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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Breaking Bad: A Química do Mal (Breaking Bad) - 2008/2013

22/02/2015 à 08/06/2015
Nota: 9.5 / 9.5 (IMDB)
Formato: Netflix

Direção: Michelle MacLaren, Michael Slovis
Roteiro: Vince Gilligan, Patty Lin, George Mastras, Peter Gould
Elenco: Bryan Cranston (Walter White), Anna Gunn (Skyler White), Aaron Paul (Jesse Pinkman), Dean Norris (Hank Schrader), Betsy Brandt (Marie Schrader), RJ Mitte (Walter White Junior), Bob Odenkirk (Saul Goodman), Giancarlo Esposito (Gustavo "Gus" Fring), Jonathan Banks (Mike Ehrmantraut), Laura Fraser (Lydia Rodarte-Quayle), Jesse Plemons (Todd Alquist)

Crítica:
Antes de iniciar meus comentários e críticas sobre Breaking Bad, veja minha opinião sobre alguns conceitos básicos dos programas televisivos que estão transformando nossas casas em cinema: Diferenças entre Seriado, Minissérie e Série

Breaking Bad é uma série televisiva exibida pelo canal AMC. Teve início em 2008 e término em 2013, sendo considerada com 5 temporadas, mas última é dividida em 8 episódios exibidos em 2012 e mais 8 em 2013. O gênero classificado é drama, mas drama passou a ser um gênero muito amplo, por isso, Breaking Bad vai muito além de qualquer classificação. Tem humor negro, tragédia, comédia etc. Além de críticas ao consumismo, capitalismo, à sociedade estadunidense, e principalmente a briga psicológica que muitas vezes vivemos: "o mal pelo bem". Até onde podemos fazer o mal para proporcionar o bem, seja ele para a minoria ou para maioria. Então, podemos fazer o mal?

A premissa da história de Breaking Bad é bastante simples. Walter White é um professor de química do colegial, e ainda trabalha num lava jato para completar a renda da família. Casado com a linda Skyler, que está grávida de seu segundo filho. O primeiro filho, Walter Jr., está com 16 anos e tem problemas para falar e andar, pois teve uma paralisia cerebral. Levam uma vida normal até que White é diagnosticado com câncer no pulmão em estágio avançado. Quando o médico lhe diz que terá poucos meses de vida, sua principal preocupação se volta para a família, pois será preciso bastante dinheiro com seu tratamento sem a certeza de sobreviver. Prevendo  sua morte, Skyler e seus filhos ficariam com um futuro incerto.

Então White tem uma ótima ideia ao acompanhar seu cunhado, o agente Hank Schrader, em uma operação da DEA (Polícia especializada em narcóticos). Walter vê seu ex-aluno, Jesse Pinkman, fugindo do laboratório clandestino de metanfetamina estourado pela DEA, e percebe que pode ganhar bastante dinheiro fabricando essa droga sintética. Para lhe ajudar, procura Jesse, que tem conhecimento e prática no tráfico de drogas. Assim, Walter e Jesse iniciam uma parceria que transformará a vida de todos os envolvidos.

Esse tipo de série é preciso assistir todos os episódios antes de fazer qualquer comentário. O roteiro é o ponto mais forte de Breaking Bad, graças a Vince Gilligan e os roteiristas, que pensaram em tudo, cada dúvida e pista plantada tem alguma explicação, não há furos. Sem cenas cinematográficas com os conhecidos clichês, sem cenas descartáveis. Cada frase é bem trabalhada, os diálogos são diretos, não há episódios para enrolar o espectador.

Não quiseram inserir um vilão e fazem Walter White lidar consigo mesmo, ele tem conflitos internos com o caminho que escolheu.  Por isso, a transformação do personagem é sensacional. Esse é o grande mérito de Bryan Cranston, sua interpretação precisou mudar ao longo dos episódios, a mudança é gradativa, e só percebemos de verdade quando comparamos o Walter da primeira temporada com o da última, parecem pessoas completamente diferentes. Ele se transforma em um gênio do crime.

"Não importa o que vocês façam, ele sempre estará um passo a frente. Nunca serão tão inteligentes, calculistas ou sortudos como ele!" - Jesse Pinkman.

O episódio "Say My Name" é um ponto alto e  um marco para  Walt assumir sua transformação. Mas todas as personagens são muito bem trabalhadas, vão amadurecendo junto com a história, cada um com sua personalidade. Nenhum dos atores deixa a desejar, todos têm atuações impecáveis, mesmo os que aparecem em parte da história.

Além do roteiro e as interpretações, temos mais um ponto forte, é o estilo diferente de ângulos de filmagens, o trabalho com a câmera foi bastante valorizado, várias cenas em primeiras pessoas, visões internar, de dentro pra fora dos ambientes, ângulos difíceis de imaginar que tem uma câmera naquela posição.

Breaking Bad é foi um fenômeno não por acaso, pelos comentários podem perceber que o trabalho foi impecável, tudo muito bem cuidado para não deixá-la se transformar em só mais uma série. Ficará pra sempre, já é um clássico da TV.

[SPOILERS]

Primeira Temporada

A primeira temporada nos mostra o potencial de Walter como químico, pois logo nas primeiras produções da droga ele consegue uma porcentagem incrível de pureza. Em princípio Walter diz que quer dar estabilidade financeira à sua esposa, filhos e para pagar seu tratamento. Skyler insiste em dar o melhor tratamento para Walter, mesmo sem ter dinheiro, procura amigos e outras formas de ajuda. Ao iniciarem a venda da metanfetamina, vem os problemas com o traficante local. Tudo é resolvido de forma bombástica, desse encontro surge seu alter ego: Heisenberg.

É importante perceber a atuação dos atores e o trabalho que é feito para cada personagem nesse início. O Walter White de Bryan Cranston tem cara de "nerd", extremamente correto e exemplo como pai e para as pessoas. Aquele tipo de ser humano que nunca conseguiriam fazer algo de ruim ou algum mal à outra pessoa. Jesse Pinkman, interpretado por Aaron Paul, é o verdadeiro "drogadinho" inconsequente, faz tudo para conseguir mais grana, pra fazer mais farra e se drogar. Skyler de Anna Gunn é a mãe protetora do lar, mulher excepcional, que está com medo de seu marino morrer e ficar sozinha com seus filhos. Dean Norris como Hank Schrader ainda não tem participação importante, mas percebemos que nas próximas temporadas ele será crucial, pois é o policial responsável por investigar Heisenberg. Betsy Brandt como Marie Schrader, a irmã de Skyler e esposa cleptomaníaca de Hank. Marie ainda não mostra a que veio, apenas está ali para os desabafos de Skyler, ela será a pessoa que vai "pentelhar" a vida de todos.

