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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Amor e Outras Drogas (Love and Other Drugs) - 2010


06/01/2013 - 3
Nota: 7.5 / 6.6 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Edward Zwick
Elenco: Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Josh Gad, Judy Greer, Gabriel Macht, Oliver Platt, Hank Azaria, George Segal, Jill Clayburgh, Katheryn Winnick, Jaimie Alexander, Nikki DeLoach

Crítica:
Pelo título, temos a tendência de acreditar ser mais uma comédia romântica. Tem partes engraçadas e o romance, mas o filme é um drama, onde a personagem principal tenta conviver com uma doença degenerativa.

A história começa com Jamie Randall, um daquelas caras que curtem a vida ao máximo, seduzindo todas as mulheres que passam por seu caminho, até encontra e se apaixonar por Maggie Murdock. Maggie é uma jovem de 26 anos que convive com uma terrível doença, o mal de Parkinson. Uma doença que atingem normalmente velhos, mas pode acontecer em pessoas mais jovens. Os dois começam um romance, mas Maggie não se entrega aos seus namorados, por saber que um vínculo maior e mais longo trará sofrimentos, também, ao parceiro. Por isso, ela decide terminar com Randall, mesmo estando apaixonada por ele. Após uns tempos separados, Randall dedica à sua carreira e consegue uma promoção, mas com a condição de mudar para Chicago. Ao preparar para mudança, ele descobre que não conseguirá viver sem Maggie, e vai atrás para resolver de vez o relacionamento e convencê-la de que será possível os dois ficarem juntos. Ele a convence, desiste de Chicago e tudo termina como sempre gostamos: juntos e felizes.


O filme trata de uma doença que não tem cura e que os problemas causados por ela, afeta não só o doente, mas todas as pessoas queridas que estejam em volta. Com o tempo a pessoa fica totalmente dependente, causando sofrimento de todos. Podemos perceber que o filme tenta tratar o assunto da melhor forma possível e dá exemplo para as pessoas que tem a doença, de sempre tentar superar e conviver feliz, mesmo que seja difícil. Particularmente, me mostrou o quanto sou privilegiado, por ter uma boa saúde e todos os meus familiares também. Tenho que celebrar isso todos os dias, e ao mesmo tempo ter em mente que esse tipo coisa pode acontecer com qualquer um, há qualquer momento, e temos que estar preparados para quando acontecer. O filme é uma lição de vida, por isso vale a pena assisti-lo.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises) - 2012


09/08/2012 - 67
Nota: 9.0 / 8.9 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Gary Oldman, Anne Hathaway, Tom Hardy, Marion Cotillard, Mathew Modine, Joseph Gordon-Levitt, Ben Mendelsohn, Nestor Carbonell, Morgan Freeman e Michael Caine.

