sexta-feira, 26 de julho de 2013

Guerra Mundial Z (World War Z) - 2013

24/07/2013
Nota: 7.5 / 7.2 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Marc Foster
Roteiro: Matthew Michael Carnahan, Drew Goddard, Damon Lindelof
Elenco: Brad Pitt (Gerry Lane), Mireille Enos (Karen Lane), James Badge Dale (Capitão Speke), Daniella Kertesz (Segen)

Crítica:
Há dois tipos de filmes de zumbis: os que levam a sério e realmente é um filme de terror, e os que vão para o gênero comédia. Eu, particularmente, prefiro os que levam a sério, como: Extermínio (28 Days Later) - 2002 e Eu Sou a Lenda (I Am Legend) - 2007. Mas não quer dizer que não gosto das comédias, pois há bons filmes desse gênero, como: Zumbilândia (Zombieland) - 2009 e Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead) - 2004.

Guerra Mundial Z entre no gênero de que gosto mais, terror e suspense de verdade, sem comédia. [SPOILERS...] Como todo filme de zumbi, esse começa explicando como o vírus se espalha e como infecta as pessoas. É interessante que a cenas inicias procuram nos trazer para uma realidade possível. Gerry e sua família estão tomando café da manhã enquanto acompanham o noticiário mostrando coisas estranhas acontecendo pelo mundo, dizendo que um vírus vem se espalhando e infectando as pessoas de forma estranha com se fosse raiva (doença de cachorro). Logo depois saem de casa no carro da família sem levar a séria as notícias, como fazemos sempre com noticiários, sempre achamos que algo longe da gente, ou que nunca acontecerá conosco, coisas só de televisão.


No meio do congestionamento começam as confusões. Quando eles percebem a correria, Gerry consegue uma brecha e arranca o carro seguindo um caminhão que destrói tudo pela frente, até serem atingidos por outro carro, num choque bastante realístico. A família sai do carro e corre para se esconder num motorhome, enquanto veem os zumbis correrem para todos os lados e atacando as pessoas. Gerry tenta reparar tudo, até quanto tempo um humano demora a se transformar em um zumbi. Eles encontram um supermercado e entram para pegar comida e remédio, pois uma de suas filhas é asmática. Após saírem, percebem que o motorhome foi levado, assim procuram refúgio em prédios residenciais próximos. Dentro de um dos prédios acabam encontrando outra família em dos apartamentos. Gerry entra em contato com um amigo do governo que disponibiliza um helicóptero para buscá-los no terraço do prédio ao amanhecer. De manhã eles saem em silêncio absoluto, mas logo encontram muitos zumbis, e descobrem que o barulho os atrai. Ainda assim conseguem entrar no helicóptero e são levamos para um porta aviões no oceano.

Gerry é convocado para uma missão, por sua experiência em guerras, mas rejeita imediatamente. Sob ameaça de sua família ser retirada do porta aviões, ele é obrigado a fazer o que estão pedindo, acompanhar um cientista na procura da cura do vírus.


Nesse contexto, Gerry viaja por vários países, sempre enfrentando zumbis, com alguns de seus colegas morrendo, mas procurando recolher o maior número de informações e tentando conectá-las para que ache alguma forma de cura. Uma das imagens que não sai de sua cabeça é que em alguns momentos os zumbis não mordiam certos tipos de pessoas. No meio da multidão eles desviavam dela como se fosse um obstáculo fixo e não a atacavam. Assim, Gerry junta as várias peças de informações e como num sexto sentido, descobre que essas pessoas eram doentes, e o vírus sabia, de alguma forma, que precisa de um corpo saudável para se desenvolver, por isso não atacavam doentes. Mas qual é a doença?  Precisa ser uma doença curável, claro! O fim do filme se passa na tentativa de Gerry chegar até o laboratório onde estão todos os tipos de doenças e na tentativa de identificar um que vá funcionar. Será preciso fazer um teste, que poderá ser mortal. [FIM SPOILERS]


Filmes desse gênero precisam ter um suspense muito bem elaborado para que o terror funcione com maior realismo. E é isso que acontece em Guerra Mundial Z, além de boas cenas de ação, o suspense em momentos certos é bem explorado, nos deixando sempre apreensivos, e mesmo sabendo que algo está para acontecer, somos surpreendidos com sustos em várias cenas.

Isso é sensacional. Brad Pitt não teve muito trabalho para atuar, dramaticamente não foi muito exigido, mas cumpriu bem seu papel, pois ele é praticamente o protagonista do filme, uma má atuação estragaria o filme.

O roteiro também ficou bom, bem conciso e sem furos. A ideia de doenças humanas funcionarem com um escudo contra os zumbis não é inovador, mas foi muito bem colocado. Serviu também para dar abertura para uma sequência, pois a cura ou vacina não foi encontrada. Outro ponto importante foi como os zumbis foram concebidos, o que chamam de zumbis velozes, pois em vários outros filmes eles andam lentamente e cambaleantes. Nesse não, eles correm muito rápido, isso dá mais suspense ao filme, nos faz torcer para que eles não alcancem os personagens. Mas ainda assim deram uma explicação de porque os zumbis ficam lentos e cambaleantes.

Pra mim, Guerra Mundial Z entrou na lista dos melhores filmes de zumbi, e espero que eles terminem a trilogia.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O Homem de Aço (Man of Steel) - 2013

18/07/2013
Nota: 8.0 / 7.7 (IMDB)
Formato: Cinema 3D

Direção: Zack Snyder
Roteiro: David S. Goyer
Elenco: Henry Cavill (Kal-El / Clark Kent / Superman), Amy Adams (Lois Lane), Michael Shannon (General Zod), Antje Traue (Faora), Russell Crowe (Jor-El), Ayelet Zurer (Lara Lor-Van), Laurence Fishburne (Perry White), Kevin Costner (Jonathan Kent), Diane Lane (Martha Kent), Harry Lennix (General Swanwick), Christopher Meloni (Coronel Hard), Richard Schiff (Dr. Emil Hamilton), Mackenzie Cinza (Jax-Ur)

Crítica:
Dramático e épico. Essa foi a essência do novo Superman. Todos os que trabalham ou trabalharam com esse super-herói tem bastantes dificuldades em compor esse personagem, pois grande parte dessa dificuldade passa por seus poderes infinitos. Como ele é praticamente invencível, fica difícil achar vilões a altura, assim, como é possível trazer problemas para um herói que todos sabemos que nunca perderá a batalha ou nunca morrerá? Dentro dos quadrinhos isso é mais fácil, pois as possibilidades são imensas, e nessa mídia, não há a preocupação em trazer o personagem para nossa realidade, tudo pode ser sobrenatural, e uma ficção absurda.

O primeiro, Superman - 1978, e segundo, Superman II - 1980, filmes com Christopher Reeve encarnando o personagem principal, foram ótimos, mas são mais próximos dos quadrinhos, a ideia é de uma aventura, sem muita dramaticidade, mas teve seus méritos.

Outra dificuldade é deixar o roteiro sem furos, sem cenas fisicamente impossíveis. Como no primeiro filme, quando o Superman faz a terra girar ao contrário e o tempo voltar no passado. Funcionou bem na época, mas para a realidade de hoje o público não aceita esse tipo de cena.


