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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Lucy - 2014

29/01/2015
Nota: 6.5 / 6.4 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Luc Besson
RoteiroLuc Besson
Elenco: Scarlett Johansson (Lucy), Morgan Freeman (Professor Samuel Norman), Choi Min-sik (Jang), Amr Waked (Del Rio), Pilou Asbaek, Mason Lee, Analeigh Tipton, Frédéric Chau, Claire Tran, Christophe Tek, Jan Oliver Schroeder, Yvonne Gradelet, Paul Chan, Michél Raingeval

Crítica:
Antes de mais nada é importante frisar que Lucy não é um filme de super-herói, quem assistiu com pensando nisso, provavelmente não gostou do filme. Para quem ainda vai assistir, tire isso da cabeça.
Temos muita ação, e a personagem principal adquire poderes, que utiliza apenas para seus próprios fins, em nenhum momento a trama tem uma ameaça mundial, ou algo do tipo.

Mais uma observação, a exploração cientifica é absurda, mas tão bem trabalha que acreditamos que a ciência tem explicações reais para cada fator dos poderes de Lucy. Por isso, precisei pesquisar sobre o assunto e ler algumas críticas. Tudo não passa de ficção científica pura, procurando exagerar alguns mitos que a ciência ainda tem.

Um deles se trata da nossa capacidade de utilização do cérebro. Há o mito de que utilizamos apenas 10% do cérebro, mas já foi provado que não é verdade. Além disso, temos alguns pontos na física quântica que podem ser utilizados para explicação de algumas teorias do filme, mesmo que seja uma ficção, vale o esforço para comparação com as teses científicas reais.


[SPOILERS] Lucy é uma mulher comum que se mudou para estudar em Taiwan. Um dia Lucy se encontra com o namora, que a pede para entregar uma mala para um homem chamado Sr. Jang. Lucy entrega a maleta sem saber o conteúdo dentro dela, mas seu namorado é morto a tiros, e capturada. Assim, descobre que o conteúdo da maleta era uma nova droga sintética chamada CPH4 e agora ela fara o trabalho de transporte da droga para o chefe da máfia, o homem dono da maleta. A droga é implantada cirurgicamente em seu abdômen e em mais outras três "mulas" que também vão transportar a droga para a Europa.

Um dos capangas de seu raptor tenta estuprá-la, mas Lucy reage e o homem lhe dá socos e chuta seu abdômen quando está no chão. Após vários chutes, o saco contendo a droga se rasgar e libera uma grande quantidade da droga no corpo de Lucy. A overdose lhe dá gradativamente capacidades físicas e mentais cada vez mais elevadas, como: telepatia, telecinese, eletrocinese, absorver conhecimento instantaneamente, optar por não sentir dor ou outros desconfortos físicos ou emocionais. Tudo isso devido ao fato de aumentar sua utilização do cérebro, que a cada hora aumenta a porcentagem. Com os poderes ela mata seus raptores e foge.


Em seu apartamento, Lucy começa a pesquisar na internet sobre CPH4 e acaba descobrindo o cientista e médico conhecido como Prof. Samuel Norman (Morgan Freeman), cuja pesquisa pode ser a chave para salvá-la.

A trama se desenrola com Lucy sendo perseguida, ao mesmo tempo que procura encontrar as outras três "mulas". Após vencer vários de seus inimigos utilizando sua mente e poderes, Lucy chega ao laboratório da universidade onde Norman trabalha. Os dois discutem sobre a natureza do tempo, humanidade e diversos assuntos que Lucy aprendeu instantaneamente durante a sua trajetória. E assim decidem por injetar mais dosagens da droga e acelerar o processo de acesso ao cérebro. 


Nesse momento é que a história entra de cabeça na ficção. Lucy se transforma em uma massa preta, como se fosse uma gelatina maleável. Aos pouco começa a envolver os computadores e outros objetos do laboratório. Seu objetivo é transforma-los em um supercomputador, para armazenar o conhecimento do universo. Assim, ela busca no passado todas as informações da humanidade, e acaba encontrando "Lucy", a ancestral mais antiga da humanidade, as duas se tocam. 

