster), Morgan Freeman (Joseph Tagger), Rebecca Hall (Evelyn Caster), Kate Mara (Bree), Cillian Murphy (Donald Buchanan), Cole Hauser (Coronel Stevens), Paul Bettany (Max Waters), Clifton Collins, Jr. (Martin), Cory Hardrict (Joel Edmund)

Críticas:
Transcendence - A Revolução é a prova que nem sempre uma boa ideia, com bons atores e uma boa equipe por traz, fazem um excelente filme. A ideia é fazer upload da consciência de um cientista para um supercomputador, se isso fosse possível, quais os benefícios poderíamos ter? Para o papel principal, do cientista, temos Johnny Depp, e a produção ficou a cargo de Christopher Nolan. O diretor é novato, mas é nada menos que Wally Pfister, fotógrafo dos últimos longas-metragens dirigidos por Nolan.

Tem como dar errado? Tem sim!

O filme conta a história de Will Caster, um neurocientista especialista em inteligência artificial. Seu projeto é transferir a consciência de um ser humano para um computador. Tudo vai bem até sofrer um atentado, e para salvar-se, resolve ser cobaia do próprio projeto. Seu corpo é assassinado, mas sua mente está salva. Sua esposa Evelyn, que também é neurocientista e faz parte de sua equipe, passa a se comunicar com o computador e consciência de seu marido, acreditando fielmente que tudo está normal. 


A consciência de Will tem acesso à internet e todos os dados e informações da humanidade, com isso começa um plano para uma sociedade perfeita, assim resolve construir um laboratório gigantesco, numa cidade pouco populosa. Max, um amigo e colega de projeto não acredita fielmente na I.A., e tenta alertar Evelyn de que aquela consciência não é mais Will e sim apenas um computador com todas as informações de sua consciência e da internet. Mas Evelyn prefere não acreditar nisso e continua seguindo os planos de "Will". A partir desse momento o roteiro se perde, e se transforma num O Homem Sem Sombra (Hollow Man) - 2000. O grande cientista vira o vilão, matando todos que vão contra sua ideia. 

As atuações são padrões, até porque a maioria dos atores não tem como demostrarem suas habilidades. Depp passa boa parte da projeção apenas como a voz do computador. Freeman aparece em poucas cenas. Somente Rebecca Hall tem uma participação mais efetiva, mas seu personagem não te exige quase nada. Cillian Murphy e Paul Bettany também não acrescentam muita coisa.


Ainda assim há críticas relevantes no roteiro, como o uso da tecnologia para comunicação com mensagens de texto e a dependência que estamos criando das facilidades tecnológicas.

Uma ficção científica que tinha uma premissa excelente, mas o desenvolvimento do roteiro foi para o caminho errado e praticamente não aproveitando seus atores. Há outros filmes do gênero bem melhor como: A Origem (Inception) - 2010 e Minority Report - A Nova Lei (Minority Report) - 2002.

Transformers: A Era da Extinção (Age of Extinction) - 2014

06/01/2015
Nota: 6.0 / 5.9 (IMDB)
Formato: HD 3D

Direção: Michael Bay
Elenco: Mark Wahlberg (Cade Yeager), Stanley Tucci (Joshua Joyce), Kelsey Grammer (Harold Attinger), Nicola Peltz (Tessa Yeager), Jack Reynor (Shane Dyson), Titus Welliver (James Savoy), Sophia Myles (Darcy Tirrel), Li Bingbing (Su Yueming), T.J. Miller (Lucas Flannery), Thomas Lennon (Chefe de Gabinete), Charles Parnell (Diretor da CIA), Peter Cullen (Optimus Prime - voz), Ken Watanabe (Drift - voz), Robert Foxworth (Ratchet - voz), Mark Ryan (Lockdown - voz)

Crítica:
Como podem fazer quatro filmes de uma mesma franquia, sendo que todos eles são criticados negativamente por todos? É simples, por mais que não gostem, todos assistem. E porque assistir um filme que você sabe que não gosta? Simples também, porque na verdade nós gostamos. E se fizerem dez, vinte filmes, vamos assistir todos. A franquia Transformers é o mais puro entretenimento cinematográfico. Quando vamos ao cinema, queremos diversão, principalmente, e essa franquia nos dá isso de forma satisfatória. Não precisamos de uma história boa, nem grandes atuações. Queremos ver o “pau quebrando”, aqueles robôs transformando e lutando entre si.

