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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) - 2013


12/01/2014
Nota: 6.5 / 6.6 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Gore Verbinski
Roteiro: Justin Haythe, Ted Elliott, Terry Rossio
Elenco: Johnny Depp, Armie Hammer, William Fichtner, Tom Wilkinson, Ruth Wilson, Helena Bonham Carter, James Badge Dale, Bryant Prince, Barry Pepper, Mason Cook, J D Cullum, Saginaw Grant, Harry Treadaway, James Frain, Joaquín Cosío, Damon Herriman, Lew Temple, Leon Rippy, Stephen Root, Jason E. Hill


Crítica:
O Cavaleiro Solitário foi um fracasso de bilheteira, isso mostra que o público sempre quer algo diferente e surpreendente. A grande dificuldade dos cineastas de hoje, é conseguir reinventar o cinema a cada filme, mesmo sendo algo trabalhado anteriormente, é preciso trazer alguma novidade para a identificação com os espectadores.

Esse filme nasceu com todos sabendo da semelhança com a trilogia Piratas do Caribe: Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (The Curse of the Black Pearl) - 2003, Piratas do Caribe: O Baú da Morte (Dead Man's Chest) - 2006 e Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (At World's End) - 2007, pois tanto o diretor, Gore Verbinski, quanto o ator principal, Johnny Depp, estiveram nessa trilogia no mesmo posto. Qualquer um sabe que os críticos iriam detonar o filme, caso a semelhança se tornasse verdade. Para grande público, talvez isso não importasses, se o filme fosse bem trabalhado e mesmo com semelhanças, houvesse algo de novo no filme. Mas é difícil apostar em algo novo, quando se tem certeza de outra que funcionou, assim, provavelmente, os envolvidos nesse filme resolveram trazer Jack Sparrow para o velho oeste. É bem lógico, se Piratas do Caribe foi um sucesso, uma aventura no velho oeste, nos mesmos moldes, não teria erro. Ledo engano, infelizmente, Tonto Sparrow naufragou no oeste.
  

O filme é baseado numa antiga série americana que passou por rádio, televisão e cinema. O Cavaleiro Solitário, John Reid, é um herói que pretende se vingar de criminosos que assassinaram seus companheiros, e usa uma máscara para os vilões não o identificar, e continuassem achando que estava morto. John Reid é um "ranger" despreparado, mas em sua jornada acaba por conhecer Tonto, um índio apache que tem o mesmo objetivo, vingar-se do vilão, Butch Cavendish, um bandido cruel, matador de rangers, que Tonto acredita ser um "wendigo".

A aventura se desenrola nesse contexto, misturando cenas cômicas e dramáticas. Para  um filme da Disney, muitas mortes são mostradas, inclusive uma em que o vilão enfia a faca na barriga de um dos rangers, com bastante crueldade. Mesmo sem mostrar sangue, a cena é bem forte.


O roteiro é muito grande e repetitivo, são 2h30 de projeção, onde poderiam ser retiradas várias cenas desnecessárias, principalmente as cômicas. Como a do cavalo morrendo no deserto. Sem graça e previsível.

Johnny Deep está no piloto automático, sua interpretação não acrescentou nada de novo comparado aos Piratas do Caribe. Quem gostou de uma, vai gostar da outra, a não ser que queira algo novo. Armie Hammer, que faz o Cavaleiro, não convence com um herói desengonçado, não causa empatia, e se confunde com seu companheiro Tonto, pois são personagens semelhantes.

Talvez, se não existisse Piratas do Caribe, esse filme funcionasse melhor, mas ainda assim, deixaria a desejar.

Aventura é sempre bom assistir, é divertido, mas nesse caso, é preferível rever a trilogia Piratas do Caribe. O quarto filme, Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (On Stranger Tides) - 2011, não incluí, pois não é tão bom assim.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sombras da Noite (Dark Shadows) - 2012


01/01/2013 - 1
Nota: 6.5 / 6.3 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Jonny Lee Miller, Jackie Earle Haley, Eva Green, Bella Heathcote, Gulliver McGrath, Chloe Grace Moretz, Thomas McDonell, Ray Shirley, Christopher Lee, Alice Cooper, Ivan Kaye, Susanna Cappellaro, Raffey Cassidy

Crítica
Sombras da Noite é mais um filme que conta com a parceria entre Jonhnny Depp e Tim Burton. Sempre que Burton trabalha com personagens excêntricos, Deep aparece, trazendo suas multifacetas para compor essas figuras.

