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sábado, 5 de setembro de 2015

Corações de Ferro (Fury) - 2014

26/01/2015
Nota: 8.5 / 7.8 (IMDB)
Formato: HD

Direção: David Ayer
Roteiro: David Ayer
Elenco: Brad Pitt (Don "Wardaddy" Collier), Logan Lerman (Norman "Machine" Ellison), Shia LaBeouf (Boyd "Bible" Swan), Michael Peña (Trini "Gordo" Garcia), Jon Bernthal (Grady "Coon-Ass" Travis), Jason Isaacs ("Old Man" Waggoner), Scott Eastwood (Miles), Xavier Samuel (Parker), Brad William Henke (Sgt. Davis), Anamaria Marinca (Irma), Alicia von Rittberg (Emma), Kevin Vance as Sgt. Peterson), Branko Tomovic (German Corporal), Iain Garrett (Sgt. Foster), Eugenia Kuzmina (Hilda Meier), Stella Stocker (Edith




Crítica:
Ao longo dos anos vários filmes sobre as grandes guerras foram realizados, especialmente sobre a segunda. Esse fato histórico dá aos cineastas vários momentos que podem ser explorados no cinema, sendo uma fonte interminável de histórias, muitas deles já contadas.  Temos vários filmes aclamados pelas críticas e hoje considerados clássicos do gênero. O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan) - 1998, A Lista de Schindler (Schindler's List) - 1993, O Pianista (The Pianist) - 2002.  Além disso, abre a possibilidade de criações ficcionais dos fatos, como o recente e excelente Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds) - 2009 de Quentin Tarantino.

Corações de Ferro (Fury) - 2014 também é uma história fictícia da segunda guerra mundial, nela acompanhamos um grupo de soldados, que fazem parte da tropa de tangues de guerra. O seu tangue dá o nome original ao filme, Fury.


[SPOILER] No enredo Fury é um dos poucos que sobrou do pelotão de tanques de guerra, assim suas missões são bem específicas. A próxima será abrir caminho para as tropas aliadas chegarem a Berlim. No comando da equipe temos o Sangrento Wardaddy (Brad Pitt), seus comandados são os soldados: Bible (Shia LaBeouf), Grady “Coon-Ass” (Jon Bernthal), Gordo (Michael Peña) e o novato Norman (Logan Lerman).

Poucos filmes são realísticos o bastante para mostrar a realidade das guerras. Amigos morrendo ao seu lado, ou ficando sem uma parte do corpo. Todo o drama individual de saber que há qualquer momento será sua vez de morrer. Esse tipo de realidade é mostrado com perfeição nas minisséries Band Of Brothers - 2001 e The Pacific - 2010, mas num filme com menos tempo que as minisséries, essa realidade fica comprometido. De qualquer forma, esse é um ponto forte de Corações de Ferro (Fury) - 2014, dentro da visão dos cinco personagens principais, acompanhamos o drama pessoal de cada um. Como a guerra afeta cada um, na medida em que vamos conhecendo mais o personagem. Isso também é um ponto positivo no roteiro, que trabalha muito bem o aprofundamento de cada um dos tripulantes do Fury. Todos são muito bem desenvolvidos.


O único porem do filme vem no terceiro ato, quando a equipe do Sangrento Wardaddy precisa tomar a decisão de lutar ou fugir, os motivos são totalmente clichês e fora da realidade. Tinha outras formas de se fazer a mesma cena tornando-a mais realística, mas provavelmente sem tentar conseguir emocionar o expectador. Como em Hollywood quase sempre preferem o padrão, essa é a única cena ruim do filme. Mas de forma algum atrapalha o filme consideravelmente, pois a batalha de que se segue é espetacular e muito realística. [FIM SPOLILER]


As atuações contribuem em todo o filme, destaque maior para Brad Pitt, que mostra um sargento com deve ser, duro, mas fiel e companheiro quando necessário. Bom destaque também para Logan Lerman que faz um soldado inexperiente, e convence como tal.