Transformers: A Era da Extinção é o quarto filme da franquia, e nada acrescenta, mudam-se os atores, mas a essência continua sendo a ação sem explicação. A história começa 5 anos depois do terceiro filme: Transformers: O Lado Oculto da Lua (Transformers: Dark of The Moon) - 2011. Um inventor de robótica fracassado acaba por achar uma “Scania” velha dentro do um cinema abandonado. A “Scania” é nada mais que Optmus Prime. O que ele estava fazendo lá? Não importa, importante é que acharam ele e a ação vai começar.


A partir disso veremos um filme de ação, cheio de clichês e vários furos no roteiro. Mais uma vez os Autobots vencem a batalha, os humanos ficam contra eles e tudo ficar aberto para um próximo filme.

Chega ser engraçado o introdução dos Dinobots na história, explicações ridículas, ou melhor, sem explicações.

Quem for assistir, tenha tudo isso em mente que irá gostar do filme, mas de qualquer forma temos alguns outros bons filmes do mesmo estilo que nos proporciona uma história melhor, como: Círculo de Fogo (Pacific Rim) - 2013 e Gigantes de Aço (Real Steel) - 2011.

domingo, 31 de maio de 2015

No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow) - 2014

06/01/2015
Nota: 8.5 / 8.0 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Doug Liman
Elenco: Tom Cruise (Major William Cage), Emily Blunt (Sergeant Rita Vrataski), Bill Paxton (Master Sergeant Farell), Brendan Gleeson (General Brigham), Kick Gurry (Griff), Dragomir Mrsic (Kuntz), Charlotte Riley (Nance), Jonas Armstrong (Skinner), Franz Drameh (Ford), Masayoshi Haneda (Takeda), Tony Way (Kimmel), Noah Taylor (Dr. Carter)

Crítica:
No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow) - 2014 é uma adaptação baseada em “All You Need Is Kill”, obra literária de Hiroshi Sakurazaka. Logicamente a história foi adaptada para os padrões hollywoodianos. Dentro da história há um tema muito que intriga muitas pessoas: viagem no tempo, ou algo semelhante. Todos os filmes com esse tema acabam por chamar mais atenção.

Em um cenário futurista, o planeta Terra é invadido por alienígenas, nomeados de mímicos. A guerra entre as duas espécies já dura anos, a próxima batalha vem sendo trabalhada para ser uma das maiores, algo semelhante ao dia D, e às primeiras cenas da invasão da Normandia em O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan) - 1998.

Major William Cage trabalha como secretário de imprensa para o exército estadunidense. Nessa guerra contra alienígenas, ele é responsável pelo marketing do exército norte-americano, participando de entrevistas com intuito de passar uma imagem vitoriosa dos militares. Mas quando é escalado para cobrir o "dia D", resolve enfrentar o general britânico responsável pela operação, pois sabia que seria um massacre. Como represália é enviado à força para a batalha, mas não para cobrir a ação, e sim, para combater os mímicos. Sem treinamento e coragem, ele se vê em meio a um massacre, quando quase que sem querer consegue matar um dos aliens, que o cobre com uma gosma azul. Mas no momento seguinte é morto por outro mímico.


Sem muitas explicações, acorda no início do mesmo dia, horas antes de embarcar para a invasão. Sem entender muito, vê tudo acontecendo novamente, até sua segunda morte. Quando acorda na mesma situação, descobre que agora possui o estranho "poder" que lhe permite retornar ao início do dia que irá embarcar para a batalha toda vez que morre.

Sem muitas opções, Cage procura formas de entender o que está acontecendo, e percebe que se ele não vencer aquela batalha continuará voltando. No seu dia a dia do mesmo dia, acaba chegando em Rita, um soldado de destaque da batalha anterior. Rita se destacou por ter o mesmo "dom" de Cage, e logo descobre que seu poder veio de um mímico especial, o Alpha. Assim, os dois se juntam para conseguir chagar ao mímico "Mãe", o Ômega, que destruído colocará fim à guerra.

