terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A Viagem (Cloud Atlas) - 2012


11/01/2013 - 5
Nota: 7.5 / 8.0 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Lana Wachowski, Tom Tykwer, Andy Wachowski
Elenco: Tom Hanks, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo Weaving, Jim Sturgess, Doona Bae, Ben Whishaw, James D'Arcy, Zhou Xun, Keith David, Susan Sarandon, Hugh Grant

Crítica:
Bastante criticado, A Viagem, tenta ser um épico da ficção filosófica e religiosa. Os irmãos Wachowski colocaram em seis histórias diferentes, a filosofia que envolve a vida. As histórias aparentemente são distintas, mas aos poucos e sutilmente vão se conectando e procuram mostrar que sempre haverá vidas conflitantes dentro das sociedades.

[SPOILER] Tudo começa com um velho ancião contando sua história de vida, e logo nos vemos acompanhando um advogado no século XIX, que sai em uma viagem para encontrar escravos, mas acaba por salvar um. Dentro desse contexto, nos mostra o quão as pessoas podem ser boas mesmo em situações e época que não era permitido ser bom. Dessa forma, há todo momento, são feitos cortes, passando e mudando entre as histórias. Cortes abruptos ou suaves, e com o tempo, cada vez mais ligando as histórias, seja na fala de um personagem ou no resultado da cena.

Outra história se passa nos anos trinta, e mostra os conflitos das inspirações de um jovem compositor iniciante, Adam Ewing, e a falta de inspiração de um conceituado músico decadente, em busca da cifra perfeita. A junção se pretende a perfeição, mas não é bem isso que acontece. 

Nos anos setenta, uma jornalista investiga uma empresa que projeta um reator nuclear cheio de falhas, onde há uma conspiração por traz do projeto, e por isso, ela é perseguida para ser assassinada.

Nos dias atuais, um velho editor, Timothy Cavendish, se vê rico, após seu escritor matar um crítico e seu livro se tornar um dos mais vendidos do país. Mas ao gastar todo o dinheiro, e não ter mais como arcar com a parte do escritor, se vê perseguido pelos capangas do escritor. Assim, pede ajuda a seu irmão, que o aconselha esconder em hotel, que na verdade era um asilo. Agora, toda essa trama, vira o foco para o plano dos velhinhos fugirem do asilo.

No futuro de 2144, acompanhamos Sonmi-451, uma garçonete que não tem direitos, só deveres. Sua função é apenas fazer o serviço e descansar em sua cama quarto. A única motivação é saber que ao final do contrato de trabalho ela e suas colegas passarão pelo processo de libertação. Mas quando uma de suas colegas se revolta e é morta, Sonmi começa a questionar sobre sua vida, é quando aparece um dos membros da rebelião, Hae-Joo Chang, e a resgata. A proposta dos rebelados seria colocá-la como a porta voz do grupo e fazer um discurso para tentar fazer a população abrir os “olhos”. Para isso, Chang mostra para Sonmi o que era a libertação, chamada de Exaltação. Todas as garçonetes eram clones que ao não servirem mais para o trabalho, eram enfileiradas e assassinadas em cadeiras elétricas futurísticas.

Num futuro ainda mais distante, o mundo chegou ao caos e agora os humanos regrediram, tecnologicamente, e voltaram a viver em tribos. Zachry é um dos líderes de uma das tribos, que vivem em conflito, uns matando os outros. A situação muda quando Meronym aparece, uma remanescente do mundo tecnológico, pedindo ajuda para chegar ao topo das montanhas. Em princípio Zchary resiste, mas após sua sobrinha ser salva Meronym, ele decide ajudá-la. No topo da montanha Zchary se dentro de uma estação de comunicação entre os que estão na Terra e os que foram refugiados para uma nave, e ainda vivem com tecnologias. Além disso, descobre que Sonmi era apenas uma mulher comum, que liderou, lutou e representou a revolução. Ao voltar, descobre que todos estão de sua tribo foram mortos pela tribo rival, salvando apenas sua sobrinha. Os três fogem e são resgatados pela nave da comunidade de Meronym.


Todas as histórias estão interligadas, mas não é fácil pegar todas as ligações. Percebi que quanto mais se passava, mais conectado ficava. As falas de um personagem serviam exatamente para a próxima cena de outra história. Alguns personagens existiam em mais de uma história, como Sonmi. Objetos encontrados no passado são vistos no futuro de alguma forma. Além disso, o que fez muito sentido foi o uso dos mesmos atores nas seis histórias, eles tem uma conectividade entre as histórias, mesmo com papeis diferentes. Seus comportamentos vão passando por fases, melhorando ou piorando.  Para isso, foi utilizada bastante maquiagem, que variou de excelente, a ponto de não reconhecermos o ator por traz dela, até horrível, de percebermos a utilização de máscaras.