Não é uma obra prima do gênero, mas é um bom filme de guerra, com todos aspectos e realidade acima do normal. Vale a pena assisti-lo.

domingo, 20 de julho de 2014

12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave) - 2013

03/03/2014
Nota: 8.5 / 8.3 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Steve McQueen
Roteiro: John Ridley
Elenco: Chiwetel Ejiofor (Solomon Northup), Michael Fassbender (Edwin Epps), Lupita Nyong'o (Patsey), Sarah Paulson (Mary Epps), Benedict Cumberbatch (William Ford), Brad Pitt (Samuel Bass), Paul Dano (John Tibeats), Adepero Oduye (Eliza), Paul Giamatti (Theophilus Freeman), Garret Dillahunt (Armsby), Scoot McNairy (Brown), Taran Killam (Hamilton), Chris Chalk (Clemens Ray), Michael K. Williams (Robert), Kelsey Scott (Anne Northup), Alfre Woodard (Harriet Shaw), Quvenzhané Wallis (Margaret Northup), Devyn A. Tyler (Adulta Margaret Northup), Cameron Zeigler (Alonzo Northup), Rob Steinberg (Parker), Jay Huguley (Xerife Villiere), Christopher Berry (James Burch), Bryan Batt (Juiz Turner), Bill Camp (Radburn), Dwight Henry (Uncle Abram), Ruth Negga (Celeste)

Crítica:
Escravidão é a prova de que o ser humano, apesar de racional, é um animal como outro qualquer, chegando ao ponto da racionalidade ser utilizada irracionalmente. Existe e existiram algumas pessoas que exemplificam o quão o ser humano pode fazer crueldades com seus semelhantes. Podemos ver isso todos os dias nos noticiários, mas há alguns historicamente conhecidos no mundo inteiro, como Hitler, que comandou uma das maiores atrocidades que o mundo já viu.

A escravidão é uma situação que assombra a humanidade desde as épocas mais antigas. Praticamente em todos os continentes e diferentes povos. No início, escravos eram prisioneiros de guerra e os pobres. Na modernidade passou a ser racista com a escravidão dos negros, principalmente após o descobrimento do novo mundo pelos europeus. Nos séculos XIX e XX os negros foram torturados e forçados a trabalhar por toda a vida, que normalmente não passava de 50 anos.


Não podemos comparar e julgar o sofrimento de quem passou por esse tipo de atrocidade, mas fala-se muito dos judeus e se esquecem dos escravos, pois a segunda grande guerra teve um impacto em proporções mundial em tempo curto. Os judeus sofreram nas mãos de Hitler e de seu exército doutrinado com situações inconcebíveis ao longo de 6 anos. Não temos como saber qual é o nível de sofrimento de cada um dos milhares que morreram e dos que sobreviveram aos campos de concentração. Já os escravos sofreram por séculos, e não era apenas um homem a doutrinar um país para acreditar que era uma raça superior, eram várias nações que se achavam superior. Escravizar o negro era o correto, não existia outra forma de tratá-los. Os escravos sofriam abusos, torturas e todo tipo de humilhação durante toda a vida, dia após dia, geração após geração. Alguns preferiam morrer a ter de viver daquela forma.

E mesmo com o fim formal da escravidão, os negros ainda continuaram sofrendo, pois nenhum dos países escravagistas se preparou para dar suporte aos ex-escravos, simplesmente a partir de uma data, os escravos se tornaram livres, mas sem dinheiro, sem moradia, sem estrutura alguma, assim tiveram que se submeterem quase as mesmas condições de quando escravos. Até recentemente, nas décadas de 50 e 60, ainda havia a segregação racial, onde os negros só poderiam frequentar lugares reservados. O pior é que ainda hoje, século XXI, os negros não estão totalmente livres da discriminação. Exemplo disso está em partidas de futebol onde jogadores são chamados de macaco.