Rita começa treinando Cage, que vai se tornando mais habilidoso e sua confiança aumenta a cada morte, à medida que também chega mais perto de descobrir como derrotar os mímicos de vez. Aos poucos as regras da viagem no tempo são evidenciadas, como a forma de perder o poder fazendo uma transfusão de sangue. Algumas das regras são bem semelhantes ao bom e engraçado Feitiço do Tempo (Groundhog Day) - 1993.


A aventura se desenrola até Cage chegar ao Ômega, e é a cena final que nos deixa um pouco intrigados. Alguns acham que é uma falha do roteiro, outros buscam explicações que estão além do filme. Mas há uma explicação razoável com a próprias regras apresentadas durante a história.

[SPOILERS] Ao matar o Ômega, Cage absorve não o poder dele, que é superior ao do alpha. O poder do Ômega é reiniciar os Alfas, assim Cage reiniciava o dia sempre que morria, pois agora tinha o poder igual aos dos Alfas. No final ele consegue o poder do Ômega, é o sangue do Ômega que cobre Cage, o Alfa estava "congelado". Com o poder do Ômega ele não está mais preso no loop, agora ele controla o poder temporal, podendo voltar no dia em que quiser e reinicia-lo sem morrer, Cage comando o poder dos Alfas. 

Outra explicação é que o Ômega é o mesmo no passado e no futuro. Sendo o mesmo Ômega, matando o Ômega do futuro, o Ômega do passado não poderia existir, portanto, os aliens não tem mais como saber o que os humanos vão fazer, e vencem a guerra. [SPOILERS]


Tom Cruise ainda é um dos atores mais completos do cinema, apesar de nos últimos anos aparecer mais pelas suas excentricidades, nesse filme mostra que ainda está em forma. A atuação de Emily Blunt como Rita, par romântico de Cage, traz uma boa personagem para o espectador se apagar, sua participação é tão boa que consegue dividir a história com o ator principal, em alguns momentos se torando a atriz principal deixando Cruise em segundo plano.

Toda computação gráfica utilizada nos efeitos especiais estão perfeitas, mas não tem como não fazer comparações entre os mímicos e as sentinelas da Trilogia Matrix, o que não atrapalha em nada.
Gostei demais dessa ficção, que não tem nada de original, mas é divertida e o final nos deixa pensando em explicações convincentes para a situação apresentada, e essa é a melhor parte para mim.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2) - 2014

08/10/2014
Nota: 6.5 / 7.0 (IMDB)
Formato: HD 3D

Direção: Marc Webb
Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci, Jeff Pinkner
Elenco: Andrew Garfield (Peter Parker / Homem-Aranha), Emma Stone (Gwen Stacy), Campbell Scott (Richard Parker), Embeth Davidtz (Mary Parker), Jamie Foxx (Max Dillon/Electro), Dane DeHaan (Harry Osborn/Duende Verde), Paul Giamatti (Aleksei Sytsevich/Rino), Chris Cooper (Norman Osborn), Sally Field (May Parker), Stan Lee (homem que acompanha a formatura), Felicity Jones (Felícia), Colm Feore (Donald Menken), Marton Czokas (Dr. Ashley Kafkar)

Crítica:
Homem-Aranha é um dos heróis mais queridos dos quadrinhos, não é à toa que rendeu cinco filmes, todos com grandes bilheterias. Críticas sempre são feitas, mas tudo baseado nos quesitos técnicos, mas o certo é que o muito bom ver o Aranha pendurado entre os arranha-céus, e enchendo os inimigos de porrada. Isso que o público quer, e os fãs querem ver os quadrinhos criarem movimentos no cinema. Se o filme tiver isso, terá grande bilheteria, a parte técnica fica de lado.


Por mais que Marc Webb tente, vai ser difícil esquecer a primeira trilogia do Homem-Aranha, pois como foi a primeira, ficou marcado. Mas é importante continuar pelo que foi dito acima. O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2) - 2014 vem para completar bem o primeiro, mas cometeu um pecado básico, encher a história de vilões, e principalmente de sub histórias. Esse vem sendo o erro clássico dos filmes de quadrinho, a quantidade de vilões não interfere, mas é o que provoca as sub histórias.