Os atores tiveram boas atuações, principalmente por fazer papeis bastante diferentes dentro as histórias, mas em vários momentos nem percebemos quem é o ator por traz da maquiagem, e quando isso acontece, é porque ele está atuando muito bem. Tom Hanks dispensa comentários, é um grande ator, consegue fazer qualquer tipo de papel, e nesse filme não foi diferente.

Os irmãos Wachowski entram bastante dentro de conceitos religiosos. O principal deles é a personagem Sonmi, que participa de duas histórias, e é uma analogia direta à Jesus Cristo, e nesse caso faz uma dura crítica e até polêmica para as religiões de hoje. Acho realmente que Cristo poderia ter sido apenas um símbolo de uma revolução. 

A fonte principal de todas as histórias é a vida, de como os seres humanos são capazes de fazer o bem e mal, e mostra que isso sempre vai existir, e ainda assim vamos sobreviver a tudo e a todos. Além disso, mostra como cada uma de nossas atitudes podem trazer efeitos, bons ou ruins, por décadas, às vezes até para sempre.

Apesar de ser um filme longo, para alguns, cansativo, assistirei de novo, pois são tantas as ligações e detalhes, que a segunda vez poderei perceber mais as sub mensagens de cada história.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

As Coisas Impossíveis do Amor (The Other Woman / Love and Other Impossible Pursuits) - 2009


06/01/2013 - 4
Nota: 7.5 / 6.3 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Don Roos
Elenco: Natalie Portman, Lisa Kudrow, Scott Cohen, Charlie Tahan, Lauren Ambrose, Kendra Kassebaum, Daisy Tahan, Anthony Rapp, Elizabeth Marvel, Debra Monk, Maria Dizzia

Crítica:
As Coisas Impossíveis do Amor nos leva para um drama que acontece com várias mulheres e famílias. A base da história é a infelicidade de se perder um filho recém-nascido, no caso, mas o mais comum é perdê-los ainda na gravidez. A morte súbita infantil normalmente acontece nas primeiras horas de vida, é raro e não há explicações para conseguir preveni-la, simplesmente acontece.

O enredo mostra uma jovem mulher, Emilia Greenleaf, que se envolve com um colega de trabalho, Jack Woolf, casado, e acaba engravidando. Com o casamento para ruir, Jack decide pelo divórcio e um novo casamento com Emilia, que será mãe de sua filha, Isabel.

O filme mostra os fatos com momentos do passado, nos colocando a par das informações na medida em que são necessárias para completar o presente.

Isabel morre nos primeiros dias de vida, deixando Emilia extremamente depressiva, e fazendo a família desestabilizar. Para piorar, sua relação com o filho de Jack não vai bem, sempre o menino diz algo sobre a irmã, torna-se um ataque à Emilia. Além disso, a ex-esposa de Jack também não contribui para que as relações sejam boas.


Tudo ocorre de forma bem triste, até que Emilia [SPOILER] confessa à Jack o que realmente aconteceu com Isabel para que ela se sinta tão culpada. Isabel morreu em seus braços, após as duas adormecerem, por isso, supostamente, ela morreu sufocada em seu peito. Isso provoca a separação do casal, mas Jack pede a sua ex-esposa, que é médica pediatra, para estudar o caso e confirmar, pela autópsia, se Isabel realmente morreu sufocada. Assim, sua ex-esposa chama Emilia para conversar, e diz que é impossível cientificamente ela ter matado a própria filha, as causas da morte não mostravam isso. Emilia tira um peso das costas, e vai atrás de Jack para tentar a reconciliação, que a corta de imediato, mas, ainda assim, o filme termina com Jack dando a entender que a reconciliação será possível.

Apesar de não ser uma história real, é muito semelhante à vida real, por isso a considero muito boa. Para trazer realidade à ficção é necessário que os atores atuem de forma convincente, e foi o que aconteceu, principalmente Natalie Portman, a todo o momento vemos a tristeza em seus olhos. Charlie Tahan, que faz o filho de Jack, também se destaca, pois faz uma criança mimada, e seu entendimento sobre a morte da irmã é característico de uma criança, ele demonstra o sofrimento da situação, e consegue nos passar a real reação de um menino na sua idade.