Essa introdução é para mostrar a importância história que o filme 12 Anos de Escravidão tem para as gerações futuras. O filme conta a história Solomon Northup, baseado em sua autobiografia. Northup era um negro livre, tinha família, emprego e vivia uma vida normal, dentro da realidade da época, mas em 1841 foi sequestrado e vendido como escravo. A partir daí, passamos a acompanhar a saga da escravidão pelos olhos de Solomon.

Todas as fases da escravidão são detalhadamente mostras, primeiro como acontecia a compra e venda dos escravos. A forma como eram tratados com se fossem coisa, mães são separadas dos filhos. Assim, Northup é vendido para um bom dono de plantações, William Ford, que o trata razoavelmente bem, por isso conseguia realizar seu trabalho com tranquilidade e inteligência, aos poucos foi conquistando seu dono, mas atritos com seu feitor, acabam em briga, e ele é vendido para um dos piores donos de escravo da região. Foi trabalhar na colheita de algodão. Edwin Epps, seu novo patrão, castigava todos os escravos que não atingissem um meta de quilos de algodão por dia.


Patsey era a escrava que mais conseguia colher algodões diariamente, por isso era a predileta de Epps, mas essa preferência era convertida em várias noites de estupros. Uma das cenas mais forte é a sequência de chibatadas que  Patsey leva por ter saído da propriedade para buscar sabonete.

Por fim, Northup consegue ajuda de um branco para avisar à sua família e mandar sua documentação de liberdade.


Em rápidas palavras resumi o filme que na verdade é bastante detalhado, talvez seja o mais próximo que podemos chegar e perceber o sofrimento dos escravos. A retratação da época e as atuações são impecáveis, Lupita Nyong'o, que faz Patsey, fez um trabalha perfeito. Em seus olhos, conseguimos ver o desespero, a vontade de sair dessa vida. Oscar merecido. O realismo das feridas provocadas pelas chibatadas são cenas fortes que fazem virar o rosto. Semelhante realismo pode ser visto em A Paixão de Cristo (The Passion of the Christ) - 2004.

Ao analisarmos o roteiro e outros aspectos, perceberemos que o filme é comum, que talvez não merecesse ganhar o Oscar de melhor filme, mas essa história deve ser sempre lembrada, todos devem assistir para perceber o quão bizarro é a escravidão e qualquer tipo de discriminação. Deve ser lembrado para nunca mais ser repetido.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Guerra Mundial Z (World War Z) - 2013

24/07/2013
Nota: 7.5 / 7.2 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Marc Foster
Roteiro: Matthew Michael Carnahan, Drew Goddard, Damon Lindelof
Elenco: Brad Pitt (Gerry Lane), Mireille Enos (Karen Lane), James Badge Dale (Capitão Speke), Daniella Kertesz (Segen)

Crítica:
Há dois tipos de filmes de zumbis: os que levam a sério e realmente é um filme de terror, e os que vão para o gênero comédia. Eu, particularmente, prefiro os que levam a sério, como: Extermínio (28 Days Later) - 2002 e Eu Sou a Lenda (I Am Legend) - 2007. Mas não quer dizer que não gosto das comédias, pois há bons filmes desse gênero, como: Zumbilândia (Zombieland) - 2009 e Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead) - 2004.

Guerra Mundial Z entre no gênero de que gosto mais, terror e suspense de verdade, sem comédia. [SPOILERS...] Como todo filme de zumbi, esse começa explicando como o vírus se espalha e como infecta as pessoas. É interessante que a cenas inicias procuram nos trazer para uma realidade possível. Gerry e sua família estão tomando café da manhã enquanto acompanham o noticiário mostrando coisas estranhas acontecendo pelo mundo, dizendo que um vírus vem se espalhando e infectando as pessoas de forma estranha com se fosse raiva (doença de cachorro). Logo depois saem de casa no carro da família sem levar a séria as notícias, como fazemos sempre com noticiários, sempre achamos que algo longe da gente, ou que nunca acontecerá conosco, coisas só de televisão.