A ideia de O Homem de Aço é justamente tentar trazer o Superman para nossa realidade, tarefa extremamente difícil por tudo que disse acima. A primeira mudança, muita assertiva por sinal, está no foco que o roteiro deu para o drama que existe por ele ser uma pessoa com tantos poderes e não poder externá-los, isso é demonstrado nos primeiros minutos do filme. O drama vem para tentar responder algumas perguntas. Como continuar sendo um homem do bem com tantos poderes? Como segurar o impeto de por ajudar alguém que está em perigo? Como aguentar o famoso bullying das pessoas que convive? Além disso, Kal-El é um extraterrestre, mais um drama explorado pelos roteiristas. Onde estão seus pais? De onde ele vem? Ele está sozinho em um mundo que desconhece.

E para quem consegue entrar nos filmes e viver o personagem, o tema mais importante desenvolvido no roteiro foi a possibilidade da humanidade descobrir que existem extraterrestres na Terra, e que são extremamente poderosos. Quais são as consequências disso? Qual será a reação das pessoas? Os E.T.’s vem para fazer o bem ou mal? De que lado Superman está?

Tudo isso vem na tentativa de humanizar o Superman, para que nós, espectadores, pudéssemos acreditar na sua existência, e em minha opinião, acertaram.

Também importante, foi a decisão que precisava ser feita na escolha do ator que interpretaria o Superman. Acredito ter sido a escolha mais difícil do projeto, pois é preciso ter cara de Superman para que o público acredite nele. Por enquanto a escolho foi acertada, Henry Cavill fez uma boa interpretação, tanto em cenas dramáticas, quanto nas de ação. O roteiro ajudou um pouco, pois ainda não foi preciso a interpretá-lo como o Clark Kent do Planeta Diário. Transformar o Superman em um cara bobo é algo quase que impossível. E esse é o maior mérito de Christopher Reeves.


O Homem de Aço conta novamente a origem do Superman, dessa vez as cenas em Kripton são muito mais extensas explicativas, o contexto todo é formado para entendermos porque o planeta explodiu e os conflitos que havia internamente entre os governantes de Kripton. Mas logo no início notei um furo no roteiro. [SPOILERS...] O planeta iria acabar, todos iriam morrer, tanto que Jor-El envia seu filho para Terra na esperança dele dar continuidade ao Kryptonianos. Então porque aprisionar o General Zod e seus soldados na zona fantasma, em vez de deixá-lo morrer em Kripton.

Após as cenas iniciais em Kripton, partimos para Terra, mas em vez de vermos Kal-El ainda bebê, a cena nos mostra ele adulto num cargueiro de caranguejos, trabalhando como um homem qualquer, e logo vemos Superman em ação, ainda sem seu traje, mas salvando vidas em um incêndio na plataforma de petróleo. As cenas voltam ao passado mostrando ele ainda adolescente em mais um momento que precisar utilizar seus poderes para ajudar os humanos. O roteiro vai e volta no passado, mostrando suas habilidades, mas também o drama das consequências de cada vez que as pessoas veem ele utilizando-se de seus poderes. Com os conselhos de seu pai, ele vai crescendo convivendo com esse drama, sua responsabilidade aumenta a cada dia, e percebemos que vai chegar a hora de todos conhecerem sua verdade.


Até que ele precisa salvar a vida de uma repórter, Lois Lane (Amy Adams), que passa a investigar sua vida, até encontrá-lo novamente. Ele a convence de não  publicar nenhuma reportagem e não contar a ninguém.
Mas logo os humanos verão, de forma radical, que não estão sozinhos no universo. Zod interrompe todas as transmissões sonoras para avisar que veio buscar o seu compatriota, Kal-El. E caso ele não se entregue, destruirá a todos. Superman entrega-se a Zod, mas não satisfeito, sequestra Lois, e leva-os para uma nave de Kripton, onde o Superman perde seus poderes, mas Lois ajuda-o a fugir.

Depois de toda a parte dramática, as batalhas começam. Apesar de ter achado um pouco exagerado, fico pensando se uma luta entre dois caras superpoderosos acontecesse realmente. Concluí que o resultado não seria muito diferente do que o filme mostrou. Destruição total de prédios, carros, ruas, civis e soldados morrendo. Realmente épico. Ao final ainda acompanhamos mais um ato dramático do filho de Kripton, ele acaba matando o último sobrevivente de sua terra natal, tendo certeza que agora é o único Kriptoniano do universo. [FIM SPOILERS]


Mais uma vez os críticos detonaram um filme só por esperar mais dele. Todos tinham grande expectativa, pois Superman é um dos heróis mais conhecidos dos quadrinhos, e por ser um personagem que falhou recentemente nos cinemas. Além disso, os dois grandes nomes envolvidos, Zack Snyder e Christopher Nolan, eram certeza de que o filme seria perfeito.

Realmente o filme não foi perfeito, está longe disso, mas tenho a certeza que dessa vez o público se identificou com o personagem, e ele está bem mais próximo de nós.
Esse filme teve a importante missão de trazer o personagem de volta ao cinema, de forma real e humana, como foi feito com Batman em Batman Begins - 2005.

Temos que lembrar que foi depois de O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Dark Knight Rises) - 2012, último filme da trilogia Batman de Nolan, que demos o real valor ao primeiro filme, que é de longe o pior da série, mas sabemos que sem ele, os outros dois não existiriam. E novamente, é essa a intenção de Christopher Nolan.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

João e Maria: Caçadores de Bruxas (Hansel and Gretel: Witch Hunters) - 2013

14/07/2013
Nota: 6.5 / 6.1 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Tommy Wirkola
Roteiro: Tommy Wirkola, DW Harper
Elenco: Jeremy Renner (Hansel), Cedric Eich (Hansel jovem), Gemma Arterton (Gretel), Alea Sophia Boudodimos (Gretel jovem), Famke Janssen (Muriel), Peter Stormare (Xerife Berringer), Pihla Viitala (Mina), Thomas Mann (ator) (Ben), Derek Mears (Edward), Monique Ganderton (Bruxa dos Doces), Rainer Bock (prefeito Englemann), Bjørn Sundquist (Jackson), Zoë Bell (bruxa de altura), Joanna Kulig (bruxa ruiva), Ingrid Bolso Berdal (bruxa chifres), Thomas Scharff (o pai de Hansel e Gretel), Kühnel Kathrin (Adrianna)

Crítica:
Baseado em um conto infantil dos irmãos Grimm, que se modificou ao longo do tempo, João e Maria: Caçadores de Bruxas não tem nada para crianças.

[SPOILERS...] Nessa história João e Maria são adultos e se transformam em caçadores de bruxas, após passarem pela traumática casa de doces de uma bruxa que eles mesmos mataram quando crianças, e acabam por seguir esse destino, transformando-se em caçadores de bruxas, para não deixar que outras sequestrem crianças.
Assim, são contratados para investigar o sumiço de várias crianças de uma cidade. Logicamente bruxas estão envolvidas, inclusive uma das mais poderosas, Muriel (Famke Janssen).