[SPOILERS] A história é centrada em Barnabes da família Collins. Tudo começa quando uma bruxa, Angelique Bouchard, apaixonada por Barnabes, resolve amaldiçoá-lo por não conseguir seduzi-lo. Mata sua pretendente e o transforma num vampiro, aprisionando-o em um caixão, que só é encontrado, por 120 anos depois,  com as escavações de uma empreiteira. Ao sair do sono, descobre que tudo mudou e sua mansão agora é ocupada por remanescentes de sua família. Tentando se adaptar às modernidades, e convivendo com seus novos parentes, Barnabes se apaixona novamente, Victoria Winters, a governanta da mansão. Mas logo Angelique aparece, dona de um dos maiores empreendimentos da região, ela volta para atormentar Barnabes, e terminar sua maldição.


Dessa vez Burton deixou a desejar, o princípio da história é convincente, mostra os personagens com características bem definidas. Mas a segunda metade ficou sem enredo Barnabes não tem objetivos, Angelique é uma vilã sem muitas aspirações, quer somente o amor de Barnabes, mas desde o início sabemos que não vai corresponder. Por isso, acho que o roteiro poderia ser mais elaborado, a trama mais convincente e a vilã mais cruel, afinal de contas, ela é uma bruxa.

A atuação de Johnny, como sempre, foi perfeita. É o “camaleão” do cinema, suas atuações são sempre surpreendentes e originais.

Gosto dessa parceria e sempre vou assistir aos filmes de Tim Burton e Johnny Depp, mesmo sabendo que nem todos serão excelentes.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Clube da Luta (Fight Club) - 1999

20/01/2008 - 05 (4ª vez)
Nota: 10.0
Formato: DVD

Direção: David Fincher
Elenco: Brad Pitt, Edward Norton, Helena Bonham Carter, Meat Loaf

Crítica:
Pela 4ª vez assisti a um dos poucos filmes perfeitos que existem. O filme é uma crítica ao nosso consumismo, ao capitalismo e à sociedade podre em que vivemos. Como sempre Brad Pitt está perfeito, é o melhor ator para fazer papel de louco. Mesmo assistindo pela quarta vez, continua sendo surpreendente, sempre há novos detalhes que não pegamos em outras sessões. Repare na tela piscando, Brad Pitt aparece em várias cenas rapidamente.

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street) - 2007

12/02/2008 - 13
Nota: 7.0
Formato: Cinema

Direção: Tim Burton
Roteiro: John Logan
Elenco: Alan Rickman (Juiz Turpin), Timothy Spall, Helena Bonham Carter (Mrs. Lovett), Johnny Depp (Sweeney Todd), Sacha Baron Cohen (Signor Adolfo Pirelli), Laura Michelle Kelly (Lucy Barker), Jamie Campbell Bower (Anthony Hope)

Crítica:
Filmes musicais raramente são excelentes e esse não foge do padrão mesmo tendo Tim Burton com diretor e Johnny Depp como ator principal. Achei a história do filme muito boa, e várias cenas cantadas excelentes. O que conseguiu tornar o filme melhor que muitos musicais foi não ter tantas cenas longas cantadas, poucas são cansativas. Gostei muito do exagero do sangue, ficou bem violento e tira um pouco aquela coisa de filme musical. E Johnny Depp mais uma vez surpreendeu, cantando e atuando. Os atores estão voltando ser completos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Exterminador do Futuro: A Salvação (Terminator Salvation) - 2009

17/04/2011 - 25
Nota: 7.5 / 6.8 (IMDB)
Formato: Blu-Ray

Direção: McG
Roteiro: John D. Brancato,Michael Ferris
Elenco: Christian Bale (John Connor), Helena Bonham Carter, Common, Sam Worthington (Marcus), Anton Yelchin (Kyle Reese), Chris Browning (Morrison), Moon Bloodgood