No meio do congestionamento começam as confusões. Quando eles percebem a correria, Gerry consegue uma brecha e arranca o carro seguindo um caminhão que destrói tudo pela frente, até serem atingidos por outro carro, num choque bastante realístico. A família sai do carro e corre para se esconder num motorhome, enquanto veem os zumbis correrem para todos os lados e atacando as pessoas. Gerry tenta reparar tudo, até quanto tempo um humano demora a se transformar em um zumbi. Eles encontram um supermercado e entram para pegar comida e remédio, pois uma de suas filhas é asmática. Após saírem, percebem que o motorhome foi levado, assim procuram refúgio em prédios residenciais próximos. Dentro de um dos prédios acabam encontrando outra família em dos apartamentos. Gerry entra em contato com um amigo do governo que disponibiliza um helicóptero para buscá-los no terraço do prédio ao amanhecer. De manhã eles saem em silêncio absoluto, mas logo encontram muitos zumbis, e descobrem que o barulho os atrai. Ainda assim conseguem entrar no helicóptero e são levamos para um porta aviões no oceano.

Gerry é convocado para uma missão, por sua experiência em guerras, mas rejeita imediatamente. Sob ameaça de sua família ser retirada do porta aviões, ele é obrigado a fazer o que estão pedindo, acompanhar um cientista na procura da cura do vírus.


Nesse contexto, Gerry viaja por vários países, sempre enfrentando zumbis, com alguns de seus colegas morrendo, mas procurando recolher o maior número de informações e tentando conectá-las para que ache alguma forma de cura. Uma das imagens que não sai de sua cabeça é que em alguns momentos os zumbis não mordiam certos tipos de pessoas. No meio da multidão eles desviavam dela como se fosse um obstáculo fixo e não a atacavam. Assim, Gerry junta as várias peças de informações e como num sexto sentido, descobre que essas pessoas eram doentes, e o vírus sabia, de alguma forma, que precisa de um corpo saudável para se desenvolver, por isso não atacavam doentes. Mas qual é a doença?  Precisa ser uma doença curável, claro! O fim do filme se passa na tentativa de Gerry chegar até o laboratório onde estão todos os tipos de doenças e na tentativa de identificar um que vá funcionar. Será preciso fazer um teste, que poderá ser mortal. [FIM SPOILERS]


Filmes desse gênero precisam ter um suspense muito bem elaborado para que o terror funcione com maior realismo. E é isso que acontece em Guerra Mundial Z, além de boas cenas de ação, o suspense em momentos certos é bem explorado, nos deixando sempre apreensivos, e mesmo sabendo que algo está para acontecer, somos surpreendidos com sustos em várias cenas.

Isso é sensacional. Brad Pitt não teve muito trabalho para atuar, dramaticamente não foi muito exigido, mas cumpriu bem seu papel, pois ele é praticamente o protagonista do filme, uma má atuação estragaria o filme.

O roteiro também ficou bom, bem conciso e sem furos. A ideia de doenças humanas funcionarem com um escudo contra os zumbis não é inovador, mas foi muito bem colocado. Serviu também para dar abertura para uma sequência, pois a cura ou vacina não foi encontrada. Outro ponto importante foi como os zumbis foram concebidos, o que chamam de zumbis velozes, pois em vários outros filmes eles andam lentamente e cambaleantes. Nesse não, eles correm muito rápido, isso dá mais suspense ao filme, nos faz torcer para que eles não alcancem os personagens. Mas ainda assim deram uma explicação de porque os zumbis ficam lentos e cambaleantes.

Pra mim, Guerra Mundial Z entrou na lista dos melhores filmes de zumbi, e espero que eles terminem a trilogia.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O Homem da Máfia (Killing Them Softly) - 2012

13/07/2013
Nota: 7.0 / 6.3 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Andrew Dominik
Elenco: Brad Pitt (Jackie Cogan), Scoot McNairy (Frankie), Ben Mendelsohn (Russell), Richard Jenkins (Driver), James Gandolfini (Mickey), Ray Liotta (Markie Trattman), Sam Shepard (Dillon), Slaine (Kenny Gill), Vincent Curatola (Johnny Amato), Max Casella (Barry Caprio), Trevor Long (Steve Caprio)