A história se desenrola com lutas bem sangrentas entre João, Maria e as bruxas. Nesse contexto eles descobrem que existem bruxas boas, que não ficam fisicamente deformadas, e que inclusive sua mãe era uma delas e por isso morreu queimada. [FIM SPOILERS]

A idéia da história é excelente, mas tentaram levar para o lado adulto super exagerado. Gosto muito de histórias infantis que são levadas a sério e moldadas para incluir o público adulto. Mas não gosto dos exageros nesses temas, pois deixa o público infantil de lado, e pra mim, esse não é o objetivo. Temos ótimos filmes que fizeram isso com sabedoria: Oz: Mágico e Poderoso (Oz: The Great and Powerful) - 2013 e Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland) - 2010.


Como filme adulto, ficou parecendo uma aventura infantil do Tarantino: exagero nas lutas com mortes reais e bastante sangue. O roteiro nos prende a atenção, pois a ação acontece há todo momento. O rostinho de mocinha de Gemma Arterton (Maria) dá um toque especial ao controverso infantil/adulto, pois ela parece angelical, mas mata as bruxas com todo ódio e frieza de uma assassina. Jeremy Renner está no auge, sua atuação conclui a estigma que foi criada em torno dos seus últimos personagens: Aaron Cross em O Legado Bourne (The Bourne Legacy) - 2012 e Gavião Arqueiro em Os Vingadores (The Avengers) - 2012.


Por fim, considero um filme divertido, mas temos outros melhores do gênero. De qualquer forma valeu a pena ter assistir, principalmente por ser baseado numa história que fez parte da minha infância.

O Homem da Máfia (Killing Them Softly) - 2012

13/07/2013
Nota: 7.0 / 6.3 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Andrew Dominik
Elenco: Brad Pitt (Jackie Cogan), Scoot McNairy (Frankie), Ben Mendelsohn (Russell), Richard Jenkins (Driver), James Gandolfini (Mickey), Ray Liotta (Markie Trattman), Sam Shepard (Dillon), Slaine (Kenny Gill), Vincent Curatola (Johnny Amato), Max Casella (Barry Caprio), Trevor Long (Steve Caprio)

Crítica:
Tenho uma lista de atores que qualquer coisa que eles fazem eu assisto, Brad Pitt é um deles. Por ter feito tantas atuações memoráveis sempre acredito que ele pode me surpreender. Algumas delas vão ficar para sempre na história do cinema, com em: Kalifornia - Uma Jornada ao Inferno (Kalifornia) - 1993, Seven - Os Sete Pecados Capitais (Se7en) - 1995, Os 12 Macacos (Twelve Monkeys) - 1995, Clube da Luta (Fight Club) - 1999. E até mesmo em comédias com: Queime Depois de Ler (Burn After Reading) - 2008. Eu citei os que eu mais gosto, essa lista poderia ser maior se analisarmos as premiações e a repercussão que o filme causou na época.


Essa é a principal explicação para eu assistir esse filme. [SPOILERS...] Pitt faz o papel do assassino de aluguel Jackie Cogan, mas no caso, não é contratado para matar qualquer um, sua missão é matar os envolvidos em um assalto. Por duas vezes um grupo de mafiosos é assaltado durante a jogatina semanal de cartas. A primeira vez ninguém soube quem era o culpado, mas num momento de embriaguês Markie Trattman (Ray Liotta), confessa o roubo num tom de brincadeira, ninguém realmente acredita nele, apesar das desconfianças. No entanto, um novo assalto acontece, mas dessa vez os mafiosos querem a morte dos culpados, o primeiro a morrer é Trattman, pois na desconfiança, é eliminado assim mesmo. A partir disso a história se volta para Jackie Cogan na caçada aos verdadeiros assaltantes. [FIM SPOILERS]


A roteiro é bem simples, mas o que se destaca é a forma como Cogan encontra seus perseguidos, e se mostra um frio assassino. As mortes, tiros, brigas são bem reais, mostra sangue, deformação e estrago que uma bala faz na cabeça das pessoas. Lembrou muito Drive - 2011 e um pouco de Infiltrados (The Departed) - 2006, claro que com menos recurso cinematográfico. A violência explícita e real é um diferencial para o filme. Existem melhores do gênero, mas não foi perda de tempo, gostei bastante.


O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook) - 2012


12/07/2013
Nota: 8.5 / 7.9 (IMDB)
Formato: HD

Direção: David O. Russell
Roteiro: David O. Russell
Elenco: Bradley Cooper (Patrick "Pat Jr." Solitano), Jennifer Lawrence (Tiffany Maxwe), Robert De Niro (The Father), Jacki Weaver (Dolores Solitano), Chris Tucker (Danny), Julia Stiles (Veronica), Anupam Kher (Dr. Patel), Brea Bee (Nikki), Shea Whigham (Jake Solitano), John Ortiz (Ronnie), Paul Herman (Randy)

Crítica:
Depois que o Oscar passou a ter 10 indicações para melhor filme, começamos a ter algumas surpresas nessa categoria. Isso ajudou aos críticos acabarem com algumas injustiças que aconteceram anteriormente. Ainda acontece, mas com menos frequência, pois agora há espaço para os filmes de ação, aventura, super-herói e comédias românticas.

O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook) - 2012 é, teoricamente, uma comédia romântica, mas com um fundo dramático muito grande. [SPOILERS...] O filme conta a história de Pat Jr., um cara com problemas de bipolaridade, que acaba de sair de uma internação de 8 meses de tratamento. Volta para casa dos pais e busca reatar seu casamento. Logo percebemos que Pat ainda não está cem por cento curado, algumas de suas atitudes ainda são inexplicáveis. Na maioria das vezes acontece quando escuta a música de seu casamento ou quando fica nervoso e passa a escutar a música, mesmo que não está tocando. Tudo isso vem da traumática separação com sua esposa, pois chegando em casa, ao som da música do seu casamento, encontra sua esposa e um professor, colega de trabalha, transando no banheiro. Num surto de ódio, Pat espanca seu colega até quase a morte.


Em busca de reatar com sua esposa, Pat visita um amigo, que poderá ajudá-lo, lá conhece Tiffany, que também passa por problemas emocionais, pois seu marido morreu recentemente, e ela se tornou uma compulsiva sexual. Os dois iniciam uma amizade estranha, onde um, procura ajudar o outro. É então que Tiffany propõe a Pat a ensaiar dança para um concurso, e se aceitasse, levaria uma carta para sua ex-esposa. [FIM SPOILERS]

O conflito chaga até a família de Pat quando seu pai, viciado em apostas, perde bastante dinheiro, e culpa o filho por não ter ido ao jogo, e isso ser a causa da derrota do time. No meio da discussão Tiffany chega, e também acaba sendo acusada pelo pai de Pat, mas ela prova que se Pat tivesse ido ensaiar, provavelmente seu time ganharia. Pat Sr. concorda e faz uma nova aposta, mas dessa vez não seria apenas na vitória do seu time, mas também uma nota 5.0 no concurso em que Pat e Tiffany disputaria, uma aposta dupla. O final é sensacional, por isso não comentarei.


