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sábado, 5 de setembro de 2015

Corações de Ferro (Fury) - 2014

26/01/2015
Nota: 8.5 / 7.8 (IMDB)
Formato: HD

Direção: David Ayer
Roteiro: David Ayer
Elenco: Brad Pitt (Don "Wardaddy" Collier), Logan Lerman (Norman "Machine" Ellison), Shia LaBeouf (Boyd "Bible" Swan), Michael Peña (Trini "Gordo" Garcia), Jon Bernthal (Grady "Coon-Ass" Travis), Jason Isaacs ("Old Man" Waggoner), Scott Eastwood (Miles), Xavier Samuel (Parker), Brad William Henke (Sgt. Davis), Anamaria Marinca (Irma), Alicia von Rittberg (Emma), Kevin Vance as Sgt. Peterson), Branko Tomovic (German Corporal), Iain Garrett (Sgt. Foster), Eugenia Kuzmina (Hilda Meier), Stella Stocker (Edith




Crítica:
Ao longo dos anos vários filmes sobre as grandes guerras foram realizados, especialmente sobre a segunda. Esse fato histórico dá aos cineastas vários momentos que podem ser explorados no cinema, sendo uma fonte interminável de histórias, muitas deles já contadas.  Temos vários filmes aclamados pelas críticas e hoje considerados clássicos do gênero. O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan) - 1998, A Lista de Schindler (Schindler's List) - 1993, O Pianista (The Pianist) - 2002.  Além disso, abre a possibilidade de criações ficcionais dos fatos, como o recente e excelente Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds) - 2009 de Quentin Tarantino.

Corações de Ferro (Fury) - 2014 também é uma história fictícia da segunda guerra mundial, nela acompanhamos um grupo de soldados, que fazem parte da tropa de tangues de guerra. O seu tangue dá o nome original ao filme, Fury.


[SPOILER] No enredo Fury é um dos poucos que sobrou do pelotão de tanques de guerra, assim suas missões são bem específicas. A próxima será abrir caminho para as tropas aliadas chegarem a Berlim. No comando da equipe temos o Sangrento Wardaddy (Brad Pitt), seus comandados são os soldados: Bible (Shia LaBeouf), Grady “Coon-Ass” (Jon Bernthal), Gordo (Michael Peña) e o novato Norman (Logan Lerman).

Poucos filmes são realísticos o bastante para mostrar a realidade das guerras. Amigos morrendo ao seu lado, ou ficando sem uma parte do corpo. Todo o drama individual de saber que há qualquer momento será sua vez de morrer. Esse tipo de realidade é mostrado com perfeição nas minisséries Band Of Brothers - 2001 e The Pacific - 2010, mas num filme com menos tempo que as minisséries, essa realidade fica comprometido. De qualquer forma, esse é um ponto forte de Corações de Ferro (Fury) - 2014, dentro da visão dos cinco personagens principais, acompanhamos o drama pessoal de cada um. Como a guerra afeta cada um, na medida em que vamos conhecendo mais o personagem. Isso também é um ponto positivo no roteiro, que trabalha muito bem o aprofundamento de cada um dos tripulantes do Fury. Todos são muito bem desenvolvidos.


O único porem do filme vem no terceiro ato, quando a equipe do Sangrento Wardaddy precisa tomar a decisão de lutar ou fugir, os motivos são totalmente clichês e fora da realidade. Tinha outras formas de se fazer a mesma cena tornando-a mais realística, mas provavelmente sem tentar conseguir emocionar o expectador. Como em Hollywood quase sempre preferem o padrão, essa é a única cena ruim do filme. Mas de forma algum atrapalha o filme consideravelmente, pois a batalha de que se segue é espetacular e muito realística. [FIM SPOLILER]


As atuações contribuem em todo o filme, destaque maior para Brad Pitt, que mostra um sargento com deve ser, duro, mas fiel e companheiro quando necessário. Bom destaque também para Logan Lerman que faz um soldado inexperiente, e convence como tal.