Segunda Temporada
A segunda temporada mostra que Walter continua seu tratamento, comparecendo às sessões de quimioterapia, e tendo alguma melhora. Apesar das primeiras experiências negativas com a produção de  metanfetamina, Jesse e Walter concordam em continuar a parceira.

Aos poucos os dois começam a entender melhor daquele mundo, ao mesmo tempo em que não param de ter problemas. O amigo de Jesse, Badger é preso em um dos pontos de venda. Walter contrata um advogado, Saul Goodman, para ajudar Badger. E uma nova parceria surge, Walter percebe que no seu no novo ramo, problemas acontecem a todo momento, e Goodman será um aliado nesses momentos, além de "conhecer o caras que conhecem outras caras..."

Por indicação de Saul, após a morte de um de seus distribuidores, Walter procura um modo de distribuição com um novo traficante, Gus Fring, que propõe uma parceria para distribuição da droga. Fring é dono da rede de restaurantes, Pollos Hermanos, que serve com fachada para o tráfico de metanfetamina e tem todo o processo bem estruturado.

Uma das cenas mais chocantes dessa temporada acontece quando Walt visita a casa de Jesse, e vê sua namorada, Jane, se afogar em seu próprio vômito durante uma overdose, mas não faz nada para salvá-la.

Percebendo a vida dupla de seu marido, Skyler começa a confrontá-lo propondo uma separação. É quando conseguimos ver mais do que Anna Gunn é capaz, Skyler participa mais da história, e coloca um drama na cabeça de Walter. Até quando ele conseguirá viver a vida dupla? Dois personagens sensacionais aparecem: Saul Goodman é um advogado de porta de cadeia, que aceita qualquer dinheiro, mesmo que seja sujo para salvar todos os tipos de bandidos, inclusive Walt e Cia; também conhecemos Gus Fring, personagem que será importantíssimo e protagonista das próximas duas temporadas.

Terceira Temporada

Walter resolve contar a Skyler boa parte da verdade sobre seu lado B, entretanto ela não admite ser esposa de um "traficante" e quer o divórcio a qualquer custo.

No meio de vários conflitos, Gus propõe a Walter um valor fixo de 3 milhões por três meses de trabalho e um laboratório super avançado, mas com um novo assistente, Gale. O laboratório tem a melhor aparelhagem para se cozinhar a droga, e fica no subsolo do centro de distribuição da Pollos Hermanos.

Walter consegue, estrategicamente, voltar a trabalhar com Jesse, após ele ameaçá-lo de entregá-lo à DEA. Agora Jesse é o ajudante, no lugar de Gale.

Jesse descobre quem matou Combo, um menino de 11 anos, irmão de sua namorada, com isso, decide vigar a morte de seu amigo e salvar o menino do tráfico. Numa das melhores cenas da série, Walter faz o que Jesse queria fazer, matar os dois traficantes que contrataram o menino.

Gus começa a perder a confiança em Walter e pede a Gale para assumir o laboratório. Seus capangas vão atrás de Walter e Jesse, mas não encontram Jesse, assim Walter ordena que Jesse execute Gale, para que Gus passe a precisar deles, pois passariam a serem os únicos com conhecimento para produzir metanfetamina de alta qualidade.

Quarta Temporada

A temporada inicia com um das cenas mais tensas da série. Jesse segue as instruções e vai até a casa de Gale. Frente a frente, Jesse aponta a arma para cabeça de Gale, e por alguns segundos dramáticos, ele avalia o que está fazendo, mas acaba atirando. Assustador!

Assim, o plano de Walter dá certo e Gus é obrigado a mantê-lo na produção da metanfetamina, mas para manter Jesse longe de Walter e causar intriga entre os dois, Gus pede a Mike, um dos seus executores, para que Jesse o acompanhe na recepção dos pagamentos e auxílio na segurança. O plano de Gus funciona, Walter e Jesse estão cada vez mais distantes e brigam entre si.

Hank encontra ligações entre o assassinato de Gale e Gus, e passa a acreditar que Gus tem envolvimento no tráfico de metanfetamina e pode ser um cúmplice de Heisenberg. Gus percebe que Hank, consequentemente a DEA está cada vez mais perto dele. Sabendo da proximidade entre Walter e Hank, Gus ameaça matar toda a família de Walter. Temendo por sua família, Walter bola uma estratégia para matar Gus, assim deixa as diferença com Jesse de lado, que se juntam e convencem o ex-executor do cartel, Hector Salamanca, a detonar uma bomba suicida matando Gus instantaneamente, numa das sequências mais excitantes da série.

Quinta Temporada

A quarta temporada parecia o fim da série, a última frase de Walter, dita para sua esposa Skailer é: "Eu ganhei". Se tivesse terminado assim, o espectador ficaria com algumas dúvidas, mas poderia imaginar o que aconteceu, pois com a morte do principal traficante, Walter tem o caminho livre para se tornar o dono do tráfico. Agora Heisenberg não precisa vencer ninguém.

Por isso, quinta temporada parece ser uma nova série, tento que há vários novos personagens como: Todd Alquist, Lydia Rodarte-Quayle e Jack Welker.

O primeiro episódio começa exatamente após a morte de Gus Fring. Agora Walter precisa resolver todos os indícios e provas que podem recair sobre ele. Primeiro é destruir o computador com as gravações das câmeras de segurança do laboratório. Numa sacada bem legal, sendo uma ideia de Jesse e ajuda de Mike, eles conseguem destruir o laptop.

Agora, como todos poderia imaginar, Walter quer voltar a produção de metanfetamina e  distribuição sem atravessadores, para isso cria uma sociedade com Jesse e Mike. Enquanto Mike lida com todos os aspectos comerciais do negócio, Walter e Jesse trabalham com uma empresa dedetizadora para produzir metanfetamina em casas isoladas e interditadas para dedetização.