Mesmo sendo bem dramático, pela situação emocional que os persongens enfrentam, o filme é uma comédia romântica, e considero um dos melhores que vi desse gênero. O diretor David O. Russell deve ser muito valorizado, ainda mais por ser o roteirista, pois ele soube colocar três gêneros: drama, comédia e romance, numa sintonia que nunca havia visto num filme. Nas atuações o destaque vai para Bradley Cooper, excelente, surpreendente, nos faz entrar na cabeça e entender os dramas do personagem. Robert De Niro está muito bem, assumindo sua velhice nesse papel. Jennifer Lawrence, indicada ao Oscar por Inverno da Alma (Winter's Bone) - 2011, mostrou que sua indicação anterior não foi atoa. Além disso, está linda.


Esse é o tipo de filme que toda mulher gosta, pois termina com todos felizes para sempre, como na maior parte das comédias românticas. Sou um dos maiores críticos desse tipo de filme, mas dessa vez, a história nos faz querer que isso aconteça e o final realmente é excepcional. É um filme para se assistir com uma mulher do lado.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Universidade dos Monstros (Monsters University) - 2013

02/07/2013
Nota: 7.5 / 7.8 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Dan Scanlon
Roteiro: Robert L. Baird, Daniel Gerson, Dan Scanlon
Elenco: John Goodman, Billy Crystal, Steve Buscemi, Jennifer Tilly, Kelsey Grammer, Frank Oz, Dave Foley, Julia Sweeney, Peter Sohn, Joel Murray, Ken Jeong, Rob Riggle, J. B. Smoove, John Ratzenberger

Crítica:

De todas as animações da Pixar, para mim, Monstros S.A. (Monsters, Inc) - 2001 é a melhor de todas. Sempre considerei a ideia de sua história genial, pois quem nunca olhou de baixo da cama, ou dentro do armário para ver se não tinha alguma coisa lá. E eles deram uma explicação para esse medo que a maioria das crianças tem.


Nessa onda de fazer sequência para suas melhores animações, os monstros assustadores de criança entraram na fila, mas em vez de uma continuação, resolveram fazer um prelúdio.


[SPOILERS...] A história conta como os amigos Sulley e Mike se conheceram, muito antes de trabalharem juntas na fábrica de sustos. Tudo começa com Mike se inscrevendo na universidade, onde um dos principais cursos é o de assustadores. Muito dedicado, Mike se destaca pelos seus estudos e ideias inovadoras, mas sua capacidade de assustar é ineficaz, pois é muito bonitinho para ser assustador. Sulley também é um dos calouros do curso, mas por vir de uma família tradicional de assustadores, não tem problemas algum para assustar, e por isso acha que não precisa de estudar os métodos de sustos. Os dois acabam criando uma rixa, e numa aula prática acabam se envolvendo em um acidente, por tentarem um ser melhor que o outro, e acabam expulsos do curso. Assim, a única forma que Mike encontra para provar ser um grande assustador, é na olimpíada de sustos, sua equipe é composta somente por "nerds", e por Sully, que inevitavelmente precisou entrar para equipe. Assim a diretora do curso o faz uma proposta, caso sua equipe vença a disputa, eles voltam para o curso, caso percam, serão banidos da universidade.


E é assim que a história continua, com as provas e a equipe de Mike e Sully vencendo-as, ora por sorte, ora pelos treinamentos realizados ao longo da olimpíada. Mike sempre estudando todas as possibilidades e técnicas, e Sully com seu talento natural. E por traz mostrando como a amizade dos dois vai se formando aos poucos. [FIM SPOILERS]


É pleonasmo dizer em filmes da Pixar que a computação gráfica, os efeitos especiais estão excelentes, mas é sempre bom reforçar tudo que é perfeito. Impecável. O roteiro ficou dentro da expectativa, não é surpreendente como o primeiro filme, pois trata de assuntos já batidos do cinema, como amizade, redenção etc., mas que todos nós gostamos. Depois dos fracos Carros 2 (Cars 2) - 2011 e Valente (Brave) - 2012, podemos perceber que a Pixar está começando a voltar para o caminho que os fizeram ser os melhores.

E no fim do filme podemos ver rapidamente como os dois conseguiram o emprego na fábrica de sustos.

Extremamente divertido para adultos e principalmente crianças. Vale a pena conferir.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Depois da Terra (After Earth) - 2013

16/06/2013
Nota: 4.5 / 4.9 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: M. Night Shyamalan
Roteiro: M. Night Shyamalan, Gary Whitta
Elenco: Will Smith (Cypher Raige), Jaden Smith (Kitai Raige), Isabelle Fuhrman (Rayna), Kristofer Hivju (Chief Security), Gabriel Casta (Ranger), Mohamed Daha (Ryan), Zoe Kravitz (Senshi Raige), Sophie Okonedo (Faia Raige), David Denman (McQuarrie), Lincoln Lewis (Bo)

Crítica:
Sou fã do cinema e sempre procuro valorizar a inovação, as pessoas que tentam a todo custo fazer algo diferente sem pensar somente no retorno financeiro. Admiro muito M. Night Shyamalan, que é um diretor inovador, apesar da maioria de seus filmes ser grandes produções visando grandes lucros, ele coloca neles algo diferente, com críticas profundas ao mundo de hoje, seja político, ético ou moral. Temos como exemplo Os Sinais (Signs) - 2002, que nada tem haver com ETs, apesar do filme inteiro eles estarem envolvidos; e A Vila (The Village) - 2004, que um crítica à sociedade e a moral em que vivemos.

Em seus últimos filmes ele vem trazendo essa crítica, mas não conseguiu fazer roteiros que sejam concisos a ponto de ser ao mesmo tempo surpreendente e inovador, normalmente está chato e sem qualquer nexo com a realidade plausível.

Nesse, a crítica é que o planeta Terra de alguma forma se rovoltou contra os humanos, numa anologia com os anticorpos, lutando contra um vírus letal. Quase uma continuação de Fim dos Tempos (The Happening) - 2008, que nos trouxe uma das situações mais ridículas do cinema, os persongens correndo do ar/vento. 
Tirando a boa ideia crítica da história, o restante do filme é realmente fraco. Começando pela atuação de Jaden Smith, que diferentemente de seu pai, ainda não sabe atuar com a realidade necessária para nos fazer acreditar em seus personagens, seu melhor trabalhar ainda era criança, em À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness) - 2006. o restante de sua filmografia é bem fraca. Will Smith vem tentando de todas as forma transformar seu filho num grande ator, mas está muito longe disso ainda. Mais uma prova que talento não se passa de pai para filho.


[SPOILERS...] Jaden faz um recruta de soldado, Kitai, num futuro distante, onde os humanos foram obrigados a se mudar para outro planeta, pois a Terra ficou inabitável. Kitai vem treinando para ser efetivado como guerreiro, seguindo os passos de seu pai. O velho clichê de conflito entre pai e filho. Em uma das missões seu pai resolve levá-lo, mas acabam sofrendo um acidente e a nave acaba caindo na Terra. Coincidentemente só sobrevivem pai e filho.