Crítica:
[SPOILER do início ao fim]
Batman: O Cavaleiro das Trevas Resurge é o filme que fecha a trilogia Nolan do super-herói. A história se passa oito anos após o segundo filme, Batman: O Cavaleiro das Trevas. Nesse tempo, a lei Dent colocou fim à máfia e todo o crime organizado, aparentemente tudo está tranquilo em Gothan, Batman está desaparecido e Bruce Wayne está recluso em sua mansão. Até que acontecimentos estranhos chamam atenção de um novo personagem, John Blake, um policial que desconfia dos grandes problemas que estão por vir. Assim, resolve procurar o Sr. Wayne, lhe conta os novos acontecimentos, e confessa que sabe de sua identidade secreta. Bruce agora está fora de atividade, fraco fisicamente e mentalmente, mas ainda assim resolve investigar o assunto. Nesse ínterim, uma mulher misteriosa rouba um colar que pertenceu à mãe de Bruce, e suas digitais. Em seus arquivos, Batman descobre que se trata de Selina Kyle, a Mulher Gato dos quadrinhos, muito bem interpretada e retratada por Anne Hathaway, dessa vez acertaram na personagem. Seus trajes foram feitos sem exageros, trazendo-a para a realidade do expectador. Não há origem, ela simplesmente aparece em Gothan numa festa na mansão Wayne, e nesse momento rouba o colar. É caracterizada como uma ladra sexy, que não quer saber em estar ao lado de ninguém, só pensa em se dar bem, não importando com as consequências. E algumas vezes ajuda o Batman. Suas atitudes vão interferir diretamente na história, para o bem e para o mal. Interessante é que o nome Mulher Gato não é citado em nenhum momento. As digitais roubadas são entregues à Bane, vilão apresentado nas cenas iniciais do filme. Tom Hardy fez um grande trabalho com Bane. Uma grata surpresa, pois ele teve que compensar a falta de expressão com os diálogos, e discursos, tudo que ele fala é aterrorizante. Vários minutos com sua origem foram cortados, e o importante é que não fez diferença. Ele é um cara muito inteligente, extremamente forte e cruel, mata por matar, não deixa nenhum cúmplice vivo. Suas intenções são: matar o Batman e exterminar Gothan City. Christian Bale encara o Batman mais uma vez com grande atuação, emoção e incorporação. Dessa vez um Batman fraco e acabado, que nos faz lembra o quadrinho “O Cavaleiro das Trevas”, em que ele está velho e aposentando, mas é forçado a voltar. Interessante ver Bale novamente magro e depois forte, não sei se foram efeitos especiais, mas de qualquer forma ficou ótimo. Gary Oldman volta como James Gordon, mas sua participação é a menor de todos os filmes, mas sempre importante. Foi bom não aparecer tanto, pois assim os outros personagens puderam ter uma participação maior.
Christopher Nolan mais uma vez construiu uma história concisa, um roteiro com pouquíssimos furos. A trilogia programada por ele foi finalizada, fazendo mais referências ao primeiro filme, e todo o ciclo é completamente fechado. Se repararmos bem, o roteiro seguiu a mesma linha dos outros filmes. Uma cena inicial de ação, seguido pela apresentação do vilão. Batman novamente fazendo um treinamento e vencendo seus medos. Um vilão causando o caos. Ou seja, foi feito para não errar, sem tentativas de surpreender cinematograficamente, diferentemente do que fez com o Coringa, e com todo o primeiro filme. Mas é claro, só foi parecido com os outros, porque teve os outros. O clima também mudou um pouco, agora tudo é realmente tenso. Em O Cavaleiro das Trevas, o Coringa torna a desgraça engraçada, conseguimos rir quando alguém morre. Nesse não, é tudo tenso, não conseguimos rir, não relaxamos hora nenhuma. Bane mata sério, falou merda, fez errado, ele mata, com prazer e fúria, sem gracinhas. O vilão é Bane, mas Ras Al Gul e Liga das Sombras ainda assombram Gothan. Historicamente Ras Al Gul é um dos vilões mais importantes do Batman. Foi introduzido mais um veículo utilitário do Batman, a “Batnave”. E raparem que o “Batmovel” não é utilizado por ele em nenhum momento. É preciso o expectador ficar atento aos saltos no tempo, pois a história se passa ao longo de 80 dias, e na segundo metade da projeção há saltos de meses. Isso dá mais veracidade aos acontecimentos. Mas não há dificuldades para acompanhar, pois os diálogos nos informam o que se passou. As de lutas ficaram um pouco teatrais, telegrafadas. Não ficou ruim, mas não seti firmeza nos socos e chutes. Parece que não há dor, nem sangue. O combate “medieval” entre os policiais e a gang de Bane ficou um pouco fora de contexto, pois os policiais estavam com armas comuns e os outros estavam com o arsenal do Batman. Tinha que ter acontecido um massacre. E as armas tecnológicas nem aparecem. O final foi um dos momentos mais interessantes, onde tivemos a reviravolta na história, mostrando o verdadeiro vilão, Talia al Ghul. Marion Cotillard é Miranda Tate e Talia al Ghul. Filha de Ra's Al Ghul ela aparece como membro da Wayne Enterprises, mas somente nos minutos finais se revela, causando a maior surpresa. E afirma vir para terminar o trabalho do pai. A atuação de Marion foi excelente, em momento algum desconfiei de Tate. E a surpreendente aparição de Robin. Joseph Gordon-Levitt é John Blake ou Robin, isso mesmo, o policial novato que ajuda Batman em praticamente todo o filme é o Robin. Mas isso fica só na nossa imaginação, pois a revelação acontece apenas no final. Ainda temos o sonho do Alfred se realizando e a certeza que Batman está mais vivo do que nunca. Gordon pode afirmar isso com certeza, basta acender seu holofote. E esse é o principal detalhe deixado por Nolan, apesar de fechar sua trilogia, a história ficou aberta para outros filmes. Muito bom desde que as pessoas certas sejam escolhidas novamente, caso contrário, é melhor começar um novo ciclo. Principalmente com a intenção da DC em lançar o filme da Liga da Justiça, um novo Batman mais voltado para trabalhar com um grupo de super-heróis fantasiosos seria a melhor escolha.
Ao longo de oito anos acompanhamos a construção de uma história épica, tudo muito bem pensado e produzido. Agora não podemos falar mais em Batman sem lembrar-se dessa trilogia, e os filmes não poderão mais ser considerados separadamente. São três filmes em um. Isso mostra que se pode fazer filmes de super-heróis realísticos, com bons roteiros, boas atuações e com excelente retorno financeiro. Fica de exemplo para as várias produções que são realizadas pensando apenas em dinheiro e não conseguem passar de um filme. Basta os estúdios dar liberdade para diretores, roteiristas e atores trabalharem com todo seu potencial. Assistirei essa trilogia pelo menos uma vez por ano.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Um Dia (One Day) - 2011