Hank continua sua investigação do assassinato de Gus, que o leva na identificação de nove presos e um advogado com ligações a Mike. Para esconder seu segredo, Walter mata Mike numa reação irracional, mas possivelmente premeditada. Contrata Jack Welker, tio de Todd, para assassinar todos os nove presos dentro da prisão.

Livre de qualquer suspeita, Walter continua seus negócios, agora auxiliado por Lydia, que consegue exportar o produto para Europa. Depois de fazer $80 milhões, resolve aposentar e sair de cena. Assim volta a vida rotineira, trabalhando no lava jato que comprou. Tudo parece estar se acertando, quando num dos poucos erros de Walter, Hank encontra em sua casa um livre com alguns dizeres que o levam a ter certeza de que Walter é Heisenberg, e volta a investigar todo o caso.

Hank se junta com Jesse, que agora quer de qualquer maneira prejudicar Walter, pois descobriu que foi ele quem envenenou Brock, filho de sua namorada. Walter percebe seu erro e resolve fugir levando sua família, esconde os $80 milhões os enterrado no deserto, e contrata Jack para matar Jesse.

Tentando encurralar Walter, Hank e Jesse conseguem um plano para levá-lo até o local onde enterrou o dinheiro, ganancioso, Walter vacila pela segunda vez. No deserto ele se entrega a Hank, mas Jack e sua gangue de neonazistas aparecem e entram em confronto com Hank e seu parceiro. Jack executa Hank, numa das cenas mais chocantes da série, e rouba o dinheiro de Walter, deixando-o com $11 milhões.

Walter volta para casa, com intuito de fugir com sua família, mas Skyler e Walter Jr. ficam arrasados com a morte de Hank e culpam Walter. Eles se recusam a fugir com Walter e, chamam a polícia. Walter foge sozinho, e passa vários meses escondido em uma cabana no meio da neve, isolado da sociedade.  Ainda lutando contra o câncer, passa a ter problemas com a solidão, assim retorna para visitar sua família uma última vez e se vingar de Jack. Ele confessa a Skyler que fez tudo porque gostava daquela vida, e não porque queria deixar uma estrutura financeira para família.

A cena da vingança é sensacional, Walter assassina todos os membros da quadrilha e liberta Jesse, que foge antes da polícia chegar. Voltamos à primeira cena da série com Walter no chão, mortalmente ferido após levar um tiro. Vemos os policias chegando e vasculhando a área onde ele se encontra morto.

Curiosidade

No aniversário de 51 anos de Walter, Jesse lhe dá um relógio de presente. Nos episódios finais, há uma cena em que Walter larga esse relógio em cima de um telefone público. Essa cena foi inserida para evitar um erro de continuidade, pois no episódio "Live Free or Die", Walter estava sem ele, e cronologicamente deveria estar sem o relógio a partir daquele momento. Mas o mais interessante é como a cena foi feita, deixa-nos entender que Walter queria ficar livre de tudo que o lembrasse da vida que estaria por acabar. Sem esses vínculos estaria preparado para tudo, até matar Jesse.

[FIM SPOILERS]


Essa é a melhor série que assisti até hoje, temos todos os gêneros envolvidos, e o roteiro beira a perfeição. Vou assistir novamente aos últimos 8 episódios, pois são sensacionais. Vale mais a pena assisti-la do que boa parte dos filmes que são lançados atualmente.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Thor - O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World) - 2013

04/02/2015
Nota: 7.0 / 7.2 (IMDB)
Formato: HD 3D

Direção: Alan Taylor
Roteiro: Christopher Yost, Christopher Markus, Stephen McFeely, Don Payne, Robert Rodat
Elenco: Chris Hemsworth (Thor Odinson), Natalie Portman (Jane Foster), Tom Hiddleston (Loki Laufeyson / Loki), Anthony Hopkins (Odin), Christopher Eccleston (Malekith), Idris Elba (Heimdall), Kyle Jacobs (Bastyan), Kat Dennings (Darcy Lewis), Jonathan Howard (Ian Boothby), Stellan Skarsgård (Dr. Erik Selvig), Ray Stevenson (Volstagg), Clive Russell (Tyr Odinson), Zachary Levi (Fandral), Jaimie Alexander (Sif), Tadanobu Asano (Hogun), Alice Krige (Eir), Adewale Akinnuoye-Agbaje (Kurse, o Elfo Negro / Algrim, o Forte), Richard Brake (Capitão dos Einherjar), Rene Russo (Frigga), Chris Evans (Steve Rogers / Capitão América), Chris O'Dowd (Richard)


Crítica:
O que a Marvel Studios vem fazendo para o cinema é algo invejável, por isso agradeçam por estarem acompanhando essa fase histórica de Hollywood. Num futuro próxima, essa fase terá um título com os quadrinhos: fase de prata, fase de ouro etc. E não existe nada de especial, o estúdio está apenas traspondo os quadrinhos para nossa realidade, sem perder a essência de aventura e diversão das HQs.

No segundo filme do Thor, a aventura pouco fica na Terra, mostrando mais de Asgard e outros reinos ao seu redor. Isso demonstra o quanto estão procurando respeitar as histórias em quadrinho, por isso o resultado é bem melhor que o primeiro Thor - 2011. O drama e ação estão bem mais concisos, deixando mais claro a representatividade dos asgardianos e os terráqueos.


A trama começa depois de os eventos de Os Vingadores (The Avengers) - 2012, Loki se encontra preso em Asgard. Tudo parece bem, Asgard se prepara para coroar um novo rei, enquanto uma última batalha é realizada para trazer paz aos Os Nove Reinos. Até que uma nova ameaça surge, Malekth, o rei dos Elfos Negro, antiga raça que foi derrotada por Asgard, nos tempos em que Bor, avô de Thor, era o rei.

Na Terra Jane, que não vê Thor desde os eventos do primeiro filme, encontra uma fábrica abandonada onde as leis da física ficam irregulares em alguns pontos. Jane acaba sugada por um portal e é levada para o local onde um objeto chamado Éter foi guardado por milhares de anos por Bor. Esse objeto entra corpo de Jane e lhe poderes mais forte que um ser humano comum.