A partir disso, esperamos que o filme vá ganhar mais ação e melhorar consideravelmente, mas é justamente o contrário que acontece. As sequencias dramáticas entre os dois são extremamente chatas. Aogra Kitai precisa cruzar a floresta para chegar na cauda da espaçonave e acionar o sinalizador que chamará o resgate, para isso terá que enfrentar os habitantes de Terra, que segundo a história evoluíram para exterminar os humanos. Assim, ele sai para a jornada monitorado por uma câmera pelo pai. Além disso, um monstro, que foi criado por uma raça alienigena para matar humanos escapou, durante a queda, e o obstáculo mais perigoso para Kitai. Esse é o pretexto do filme.


Agora vem os erros crassos do roteiro. Esse monstro allienigena foi criado para exterminar humanos, mas não tem olhos e os detecta pelo cheiro de um hormônio liberado quando os seres humanos estão com medo ou em pânico. Em determinado momento um animal ajuda Kitai na sua jornada, mas não evoluiram para matar homens? Esse são só os piores erros, mas ao longo da história precebemos mais algumas pequenas erros, sem explicação alguma. [FIM SPOILERS]

Antes de escrever a crítica, tentei de todas as formas imaginar explicações para tudo de ruim que o filme tem, mas não encontrei nenhuma. Shyamalan está se superando cada vez mais, o diretor de O Sexto Sentido (The Sixth Sense) - 1999 está se tornando um dos piores diretores de sua geração.

Realmente foi uma perda de tempo assistir esse filme.

domingo, 16 de junho de 2013

Star Trek - Além da Escuridão (Star Trek Into Darkness) - 2013

30/05/2013 - 23
Nota: 7.5 / 8.3 (IMDB)
Formato: Cinema 3D

Direção: J. J. Abrams
Roteiro: Roberto Orci, Alex Kurtzman, Damon Lindelof
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoë Saldaña, Simon Pegg, John Cho, Anton Yelchin, Benedict Cumberbatch, Alice Eve, Bruce Greenwood, Peter Weller

Crítica:
A cada filme J. J. Abrams prova mais seu valor, mesmo não sendo filmes perfeitos, são sempre bem executados, desde o roteiro, até os efeitos especiais. Depois do grande sucesso da série Lost, ele provou sua capacidade com o primeiro Star Trek - 2009, com um roteiro excelente, trouxe de volta uma das séries mais famosas da TV. A forma como o roteiro trouxe de volta os personagens foi genial, com o pretexto de viagem no tempo, fez com que todas as histórias anteriores continuassem válidas e liberando os futuros filmes de qualquer situação do passado. Assim, esse segundo Star Trek pode contar com uma história totalmente original.

A história se passa pouco tempo depois dos acontecimentos do primeiro, e mostra o jovem Kirk em uma missão num dos planetas ainda sem evolução tecnológica, sendo apenas uma cena de ação para iniciar o contexto verdadeiro do filme.


Vários atentado vem acontecendo com a Enterprise e Capitão Kirk é recrutado para buscar o assassino de vários de seus colegas, sendo um deles, o amigo e mentor "...". A trama de baseia nessa perseguição, viajando no espaço entre os planetas e espaçonaves.

O ponto fraco é não ter muitas explicações fundamentadas para os poderes, e reais motivos do vilão. Ele simplesmente tem superpoderes e precisa de qualquer forma salvar sua família, que está hibernando. Fora isso, o filme é muito bom, com excelentes cenas de ação e impecáveis efeitos especiais. Chama também atenção para o drama emocional entre Kirk e Spock, onde é há o confronto entre a emoção e a razão respectivamente.


Outro ponto positivo tem haver com o filme ser uma sequência, pois eles fizeram o que venho dizendo sobre os filmes de super-heróis, de a história ser independente, somente respeitando o que se passou nos filmes anteriores. Ou seja, é possível trocar atores e fazer qualquer tipo de história sem que o público estranhe o filme. Isso funciona há anos com 007.

Por fim, considero um bom filme de ficção espacial, vale a pena assistir e espero que mais sequências desse nível sejam feitas.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Homem de Ferro 3 (Iron Man 3) – 2013

24/05/2013 - 22
Nota: 7.0 / 7.7 (IMDB)
Formato: Cinema 3D

Direção: Shane Black
Elenco: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Guy Pearce, Ben Kingsley, Rebecca Hall, Don Cheadle, James Badge Dale, Stephanie Szostak, William Sadler, Dale Dickey, Ty Simpkins, Miguel Ferrer e a voz de Paul Bettany

Crítica:
A segunda fase dos Vingadores iniciou-se com Homem de Ferro 3 (Iron Man 3) - 2013. A saga do playboy multimilionário, Tony Stark, continua, dessa vez com maior envolvimento de seu par romântico, Pepper Potts, e as várias referências, não mais aos futuros filmes e sim, aos acontecimentos passados nos filmes anteriores, principalmente em Vingadores (Avangers) – 2012.

[SPOILERS...] A história se inicia com Tony Stark em um evento científico, antes de se tornar o Homem de Ferro, onde um cientista “nerd” tenta convencê-lo de se reunir para ouvir suas novas descobertas científicas, mas é claro que Stark o ignora. Voltando aos tempos de hoje, Tony encontra-se em seu laboratório, criando mais uma de suas armaduras, a inovação agora é fazer com que um simples gesto manual faça com que as peças da armadura venham em sua direção  cobrindo seu corpo. Além disso, há a possibilidade da armadura montar sem que haja um corpo, funcionando como um robô.


Logo depois, é apresentado o novo vilão. Vários ataques terroristas estão acontecendo pelo mundo e todos são assumidos, através de vídeos, pelo chefe de uma organização, semelhante à al-Qaeda. Mandarim se mostra um impiedoso e fanático religioso. Seus ataques são feitos por ex-militares estadunidenses, mas seus corpos nunca são encontrados. Em um desses ataques, Happy Hogan, segurança de Stark fica bastante ferido. Revoltado, Stark promete vingança, e em entrevista, chama Mandarim para um confronto. A mansão de Tony é atacada por vários helicópteros e mísseis. Assim, Stark começa uma investigação sobre  Mandarim, seus reais motivos e seu próximo alvo: o presidente dos EUA. [FIM SPOILERS

Fazer sequencias intermináveis de filmes é uma tarefa muito difícil, conseguir colocar o herói sempre em perigo, sem que seja uma repetição dos filmes anteriores, são poucos os que conseguem. Vimos isso na trilogia Batman: Batman Begins - 2005, Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) - 2008 e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises) - 2012. Já com o Homem-Aranha não foi a mesma coisa, percebemos que o terceiro filme da trilogia, Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3) - 2007 foi o pior deles e por isso resolveram dar um reboot na sequencia. O mesmo aconteceu com Homem de Ferro 3, que é de longe, o pior dos três filmes.


Homem de Ferro 3 se mantem à altura dos anteriores quando falamos de efeitos especiais, cenas de ação e a força para nos prender a atenção. Mas no que diz respeito à história, o roteiro deixa muito a desejar. Aquelas cenas cômicas, e a irreverência de Tony Stark estão bem chatas agora. Ainda adicionaram um drama forçado, em que Stark tem ataques de ansiedade ao lembra-se dos acontecimentos de Nova York, ou seja, a referência aos Vingadores foi passada desse forma, o que ficou horrível. Há também os poderes do exército vilão, que em nenhum momento explica-se como eles explodem e voltam, e como são derrotados, as vezes com um tiro muito forte, as vezes com uma queda grande. A personagem Maya Hansen (Rebecca Hall) não explica ao que veio, poderia ser totalmente cortada.


