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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Caçadores de Obras-Primas (The Monuments Men) - 2014

06/10/2014
Formato: 6.0 / 6.1 (IMDB)
Formato: HD

Direção: George Clooney
ElencoGeorge Clooney (Lt. Frank Stokes), Nick Clooney, Matt Damon (Lt. James Granger), Bill Murray (Sgt. Richard Campbell), John Goodman (Sgt. Walter Garfield), Jean Dujardin (2nd Lt. Jean-Claude Clermont), Bob Balaban (Pvt. Preston Savitz), Hugh Bonneville (2nd Lt. Donald Jeffries), Cate Blanchett (Claire Simone), Sam Hazeldine (Colonel Langton), Dimitri Leonidas (Pvt. Sam Epstein), Grant Heslov (the Army Field Surgeon), Miles Jupp (Major Fielding)

Crítica:
Tudo que envolve a Segunda Guerra Mundial me chama atenção, de tudo que assisti: documentários, filmes e séries, a mais perfeita produção foi Band of Brothers - 2001, em segundo The Pacifc - 2010. Conseguir reproduzir o holocausto que foi essa guerra é algo quase impossível, e essas duas séries foram as que mais aproximaram.

 A premissa da história de Caçadores de Obra-Prima não é visto com bons olhos por mim, pois, como se preocupar com qualquer outra coisa quando milhares de seres humanos são massacrados. Mas é isso mesmo, o filme conta a história de um grupo de soldados formado para recuperar obras primas roubadas pelos nazistas.


O roteiro é bem básico, pois o início conta como o grupo foi formado, depois mostra a estratégia montada para achar e recuperar as obras. Num contexto em que a guerra já caminhava para fim. O foco não é a guerra, e sim a missão. Até mesmo o ponto dramático da história está em cima de uma obra prima rara, que fez um dos soldados morrer tentando recuperá-la, assim vira uma vingança para o restante do grupo conseguir achá-la. Para piorar um pouquinho, há vários momentos em que tentou-se cenas engraçadas, mas não funcionou, ficou forçado e sem graça.

George Clooney está no seu modo automático de sempre, é um grande ator, mas seus personagens tem que encaixar no seu perfil, quando não acontece, com nesse filme, ele se transforma em um ator comum. Bill Murray e John Goodman são atores excepcionais, mas tem cara de comediantes, e por mais que tentem ser sérios não conseguiram passar o drama das situações em que os personagens se encontravam.



O filme é interessante, foi legal saber que uma equipe foi criada para uma missão desse tipo, hoje muitos museus e admiradores da arte são gratos por essa equipe ter recuperado as obras de arte.

Indico outros filmes do gênero, mas pra quem tem tempo, vale a pena assisti-lo.

domingo, 14 de setembro de 2014

O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) - 2013

27/05/2014
Nota: 8.0 / 8.4 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Terence Winter
Elenco: Leonardo DiCaprio (Jordan Belfort), Jonah Hill (Donnie Azoff (baseado em Danny Porush), Margot Robbie (Naomi Lapaglia), Matthew McConaughey (Mark Hanna), Kyle Chandler (Patrick Denham), Rob Reiner (Max Belfort), Jon Bernthal as Brad Bodnick), Jon Favreau (Manny Riskin), Jean Dujardin (Jean-Jacques Saurel), Cristin Milioti as Teresa Petrillo), Christine Ebersole (Leah Belfort), Shea Whigham (Capitão Ted Beecham), Jake Hoffman (Steve Madden), Katarina Cas (Chantalle Bodnick), P. J. Byrne (Nicky "Rugrat" Koskoff), Kenneth Choi (Chester Ming), Joanna Lumley (Tia Emma), Spike Jonze (Dwayne), Brian Sacca (Robbie Feinberg), Ethan Suplee (Toby Welch), Martin Klebba (Frank Berry), Madison McKinley (Heidi)

Crítica:
O filme conta a história verídica de Jordan Belfort, um ex-corretor de ações de uma empresa de Wall Street, chegou a fazer milhões, mas caiu em um ciclo de fraudes e acabou preso.

Em 1987, Jordan Belfort consegue estabelecer-se como corretor de ações de uma grande empresa. Nela tem suas primeiras experiências com o mundo das ações, mas a empresa quebra no dia da famosa segunda-feira negra, 19 de outubro de 1987, quando aconteceu queda de mais de 22.61% das ações da Bolsa de Valores de Nova Iorque.