Heimdall conta a Thor que Jane sumiu da Terra, assim, faz uma busca por ela, quando a encontra, percebe ela está com uma força incomum, ele decide levá-la para Asgard. Odin revela que a situação de Jane faz parte de uma antiga profecia, que os Nove Reinos serão alinhados, e desse alinhamento portais serão abertos, como na fábrica.

Malekith e seu exército, vão em busca do Éter, atacam Asgard e matam a mãe do Thor. Odin ordena que seu filho permaneça em Asgard para proteger o reino. Mas após o funeral de sua mãe, Thor decide levar Jane para longe de Asgard para que Malekith não ataque o reino novamente.


Numa inesperada situação, Thor convence Loki ajudá-lo, oferecendo-o uma chance de vingar a morte de sua mãe adotiva. Os dois fogem com Jane em uma das naves dos Elfos e chegam ao mundo sombrio e encontram Malekith e Algrim. No confronto Loki apunhala Thor e entrega Jane a Malekith, mas tudo fazia parte do plano de Thor, para enganar Malekith e impedi-lo de se apoderar do Éter. Loki e Algrim se enfrentam, o segundo consegue acertar o primeiro, mas antes de morrer, Loki consegui explodir Algrim com um granada. Malekith acaba conseguindo, se apoderar do Éter. Thor e Jane conseguem fugir e vão à Terra através de um portal de outro portal.

Coincidentemente é em Londres que os nove planetas vão se convergir, e é para lá que Malekith vai, pois pretende usar o poder do Éter para destruir o Universo e fazê-lo voltar a ser pura escuridão. Thor e Malekith se enfrentam, enquanto Jane e seus amigos tentam fechar os portais com seus equipamentos científicos. Por fim, conseguem enviar Malekith ao portal do mundo sombrio, que aparentemente morre ao ser esmagado pela própria nave.

Em Asgard, Thor aparece conversando com seu pai Odin, recusa ser rei, dizendo que prefere continuar ajudando o reina nas batalhas que poderão surgir, mas não era Odin e sim, Loki utilizando seus poderes para enganar Thor e se apoderou do trono.


Como todo filme da Marvel o roteiro não é o forte, mas a diversão e os efeitos especiais são privilegiados. Thor: Mundo Sombrio segue a mesma fórmula, o roteiro é justamente o ponto fraco do filme, trazendo algumas coincidências absurdas, principalmente as que envolvem Jane, magicamente tudo acontece com ela, só para ser inserida na história.

Nesse não temos um vilão com os mesmos poderes do herói, mas suas motivações para fazer o mal não são estruturadas, a ideia é muito grande, devolver a escuridão ao universo, Porquê? Para quê? Se é algo tão grande assim, os Vingadores deveriam ser envolvidos.

Mas como disse nada disse prejudica a diversão, e quem sabe o próximo será melhor que esse segundo. Potencial tem.

Os Suspeitos (Prisoners) - 2013

04/02/2015
Nota: 7.5 / 8.1 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Aaron Guzikowski
Elenco: Hugh Jackman (Keller Dover), Jake Gyllenhaal (Detetive Loki), Viola Davis (Nancy Birch), Maria Bello (Grace Dover), Terrence Howard (Franklin Birch), Melissa Leo (Holly Jones), Paul Dano (Alex Jones), Dylan Minnette (Ralph Dover), Zoe Borde (Eliza Birch), Erin Gerasimovich (Anna Dover), Kyla Drew Simmons (Joy Birch), Wayne Duvall (Capitão Richard O'Malley), Len Cariou (Padre Patrick Dunn), David Dastmalchian (Bob Taylor), Jeff Pope (Elliot Milland)

Crítica:
Thriller investigativo é muito abordado em filmes, temos alguns bons exemplos como: O Silêncio dos Inocentes (The Silence Of The Lambs) -1991, Se7en - Os Sete Crimes Capitais (Seven) - 1995 e Zodíaco (Zodiac) - 2007. Os Suspeitos (Prisoners) - 2013 segue exatamente esse estilo, e não deixa nada a desejar para os citados.

Na trama acompanhamos Keller Dove, pai de uma família comum dos EUA, que tem boa amizade com a vizinhança, principalmente com a família de Franklin Birch. Em um dos encontros festivos das duas famílias, uma tragédia acontece, as filhas de seis anos das duas famílias desaparecem misteriosamente. Dove e Birch tentam encontra-las de qualquer maneira, enquanto a polícia está a caminho. O jovem detetive Loki é encarregado de investigar o desaparecimento, sem nenhuma pista, ele precisará buscar alguma dica que leva ao sequestrador e enfrentar o desespero e ansiedades de Dove.


Sabendo que a vida de sua filha está em perigo, Dover decide fazer sua própria investigação, no entanto suas emoções influenciarão na busca por suspeitos. O primeiro suspeito preso, Alex Jones, é pego dirigindo um trailer em frente à casa onde aconteceu o sequestro. Mas por falta de provas é solto. 

O desaparecimento vai tomando rumos perturbadores, principalmente pela investigação pessoal de Dove, enlouquecido na ânsia por trazer sua filha de volta ao lar, mesmo sendo um homem religioso, e seguidor da palavra de Deus, ele sequestra Jones, para arrancar uma confissão, e para isso usa a tortura com método. Além disso, vai à casa onde Jones mora com sua tia, Holly Jones, para interrogá-la, mas ainda assim, apesar de ser o principal suspeito, Dove não tem provas reais de Jones é o sequestrador, nessa altura, possível assassino.


Nessas cenas é que o roteiro nos coloca em conflito com a trama, Dove fica cada vez mais transtornado, e ao mesmo tempo "cego" para realizar uma investigação com parcialidade. A pergunta que nos vem à cabeça é: Até onde vamos para salvar nossos filhos? Esse dilema é bem exposto quando Dove mostra a Birch o que estava fazendo e pede ajuda para continuar. Dove sem nenhum receio e Birch procurando respeitar o senso comum e a moral.

Enquanto isso o detetive Loki se divide entre coletar provas concretas e vigiar Dove, para que não cometa nenhuma loucura.