O que ficou de positivo foi a maior participação de Pepper Potts, secretária e par romântico de Tony Stark. Gwyneth Paltrow pode mostrar um pouco de seu potencial, e dar uma direção melhor para a personagem. Robert Downey Jr. está no modo automático, interpretando bem, mas sem acrescentar nada, e até, como dito anteriormente, com piadinhas sem graça, que deixa as cenas mais chatas do que são. Ben Kingsley fez um trabalho impecável, nos convence do início ao fim, mas a reviravolta que há com seu personagem, eu, particularmente, não gostei.

De qualquer maneira, é um filme divertido, para se ver no cinema, mas acho que a Marvel ainda poderia levar mais a sério seus filmes de super-herói, mesmo sabendo que com a Disney por trás, isso vai ser cada vez mais difícil.

Obs. 1: Há uma cena adicional após os créditos.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

The Beatles Anthology - 1995

Nota: 9.0 / 9.3 (IMDB)
Formato: DVD

Direção: Geoff Wonfor, Bob Smeaton
Produção: Neil Aspinall, Chips Chipperfield
Elenco: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr

Crítica:
The Beatles Anthology foi um projeto documental realizado sobre a maior banda de rock de todos os tempos: The Beatles. Uma série de documentários foi lançado para televisão, e conta com os integrantes remanescentes da banda: Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, que se juntaram em 1994 para gravar entrevistas, que juntadas com velhas entrevistas de John Lennon, contam toda a história do grupo, desde a formação, até o fim da banda. Várias imagens inéditas dos Beatles são mostradas, além de músicas completas em shows.

Como parte do projeto, foram lançados três álbuns duplos, onde incluí algumas músicas inéditas e outras músicas já conhecidas, mas em versões diferentes. Dentre as músicas inéditas, a maioria foi gravada na época que a banda estava junta, mas não haviam sido lançadas. Porém duas músicas foram mixadas especialmente para os álbuns: Free as a Bird e Real Love.

Posteriormente, um livro de mesmo nome foi lançado, contemplando as entrevistas e imagens inéditas.


02/03/2013 - Primeiro Episódio - 13
O primeiro episódio conta infância do quarteto, onde nasceram, quem eram seu pais, onde estudavam e como se conheceram. Além de contextualizar como era a situação cultural e musical de Liverpool na época.

Tem alguns fatos marcantes nesse início. Paul e John se conheceram em um festival, quando Paul viu John apresentando e cantando, logo percebeu que poderia ser o músico que estava procurando para sua banda, logo depois já estavam tocando juntos. John sugeriu o amigo Geoge, que também integrou à banda. Eram três guitarristas, e o mais interessantes é que fizeram várias apresenteações sem baterista. Na primeira formação, tiveram passagens rápidas pela banda: Stuart Sutcliffe (baixista) e Pete Best (baterista). Stuart não fez muitos shows, não era bom músico, assim Paul assumiu o baixo. Pete participou mais, mas nas primeiras gravações do primeiro disco foi substituido por Ringo, que já havia tocado várias vezes com os Beatles.

Os Beatles eram de Liverpool, mas o destaque inicial foi dado em Hamburgo (Alemanha), tocando em vários pubs. O sucesso os trouxe de volta pra casa, e seus shows passaram a ser requisitados em Liverpool, principalmente no Cavern Club, onde tocaram dezenas de vezes.

O episódio termina com as primeiras sessões para gravação do primeiro disco. Love Me Do havia alcançado os primeiros lugares nas rádios e revistas especializadas.



15/03/2013 – Segundo Episódio - 15
O segundo episódio conta o início da ascensão dos Beatles, e termina com o desembarque, pela primeira vez, nos EUA.

Com o sucesso espontâneo de Love Me Do e o primeiro disco Please Please Me, os Beatles saíram para turnês intermináveis pela Europa, tudo dentro de uma vã, parecendo uma Kombi. Contam que em uma das viagens o vidro a vã quebrou, estava muito frio, eles se amontoaram um em cima do outro, e o primeiro de cima tinha direito a tomar doses de uísque, mas ainda assim tinham que revezar.

Mostra também as primeiras experiências com a fama, não podiam mais sair para qualquer lugar, seus shows passaram a ser só gritaria, as mulheres ficavam histéricas. Mais interessantes foram os shows realizados na França, em que o público, diferentemente dos outros países, era predominantemente de homens. Em certos momentos chegaram a pensar que se tratava de gays.

Durante esses shows, eles foram batendo recordes e suas músicas ficando sempre em primeiro lugar nas rádios inglesas e européias, chegaram a colocar quatro músicas em primeiro lugar. Mas nos EUA ainda não haviam emplacado nenhuma delas. O empresário da banda, Brian Epstein, tentou de todas as formas colocar uma de suas músicas nas paradas estadunidense, mas nenhuma das que chegaram em primeiro lugar na Inglaterra, conseguiu emplacar nos EUA. Esse era o medo em fazer uma turnê por lá, mas como sabemos isso foi questão de tempo. A turnê foi agendada e coincidentemente nos dias que antecederam a viagem, eles conseguiram o primeiro lugar, que foi essencial para o sucesso dos Beatles no novo mundo.

A segunda parte termina com os Beatles desembarcando no aeroporto Internacional John F. Kennedy com uma multidão esperando por eles.



30/04/2013 – Terceiro Episódio - 21
O terceiro episódio conta como foi a turnê dos Beatles pelos EUA e depois pelo mundo. Os Beatles desembarcam no aeroporto J.F. Kennedy em meio a uma multidão e são levados para o hotel, onde tudo está preparado para uma coletiva. Interessante é que são feitas perguntas ridículas, como: “vocês usam perucas?”. Eles eram metidos a comediantes, todas as perguntas, idiotas ou não, eram respondidas de forma engraçada, ou fazendo uma piada.

A primeira apresentação aconteceu no Ed Sullivan Show, no dia em que se registrou a maior audiência já registrada nos EUA. Dizem que nos minutos em que os Beatles se apresentavam, não foram registrados nenhuma ocorrência policial nos EUA.

Eles conseguiram colocar várias músicas nos primeiros lugares das rádios estadunidenses, seus shows ficavam lotados, era quase impossível ouvir suas músicas pelo barulho e gritaria de suas fãs.

Ao voltar para Inglaterra, foram recebidos da mesma forma que nos EUA, milhares de pessoas foram ao aeroporto para recepcioná-los. Mas logo continuaram com a turnê mundial, e é nesses shows que aconteceu um dos fatos que poucos sabem, a formação da banda foi alterada. Ringo precisou fazer uma cirurgia para retirada das amídalas, e não compareceu aos shows em Amsterdã e Hong Kong, foi substituído por Jimmy Nicol, um ótimo baterista de Londres. Inicialmente George não queria seguir com a turnê: “Se o Ringo não fizer parte do grupo, não são os Beatles. Não entendo por que devemos ir nessa turnê”. Brian Epstein e George Martin tiveram que convencê-lo de que a turnê deveria prosseguir. Na Austrália Ringo voltou para ao grupo. Ao fim da turnê, o grupo volta para Liverpool, sua terra natal.