Gosto de filmes que retratam o drama real que várias pessoas passam ou podem passar, isso nos faz refletir sobre a vida, e sobre nossas reações em determinadas situações extremas. Como precisamos estar preparados para as tristezas da vida, pois em determinadas situações poderemos perder o controle, e não ter forças para superá-las. Por isso, temos que, muitas vezes, deixar as emoções de lado e voltar-se para a razão, e superar momentos depressivos da vida.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Amor e Outras Drogas (Love and Other Drugs) - 2010


06/01/2013 - 3
Nota: 7.5 / 6.6 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Edward Zwick
Elenco: Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Josh Gad, Judy Greer, Gabriel Macht, Oliver Platt, Hank Azaria, George Segal, Jill Clayburgh, Katheryn Winnick, Jaimie Alexander, Nikki DeLoach

Crítica:
Pelo título, temos a tendência de acreditar ser mais uma comédia romântica. Tem partes engraçadas e o romance, mas o filme é um drama, onde a personagem principal tenta conviver com uma doença degenerativa.

A história começa com Jamie Randall, um daquelas caras que curtem a vida ao máximo, seduzindo todas as mulheres que passam por seu caminho, até encontra e se apaixonar por Maggie Murdock. Maggie é uma jovem de 26 anos que convive com uma terrível doença, o mal de Parkinson. Uma doença que atingem normalmente velhos, mas pode acontecer em pessoas mais jovens. Os dois começam um romance, mas Maggie não se entrega aos seus namorados, por saber que um vínculo maior e mais longo trará sofrimentos, também, ao parceiro. Por isso, ela decide terminar com Randall, mesmo estando apaixonada por ele. Após uns tempos separados, Randall dedica à sua carreira e consegue uma promoção, mas com a condição de mudar para Chicago. Ao preparar para mudança, ele descobre que não conseguirá viver sem Maggie, e vai atrás para resolver de vez o relacionamento e convencê-la de que será possível os dois ficarem juntos. Ele a convence, desiste de Chicago e tudo termina como sempre gostamos: juntos e felizes.


O filme trata de uma doença que não tem cura e que os problemas causados por ela, afeta não só o doente, mas todas as pessoas queridas que estejam em volta. Com o tempo a pessoa fica totalmente dependente, causando sofrimento de todos. Podemos perceber que o filme tenta tratar o assunto da melhor forma possível e dá exemplo para as pessoas que tem a doença, de sempre tentar superar e conviver feliz, mesmo que seja difícil. Particularmente, me mostrou o quanto sou privilegiado, por ter uma boa saúde e todos os meus familiares também. Tenho que celebrar isso todos os dias, e ao mesmo tempo ter em mente que esse tipo coisa pode acontecer com qualquer um, há qualquer momento, e temos que estar preparados para quando acontecer. O filme é uma lição de vida, por isso vale a pena assisti-lo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sombras da Noite (Dark Shadows) - 2012


01/01/2013 - 1
Nota: 6.5 / 6.3 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Jonny Lee Miller, Jackie Earle Haley, Eva Green, Bella Heathcote, Gulliver McGrath, Chloe Grace Moretz, Thomas McDonell, Ray Shirley, Christopher Lee, Alice Cooper, Ivan Kaye, Susanna Cappellaro, Raffey Cassidy

Crítica
Sombras da Noite é mais um filme que conta com a parceria entre Jonhnny Depp e Tim Burton. Sempre que Burton trabalha com personagens excêntricos, Deep aparece, trazendo suas multifacetas para compor essas figuras.

[SPOILERS] A história é centrada em Barnabes da família Collins. Tudo começa quando uma bruxa, Angelique Bouchard, apaixonada por Barnabes, resolve amaldiçoá-lo por não conseguir seduzi-lo. Mata sua pretendente e o transforma num vampiro, aprisionando-o em um caixão, que só é encontrado, por 120 anos depois,  com as escavações de uma empreiteira. Ao sair do sono, descobre que tudo mudou e sua mansão agora é ocupada por remanescentes de sua família. Tentando se adaptar às modernidades, e convivendo com seus novos parentes, Barnabes se apaixona novamente, Victoria Winters, a governanta da mansão. Mas logo Angelique aparece, dona de um dos maiores empreendimentos da região, ela volta para atormentar Barnabes, e terminar sua maldição.


Dessa vez Burton deixou a desejar, o princípio da história é convincente, mostra os personagens com características bem definidas. Mas a segunda metade ficou sem enredo Barnabes não tem objetivos, Angelique é uma vilã sem muitas aspirações, quer somente o amor de Barnabes, mas desde o início sabemos que não vai corresponder. Por isso, acho que o roteiro poderia ser mais elaborado, a trama mais convincente e a vilã mais cruel, afinal de contas, ela é uma bruxa.

A atuação de Johnny, como sempre, foi perfeita. É o “camaleão” do cinema, suas atuações são sempre surpreendentes e originais.