São quase duas horas e meia bem intensas, o desenvolvimento dos personagens é bem valorizado, com Jackman e Gyllenhaal realizando um excelente trabalho. As mães das desaparecidas tem papeis secundários, tanto Viola Davis quanto Melissa Leo são pouco exigidas, mas quando aparecem não desapontam.


O roteiro respeita nossa inteligência, nenhuma pista é jogada para nos enganar, são concretas e vamos descobrindo o mistério juntamente com os personagens.

Mas é a frase final da esposa de Dover, Grace, que resume bem qual era a mensagem do filme: "Meu marido fez tudo o que era necessário. Graças a Deus. Ele é um homem bom”. Nesse momento Loki não emite um som se quer. O silêncio dele nos faz refletir, sobre as interpretações que os homens fazem em nome de Deus, muitas vezes transformando a mentira em verdade, para construírem a sua própria opinião do que é certo e do que é errado. E pior, alguns ainda tentam nos convencer de sua verdade mentirosa.

Ninfomaníaca: Volume 2 (Nymphomaniac: Vol. 2) - 2013

03/02/2015
Nota: 7.0 / 6.7 (IMDB)
Formato: HD

DireçãoLars von Trier
RoteiroLars von Trier
ElencoCharlotte Gainsbourg (Joe 35-50), Stacy Martin (young Joe 15-31), Stellan Skarsgård (Seligman), Shia LaBeouf (Jerôme Morris), Christian Slater (Joe's father),Jamie Bell (K), Uma Thurman (Mrs. H), Willem Dafoe (L), Mia Goth (P), Sophie Kennedy Clark (B), Connie Nielsen (Katherine (Joe's mother)), Michaël Pas (Older Jerôme), Jean-Marc Barr (the Debtor Gentleman), Udo Kier (The Waiter), Shanti Roney (Tobias (Interpreter)), Laura Christensen (Babysitter), Caroline Goodall (Psychologist), Kate Ashfield (Therapist), Tania Carlin (Renée), Daniela Lebang (Brunelda), Omar Shargawi (Thug 1), Marcus Jakovljevic (Thug 2), Severin von Hoensbroech (Debtor in greenhouse)


Crítica:

Parte 2


Depois de assistir a primeira parte, entendemos o porquê de Lars von Trier separar seu filme em duas partes. Foi apenas para conseguir contar toda a história que queria, sem ser cansativo, pois os dois filmes juntos devem ter em torno de quatro horas, isso com os cortes realizados.

A segunda parte narra a vida adulta de Joe até o ponto em que o primeiro filme começa. Na fase adulta, seu vício não é mais uma brincadeira, passa a ser uma necessidade, por isso, cada vez mais se afunda na podridão da sociedade. Sujeita-se a todo tipo de situação, sem ter sentimentos, medo, raiva, dó, desespero, nada disso passa por Joe. Ela simplesmente segue os instintos que seu vício lhe impõe.


Dentro de toda narrativa, desde o primeiro filme, entendemos um pouco de quem é Seligman. Um cara que viveu a vida para religião, sem mulheres, também tem seus fantasmas e na medida que Joe narra a história, percebemos que ele também é um ser humano com problemas, frustações etc.

O drama de Joe piora cada vez mais, mas até então a única prejudicada é ela mesmo. Até que fica grávida, a partir daí ficamos ainda mais chocados. O filho não impede Joe de seguir os instintos de eu vício, chagando ao ponto de larga-lo sozinho para participar de sessões sadomasoquistas. É incrível o tanto que muda nossa perspectiva quando uma criança é envolvida em qualquer conflito.


A narrativa se desenvolve mostrando o lado negro da hipertextualidade até chegarmos ao ponto de início. Quando Joe termina a história, Seligman está psicologicamente envolvido com ela. As últimas cenas von Trier deixa claro que queria nos mostrar algo além do desejo sexual hiperativo, pois, em minha opinião, todos nós temos diferentes problemas, desvios de comportamento, ou até vícios ocultos, uns mais outro menos, uns expositivos outros introspectivos. 

Muitos ficaram sem entender o final, mas o ato final vai muito além da ação em si. Para humanidade há muitos mistérios, muitos deles explicados por Deus. A ciência tenta há milhares de anos explicar a imensidão do universo ou de onde viemos, para as religiões não há explicação, há Deus. Mas Lars expõe um dos mistérios que ninguém consegue explicar, o cérebro humano.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Ninfomaníaca: Volume 1 (Nymphomaniac: Vol. 1) - 2013

03/02/2015
Nota: 7.0 / 7.1 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Lars von Trier
RoteiroLars von Trier
Elenco: Charlotte Gainsbourg (Joe 35-50), Stacy Martin (young Joe 15-31), Stellan Skarsgård (Seligman), Shia LaBeouf (Jerôme Morris), Christian Slater (Joe's father), Jamie Bell (K), Uma Thurman (Mrs. H), Willem Dafoe (L), Mia Goth (P), Sophie Kennedy Clark (B), Connie Nielsen (Katherine Joe's mother), Michaël Pas (Older Jerôme), Jean-Marc Barr (the Debtor Gentleman), Udo Kier (The Waiter), Maja Arsovic (Joe 7 years), Sofie Kasten (B 10 years), Ananya Berg (Joe 10 years), James Northcote (Young Lad 1 on Train), Charlie G. Hawkins (Young Lad 2 on Train), Jens Albinus (S), Felicity Gilbert (Liz), Jesper Christensen (Jerôme's Uncle), Hugo Speer (Mr. H), Cyron Melville (Andy A), Saskia Reeves (Nurse), Nicolas Bro (F), Christian Gade Bjerrum (G)


Crítica:

Parte 1

Em primeiro lugar a duologia Ninfomaníaca não são filmes pornô, na verdade passa longe disso. Ninfomania ou hipersexualidade é nome dado ao vício desenvolvido em mulheres por ter apetite sexual excessivo a ponto de causar prejuízos à vida pessoal.

O filme narra a vida de Joe, uma mulher com hipersexualidade desde a infância. Qualquer tipo de vício traz males, normalmente irreversíveis para a vida das pessoas, sejam eles por drogas, álcool, jogo ou sexo.