Nessa mesma época os Beatles realizaram seu primeiro longa metragem, seguindo a onda de filmes dos rock stars estadunidenses, em que o principal deles é Elvis Presley. O primeiro filme é A Hard Days Night, lançando juntamente com o disco de mesmo nome.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Detona Ralph (Wreck-It Ralph) - 2012

13/04/2013
Nota: 7.5 / 7.9 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Rich Moore
Roteiro: Clark Spencer
Vozes: John C. Reilly, Sarah Silverman, Jack McBrayer, Jane Lynch, Alan Tudyk, Mindy Kaling, Ed O'Neill, Dennis Haysbert, Edie McClurg, Rachael Harris, Adam Carolla, Horatio Sanz

Crítica:
Ainda não consegui entender o porquê do filme Valente (Brave) - 2012 ter vencido o Oscar 2013 na categoria Melhor Animação. A história de Detona Ralph não tem nada de novo, mas ainda assim, é muito mais consistente e cativante do que a de Valente. Qualquer comparação que se faça, Valente só venceria no quesito visual da computação gráfica, o restante perderia de muito.

A premissa do roteiro de Detona Ralph é a mesma de Toy Story - 1995, procura dar vida às coisas que fazem parte da diversão de crianças. Um dá vida aos brinquedos e bonecos, na maioria deles nostálgicos, o outro dá vida aos personagens dos jogos eletrônicos, alguns deles dos primórdios dos videos games. Nos dois casos, por se tratarem de personagens antigos, fez aproximar o público adulto da história, sem tirar a essência para o público infantil.


[SPOILER...] A história se inicia com a apresentação do personagem principal: Ralph. Ele é o vilão de um dos jogos mais antigos do fliperama, “Conserta Felix”, que está para completar 30 anos de funcionamento. É um jogo bem semelhante aos jogos de Atari, o objetivo é que Felix escale um prédio para consertar os estragos que Ralph faz, e ao final de cada fase, Ralph é jogado de cima do prédio. [FIM SPOILER]

Dentro dessa contextualização poderemos ver personagens de outros games, como: Pac man e seus fantasmas; Bowser, vilão do Super Mário; Ken, Ryu, M. Bison e Zangief do Street Fighter; entre outros. Apesar de rápidas, essas cenas nos traz boa nostalgia. Zangief aparece em uma sessão de autoajuda para vilões, Ryu está em um bar tomando cerveja. Também podemos perceber que para cada tipo e época do jogo, sua apresentação muda, para os mais antigos, os  movimentos são quadro a quadro e são desenhados com se tivessem grandes pixels. Isso mostra a ótima representação e caracterização dos games conhecidos.

Bem interessante foi a forma como acharam para fazer a ligação entre os jogos. Como as máquinas estavam todas em um fliperama, os cabos de energia funcionam como linhas de trens, o padrão elétrico com uma estação, e a energia elétrica como o próprio trem. Genial!


[SPOILER...] Voltando à história, Ralph está cansado de ser o cara mau, e para provar que pode ser um herói, pretende ganhar uma medalha que somente os heróis ganham. Assim, começa a invadir outros jogos para derrotar inimigos. Numa dessas investidas, consegue uma medalha, mas a perde dentro o jogo “Sugar Rush”, onde conhece a pequena Vanellope, que é considerada um bug dentro do seu jogo, por isso, é proibida de competir nas corridas pelo maldoso rei Candy. Agora Ralph tem que recuperar sua medalha e ajudar Vanellope a competir e vencer uma corrida. [FIM SPOILER]

Desse ponto em diante, as referências visuais acabam e passam a ser mais discretas, com algumas trilhas sonoras conhecidas, e outros detalhes mais discretos.

Como descrevi, a história central não tem nada haver com as referências aos outros jogos, o roteiro foi bem escrito, trazendo uma história original e concisa. Pra mim, superou de longe os últimos filmes da Disney/Pixar.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Valente (Brave) - 2012

10/04/2013 - 19
Nota: 6.5 / 7.5 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Mark Andrews, Brenda Chapman, Steve Purcell
Roteiro: Brenda Chapman, Irene Mecchi
Vozes: Kelly Macdonald, Billy Connolly, Emma Thompson, Craig Ferguson, Julie Walters, Robbie Coltrane, Kevin McKidd, John Ratzenberger

Crítica:
A Pixar conseguiu criar uma reputação incontestável na produção de animações cinematográficas. Valente (Brave) - 2012 é seu 13º longa metragem, com os 11 primeiros bastante aclamados pela crítica. Em seu 12º filme, Carros 2 (Cars 2) – 2011, aconteceram incisivamente, as primeiras críticas negativas, foi um filme feito com características que a Disney coloca nas sequências de suas animações:  filmes realizados pensando apenas financeiramente, os famosos “caça nickels”, aproveitando-se do grande sucesso do primeiro.

Valente não é uma sequência, mas veio com a pressão de fazer a Pixar voltar a realizar uma animação com a mesma qualidade dos primeiros filmes. [SPOILER...] Seu enredo conta a história da primeira princesa da Pixar, Merida, que vive nas montanhosas das terras altas da Escócia. Desde sua infância, Merida demonstra não ser uma princesa tradicional, tanto que em seu aniversário, ainda na infância, seu pai lhe dá um arco e flecha de presente, isso só a faz buscar cada vez mais atividades de meninos, andando de cavalo, treinando tiro ao alvo com flechas etc. Enquanto sua mãe tenta de qualquer maneira transformá-la em uma princesa tradicional, com modos refinados e todas as formalidades de seus antepassados.


Quando ela atinge certa idade, sua mãe a oferece para os pretendentes de cada um das três tribos do reinado. Os candidatos, filhos primogênitos dos chefes das tribos, terão que passar por uma olimpíada para saber quem será o futuro marido de Merida. Propositalmente ela escolhe arco e flecha para a competição. E depois dos três candidatos acertarem o alvo, e um deles, sem querer, acertar o centro, Merida candidata-se para ganhar a sua própria mão. Super treinada, acerta todos os alvos com perfeição, causando revolta à sua mãe.

As duas brigam e Merida corre para a floresta, onde encontrar uma bruxa, que lhe dá um feitiço para fazer a sua mãe mudar de ideia e não forçá-la a casar. Então, Merida oferece um bolo enfeitiçado à sua mãe, e a transforma em um urso.

A história segue com Merida tentando esconder sua mãe urso de seu pai, ao mesmo tempo em que tenta descobrir como quebrar o feitiço. Ao final Merida consegue desfazer o feitiço, as duas se entendem e Merida não é mais obrigada a se casar. [FIM SPOILER]


A história é bem fraca, principalmente a partir da segunda metade, pois a premissa inicial nos deixa com grande expectativa, uma menina que busca de todas as forma seus direitos de liberdade, com a mesma autonomia que fizeram as revoluções feministas. Poderiam transformá-la numa guerreira, ou algo do gênero,  quebrando totalmente as barreiras das tradições da época. Tinha potencial para ser uma história muito melhor e completamente diferente.