Gosto dessa parceria e sempre vou assistir aos filmes de Tim Burton e Johnny Depp, mesmo sabendo que nem todos serão excelentes.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Minha Estatística de Filmes Assistidos - 2012

Caros leitores,

Estas são minhas estatísticas. Vou disponibilizá-las no início de cada ano.

ANO
TOTAL DE FILMES
TOTAL NO CINEMA
NÚMERO DE DIAS
2003
56
13
192
2004
194
65
365
2005
198
74
365
2006
187
56
365
2007
178
33
365
2008
109
26
365
2009
108
23
365
2010
120
35
365
2011
78
5
365
2012
80
10
365




TOTAL
1308
340
2747
MÉDIA POR DIA
0.38
0.10
348
MÉDIA ANUAL
137
36


Conclusões:

1- Desde de julho de 2003 assisti  1308.
2- Em média, assisto 137 filmes por ano.
3- Em média, assisto 1 filme a cada 3 dias, 10 filmes por mês.
4- Em média, vou ao cinema  36 vezes por ano.
5- Em média, vou ao cinema a cada 10 dias, 3 vezes por mês.
6- Em 2005 assisti 198 filmes, isso dá 1 filme a cada 2 dias.
7- Em 2005 fui ao cinema 74 vezes, isso dá 1 filme a cada 5 dias. Assim, fui ao cinema 6 vezes por mês.

Pelas minhas notas, os melhores filmes que assisti em 2012 foram:

10.0 - Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) - 2008
10.0 - Batman Begins - 2005
9.5 - Marilyn Monroe - O Fim dos Dias (Marilyn Monroe: The Final Days) - 2001
9.0 - Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises) - 2012
9.0 - Distrito 9 (District 9) - 2011
9.0 - O Artista (The Artist) - 2011
9.0 - J. Edgar - 2011

Não Sei Como Ela Consegue (I Don´t Know How She Does It) - 2011


30/12/2012
Nota: 7.0 / 4.5 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Douglas McGrath
Elenco: Sarah Jessica Parker, Pierce Brosnan, Greg Kinnear, Christina Hendricks e Kelsey Grammer

Crítica:
Não Sei Como Ela Consegue é um drama com tendências à comédia, sobre uma mãe de família dos novos tempos: tecnológico, consumista e principalmente capitalista.

Kate Reddy é uma mulher independente, feliz no casamento, com duas filhas e um marido que ajuda bastante em casa. Mas como a maioria das mulheres de hoje, trabalha bastante, e é consumida pelo trabalho, não tem tempo para dedicar às filhas e ao marido, mesmo fazendo de tudo para dá-los atenção sempre que há tempo.

[SPOILERS] No trabalho ela está prestes a fechar um grande negócio para sua empresa, e faz de tudo para não deixar seu colega aproveitador, tirar vantagens do seu trabalho. E sempre que está de folga com a família, o telefone toca, ela acaba atendendo e larga-os para ir trabalhar. Com muito trabalho e dedicação, consegue fechar o negócio para a empresa, com isso, seu gerente, com novos projetos em pauta, também de alta importância, pretende indicá-la para uma viagem, bem no fim de semana, mas ela se recusa a viajar para ficar com a família, e seu gerente acata seu pedido, desde que ela vá na segunda-feira. Assim, ela consegue montar o boneco de neve que havia prometido para filha e passa o final de semana em família.

Aparentemente a história é boba e comum, pois retrata uma mãe comum dos dias de hoje. Mas é aquela mãe que trabalha, cuidado dos filhos quando não está trabalhando e ainda dá “assistência” ao marido. A verdadeira mão consumida pelo capitalismo, onde o trabalho está acima de tudo. Mas ao mesmo tempo, não são aquelas madames que colocam o filho na escola só para ir à academia. Por isso, a história consegue nos cativar, pois é exatamente o que a maioria das mulheres da classe média vivencia hoje. Podemos perceber que não é fácil, que a vida com filhos é muito mais complicada do que sem eles. E que as mulheres estão sobrecarregadas, e os homens, por incrível que pareça, fazem de tudo para se adaptar e fazer esse estilo de vida dar certo, passando a ajudar mais com os filhos e muitas vezes fazendo o papel que antigamente era destinado às mães. Tudo isso devido à necessidade que a sociedade nos impõe, de ter mais dinheiro, para comprar mais bens, para mostrar que temos um bom poder aquisitivo. Fazendo com que as mães deixem de serem donas de casa e educadores dos filhos. Hoje somos quase que obrigados a essa vida e acabamos, inconscientemente, achando melhor.

É um bom filme para quem pretende ser ou já é mãe, pois é a realidade que vão encontrar nos dias de hoje. A história por trás do drama não é tão boa, quanto a mensagem que ela tenta nos passar. Temos é que valorizar, cada dia mais, as mães de hoje.