14/01/2012 - 03
Nota: 7.0 / 6.7 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Lone Scherfig
Elenco: Anne Hathaway, Jim Sturgess, Patricia Clarkson, Tom Mison

Crítica:
Esse filme estava na minha lista para assistir, mas estava com preguiça. Normalmente esses filmes de romance são de comédia também, e sempre termina com todos felizes para sempre. Só que em uma festa, escutando conversa dos outros, descobri que o filme era bom e que deveria assisti-lo.
Realmente o filme não é nada do que pensei, é um drama, e conta a história de dois amigos, um homem e uma mulher. Mas o filme só conta o que aconteceu com cada um deles num dia determinado de cada ano, durante uns 20 anos eu acho. É bem legal essa visão do filme, pois pula vários acontecimentos de cada um. Uma coisa que vai acontecer naquele dia, você fica na expectativa e a cena é cortada, depois começa a mostrar o mesmo dia no ano seguinte, o que você estava na expectativa para saber o que aconteceu, na verdade já aconteceu a num ano. É difícil de explicar, mas é bem legal.
Gostei muito e indico o filme, principalmente por ter esse roteiro diferente.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married) – 2008

18/07/2009 - 48
Nota: 6.5
Formato: DIVX

Direção: Jonathan Demme
Roteiro: Jenny Lumet
Elenco: Bill Irwin, Anne Hathaway, Anna Deavere Smith, Rosemarie DeWitt (Rachel), Debra Winger

Crítca:
Draminha de drogado. Bom e nada mais, a atuação de Anne Hathaway foi eleogiada, mas não achei nada de mais, ela ainda tem cara de minininha, até o jeito de fumar não convence. O bom do filme é que mostra mais uma vez o que a droga influêcia na vida de uma pessoa, na família. A confiança perdida, pode nunca mais ser  recuperada.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Alice no País das Maravialhas (Alice in Wonderland) - 2010

18/04/2010 - 54
Nota: 8.5
Formato: Cinema 3D - IMAX

Direção: Tim Burton
Roteiro: Linda Woolverton
Elenco: Mia Wasikowska (Alice), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), Christopher Lee, Michael Sheen, Crispin Glover (Valete de Copas), Anne Hathaway (Rainha Branca), Matt Lucas, Alan Rickman (Lagarta), Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Eleanor Tomlinson (Fiona Chataway)

Crítica:
Primeiro vamos aos comentários da minha experiência com o IMAX. Simplesmente espetacular. Realmente faz a diferença, parece que você está dentro do filme, tudo ficar muito perto, a tela e óculos não deixam você perceber que está numa sala de cinema. É como se tudo ficasse mais aguçado, amplia a realidade do 3D. Agora algumas considerações. Proporcionalmente a sala ficou pequena para o tamanho da tela, não sei se é uma recomendação para o IMAX, mas a verdade é que algumas cabeças ficam na frente na parte inferior da tela, pois a tela via do teto até o chão da sala. Assim de onde eu assentei, é como se a parte de baixo do filme ficasse cortada, não fez muita diferença, mas é uma crítica. Acredito que isso deva acontecer só no Brasil, a velha história gastar o mínimo possível e lucrar o máximo possível. São uns babacas.
Sobre o filme, achei excelente. Tim Burton sabe mesmo das coisas, ele conseguiu tirar a infantilidade da história e transformar numa aventura infantil/adulta. E todas as suas maluquices foram colocadas no personagem do Chapeleiro, que está sensacional (ainda vou assistir legenda para ver a performance de Depp mais de perto) e muito maluco. O 3D está no melhor que o do Avatar, pois existem mais cenas com aquele 3D que te faz percebê-lo e com o IMAX ficou ainda melhor. Só perde em algumas cenas que a computação gráfica deixou um pouco transparecer que era CG. O roteiro ficou bem fechado. As atuações foram bem convincentes e tudo bem exagerado no estilo de Burton. É um filme para ver e rever.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Idas e Vindas do Amor (Valentine's Day) - 2010

16/12/2010 - 116
Nota: 6.5
Formato: HD

Direção: Garry Marshall
Elenco: Ashton Kutcher, Jennifer Garner, Anne Hathaway, Topher Grace   

Críticas:
Mais um filme sobre as várias facetas do amor, pra mim é a versão americana do excelente Simplesmente Amor (Love Actually), mas esse filme não chega nem perto de ser um Simplesmente Amor, passou longe. É um bom filme de romance, comuns iguais vários por aí, tudo e todos vivem felizes para sempre.
A história gira em torno de várias pessoas e casais no dia dos namorados, dia em que todos se sentem mais felizes e românticos, com o decorrer das histórias percebemos que nem tudo é só alegria, muitas coisas ruins acontecem num mundo romântico, mas no final tudo é alegria. Gostei do filme, mas é só mais um romance que assisti. Vale a pena ver.