Mas partiram para um tema bastante utilizado pelo cinema, o conflito entre pais e filhos. Alguns exemplos são: A Árvore da Vida (The Tree of Life) - 2011, Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right) - (2010), Os Descendentes (The Descendants) - 2011. A adolescência é uma fase de conflitos que todos os seres humanos passam. É a transição da infância para a fase adulta, onde achamos que sabemos tudo, que somos dono do mundo, mas na verdade ainda estamos engatinhando e conhecendo as responsabilidades que implica se tornar adulto. Os pais tem insegurança de soltar os filhos, de deixá-los ir para a vida, e os filhos querem liberdade total, fazer o que quiserem, mas na maioria das vezes, são atitudes inconsequentes.

Hoje percebemos que a fase adolescente está se prolongando, com os pais segurando os filhos dentro de casa, não os deixando ter suas responsabilidades. Ao mesmo tempo, os adulto-adolescentes não querem assumir responsabilidades alguma, continuam na comodidade da casa dos pais, onde não precisam fazer nada, e muito menos pagar alguma conta, nem mesmo as suas. Essa é uma realidade bastante presente no meio em que vivo. Isso é muito triste, "são os filhos de papai", "criados com vó".


Ainda assim, o ponto forte da Pixar ganha bastante destaque, a tecnologia da computação gráfica está cada vez melhor. Os cabelos cacheados de Merida é algo impressionante, tanto na realidade, quanto na textura, os fios de cabelo são independentes. Havia assistido várias animações em que os cabelos são bem feitos, mas nesse, eles chegaram à perfeição.

Acredito que a Pixar ainda tem um grande potencial para voltar a fazer seus excelentes filmes. Algumas sequenciam estão por vir: Universidade Monstros (Monsters University) - 2013 e Procurando Dory (Finding Dory) - 2015. E mais um original: The Good Dinosaur - 2014. Tenho grande expectativa no Universidade Monstros, pois considero seu antecessor, Monstros S.A. (Monsters, Inc.) - 2001, o melhor filme da Pixar.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

As Aventuras de Pi (Life of Pi) - 2012

31/03/2013 - 18
Nota: 8.0 / 8.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Ang Lee
Roteiro: David Magee
Elenco: Suraj Sharma (Piscine Molitor "Pi" Patel), Irrfan Khan (Pi adulto), Tabu (Gita Patel, mãe de Pi), Adil Hussain (Pai de Pi), Vibish Sivakumar (Ravi Patel, irmão de Pi), Gérard Depardieu (O cozinheiro), Po-Chieh Wang (O Marinheiro), Andrea Di Stefano (O Padre), Rafe Spall (O Escritor), Shravanthi Sainath (Anandi, namorada adolescente Pi), Andrea Di Stefano (o Sacerdote)

Crítica:
As Aventuras de Pi é um filme baseado no romance escrito por Yann Martel. A história é narrada pelo personagem Pi, que conta sua jornada de sobrevivência a um naufrágio. De origem indiana, a família de Pi é obrigada a se mudar para o Canadá, levando consigo todos os seus pertences, inclusivo os animais do zoológico que são donos em Pondicherry, Índia.

[SPOILERS...] Viajando a bordo de um enorme cargueiro japonês, Pi e sua família: pai, mãe e irmão; são pegos de surpresa em meio a uma tempestade, a qual causa o naufrágio do navio. Pi, que estava na proa do navio, consegue entrar em um dos barcos salva vidas, quando uma zebra pula dentro do barco, jogando-os direto ao mar.


Ao acordar no dia seguinte, já sem a tempestade, percebe que não há mais sinal do navio, e que ainda se encontra em companhia da zebra, mas logo vê que a tripulação do barco é muito maior: uma macaca, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker. Nesse contexto, Pi vê de perto o que é o instinto de sobrevivência animal e a lei do mais forte, logo está apenas em companhia de Richard Parker. [FIM SPOILERS]

Desse momento em diante, Pi passa os dias lutando para sobreviver, e ainda conviver com Richard Parker. Numa analogia, podemos perceber algumas semelhanças com o filme Náufrago (Cast Away) - 2000. O tigre tem o mesmo sentido que Wilson, serve como distração e psicologicamente não o deixa sucumbir para a morte. Além disso, trouxe-me lembranças dos programas do canal fechado Discovery: Eu Sobrevivi e À Prova de Tudo. O primeiro conta histórias de pessoas que sobreviveram a desastres ou fatalidades, que nem todos que estavam junto viveram para contá-las; o segundo é sobre o aventureiro Bear Grylls, que procura mostrar técnicas de sobrevivências em casos extremos. Em vários de seus programas Grylls diz que: "em casos extremos, só sobrevive quem está disposto a sobreviver". E no filme percebemos isso claramente, Pi a todo momento faz de tudo para sobreviver, até as adversidades, que poderíamos dizer, fictícias, ele consegue vencer.


Mas a principal mensagem do filme está na religião para as religiões e na crença em Deus. Ainda menino, Pi busca em várias doutrinas religiosas explicações para o mundo em que vive, assim, acaba por buscar apenas as coisas boas e verdadeiras de cada uma delas. São nessas crenças e fé que Pi se agarra nos momentos mais difíceis de sua jornada, isso demonstra para o incrédulos, céticos ou ateus, que Deus aparece sempre nos momentos difíceis, não porque ele exista, mas sim, por ser nesses mementos onde é difícil enxergar na razão, uma solução para a situação, ou seja, sempre quando nos depararmos com a morte, buscaremos no fundo das consciência, a resposta na fé e em Deus, pois esse é o ponto fraca da ciência e é onde as religiões se amparam. E tudo isso está relacionado com o medo da morte.

Pela história simples e por mexer com um tema tão polêmico: a religião, sem entrar nos méritos de cada uma delas, As Aventuras de Pi mereceu sua indicação ao Oscar na categoria de melhor filme. Além disso, houve as indicações técnicas, que é outro ponto forte do filme, os efeitos especiais é algo inexplicável, algo no nível de Avatar - 2009. O tigre de bengala foi todo feito com computação gráfica, quem não sabe disso, nem percebe, acha que ele é real. A fotografia também tem grande destaque, há imagens de beleza indescritíveis, principalmente quando anoitece, e os raios da lua ganham destaque.


O diretor Ang Lee entrou para lista dos poucos que ganharam dois Oscars na categoria melhor diretor, mas esse prêmio eu discordo um pouco, apesar desse filme ter sido muito bem dirigido. Há outros que merecem maior destaque, digo isso sem assistir a todos indicados, e meus destaques vão para dois diretores que nem foram indicados: Quentin Tarantino, com Django Livre (Django Unchained) - 2012; e Ben Affleck, com Argo - 2012. O que Tarantino vem fazendo pelo cinema é algo admirável, sua filmografia é invejável, mas ainda não ganhou um Oscar por melhor direção, inexplicável! Para Aflleck, consigo me contentar, é um jovem diretor que ainda tem muita coisa para mostra, mas seu Oscar está bem próximo.

Em resumo, As Aventuras de Pi é um ótimo filme, encantador, que nos faz repensar alguns valores de nossa vida, principalmente os religiosos e da fé. Vale a pena assistir.