Não é uma obra prima do gênero, mas é um bom filme de guerra, com todos aspectos e realidade acima do normal. Vale a pena assisti-lo.

domingo, 14 de setembro de 2014

O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) - 2013

27/05/2014
Nota: 8.0 / 8.4 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Terence Winter
Elenco: Leonardo DiCaprio (Jordan Belfort), Jonah Hill (Donnie Azoff (baseado em Danny Porush), Margot Robbie (Naomi Lapaglia), Matthew McConaughey (Mark Hanna), Kyle Chandler (Patrick Denham), Rob Reiner (Max Belfort), Jon Bernthal as Brad Bodnick), Jon Favreau (Manny Riskin), Jean Dujardin (Jean-Jacques Saurel), Cristin Milioti as Teresa Petrillo), Christine Ebersole (Leah Belfort), Shea Whigham (Capitão Ted Beecham), Jake Hoffman (Steve Madden), Katarina Cas (Chantalle Bodnick), P. J. Byrne (Nicky "Rugrat" Koskoff), Kenneth Choi (Chester Ming), Joanna Lumley (Tia Emma), Spike Jonze (Dwayne), Brian Sacca (Robbie Feinberg), Ethan Suplee (Toby Welch), Martin Klebba (Frank Berry), Madison McKinley (Heidi)

Crítica:
O filme conta a história verídica de Jordan Belfort, um ex-corretor de ações de uma empresa de Wall Street, chegou a fazer milhões, mas caiu em um ciclo de fraudes e acabou preso.

Em 1987, Jordan Belfort consegue estabelecer-se como corretor de ações de uma grande empresa. Nela tem suas primeiras experiências com o mundo das ações, mas a empresa quebra no dia da famosa segunda-feira negra, 19 de outubro de 1987, quando aconteceu queda de mais de 22.61% das ações da Bolsa de Valores de Nova Iorque.


Com essa experiência, Belfort passa por uma corretora pequena, lá conhece Donnie Azoff, com quem faz amizade e começa a ganhar seus primeiros milhões de dólares. Percebendo seu potencial, Belfort chama Azoff para montarem sua própria corretora, e assim o fazem. Seu estilo de venda agressivo faz a Stratton Oakmont uma empresa de bilhões, crescendo cada dia mais.

Seus discursos e festas para os funcionários são inflamados e convincentes a ponto de todos realizarem tudo o que for preciso para o trabalho. As festas eram regadas à bebidas, drogas e sexo. Tudo bem extravagante, sexo explícito e até dentro do elevador da empresa.

É incrível como o dinheiro faz as pessoas perderem noção de todas as regras sociais e valores das coisas.
Tudo isso faz Belfort acabar com o primeiro casamento. Casa-se novamente com Naomi LaPaglia, com quem tem um filha. Mas nem isso o faz parar com as orgias e excesso nas drogas.

As coisas começam a ficar ruins quando o FBI começa a investigar Belfort e sua empresa, onde o agente Patrick Denham fica como responsável pelas investigações. Para assegurar seu patrimônio, Belfort abre uma conta bancária na Suíça.


Após dois anos de investigação, Denham prende Belfort durante as filmagens de um comercial. Belfort concorda em usar um fio para reunir provas contra os seus colegas. Mas Denham descobre que Belfort tentou alertar Azoff durante a conversa com bilhete. Agora Belfort resolve dizer tudo ao FBI, levando a mais de 20 prisões dentro da própria Stratton.

Belfort é condenado a três anos de prisão. No fim, ele aparece ensinando técnicas de vendas em palestras na Nova Zelândia.


Por se tratar de acontecimentos verídicos, o filme ganha uma proporção maior para o espectador, ainda mais que os fatos apresentados são extremamente fora da realidade do cotidiano social. Ainda mais que, em minhas pesquisas, descobri que Scorsese amenizou algumas passagens, que coisas piores aconteceram, mas não teve coragem que colocar no filme.

Leonardo DiCaprio atuou, mais uma vez, com excelência. Conseguimos ver em suas expressões a ganância de Belfort. Na cena em tomam uma droga vencida, demonstra todo o seu potencial para atuação. O restando do elenco completa bem o filme, com destaque maior para Jonah Hill, que fez Donnie Azoff.

Reparei algumas pessoas reclamando do tamanho do filme e de cenas desnecessárias, mas acredito que uma história verídica tem que ter todos os fatos importantes para se ter uma biografia completa e verdadeira. Acredito que poderiam cortar alguma cena, mas se tivesse algum fato mais importante para colocar. A história nos prende do início ao fim, nem percebi o tempo que fiquei assistindo.

Entrou para top 5 de DiCaprio e Scorsese, vale a pena assistir.