Com essa experiência, Belfort passa por uma corretora pequena, lá conhece Donnie Azoff, com quem faz amizade e começa a ganhar seus primeiros milhões de dólares. Percebendo seu potencial, Belfort chama Azoff para montarem sua própria corretora, e assim o fazem. Seu estilo de venda agressivo faz a Stratton Oakmont uma empresa de bilhões, crescendo cada dia mais.

Seus discursos e festas para os funcionários são inflamados e convincentes a ponto de todos realizarem tudo o que for preciso para o trabalho. As festas eram regadas à bebidas, drogas e sexo. Tudo bem extravagante, sexo explícito e até dentro do elevador da empresa.

É incrível como o dinheiro faz as pessoas perderem noção de todas as regras sociais e valores das coisas.
Tudo isso faz Belfort acabar com o primeiro casamento. Casa-se novamente com Naomi LaPaglia, com quem tem um filha. Mas nem isso o faz parar com as orgias e excesso nas drogas.

As coisas começam a ficar ruins quando o FBI começa a investigar Belfort e sua empresa, onde o agente Patrick Denham fica como responsável pelas investigações. Para assegurar seu patrimônio, Belfort abre uma conta bancária na Suíça.


Após dois anos de investigação, Denham prende Belfort durante as filmagens de um comercial. Belfort concorda em usar um fio para reunir provas contra os seus colegas. Mas Denham descobre que Belfort tentou alertar Azoff durante a conversa com bilhete. Agora Belfort resolve dizer tudo ao FBI, levando a mais de 20 prisões dentro da própria Stratton.

Belfort é condenado a três anos de prisão. No fim, ele aparece ensinando técnicas de vendas em palestras na Nova Zelândia.


Por se tratar de acontecimentos verídicos, o filme ganha uma proporção maior para o espectador, ainda mais que os fatos apresentados são extremamente fora da realidade do cotidiano social. Ainda mais que, em minhas pesquisas, descobri que Scorsese amenizou algumas passagens, que coisas piores aconteceram, mas não teve coragem que colocar no filme.

Leonardo DiCaprio atuou, mais uma vez, com excelência. Conseguimos ver em suas expressões a ganância de Belfort. Na cena em tomam uma droga vencida, demonstra todo o seu potencial para atuação. O restando do elenco completa bem o filme, com destaque maior para Jonah Hill, que fez Donnie Azoff.

Reparei algumas pessoas reclamando do tamanho do filme e de cenas desnecessárias, mas acredito que uma história verídica tem que ter todos os fatos importantes para se ter uma biografia completa e verdadeira. Acredito que poderiam cortar alguma cena, mas se tivesse algum fato mais importante para colocar. A história nos prende do início ao fim, nem percebi o tempo que fiquei assistindo.

Entrou para top 5 de DiCaprio e Scorsese, vale a pena assistir.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Artista (The Artist) - 2011

28/03/2012 - 25
Nota: 9.0 / 8.3 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Michel Hazanavicius
Roteiro: Michel Hazanavicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller, Missi Pyle, Malcolm McDowell, Beth Grant, Ed Lauter

Crítica:
Agora pra mim ficou explicado porque ganhou o Oscar, realmente o melhor filme do ano, e isso não inclui somente o filme, inclui sua importância, sua homenagem e sua nacionalidade.
Pra começar esse filme veio para tirar o preconceito e ensinar aos mais jovens que é possível fazer um filme excelente sem efeitos especiais com uma história cativante que nos prende do início ao fim. Pois é, estou falando de um filme de 2011, preto e branco, e mudo, isso mesmo, mudo.
Pra mim essa é a resposta às grandes produções e milhares de dólares que são gastos hoje com filmes horríveis e histórias medíocres, e o pior, ainda assistimos a toda essa merda em vez de pegar um bom filme clássico para assistir.
O filme é uma homenagem aos velhos clássicos mudos, e ainda como pano de fundo nos conta um pouco da história da transição dos filmes mudos para os falados e início dos musicais. A história é centrada no principal ator dos cinemas da época, George Valentin, e o seu declínio após a mudança para o cinema falado. É uma comédia dramática. As atuações são excelente, desde o ator principal, Jean Dujardin, a bela  Bérénice Bejo, até o cãozinho Jake.
Por incrível que pareça é um filme que vou revê-lo, e mais de uma vez.