A história foi dividida em dois filmes o primeiro começa com Joe sendo achada largada e bastante machucada em um beco por um homem mais velho, Seligman, que lhe ajuda e a leva para sua casa, onde possa deitar-se e recuperar dos ferimentos. Quando acorda, os dois começa a conversar até que Seligman pergunta sobre detalhes da vida de Joe, que resolve contar com tudo aconteceu para que chegasse àquele ponto. Assim, inicia a narração das suas aventuras sexuais da infância/adolescência até a vida adulta.

No início tudo parecia brincadeira, vivia uma vida quase normal, estudos, frequentava escola, tinha amigas. Uma das cenas marcantes acontece quando ela e mais uma amiga fazem uma aposta: vão fazer uma viagem de trem e quem conseguir transar com mais homens até o fim da viagem ganha um saco de balas.


O sexo é bem explícito, sem mostrar diretamente o ato, pois como a história é impactante e dramática, essa explicitude fica em segundo plano, e passamos a focar no ser humano. Nossos pensamentos vão às possibilidades de uma pessoa chegar a tal ponto, de fazer qualquer coisa para saciar seu apetite sexual.

Lars von Trier mais uma consegue nos chocar, ele é mestre nisso, em expor a verdade nua e crua, da forma que nos traz à realidade das nossas vidas, mostrando que as situações são reais, e o quanto a cabeça do ser humano é uma incógnita, para nós leigos e para a ciência.

Quem for esperando um filme sexual, nem precisa começar a assistir, pois as cenas não causam excitação, e sim, ojeriza e muitas vezes nojo.

Continua... Ninfomaníaca: Volume 2 (Nymphomaniac: Vol. II) - 2013

domingo, 1 de março de 2015

O Negócio: 1ª Temporada - 2013

31/10/2014
Nota: 8.0 / 8.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Michel Tikhomiroff, Júlia Jordão
Roteiro: Fabio Danesi, Camila Raffanti
Elenco: Rafaela Mandelli (Joana/Karin), Juliana Schalch (Maria Clara/Luna), Michelle Batista (Magali), Johnnas Oliva (Yuri), João Gabriel Vasconcellos (Augusto), Guilherme Weber (Ariel), Gabriel Godoy (Oscar), Eduardo Semerjian (César)

Crítica:
O Negócio é uma série da HBO Brasil que se passa no mundo das garotas de programa de luxo. A primeira temporada apresenta duas das protagonistas em seu piloto: Karin (Rafaela Mandelli) e Luna (Juliana Schalch), no segundo episódio aparece a Magali (Michelle Batista).

Karin tem 31 anos, é um experiente garota de programa que está caminhando para o final de sua carreira. Sua frustração é ainda não ter adquirido patrimônio para se aposentar. Quando percebe que boa parte do seu trabalho vai parar nas mãos de seu booker, Ariel (Guilherme Weber), que é um personagem bem engraçado, em todas as suas cenas são interessantes e inteligentes. Assim, Karin decide seguir por conta própria e ela mesma arrumar seus clientes. Após um programa com um de seus clientes, Karin descobre o “Marketing” e resolve aplicar algumas dicas de mercado sobre o seu “produto”: O Sexo.
Luna, mais nova que a Karin, precisa mentir para sua família sobre sua profissão, e até um namorado fictício ela arruma, Yuri, que tem todas as características de um homem perfeito. Com objetivos finais diferentes, elas se juntam para tornar o negócio mais lucrativo.


Em parceria com Luna, que no início está mais interessada em encontrar um homem rico que possa bancá-la e assim deixar a vida de garota de programa, as duas entram de cabeça no “Negócio”.
Logo depois elas conhecem Magali, um menina que não quer saber do futuro, quer apenas aproveitar bastante o momento que está vivendo. Com o trio formado, elas começam a estudar uma forma de potencializar o “Negócio”. Assim Karin investe fortemente em estudos sobre técnicas de marketing.
Dentre as várias abordagens, elas resolvem criar uma empresa em que o negócio é a qualidade de vida, e nasce a Oceano Azul. Mas em qual nicho do mercado eles deveriam apostar? O que os homens querem, quando e quanto estão dispostos a pagar? Uma das técnicas que elas utilizaram foi o focus group, técnica utilizada na pesquisa de mercado qualitativa. Essa é um dos melhores momentos da série, onde os homens começam mentindo, mas aos poucos vão se soltando e dizendo tudo que gostam e porque saem putas.


Aos poucos as três vão conquistando o mercado, atendem despedidas de solteiro, fazem parceria com uma funcionária de empresa área, que oferecia o cartão da Oceano Azul para todos os clientes que não conseguiam embarcar por qualquer que seja o motivo. E sempre prestando atenção em oportunidades no dia a dia. Além disso, subiram o preço do programa, e armaram toda uma agenda fictícia para valorizar a empresa. Se há muita demanda e pouca oferta, o produto passa a ser exclusivo e consequentemente caro. Quinze mil seria o preço do programa. Quem tem esse dinheiro para pagar por uma noite com uma mulher?
A história principal é essa. Alguns outros bons personagens são introduzidos na trama, como o Oscar (Gabriel Godoy), um trambiqueiro que engana a Luna (que por sua vez, queria enganá-lo, achando que era o marido rico que tanto queria). Os dois atores tem um sintonia muito boa, as cenas em que  estão são sempre excelentes. Toda história precisa de um par romântico, mas quem vai querer namorar garotas de programa? É ai que entra Augusto (João Gabriel Vasconscellos), um advogado amigo de adolescência de Karin, apaixonado, vai fazer de tudo para ficar com ela. No início é estranho, mas o roteiro e as atuações conseguem nos cativar e acreditar nesse relacionamento.


Um dos episódios que prova o valor que série tem é o Fidelização, onde elas encontram uma solução para fidelizar seus clientes, mas o mais interessante é pensar em fidelizar homens que não são fiéis. É por esses momentos que a série mostra que realmente vale a pena.
Pela primeira vez conseguir assistir algo da televisão brasileira que realmente me prende atenção, algo que não parece novela da Globo. A série foi bem elabora e roteirizada. Como falar de putas sem ser vulgar e expositivo? Eles conseguiram. Claro que tem sexo, não tinha como não ter, mas o sexo é pano de fundo, o principal é o marketing e depois as tramas que são criadas para cada uma das personagens. Todas são muito bem trabalhadas, com personalidades fortes e diferentes, cada uma com seus problemas e objetivos de vida.