O Enigma de Outro Mundo (The Thing) - 1982


25/12/2012
Nota: 7.0 / 8.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: John Carpenter
Elenco: Kurt Russell, A. Wilford Brimley, Keith David, T. K. Carter, David Clennon, Richard Dysart, Charles Hallahan, Peter Maloney, Richard Masur, Donald Moffat, Joel Polis, Thomas G. Waites

Crítica:
Terror recentemente refilmado, no Brasil o título ficou A Coisa. Por isso decidi assisti-lo, antes de ver a refilmagem. Além disso, a nota no IMDB é bem melhor do que o novo.

[SPOILERS] A história se passa num estão científica na Antártida, com uma equipe composta por: médico, policial, engenheiros e cientistas. Eles se assustam com um helicóptero sobrevoando a estação, e percebem que um homem persegue um cão de trenó, ele está enlouquecido, atira em direção ao cão, mesmo com todos da estão à sua frente, e acaba acertando um dos cientistas. Assim, o policial, Garry, atira e mata o invasor. Eles descobrem que se trata de um norueguês, e partem para sua estação, a fim de descobrir o que aconteceu. Chegando lá, MacReady e o médico, Dr. Copper, descobrem que não há ninguém vivo, apenas destroços de um ser, aparentemente humano, queimado. Eles levam-no para uma autópsia.

Poucas horas depois, o cão se transforma numa espécie de polvo, rasgando a pele do animal, transformando-a em tentáculos, a forma ainda é de um cão, mas todo sem pele e ensanguentado. Eles ensinaram o cão e ao estudá-lo descobrem que é uma forma alienígena com poderes e absorver a forma de seu hospedeiro.

Assim, todos ficam desconfiados uns com os outros. E aos poucos vão descobrindo quem está com o alienígena e em processo de assimilação. Vão se eliminando, e o conflito e terror está não contrair o alien e matar quem está infectado. Até que MacReady toma a decisão de explodir toda a estação, ficando vivo junto com Childs, o mecânico. Mas o final deixam dúvidas de que o alien foi realmente eliminado.

É um bom terror, no estilo Alien, o Oitavo Passageiro (1979). Como o filme é de 1982, os efeitos estão um pouco defasados, mas ainda assim, o suspense é muito bem feito, e em vários momentos causa sustos e bastante apreensão. O filme não exigiu muito, mas Kurt Russell fez uma boa atuação. O roteiro ficou conciso e sem furos, prendendo nossa atenção até o fim, e o mistério de quem pode estar infectado é muito bem feito, em nenhum momento descobrimos antecipadamente que é. Está longe do melhor do gênero, mas é um excelente terror.

Nos próximos dias devo assistir a refilmagem, que tem nota bem inferior a esse. Aguardem os comentários.

Entre Inimigos (Into The White) - 2012


25/12/2012
Nota: 6.5 / 7.0 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Petter Næss
Elenco: Gunner Robert Smith, Josef Auchtor, Karl-Heinz Strunk, Horst Schopis, Richard Thomas

Crítica:
Histórias verídicas sobre guerra são interessantes de saber, seja em por filmes, documentários ou livros. Somente isso me leva assistir a maioria dos filmes de guerra. Essa história conto como dois grupos de sobreviventes de acidentes aéreos conseguem sobreviver juntos, um de alemães, outro de ingleses.

[SPOILERS] O filme começa com três alemães saindo de um avião que acabou de cair na Noruega, o que se vê é apenas um deserto de neve. Ao definirem uma direção, caminham por vários dias, até encontrarem uma casa abandonado, onde fazem de abrigo, na esperança do clima melhorar. Após alguns dias eles escutam vozes, e encontra com outros dois sobreviventes de outro acidente aéreo, mas são os rivais ingleses e estão desarmados. O tenente alemão resolve não matá-los, pois podem ser úteis num ambiente hostil igual estavam. Dentro da casa os alemães declaram os ingleses como prisioneiros e delimitam as regras a serem seguidas. Assim, a história se desenvolve com os cinco convivendo e fazendo de tudo para sobrevir. Vários conflitos acontecem, e quase chega a se matarem, mas ao fim de vários dias eles constroem uma amizade, e passam a viver com maior harmonia. O clima melhora e dois deles, um inglês e um alemão, saem para explorar o local, ver se encontram algum resgate, mas no caminha encontram uma frota do exército inglês, que sem pensar duas vezes, mata o alemão. Chegando à casa, os ingleses fazem os dois alemães de prisioneiros e os dois ingleses voltam para guerra. Ao fim, textualmente, aparece o destino de cada um, sendo curioso que os dois alemães ficaram presos até o fim da guerra. Os dois ingleses voltaram a ser abatidos novamente, e na queda do avião, um deles morre, o outro sobrevive à guerra. Em 1977 o inglês ligou para um dos alemães, e voltaram a se encontrar, agora como amigos.