Crítica:
Tenho uma lista de atores que qualquer coisa que eles fazem eu assisto, Brad Pitt é um deles. Por ter feito tantas atuações memoráveis sempre acredito que ele pode me surpreender. Algumas delas vão ficar para sempre na história do cinema, com em: Kalifornia - Uma Jornada ao Inferno (Kalifornia) - 1993, Seven - Os Sete Pecados Capitais (Se7en) - 1995, Os 12 Macacos (Twelve Monkeys) - 1995, Clube da Luta (Fight Club) - 1999. E até mesmo em comédias com: Queime Depois de Ler (Burn After Reading) - 2008. Eu citei os que eu mais gosto, essa lista poderia ser maior se analisarmos as premiações e a repercussão que o filme causou na época.


Essa é a principal explicação para eu assistir esse filme. [SPOILERS...] Pitt faz o papel do assassino de aluguel Jackie Cogan, mas no caso, não é contratado para matar qualquer um, sua missão é matar os envolvidos em um assalto. Por duas vezes um grupo de mafiosos é assaltado durante a jogatina semanal de cartas. A primeira vez ninguém soube quem era o culpado, mas num momento de embriaguês Markie Trattman (Ray Liotta), confessa o roubo num tom de brincadeira, ninguém realmente acredita nele, apesar das desconfianças. No entanto, um novo assalto acontece, mas dessa vez os mafiosos querem a morte dos culpados, o primeiro a morrer é Trattman, pois na desconfiança, é eliminado assim mesmo. A partir disso a história se volta para Jackie Cogan na caçada aos verdadeiros assaltantes. [FIM SPOILERS]


A roteiro é bem simples, mas o que se destaca é a forma como Cogan encontra seus perseguidos, e se mostra um frio assassino. As mortes, tiros, brigas são bem reais, mostra sangue, deformação e estrago que uma bala faz na cabeça das pessoas. Lembrou muito Drive - 2011 e um pouco de Infiltrados (The Departed) - 2006, claro que com menos recurso cinematográfico. A violência explícita e real é um diferencial para o filme. Existem melhores do gênero, mas não foi perda de tempo, gostei bastante.


sábado, 3 de março de 2012

A Árvore da Vida (The Tree of Life) - 2011

29/01/2012 - 11
Nota: 7.0 / 7.1 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Terrence Malick
Elenco: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Fiona Shaw.

Crítica:
O início fez-me lembrar de 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Somente imagens com músicas psicodélicas de fundo, contando a história da humanidade, desde o surgimento da Terra.
Se você conseguir passar por essa introdução o filme começa a contar uma história com personagens e diálogos. Essa história gira em torno de conflitos entre um pai e o filho mais velho. O pai bastante duro e rigoroso, com o filho revoltado e com cada vez mais ódio do pai.
Acho que o filme tenta nos dar ideia do quão complexo é a vida e o ser humano, e de como somos ao mesmo tempo insignificantes e importantes para o planeta, para a vida e para a sociedade.
Considero um filme todos devem assistir, mas com a mente bem aberta.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball) - 2011

17/01/2012 - 06
Nota: 7.0 / 7.8
Formato: HD

Direção: Bennett Miller
Elenco: Brad Pitt, Robin Wright, Philip Seymour Hoffman, Jonah Hill

Crítica:
Gosto muito de filmes de esporte, e mesmo esse que é de baseball foi fácil de gostar. O filme conta a história do cara que mudou o jeito montar e contratar um time de baseball, ele transformou o jogo em pura estatística e matemática. Numa analogia com futebol é como se tivéssemos a estatística de todos os jogadores do mundo e você montasse um time muito barato com base nessas estatísticas, ou seja, pegasse os jogadores com os preços mais baixos com os melhores desempenhos. O cara que erra menos passe, que acerte mais cruzamentos e lançamentos e seja o mais barato. Isso foi o que o cara fez. Pra mim essa história já vale o filme.
E para melhorar ainda mais o filme temos grandes atores atuando como Brad Pitt e Philip Seymour Hoffman. Vale a pena assistir.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Clube da Luta (Fight Club) - 1999