Há também uma pontinha de crítica à sociedade, pois o que se mostra na série existe e muito, mas como nossa sociedade é hipócrita, não conseguimos admitir que isso é a coisa mais comum de se acontecer. Quem nunca foi em uma despedida de solteiros? Empresários que vivem viajando, longe de casa tudo acontece! Mas foi inserido nas nossas cabeças que isso é proibido, assim todo mundo faz, mas não fala que fez.
A série vai melhorando de episódio em episódio, assim como os personagens, cada vez mais confiantes e decididas do que querem.
A segunda temporada tem tudo para ser melhor.

Revisão: Rodrigo Caldas

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Rush - No Limite da Emoção (Rush) - 2013

07/10/2014
Nota: 9.5 / 8.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Ron Howard
Roteiro: Peter Morgan
Elenco: Chris Hemsworth (James Hunt), Daniel Brühl (Niki Lauda), Olivia Wilde (Suzy Miller), Alexandra Maria Lara (Marlene (Knaus) Lauda), Pierfrancesco Favino (Clay Regazzoni), David Calder (Louis Stanley), Natalie Dormer (Enfermeira Gemma), Stephen Mangan (Alastair Caldwell9), Christian McKay (Alexander Hesketh), Alistair Petrie (Stirling Moss), Julian Rhind-Tutt (Bubbles Horsley), Colin Stinton (Teddy Mayer), Jamie de Courcey (Harvey Postlethwaite), Augusto Dallara (Enzo Ferrari), Ilario Calvo (Luca Cordero di Montezemolo), James Norton (Guy Edwards), Martin J Smith (Jody Scheckter), Rob Austin (Brett Lunger), Tom Wlaschiha (Harald Ertl)


Crítica:
Filmes de esporte sempre me agradam, mas é difícil ver um grande filme sobre esporte, pois são emoções difíceis de traduzir, pois temos todo o sentimento do esportista, dos fãs e espectadores, que são bem diferentes uns dos outros. Alguns esportes foram bastante explorados por Hollywood, como boxe com: Rocky: Um Lutador (Rocky) - 1976, A Luta Pela Esperança (Cinderella Man) - 2005, Hurricane - O Furacão (The Hurricane) - 1999 e o clássico Touro Indomável (Raging Bull) - 1980. O futebol americano trouxe algumas boas produções, mas muitos não focam exatamente no esporte e sim no que o certa, agentes, empresários, e às vezes um pano de fundo. Ainda assim temos boas produções como Duelo de Titãs (Remember the Titans) - 2000, Um Domingo Qualquer (Any Given Sunday) - 1999, Jerry Maguire: A Grande Virada (Jerry Maguire) - 1996.


Mas alguns esportes, Hollywood ainda ignora, como as corridas automobilísticas. O único filme de grande sucesso foi Grand Prix - 1966 da década de 60. De lá pra cá, somente filmes de ação envolvendo automobilismos, nada do esporte em si. Até que em 2013 resolveram realizar um dos melhores filmes de esportes já feitos. Rush - No Limite da Emoção (Rush) – 2013.

O filme conta a história real de Niki Lauda e o James Hunt, dois pilotos que travaram grande disputa pela Fórmula 1 na década de 70. O primeiro, um austríaco racional, metódico, obstinado por uma carreira perfeita e preciso nas pistas. O segundo, um inglês mulherengo, beberrão e agressivo nas pistas, que está ali somente para curtir o momento.

A narrativa é feita na visão de Lauda, começa na fórmula 3 e vai até a temporada da F1 em que tem o acidente que marcou sua carreira. Nessa época os pilotos entravam nas pistas sem saber se sairiam vivos, os acidentes aconteciam em todas as etapas, muitos deles fatais. Vários momentos das pistas são apresentados, pelo menos dois campeonatos inteiros, 1975 e 1976. Cenas de ultrapassagem e bastidores das corridas, como Lauda era participativo na montagem dos carros e como Hunt apenas pegava o carro e dava tudo de si, sem pensar em qualquer consequência. Além disse, a vida particular dos dois pilotos é bem apresentada. Suas esposas, as bebedeiras de Hunt e as neuroses de Lauda com o trabalho, sempre em primeiro lugar.


Grande destaque para a fotografia e o figurino, que retratam de forma perfeita a época. E até a aparência dos dois atores que viveram os personagens principais, Daniel Brühl (Lauda) e  Chris Hemsworth (Hunt), ficou perfeita. Os carros são fiéis às temporadas mostradas.

Os dois atores principais tem atuações excelentes, e a sintonia entre eles, dentro e fora das pistas é inacreditável, nos faz entender o que é competir e respeitar seu adversário, pois por mais que eram rivais, tinha admiração um pelo outro. E as atuações deixa isso evidente
.
Um filme dramático e emocionante, que com certeza entrou para os melhores do gênero.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Kick-Ass 2 (Kick-Ass 2) - 2013

01/08/2014
Nota: 5.0 / 6.7 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Jeff Wadlow
Roteiro: Jeff Wadlow
Elenco: Aaron Taylor-Johnson (David "Dave" Lizewski / Kick-Ass), Chloë Grace Moretz (Mindy Macready / Hit-Girl), Christopher Mintz-Plasse (Chris D'Amico / The Mother Fucker), Jim Carrey (Coronel Estrelas), Donald Faison (Doutor Gravidade), Robert Emms (Insect Man), Lindy Booth (Night Bitch), Daniel Kaluuya (Black Death), Clark Duke (Marty Eisenberg / Battle Guy), Augustus Prew (Todd Haynes / Ass-Kicker), Olga Kurkulina (Mãe Russia), Andy Nyman (The Tumor), John Leguizamo (Javier), Enzo Cilenti (ajudante), Morris Chestnut (Marcus Williams), Yancy Butler (Angie D'Amico), Lyndsy Fonseca (Katie Deauxma), Claudia Lee (Brooke)


Crítica:
Quando uma sequência de um excelente filme é produzida, ficamos com expectativa grande, pois sempre esperamos que o segundo supere o primeiro. Temos alguns bons exemplos de que isso aconteceu com em: Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) - 2008, De Volta para o Futuro II (Back to the Future Part II) - 1989 e O Poderoso Chefão - Parte II (The Godfather: Part II) - 1974.