No presente Sr. Jang invade o laboratório para matar Lucy, ele atira, mas ela atinge os 100% de acesso ao cérebro e desaparece. O agente da polícia mata Jang, e o professor Norman recebe um pen drive preto, lhe dado pelo supercomputador criado pelo corpo de Lucy. As últimas palavras de Lucy, são: "EU ESTOU EM TODA PARTE", em mensagem enviada para o telefone do agente Del Rio, e sua voz diz no final: "A vida nos foi dada um bilhão de anos atrás. Agora você sabe o que fazer com ela." [FIM SPOILERS]


Scarlett Johansson tem ótima atuação como Lucy, a importante transição de uma mulher comum até um ser humano com capacidades extremas, é muito bem interpretada, a diferença é visível e eficaz.

Para gostar do filme basta entrar na história, lembrar que é uma ficção imaginar como é ter poderes desse porte. Alguns críticos realizaram comparações e classificaram Lucy como a primeiro ou segunda personagem mais poderosas já criada. Acho que o conhecimento técnico científico é interessante para identificar todos os pontos em a realidade se transforma em ficção e onde o roteiro se inspira na física quântica.

Gostei do filme, principalmente por ser bem direto, não tem enrolação, toda a história é contada em apenas 89 minutos, tudo bem objetivo.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A Família (The Family) - 2013

23/03/2014
Nota: 6.5 / 6.4 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Luc Besson
Elenco: Robert De Niro (Fred Blake / Giovanni Manzoni), Michelle Pfeiffer (Maggie Blake), Dianna Agron (Belle Blake), John D'Leo (Warren Blake), Domenick Lombardozzi (Caputo), Stan Carp (Don Luchese), Vincent Pastore (Fat Willy), Jon Freda (Rocco), Michael J. Panichelli Jr. (Billy the Bug)

Crítica:
Filmes sobre gangsters sempre chamam minha atenção, ainda mais quando envolve Robert De Niro e um bom diretor como Luc Besson. O diretor de filmes como: O Profissional (Léon) 1996, O Quinto Elemento (The Fifth Element) - 1997 e Joana d'Arc (The Messenger: The Story of Joan of Arcen) - 1999 merece todo respeito, por isso resolvi conferir seu novo filme. Além dos dois, podemos ver Michelle Phipher, que apesar de velha e cheia de plásticas, ainda continua bonita.

[SPOILERS...] O filme conta a história de uma família mafiosa, pai, mãe e uma casal de filhos adolescentes, que fazem parte do programa de proteção às testemunhas. Depois de disfarçar a família em vários locais nos EUA, pelo comportamento desajustado, e por estarem sendo perseguidos pela máfia americana, o agente do FBI Stansfield, decide transferi-los para a França numa última tentativa de protegê-los.


Numa cidade do interior onde não haveria nenhum motivo para terem problemas, a família, agora como os Blake, não se controlam e todos começam a expor seus dons criminosos. Logo a máfia americana os descobre, e assim se desencadeia uma perseguição mortal, onde a família precisará mostrar toda sua habilidade para sobreviver. [FIM SPOILERS]

Esse é o contexto da história, muito promissor, mas Benson acaba por pecar em várias partes do roteiro, além de não desenvolver bem seus personagens. Em momento algum criamos empatia pelos protagonistas. O humor negro é inserido em momentos errados, fazendo as cenas, em vez de engraçadas, chatas e sem graça.


De qualquer maneira, ainda há bons momentos, pois o humor negro vem junto com cenas fortes de bastante violência, que trouxe um pouco de realidade para a história. De Niro mostra que ainda está em forma, e Pfeiffer completa bem o casal sem comprometer. Dianna Agron, a linda Quinn Fabray da série Glee, tem boa atuação, seu rostinho angelical é a única coisa que funciona com o humor do filme.

Dentro desse tema temos outros filmes melhores, para quem não tem tempo de ver filmes, esse não é o mais indicado.