Gosto muito desse novo Homem-Aranha, mais jovem, divertido e muito próximo dos quadrinhos, mas sua segunda aventura deixou de focar e construir o personagem para mostrar Electro, o principal vilão; Duende Verde; Rhino; e ainda o mistério do sumiço de seus pais. Tudo isso faz o roteiro se perder.


Basicamente a história foco no Aranha tentando desvendar o sumiço dos pais, enquanto os vilões são construídos. Ele tenta cumprir a promessa de ficar longe de Gwen Stacy. Mas o retorno de seu amigo Harry Osborn mostra um pouco mais da companhia Oscorp, de onde surge Electro, alter ego de Max Dillon, um funcionário psicologicamente instável. Dillon sofre um acidente que o transforma em Electro, seus superpoderes envolvem eletricidade e lançamento de raios. A partir daí, o roteiro é bem básico, Electro que destruir o Homem-Aranha, que precisa proteger a cidade e sua amada.

Andrew Garfield melhorou bastante no seu papel, está bem mais natural, passamos a enxegá-lo como o cara teia. Jamie Foxx faz um Max Dillon muito caricato e forçado, e quando se transforma em Electro, seu visual é mais forçado ainda, e ainda lembra o Dr. Manhattan de Watchmen - 2009Dane DeHaan conseguiu construir um ótimo Harry, mas nada mais que isso, provavelmente será desenvolvido num terceiro filme. Paul Giamatti tem participação ínfima, mas excelente, melhor de todos. Com isso já temos dois vilões para o próximo filme, espero que só fique nesses.


Todos os defeitos do filme podemos relevar se focarmos na aventura e na diversão, mas a trilha sonora de quando Electro aparece é extremamente chato, não sei qual foi a intenção, mas com certeza não funcionou.
No geral, o filme é bom, esperamos um terceiro mais divertido e com um roteiro mais linear.

Obs.: Terceiro filme pode não acontecer. (Atualizado em 12/02/2015).

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Caçadores de Obras-Primas (The Monuments Men) - 2014

06/10/2014
Formato: 6.0 / 6.1 (IMDB)
Formato: HD

Direção: George Clooney
ElencoGeorge Clooney (Lt. Frank Stokes), Nick Clooney, Matt Damon (Lt. James Granger), Bill Murray (Sgt. Richard Campbell), John Goodman (Sgt. Walter Garfield), Jean Dujardin (2nd Lt. Jean-Claude Clermont), Bob Balaban (Pvt. Preston Savitz), Hugh Bonneville (2nd Lt. Donald Jeffries), Cate Blanchett (Claire Simone), Sam Hazeldine (Colonel Langton), Dimitri Leonidas (Pvt. Sam Epstein), Grant Heslov (the Army Field Surgeon), Miles Jupp (Major Fielding)

Crítica:
Tudo que envolve a Segunda Guerra Mundial me chama atenção, de tudo que assisti: documentários, filmes e séries, a mais perfeita produção foi Band of Brothers - 2001, em segundo The Pacifc - 2010. Conseguir reproduzir o holocausto que foi essa guerra é algo quase impossível, e essas duas séries foram as que mais aproximaram.

 A premissa da história de Caçadores de Obra-Prima não é visto com bons olhos por mim, pois, como se preocupar com qualquer outra coisa quando milhares de seres humanos são massacrados. Mas é isso mesmo, o filme conta a história de um grupo de soldados formado para recuperar obras primas roubadas pelos nazistas.


O roteiro é bem básico, pois o início conta como o grupo foi formado, depois mostra a estratégia montada para achar e recuperar as obras. Num contexto em que a guerra já caminhava para fim. O foco não é a guerra, e sim a missão. Até mesmo o ponto dramático da história está em cima de uma obra prima rara, que fez um dos soldados morrer tentando recuperá-la, assim vira uma vingança para o restante do grupo conseguir achá-la. Para piorar um pouquinho, há vários momentos em que tentou-se cenas engraçadas, mas não funcionou, ficou forçado e sem graça.

George Clooney está no seu modo automático de sempre, é um grande ator, mas seus personagens tem que encaixar no seu perfil, quando não acontece, com nesse filme, ele se transforma em um ator comum. Bill Murray e John Goodman são atores excepcionais, mas tem cara de comediantes, e por mais que tentem ser sérios não conseguiram passar o drama das situações em que os personagens se encontravam.