Crítica:
Assisti aos três primeiros antes e ainda fiz uma recapitulação de tudo antes de ver esse filme. Mas a maioria das referências são com o primeiro filme.
O quarto Exterminador completa bem a história, tudo que se fala do futuro nos primeiros filmes são referenciados nesse. Esse filme por si só, não é tão bom assim, mas é fechamento da quadrilogia, e isso o torna muito bacana. São filmes feitos com um espaço de tempo grande entre eles, com diretores diferentes, mas todos procuraram manter a essência e respeitaram a história.
Nesse filme vemos a rebelião dos humanos atacando as máquinas.
A única coisa ruim que chamou bastante atenção foi o personagem de Sam Worthington, um personagem que não se explica muito e se tirarmos ele, não faz diferença nenhuma para história. Christian Bale está muito bem no papel.
De resto, é um filme que tem que ser visto pelos que viram os outros três.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Alice no País das Maravialhas (Alice in Wonderland) - 2010

18/04/2010 - 54
Nota: 8.5
Formato: Cinema 3D - IMAX

Direção: Tim Burton
Roteiro: Linda Woolverton
Elenco: Mia Wasikowska (Alice), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), Christopher Lee, Michael Sheen, Crispin Glover (Valete de Copas), Anne Hathaway (Rainha Branca), Matt Lucas, Alan Rickman (Lagarta), Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Eleanor Tomlinson (Fiona Chataway)

Crítica:
Primeiro vamos aos comentários da minha experiência com o IMAX. Simplesmente espetacular. Realmente faz a diferença, parece que você está dentro do filme, tudo ficar muito perto, a tela e óculos não deixam você perceber que está numa sala de cinema. É como se tudo ficasse mais aguçado, amplia a realidade do 3D. Agora algumas considerações. Proporcionalmente a sala ficou pequena para o tamanho da tela, não sei se é uma recomendação para o IMAX, mas a verdade é que algumas cabeças ficam na frente na parte inferior da tela, pois a tela via do teto até o chão da sala. Assim de onde eu assentei, é como se a parte de baixo do filme ficasse cortada, não fez muita diferença, mas é uma crítica. Acredito que isso deva acontecer só no Brasil, a velha história gastar o mínimo possível e lucrar o máximo possível. São uns babacas.
Sobre o filme, achei excelente. Tim Burton sabe mesmo das coisas, ele conseguiu tirar a infantilidade da história e transformar numa aventura infantil/adulta. E todas as suas maluquices foram colocadas no personagem do Chapeleiro, que está sensacional (ainda vou assistir legenda para ver a performance de Depp mais de perto) e muito maluco. O 3D está no melhor que o do Avatar, pois existem mais cenas com aquele 3D que te faz percebê-lo e com o IMAX ficou ainda melhor. Só perde em algumas cenas que a computação gráfica deixou um pouco transparecer que era CG. O roteiro ficou bem fechado. As atuações foram bem convincentes e tudo bem exagerado no estilo de Burton. É um filme para ver e rever.

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Discurso do Rei (The King's Speech) - 2010

21/02/2011 - 19
7.5 / 8.8 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Tom Hooper
Roteiro: David Seidler
Elenco: Geoffrey Rush (Lionel Logue), Derek Jacobi, Guy Pearce, Helena Bonham Carter, Jennifer Ehle, Colin Firth (Rei George VI), Michael Gambon, Timothy Spall

Crítica:
Pra mim é um dos fortes candidatos ao Oscar, junto com Cisne Negro. É um excelente filme de época e conta uma história que poucas pessoas sabem, sobre o pai da atual rainha da Inglaterra, Elizabeth II. E como ele se tornou rei, que não foi da forma mais comum. Ainda toca em um tema que raramente é discutido, a gagueira.

Em princípio o filme não parece chamar muita atenção, mas à medida que a história é contada ficamos curioso e emocionado com as dificuldades do futuro rei em fazer discursos, que para um rei, teoricamente naquela época, era a única e mais importante coisa que o rei fazia de verdade.
Como disse, é um bom filme, mas, é mais um filme que vai ser esquecido no tempo, mesmo ganhando. Rede Social e Toy Story são filmes que poderão ser muito mais lembrados do que esse.