20/01/2008 - 05 (4ª vez)
Nota: 10.0
Formato: DVD

Direção: David Fincher
Elenco: Brad Pitt, Edward Norton, Helena Bonham Carter, Meat Loaf

Crítica:
Pela 4ª vez assisti a um dos poucos filmes perfeitos que existem. O filme é uma crítica ao nosso consumismo, ao capitalismo e à sociedade podre em que vivemos. Como sempre Brad Pitt está perfeito, é o melhor ator para fazer papel de louco. Mesmo assistindo pela quarta vez, continua sendo surpreendente, sempre há novos detalhes que não pegamos em outras sessões. Repare na tela piscando, Brad Pitt aparece em várias cenas rapidamente.

O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford) - 2007

16/03/2008 - 22
Nota: 7.0
Formato: DIVX

Direção: Andrew Dominik
Roteiro: Andrew Dominik
Elenco: Mary-Louise Parker (Zeralda James), Casey Affleck (Robert Ford), Sam Shepard (Frank James), Sam Rockwell (Charley Ford), Brad Pitt (Jesse James), Zooey Deschanel (Dorothy Evans), Paul Schneider, Garret Dillahunt (Ed Miller)

Crítica:
Bom filme, mas esperava mais. Cansativo e longo. Se cortassem uns 30 min. se tornaria um grande filme. Começa com um pouco de ação, o assalto do trem é na verdade a única cena de ação no filme, no maior parte é um drama pesado, onde todos desconfiam de todos e um pode matar o outro a qualquer momento, e isso é que torna o filme bom, aquela angústia de você já saber o final, mas demorar a acontecer. Brad Pitt mais uma vez em boa atuação, interpretando um cara não muito normal. Casey Affleck também excelente, tanto que foi indicado ao Oscar. Um filme que vale a pena assistir e se o DVD vier com um bom documentário sobre o Jesse James, irei comprá-lo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Queime Depois de Ler (Burn After Reading) - 2008

03/12/2008 - 96
Nota: 8.5
Formato: Cinema

Direção: Joel Coen, Ethan Coen
Roteiro: Joel Coen,Ethan Coen
Elenco: Tilda Swinton, John Malkovich (Ozzie Cox), Brad Pitt, George Clooney, Frances McDormand

Crítica:
Um ótimo filme idiota. Muito engraçado, demonstra com exagero as nossas idiotisses. Bem ao estilo Coen, muitos diálogos e com personagens fazendo idiotisses, sem ser uma comédia ridícula. Tanto que a trilha sonara busca sempre fazer suspense nas cenas, muitas vezes nos deixando tenso para a próxima idiotisse. Brad Pitt está simplesmente hilário, sem comentários, está muito bem. Vou comprar com certeza, só para me divertir quando estiver estressado.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button) - 2008

22/01/2009 - 06
Nota: 9.5
Formato: Cinema

Direção: David Fincher
Roteiro: Eric Roth
Elenco: Spencer Daniels (Benjamin Button aos 12 anos), Tilda Swinton, Brad Pitt (Benjamin Button), Taraji P. Henson, Jason Flemyng, Julia Ormond (Caroline), Cate Blanchett (Daisy), Chandler Canterbury (Benjamin Button aos 8 anos) 

Crítica:
Por enquanto é o melhor filme do ano. Que história incrível, que fotografica incrível, que atuações incríveis. Muitas mensagens boas, o filme tinha tudo para ser um drama pesado e na verdade é um filme bem alegre e curioso como o próprio nome já diz. A bizarrisse de nascer velho e morrer novo ficou muito bem explicada e fechada. Pode até haver alguns furos igual viagem no tempo, mas acho que eles fecharam e explicaram tudo muito bem. Uma das principais curiosidades deve ser o fato de ser jovem com força total e com a experiência e vivência de um velhor, deve ser fantástico. O Filme também tem várias mensagens, um velho pode ser uma pessoa ativa e brincalho, ao mesmo tempo, nós discriminamos os velhos. O amor não tem padrão não tem idade. A idade não importa para fazermos nossas aventuras e sempre lutarmos pelo que sonhamos. E muitas outros que não me lembro e não consegui pegar no filme. Quero ver de novo, quero que meus filhos vejam. Espero que façam uma boa versão para blue-ray, com muitos documentários.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds) - 2009