O filme é interessante, foi legal saber que uma equipe foi criada para uma missão desse tipo, hoje muitos museus e admiradores da arte são gratos por essa equipe ter recuperado as obras de arte.

Indico outros filmes do gênero, mas pra quem tem tempo, vale a pena assisti-lo.

Maze Runner: Correr ou Morrer (Maze Runner) - 2014

22/09/2014
Nota: 7.5 / 6.9 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Wes Ball
Roteiro: Noah Oppenheim
Elenco: Dylan O'Brien (Thomas), Thomas Sangster (Newt), Kaya Scodelario (Teresa), Will Poulter (Gally), Ki Hong Lee (Minho), Blake Cooper (Chuck), Aml Ameen (Alby), Alexander Flores (Winston), Jacob Latimore (Jeff), Chris Sheffield (Ben), Randall D. Cunningham (Clint), Joe Adler (Zart), Patricia Clarkson (Chancellor Ava Paige)

Crítica:
Como dito em outras críticas, Hollywood vem tendo a oportunidade de transformar todas as fantasias em algo real no cinema. Os super-heróis estão em nossa casa agora, histórias que atingem todas as idades. Mas ultimamente resolveram focar em histórias especificamente para adolescentes, e por isso, muitas vezes, tornam-se bobas para outras faixas etárias, pois os roteiros são simples e sem novidades. O mais famoso hoje é a Saga Crepúsculo, que rendeu quatro filmes, mas não arrisquei perder meu tempo.

Maze Runner - Correr ou Morrer segue a mesma linha dos teens, mas como a história força o filme ser mais adulto, foge um pouco dos clichês habituais. Para começar, a personagem feminina aparece na segunda metade da projeção, isso já é um diferencial, pois não há aquele romance adolescente. Outro fato é que há violência, não sangrenta e expositiva, mas vários personagens morrem.


Tudo começa com Thomas acordando dentro de um elevador em movimento. Não se lembra de nada, apenas de seu nome, quando o elevador para e abre as portas, vários garotos chegam para recepcioná-lo. Apesar dos garotos lhe explicar toda a situação em que se encontram, nenhum deles se lembra de como foram parar ali. O local é chamado de Clareira, um espaço aberto, gramado e com algumas matas, mas cercado por muros gigantescos com uma porta que se abre todas as manhãs para o Labirinto. Todo mês um novo garoto é entregue pelo elevador. 

Os garotos se organizaram e cada um deles exerce uma função. A principal delas são os corredores, que ficam responsáveis por entrar no Labirinto todas as manhãs e tem achar uma saída, além de mapear o máximo possível onde cada corredor vai dar, a grande dificuldade está nas mudanças que o Labirinto sofre todas as noites. Thomas se mostra um pouco diferente dos outros garotos, pois sua curiosidade o faz perder o medo que existe naquela sociedade. Logo Thomas se torna um corredor, pois, sem permissão, invade o Labirinto e sobrevive uma noite lá dentro, coisa que nunca havia acontecido. Mas tudo começa a mudar mesmo quando o elevador traz, pela primeira vez, uma garota. Depois de vários acontecimentos, a única saída é enfrentar o Labirinto.


Como disse, a história é muito empolgante, e isso o filme fez bem. Não há um só momento de tranquilidade, ficamos atentos durante toda a projeção. As cenas de ação não são muitas, a maioria acontece de noite, pois é quando as bestas do Labirinto aparecem, por isso são encobertas pela escuridão, mas ainda assim se sustentam bem. As atuações estão razoáveis, nada impressionante, Dylan O'Brien que faz Thomas, interpreta bem seu personagem. Um dos clichês desse tipo de história é o vilão entre os heróis, aquele que discorda de tudo que o herói (Thomas) principal diz que é melhor fazer. Normalmente isso funciona, mas depende da interpretação do ator em nos deixar realmente com raiva de suas atitudes, mas não é o que acontece com Will Poulter que interpreta Gally, extremamente chato.