A história é bem dramática e foge bem dos filmes que guerra que estamos acostuma, pois não há guerra, apenas mostra com os seres humanas são capazes de sobreviver em momentos de extrema dificuldade. E apesar das muitas diferenças, é possível conviver e até construir uma amizade quando o mais importante é a vida.

Para quem gosta do gênero é imperdível. Para quem está procurando um filme de guerra com batalhas e realismo, esse não é o mais indicado. Eu, particularmente, gostei, pelo menos por saber de mais uma história de sobrevivência da segunda guerra.

Poder Sem Limites (Chronicle) - 2012


24/12/2012
Nota: 6.5 / 7.1 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Josh Trank
Elenco: Dane DeHaan, Michael B. Jordan, Alex Russell, Michael Kelly, Ashley Hinshaw, Anna Wood, Bo Petersen

Crítica:
Poder Sem Limites segue a tendência dos filmes de super-heróis. Com a popularização dos quadrinhos no cinema, cada vez mais vemos filmes sendo produzido com esse tema. Dessa vez, o diretor Josh Trank resolveu utilizar a câmera amadora. O uso desse tipo de câmera começou com A Bruxa de Balir (1999) e se popularizou com Cloverfield (2008). Ela simula uma filmagem amadora com se os personagens estivessem sempre com a câmera em mãos, filmando eles próprios. Esse recurso procurar trazer realidade à ficção, e na maioria das vezes funciona com perfeição.

[SPOILERS] A história narra três adolescentes, Andrew, Steve e Matt, que por acaso, ao ter contato com alguma coisa dentro de um buraco, adquirem superpoderes. Movem objetos e pessoas com a força do pensamento, os arremessado com superforça. Aos poucos vão aperfeiçoando os poderes até conseguirem voar.

No início eles usam os superpoderes apenas para brincar e fazer “pegadinhas” com as pessoas. Mudam carro de lugar no estacionamento, arremessam brinquedos dentro de supermercados, entre outros. A coisa fica mais séria quando Andrew usa os poderes para jogar um carro para fora da pista, após o motorista buzinar pedindo passagem. O carro cai em um lago, mas Steve consegue salvar o motorista. Isso causa revolta a Steve  e Matt, e faz com que eles criem regras para utilizar os poderes.

Andrew vem tendo problemas em casa, sua mãe está doente, em fase terminal e seu pai sempre o xinga e espanca, por qualquer motivo, e em desses momentos Andrew usas seus poderes para se defender contra ele, revoltado voa para as nuvens, em meio a uma tempestade, Steve o localiza, e tenta convencê-lo a descer, muitos relâmpagos estão em volta dos dois, quando de repente, um acerta Steve, que morre. Andrew continua com problemas psicológicos, tenta de qualquer maneira encontrar dinheiro para comprar remédios para sua mãe. Ao assaltar uma loja de conveniência, o vendedor reage, no confronto o posto explode, Andrew fica seriamente ferido e é levado para o hospital. É quando seu pai o visita, revoltado, ele destrói a quarto. Matt vê tudo pela TV e vai ao encontro do amigo para tentar acalma-lo, mas chegar ao local descobre que Andrew está totalmente transtornado, os dois lutam, Andrew vai destruindo a cidade, casando várias mortes e feridos, até Matt consegue matá-lo.

A história é levada para questões morais, criticando a sociedade em que vivemos e mostrando como nossos adolescentes são alienados e inconsequentes. É interessante, pois a todo o momento ficamos com esperança deles procurarem fazer o bem. Em nenhum momento passa pela cabeça deles ajudar as pessoas, sempre pensando neles mesmo, e em levar vantagens. Mostra também, como o poder pode ser mortal, se utilizado em momentos de raiva ou de forma equivocada, isso é uma analogia com os poderes que atribuímos aos nossos governantes, ao até mesmo dentro de empresas, com gerente e “chefes” que abusam do poder.
Fiquei surpreendido com filme, pela forma que foi filmado e pelas mensagens que estão por traz da história. Pra mim, valeu a pena assistir, apesar de não ser o melhor dos filmes.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Espelho, Espelho Meu (Mirror Mirror) - 2012


24/12/2012
Nota: 5.5 / 5.5 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Tarsem Singh
Elenco: Julia Roberts, Lily Collins, Armie Hammer, Nathan Lane, Sean Bean, Mare Winningham, Robert Emms, Mark Povinelli, Danny Woodburn, Jordan Prentice, Ronald Lee Clark, Sebastian Saraceno, Martin Klebba, Joe Gnoffo, Bonnie Bentley, Nadia Verrucci

Crítica:
Estamos vivendo uma fase do cinema em que nada se cria, tudo se inspira, ou se baseia. São poucos os filmes que saem com roteiro original. A maioria dos filmes baseados ou inspirados em alguma coisa: fatos reais, quadrinho, livros, refilmagens e chegamos até ao filme que conta a história de como um filme foi realizado, seus bastidores.