18/10/2009 - 75
Nota: 8.5
Formato: Cinema

Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Diane Kruger (Bridget Von Hammersmark), Daniel Brühl, Mike Myers (General Ed Fenech), Michael Fassbender, Julie Dreyfus, Omar Doom, Michael Bacall, Martin Wuttke (Adolph Hitler), Jacky Ido (Marcel), Til Schweiger, Mélanie Laurent (Shoshanna Dreyfus), Brad Pitt (Tenente Aldo Raine), Samuel L. Jackson (narrador), Eli Roth (Sgt. Donnie Donowitz), Samm Levine, B.J. Novak (Soldado Utivich), Christoph Waltz (Coronel Hans Landa), Paul Rust

Crítica:
Mais uma vez Tarantino fez um grande filme. Tudo dentro dos seus trejeitos e seu estilo. Filme separado por capítulos, contando várias estórias ao mesmo tempo para tudo se convergir em uma só, diálogos longos e bem eleborados deixam o expectador sempre esperando a merda acontecer a qualquer momento, e por mais que o expectador espere algo diferente, ele ainda consegue surpreender ou nos chocar. Além disso Tarantino consegue nos fazer rir em vários momentos, sejam eles engraçados mesmo ou em momentos de extrema tensão, isso é espetacular.
Mais uma vez Brad Pitt está muito bem, um dos maiores atores da minha geração. Mas quem rouba a cena e chama atenção é Christoph Waltz (Coronel Hans Landa), com seu diálogo pausado e tranqüilo, deixa o expectador tenso e ansioso para o que poderá acontecer, excelente atuação. Achei que o filme poderia ser maior, e tenho a impressão de que o Blu-Ray virá recheado de vários minutos a mais de filme. Alguns personagnes ficaram sem estória e sem final, como por exemplo o ajudante negro da dona do cinema. Alguns dos Bastardos, acho que dois, não tiveram desfecho. Por fim, é um filme que já tenho vontade de ver de novo, vou compra o Blu-Ray com certeza.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Megamente (Megamind) - 2010

05/12/2010 - 107
Nota: 6.5
Local: Cinema 3D

Direção: Tom McGrath
Roteiro: Alan J. Schoolcraft,Brent Simons
Elenco: Tina Fey (Roxanne Ritchi - voz), Jonah Hill (Titan - voz), David Cross (Minion - voz), Ben Stiller (Bernard - voz), Brad Pitt (Metro Man - voz), Will Ferrell (Megamind - voz), J.K. Simmons (Warden - voz), Justin Theroux (Pai do Megamente - voz)   

Crítica:
A qualidade das animações de um estúdio para outro estão se equivalendo cada vez mais. Em todas, o visual é impecável, rosto, cabelo, pelos, expressões, são perfeitos em todos os filmes. Mas em se falando de estórias, a Pixar ainda está muito a frente de todas as outras. Claro que todos os estúdios têm pelo menos um grande filme de animações, com boas estórias e tudo mais, mas a Pixar têm vários, pra não falar todos.
Essa animação é divertida, mas não tem nada de original, o cento da estória é a mesma, os vilões, os heróis, a mocinha, e ainda se propôs a basear e fazer homenagens de filmes como Superman e Batman. É legal, mas houve um exagero, foram muitas homenagens. Mas  teve uma que ficou muito bacana, a do Marlon Brando, uma mistura de Jor-El e Vito Corleone, ficou hilário. Outra coisa que não gostei foi do roteiro, extremamente previsível, ele tenta nos surpreender, mas passa longe.
No final das contas o filme é bacana, vale a pena ver para se divertir, principalmente as crianças.