Mas o principal defeito de filme está na forma como o Labirinto foi apresentado, pois esperamos algo surpreendente, claustrofóbico, com vários caminhos que não levam a nada. Além disso, poucas cenas são dentro do dele, a primeira parte se passa toda na Clareira, tudo para explicar tudo que estamos vendo ao espectador, tirando um pouco a surpresa do Labirinto.

De qualquer forma, é uma boa aventura, melhor que alguns filmes de super-heróis que estão produzindo por aí.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Black Sails: 1ª Temporada (Black Sails: Season 1) - 2014

13/08/2014
Nota: 8.0 / 8.0 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Neil Marshall, Sam Miller, Marc Munden, T.J. Scott
Elenco: Toby Stephens (Captain James Flint), Hannah New (Eleanor Guthrie), Luke Arnold (John Silver), Jessica Parker Kennedy (Max), Tom Hopper (William "Bones" Manderly), Zach McGowan (Captain Charles Vane), Toby Schmitz (Jack Rackham), Clara Paget (Anne Bonny), Mark Ryan (Gates), Hakeem Kae-Kazim (Mr. Scott), Louise Barnes (Miranda Barlow)

Crítica:
Jack Sparrow revitalizou um tema bastante explorado no cinema, mas não tanto quanto em outras mídias. Piratas renderam bons livros e quadrinhos, mas até Piratas do Caribe: Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (The Curse of the Black Pearl) - 2003 a nova fase do cinema ainda não havia feito grande sucesso. A maioria das histórias de piratas são aventuras, muitas com elementos fictícios, do folclore ou mitologia das mais diversas regiões. Na quadrilogia Piratas do Caribe acontece exatamente isso, uma mistura de várias histórias, moldando um cenário original.

Black Sails explora esse tema, mas com o cenário um pouco diferente, os roteiristas resolveram nos trazer a realidade da época áurea da pirataria, início do século XVIII.

A série é baseada no romance, A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson, na verdade, alguns anos antes dos acontecimentos do livro. O personagem principal é o Capitão Flint, o mesmo personagem do livro.


Tudo acontece na ilha de Nassau, um porto para piratas, ali o comércio era livre, todas as mercadorias saqueadas eram trocadas ou vendidas. Além, é claro, dos prazeres da vida, prostitutas e bebidas, mas tudo dentro de regras. Existia um monopólio e organização hierárquica do comércio ilegal. O centro da história é em Flint, capitão do navio Walrus. Seu objetivo é encontrar o navio espanhol Urca de Lima, todos os seus esforços são focados nessa obsessão. O navio está carregado com muito ouro e outras riquezas, capaz de deixar toda sua tripulação rica. Mas sua obsessão não é apenas pelo ouro, e esse é um dos mistérios da história.

Dentro da trama principal, há várias subtramas, com muitas intrigas, interesses e traições. Alguns episódios quase não focam em Flint, isso torna a série bastante proveitosa. Há outros personagens secundários muito bem trabalhados, possibilitando várias aberturas para segunda temporada.


Além de um bom roteiro, as cenas de ação são com superproduções cinematográficas. Muito bem filmada e visualmente acima da expectativa. As atuações começam a quem, mas com o desenrolar da história, conhecemos os personagens, aprendemos a gostar deles, e por fim descobrimos que as escolhas foram muito bem direcionadas e cada artista foi muito bem encaixado na história.

Dito isso, a conclusão é que a série é muito recomendada. Aguardo pela segunda temporada, estávamos precisando de algo parecido na TV, onde podemos acompanhar no dia a dia a saga de personagens piratas.

sábado, 11 de outubro de 2014

True Detective - 2014 [1ª Temporada]

24/06/2014
Nota: 7.5 / 9.4 (IMDB)
Formado: HD

Direção: Cary Joji Fukunaga
Roteiro: Nic Pizzolatto
Elenco: Matthew McConaughey (Rustin Spencer "Rust" Cohle), Woody Harrelson (Martin Eric "Marty" Hart), Michelle Monaghan (Maggie Hart), Michael Potts (Maynard Gilbough), Tory Kittles (Thomas Papania)

Crítica:
Há alguns anos parecia inconcebível comparar qualquer produção para cinema com uma para TV. Apesar de terem várias séries de altíssima qualidade, com Twin Peaks, nenhuma se comparava em produção e orçamento com filmes para cinema. Acredito que houve dois marcos para a TV: Band of Brothers e Lost. O primeiro é uma obra prima, impecável, ao ponto de superar a maioria das produções cinematográficas, iguala-se facilmente ao Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan) - 1998. O segundo também pela produção, mas seu ponto forte foi o poder de prender seus telespectadores com tramas e subtramas bem executadas e com isso, grande audiência.