Espelho, Espelho meu é mais um filme inspirado/baseado, agora, no conto dos Irmãos Grimm e também no clássico infantil da Disney. Uma satirização do conto A Branca de Neve, com um pouco mais de participação da bruxa.

A introdução é bem legal, resume a história até o ponto em que o filme começa. Conta como Branca de Neve era quando criança, que seu pai, o rei, morre na floresta lutando pelo seu reino e que sua madrasta, a bruxa, torna-se rainha. E assim o filme começa com a bruxa ostentando riqueza e Branca de Neve enclausurada em seu quarto. Tudo corre bem para a bruxa, até eu Branca de Neve resolve investigar o reino e descobre que a cidade está acabada, todos agora estão pobres. Também conhece um príncipe, que sua madrasta deseja para casar-se. Ao descobrir a fuga de Branca de Neve e o desejo do príncipe de conhecê-la, sua madrasta manda matá-la, pois está com receio de perder o reinado. Mas Brighton, o fiel escudeiro da bruxa, não a mata, a deixa na floresta. Assim, Branca de Neve encontra os 7 anões, que a ensina a lutar e utilizar espada. Mas a bruxa descobre que Branca de Neve está viva e manda se dragão para matá-la, e ela descobre não é necessário enfrente o dragão, apenas quebrar o encontrado sobre, e quando o faz, descobre que seu pai não está morto, e sim, sobe efeito de um encantamento. A bruxa volta a ficar velha, Branca de Neve se casa com o príncipe, e o reino volta a ser o que era antes.

Se fosse uma comédia de outras histórias ficaria melhor, mas a história da Branca de Neve merecia um tratamento melhor. Fizeram uma história engraçada, mas poderia ser engraçado, dramático e épico, tinham que ter levado para um lado menos “bobo”, a história é infantil e não “boba”. Tirando esse fato, a comédia tem bons momentos: os anões foram bem retrados e os atores foram ótimos. A ideia das pernas de pau com molas foi genial, uma tirada engraçada e ao mesmo tempo séria e dentro do contexto. A Branca de Neve causa uma estranheza no início, pois suas sobrancelhas focaram exageradas, e nos passa ser uma personagem feia, mas ao longo da projeção a atuação de Lily Collins transforma Branca de Neve em uma pessoa meiga e bonita. A bruxa (Julia Roberts) ficou sensacional, linda como sempre, e bem retrata como uma madrasta má. E o espelho ser realmente um reflexo seu, mas estilizado, foi inteligente.

Vale um bom destaque para os efeitos especiais. Tudo ficou realmente perfeito, as lutas, as paisagens, as tomadas mostrando o reino e principalmente o espelho da bruxa, as entradas no espelho ficaram excelentes.

Considerei uma comédia regular, que pelo enredo, poderia ter se tornado uma aventura espetacular. Existem filmes do gênero bem melhores que esse.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey) - 2012


19/12/2012
Nota: 8.5 / 8.6 (IMDB)
Formato: Cinema 3D

Direção: Peter Jackson
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Graham McTavish, Ken Stott, Andy Serkis, Christopher Lee, Benedict Cumberbatch, Hugo Weaving, James Nesbitt, Orlando Bloom, Evangeline Lilly, Ian Holm, Elijah Wood, Cate Blanchett

Crítica:
O Hobbit – Uma Jornada Inesperada é o filme baseado no livro: O Hobbit de J.R.R. Tolkien. Livro em que a história antecede aos Senhor dos Anéis, e explica um pouco sobre como Bilbo Bolseiro se tornou um Hobbit aventureiro e como conseguiu o Um Anel.

[SPOILER] A história se inicia com o mago Gandalf convidando Bilbo para participar de uma aventura, para recuperar a montanha que os anões moravam, tomada pelo dragão Smaug. Em princípio Bilbo recusa, mas Gandalf marca um jantar na casa de Bilbo, sem que ele saiba, chama todos os 13 anões. A jantar torna-se uma festa, Bilbo fica desesperado, toda a sua dispensa foi esvaziada, mas no final ele resolve participar da aventura.