Kick-Ass - Quebrando Tudo (Kick-Ass) - 2010 foi uma boa surpresa do tema da moda: super-herói. Boas atuações e ótimo roteiro com violência muito bem explorada. Com isso, Kick-Ass 2 estava entre as maiores expectativas do ano. Mas tudo começou a indicar para que o filme fosse inferior ao primeiro já na escolha da direção. Matthew Vaughn que dirigiu o primeiro passou o bastão para Jeff Wadlow, e o orçamento diminuiu em um terço.


O novo Kick-Ass traz uma Hit-Girl tentando largar seu alter ego, e ter uma vida normal. Enquanto Kick-Ass procura se estabelecer como herói, e acaba entrando para o super grupo Justiça Eterna comandada pelo Coronel Stars and Stripes. O vilão é  Red Mist, que agora quer ser chamado de Mother Fucker, pois com a morte de seu pai e uma herança de milhões ele resolve criar sua liga de vilões. As primeiras um hora de projeção a história foca em nos apresentar essa situação, com isso, não vemos Hit-Gril em ação. Até Kick-Ass convencer Hit-Girl voltar à ativa e ajudar a Justiça Eterna derrotar Mother Fucker e sua turma.

Uma história simples, por isso bastava trabalhar os personagens e nos cativar novamente com uma violência inteligente. Mas o roteiro pecou justamente nesses dois quesitos. Insistiu demais em Kick-Ass e Hit-Girl nas primeiras horas, sem mostrar nenhuma ação, e acabou por esquecer os outros personagens, como Coronel Stars and Stripes, muito bem interpretado por Jim Carrey, mas sem tempo de projeção para gostarmos do personagem.


No fim, saímos com a sensação de que faltaram pedaços da história, apesar de ser bem fiel ao quadrinho, pelo que li em sites especializados. Realmente ficou bastante inferior ao primeiro, ao ponto de não valer a pena assisti-lo para não atrapalhar a imagem que temos. Sinceramente é algo semelhante à Batman e Robin (Batman and Robin) - 1997.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O Grande Herói (Lone Survivor) - 2013

26/07/2014
Nota: 8.0 / 7.7 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Peter Berg
Roteiro: Peter Berg
Elenco: Mark Wahlberg (SO2 Marcus Luttrell), Taylor Kitsch (LT Michael P. Murphy), Eric Bana (LCDR Erik S. Kristensen), Emile Hirsch (SO2 Danny Dietz), Ben Foster (SO2 Matthew Axelson), Alexander Ludwig (SO2 Shane Patton), Sammy Sheik (Taraq), Scott Elrod (Peter Musselman), Ali Suliman (Gulab), Corey Large (US Navy SEAL CAPT Kenney), Rich Ting (SO2 James Suh), Dan Bilzerian (SOCS Dan Healy), Jerry Ferrara (SGT Hasslert)

Crítica:
Depois de 11 de setembro Hollywood enfatizou em seus filmes o tema terrorismo. Alguns sobre o próprio dia: As Torres Gêmeas (World Trade Center) - 2006; Voo United 93 (United 93) - 2006, mas a maioria sobre a luta contra o terrorismo, como: Guerra ao Terror (The Hurt Locker) - 2008.

Além do tema, há uma característica em comum entre esses filmes, a forma crítica como abordam o próprio tema. Normalmente criticando o terrorismo, como algo do mal, desnecessário e que precisa ser erradicado. Ao mesmo tempo em que outros apresentam crítica contrária, mostrando que a forma de combater o terrorismo é equivocada e muitas vezes se iguala aos próprios terroristas, fazendo do cenário uma bola de neve.

O Grande Herói (Lone Survivor ) - 2013 trouxe um aspecto novo para o tema: ação realística. Claro que existem outros focos como o drama vivido pelos soldados que realização as missões, obedecendo a ordens, pois foram treinados para isso. Também o lado humana, pois apesar de estarem lá no meio do confronto, com a vida em risco, eles tem amizade, família e são felizes.


A história verídica de Marcus Luttrell contada em seu livro de mesmo nome. No fato, os fuzileiros: Dietz (Emile Hirsch), Mickey (Taylor Kitsch), Marcus (Mark Wahlberg) e Axe (Ben Foster), formam a equipe treinada para a missão de capturar o terrorista islâmico Shah, que se encontra escondido nas montanhas do Afeganistão. O início mostra o treinamento pesado, e relação de amizade que forma entre os soltados, especialmente os quatro. Mas a maior parte da história é mesmo focada na missão.

Logo no início da missão se deparam com um problema, uma família nativa os descobre no meio das montanhas, após uma discussão tensa para decidirem o que fazer, Marcus deixa-os seguir. Decisão errada.
Em poucas horas os quatro marines encontram-se cercados por vários soldados talibãs. Muito bem treinados eles sobrevivem como podem, a caçada é incessante. São esses os momentos e realismo absurdo, onde podemos perceber o quão crítico é a situação e como os soldados estadunidenses são bem treinados. Por fim, com esperado, apenas Marcus sobrevive.

Um pequeno detalhe, um ato de bondade, que custou a missão e a vida dos três soldados. Para esses caras é mais crítico do que para cidadãos comuns, mas muitas vezes a vida não permite erros, temos que estar atento há todo tempo para procurarmos acertar sempre nas nossas decisões, mesmo no dia a dia, com coisas teoricamente bobas. Tudo muda nossa vida, algumas radicalmente.


Tecnicamente o filme é excelente, os embates entre os marines e os talibãs são de uma realismos tremendo. A maquiagem é impecável, os ferimentos nos dão noção da dor que estavam sentindo. A atuação dos quatro protagonistas coopera bastante com esse realismo, destaque maior para Wahlberg, principalmente nas cenas finais.


Gostei bastante do filme, pois nos mostra como é essa guerra sem fim que os EUA entraram, e como muitas missões ainda deram errado, sem se quer chegar próximo de exterminar o terror.