Hoje podemos dizer que a TV igualou ao cinema, e cada vez mais cinéfilos se curvam às produções televisivas e preferem o sofá de casa à tela grande. Grande parte disso se deve à HBO, em praticamente todas as suas séries temos uma produção excelente e liberdade para os diretores e roteiristas conduzirem a história. Alguns exemplos são: Família Soprano, The Pacific, Generation Kill, Roma, Band of Brothers e Game of Thrones.


True Detective prova tudo que foi dito acima. Para começar, os atores principais são Woody Harrelson e Matthew McConaugheyMcConaughey foi premiado com o Oscar de melhor ator no mesmo ano de estreia da série, provavelmente isso nunca aconteceu antes.  Outro fato pioneiro foi a participação, na criação e direção, de Nic Pizzolatto e Cary Joji Fukunaga, em todos os episódios respectivamente, o que não é normal em séries que normalmente tem vários roteiristas e diretores.

Além disso, a produção é de fazer inveja à vencedores de Oscar. A retração de quase duas décadas em que se passa a série, 1995 à 2012, é impressionante. Várias cenas e diálogos são memoráveis, entram para os melhores os momentos da história cinematográfica. O ritmo do roteiro é perfeito, sabendo ir do drama ao suspense, do suspense à ação, em transições perfeitas.


Voltando à dupla de protagonistas, tenho que admitir que sem eles, talvez, nada do que foi dito seria suficiente para a série ser tão boa quanto é. Harrelson e McConaughey estão em sintonia perfeita, seus personagens são muito bem trabalhados e complexos. Harrelson, que faz um cara mais comum, não precisa se esforçar tanto o tempo todo, mas em algumas cenas percebemos que ela fez a diferença. Seu personagem, Marty, é um bom detetive, mas mais tradicional, possui família e sua prioridade não é só o trabalho, tem dia a dia de um homem comum. O personagem de McConaughey, Rust, é um cara fissurado pelo trabalho, com muitos fantasmas na cabeça, foi casado e separou-se após a morte precoce de sua filha. Por isso, a trama é mais centrada nele, trabalhando suas teorias conspiratórias para desvendar o mistério. Além disso, ele faz vários diálogos filosóficos sobre a complexidade da vida e a conduta social atual, que provavelmente são as melhores passagens da série.

O primeiro episódio nos apresenta à cena do crime que será investigado pelos dois detetives. Dora Lange é assassinada ao que parece um rito satânico, os detetives Marty e Rust são escalados para investigar as causas da morte. Rust se mostra um cara metódico, que anota todos os detalhes e não deixa passar nenhuma possibilidade.


Logo percebemos que as cenas mostradas se tratam do passado e que na verdade os dois detetives estão sendo interrogados, separadamente, sobre a investigação que fizeram, pois há desconfiança dos eventos como foram relatados na época.

Para quem gosta de mistérios, True Detective é perfeito, pois enquanto assistimos é possível ir coletando as provas e pistas encontradas e ir bolando suas próprias conclusões. Em determinado momento, desconfiamos dos próprios detetives, e esse mistério fica até quase dois terços dos episódios, até sermos surpreendidos com a verdade: sobre o resultado real da investigação e sobre o porquê de estarem brigados. Nesse momento o passado chega ao presente, e tudo começa a acontecer bem rápido, até o final espetacular.


O roteiro é muito bem feito, todos os mistérios são resolvidos, tudo tem resposta, e foi interessantíssimo como eles conseguiram manter os mistérios quase até o fim, e quando você acha que tudo foi resolvida, ainda tem mais situações para acontecer.

Assisti poucas séries, mas True Detective está entre as melhores já feitas, tenho certeza. Band of Brothers, The Pacific, Lost ainda tem seu lugar, mas True Detective chegou bem próximo dessas.

Podem assistir, sem medo, vale muito a pena.