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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2) - 2014

08/10/2014
Nota: 6.5 / 7.0 (IMDB)
Formato: HD 3D

Direção: Marc Webb
Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci, Jeff Pinkner
Elenco: Andrew Garfield (Peter Parker / Homem-Aranha), Emma Stone (Gwen Stacy), Campbell Scott (Richard Parker), Embeth Davidtz (Mary Parker), Jamie Foxx (Max Dillon/Electro), Dane DeHaan (Harry Osborn/Duende Verde), Paul Giamatti (Aleksei Sytsevich/Rino), Chris Cooper (Norman Osborn), Sally Field (May Parker), Stan Lee (homem que acompanha a formatura), Felicity Jones (Felícia), Colm Feore (Donald Menken), Marton Czokas (Dr. Ashley Kafkar)

Crítica:
Homem-Aranha é um dos heróis mais queridos dos quadrinhos, não é à toa que rendeu cinco filmes, todos com grandes bilheterias. Críticas sempre são feitas, mas tudo baseado nos quesitos técnicos, mas o certo é que o muito bom ver o Aranha pendurado entre os arranha-céus, e enchendo os inimigos de porrada. Isso que o público quer, e os fãs querem ver os quadrinhos criarem movimentos no cinema. Se o filme tiver isso, terá grande bilheteria, a parte técnica fica de lado.


Por mais que Marc Webb tente, vai ser difícil esquecer a primeira trilogia do Homem-Aranha, pois como foi a primeira, ficou marcado. Mas é importante continuar pelo que foi dito acima. O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2) - 2014 vem para completar bem o primeiro, mas cometeu um pecado básico, encher a história de vilões, e principalmente de sub histórias. Esse vem sendo o erro clássico dos filmes de quadrinho, a quantidade de vilões não interfere, mas é o que provoca as sub histórias.

Gosto muito desse novo Homem-Aranha, mais jovem, divertido e muito próximo dos quadrinhos, mas sua segunda aventura deixou de focar e construir o personagem para mostrar Electro, o principal vilão; Duende Verde; Rhino; e ainda o mistério do sumiço de seus pais. Tudo isso faz o roteiro se perder.


Basicamente a história foco no Aranha tentando desvendar o sumiço dos pais, enquanto os vilões são construídos. Ele tenta cumprir a promessa de ficar longe de Gwen Stacy. Mas o retorno de seu amigo Harry Osborn mostra um pouco mais da companhia Oscorp, de onde surge Electro, alter ego de Max Dillon, um funcionário psicologicamente instável. Dillon sofre um acidente que o transforma em Electro, seus superpoderes envolvem eletricidade e lançamento de raios. A partir daí, o roteiro é bem básico, Electro que destruir o Homem-Aranha, que precisa proteger a cidade e sua amada.

Andrew Garfield melhorou bastante no seu papel, está bem mais natural, passamos a enxegá-lo como o cara teia. Jamie Foxx faz um Max Dillon muito caricato e forçado, e quando se transforma em Electro, seu visual é mais forçado ainda, e ainda lembra o Dr. Manhattan de Watchmen - 2009Dane DeHaan conseguiu construir um ótimo Harry, mas nada mais que isso, provavelmente será desenvolvido num terceiro filme. Paul Giamatti tem participação ínfima, mas excelente, melhor de todos. Com isso já temos dois vilões para o próximo filme, espero que só fique nesses.


Todos os defeitos do filme podemos relevar se focarmos na aventura e na diversão, mas a trilha sonora de quando Electro aparece é extremamente chato, não sei qual foi a intenção, mas com certeza não funcionou.
No geral, o filme é bom, esperamos um terceiro mais divertido e com um roteiro mais linear.

Obs.: Terceiro filme pode não acontecer. (Atualizado em 12/02/2015).

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Poder Sem Limites (Chronicle) - 2012


24/12/2012
Nota: 6.5 / 7.1 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Josh Trank
Elenco: Dane DeHaan, Michael B. Jordan, Alex Russell, Michael Kelly, Ashley Hinshaw, Anna Wood, Bo Petersen

Crítica:
Poder Sem Limites segue a tendência dos filmes de super-heróis. Com a popularização dos quadrinhos no cinema, cada vez mais vemos filmes sendo produzido com esse tema. Dessa vez, o diretor Josh Trank resolveu utilizar a câmera amadora. O uso desse tipo de câmera começou com A Bruxa de Balir (1999) e se popularizou com Cloverfield (2008). Ela simula uma filmagem amadora com se os personagens estivessem sempre com a câmera em mãos, filmando eles próprios. Esse recurso procurar trazer realidade à ficção, e na maioria das vezes funciona com perfeição.

[SPOILERS] A história narra três adolescentes, Andrew, Steve e Matt, que por acaso, ao ter contato com alguma coisa dentro de um buraco, adquirem superpoderes. Movem objetos e pessoas com a força do pensamento, os arremessado com superforça. Aos poucos vão aperfeiçoando os poderes até conseguirem voar.

No início eles usam os superpoderes apenas para brincar e fazer “pegadinhas” com as pessoas. Mudam carro de lugar no estacionamento, arremessam brinquedos dentro de supermercados, entre outros. A coisa fica mais séria quando Andrew usa os poderes para jogar um carro para fora da pista, após o motorista buzinar pedindo passagem. O carro cai em um lago, mas Steve consegue salvar o motorista. Isso causa revolta a Steve  e Matt, e faz com que eles criem regras para utilizar os poderes.

Andrew vem tendo problemas em casa, sua mãe está doente, em fase terminal e seu pai sempre o xinga e espanca, por qualquer motivo, e em desses momentos Andrew usas seus poderes para se defender contra ele, revoltado voa para as nuvens, em meio a uma tempestade, Steve o localiza, e tenta convencê-lo a descer, muitos relâmpagos estão em volta dos dois, quando de repente, um acerta Steve, que morre. Andrew continua com problemas psicológicos, tenta de qualquer maneira encontrar dinheiro para comprar remédios para sua mãe. Ao assaltar uma loja de conveniência, o vendedor reage, no confronto o posto explode, Andrew fica seriamente ferido e é levado para o hospital. É quando seu pai o visita, revoltado, ele destrói a quarto. Matt vê tudo pela TV e vai ao encontro do amigo para tentar acalma-lo, mas chegar ao local descobre que Andrew está totalmente transtornado, os dois lutam, Andrew vai destruindo a cidade, casando várias mortes e feridos, até Matt consegue matá-lo.

A história é levada para questões morais, criticando a sociedade em que vivemos e mostrando como nossos adolescentes são alienados e inconsequentes. É interessante, pois a todo o momento ficamos com esperança deles procurarem fazer o bem. Em nenhum momento passa pela cabeça deles ajudar as pessoas, sempre pensando neles mesmo, e em levar vantagens. Mostra também, como o poder pode ser mortal, se utilizado em momentos de raiva ou de forma equivocada, isso é uma analogia com os poderes que atribuímos aos nossos governantes, ao até mesmo dentro de empresas, com gerente e “chefes” que abusam do poder.
Fiquei surpreendido com filme, pela forma que foi filmado e pelas mensagens que estão por traz da história. Pra mim, valeu a pena assistir, apesar de não ser o melhor dos filmes.