Durante a jornada enfrentam orcs, lobos, trolls. Em um desses confrontos, fogem para uma caverna, onde aparentemente não havia habitantes, mas logo descobre-se que estão dentro do reino dos Goblins e acabam sendo capturados. Mas com ajuda de Gandalf conseguem escapar e em meia à batalha, Bilbo se perde dentro da caverna. Procurando a saída, encontra uma criatura chamada Smeagol, também conhecido como Gollum, e de forma inesperada encontra o Um Anel (o mesmo que utilizado por Frodo). Mas Smeagol não quer deixá-lo sair, deseja comê-lo, e para conseguir fugir, Bilbo propõe um jogo de adivinhações, em que se ele vencesse, Gollum teria que levá-lo até a saída, e se perdesse, ele poderia devorá-lo. Assim, várias adivinhações foram feitas e Bilbo estava ficando sem inspiração, quando numa jogada trapaceira, pergunta a Gollum o que tem em seu bolso, ele erra todas as respostas, mas após alguns instantes lembra-se do anel perdido e descobre o que Bilbo tinha nos bolsos. Logo, passa a persegui-lo, quando inesperadamente Bilbo cai e o anel entra em seu dedo, imediatamente fica invisível, e com isso, consegue escapar de Smeagol.

Já em campo aberto, Bilbo encontra os anões e Gandalf, mas  logo o grupo se vê perseguido novamente por Orcs, são encurralados na beira de um penhasco, e para fugir sobem nas árvores, mas os lobos as derrubam, ficando apenas na última árvore. Thorin, numa atitude impensada, parte para o confronto contra o líder dos orcs, perde a luta e quando o líder está para matá-lo, Bilbo aparece com a espada Ferroada, e o salva. Todos os anões partem para luta, a derrota é iminente, mas após o chamado de Gandalf, as águias gigantes aparecem para salvá-los. Todos são resgatados e levados para cima de uma colina. O filme termina com todos avistando a montanha dos anões.

Não li o livro, por isso meus comentários sobre a fidelidade da história podem não ser tão relevantes, mas ainda assim vou comentar, pois li o quadrinho, que possuí a maior parte do enredo e poderia até servir de storyboards para Peter Jackson. Tudo que está no quadrinho está no filme, que ainda conta com algumas cenas adicionais, e o máximo que Jackson fez, foi modificá-las um pouco, para dar mais ação e realidade. E isso ajudou bastante, pois a história é um pouco lenta, se igualando ao primeiro dos Senhor dos Anéis.

Vamos aos pontos negativos. Para iniciarmos temos um erro crasso, pensem comigo. O Senhor dos Anéis são divididos em três livros, e foram feitos três filmes, teoricamente um pra cada livro (Peter Jackson misturou as histórias do segundo e terceiro livros). Então por que o Hobbit foi dividido em três filmes? No Senhor dos Anéis temos vários cortes na história para dar mais dinâmica aos filmes e também para encurtá-los, cortes que foram muito bem feitos e com poucas reclamações dos fãs. E foi esse um dos principais erros do primeiro Hobbit e provavelmente da trilogia. [SPOILERS] Muitos fãs reclamaram da falta de Tom Bombadil nos filmes do Senhor dos Anéis, cortado por Jackson, pelo personagem não ter grande relevância para a conclusão da história. Mas no Hobbit foi ao contrário Jackson, para alongar a história, adicionou a mago Radagast, o Castanho, que é bem engraçado e as cenas em que ele aparece são divertidas, mas poderiam ser cortadas sem perda nenhuma para o desfecho da história.

O roteiro ficou sem ritmo, às vezes uma cena demorava demais e tornava o filme muito lento, como o início, [SPOILERS] quando Gandalf convida os anões para um jantar na casa de Bilbo, a fim de convencê-lo a participar da jornada. Isso leva quase uma hora de projeção. Em outras, a cena de ação acontece sem maiores explicações, somente para encher a história, como na luta dos gigantes de pedra. De onde eles vem? Quem são eles? Essa foi a principal falha técnica que percebi.

Outro pondo fraco é o anão Thorin, chefe dos anões na jornada. O ator Richard Armitage demorou a me convencer de que era um superguerreiro, e líder de uma classe. Sua voz me pareceu forçada e suas falas extremamente teatrais. A partir da terceira metade do filme me acostumei, e passei a acreditar na força do chefe dos anões, mas na última cena, entre ele e Bilbo, tudo soa muito forçado novamente.

Agora vamos aos pontos positivos, e posso começar dizendo que os pontos fracos não fazem o filme ser ruim, pois é uma das melhores aventuras cinematográfica que assisti nos últimos anos. Cheguei a achar que talvez fosse melhor que os Senhor dos Anéis, mas antes de tirar essa conclusão, preciso assistir novamente a trilogia e mais uma vez a esse.

Peter Jackson continua o senhor dos efeitos especiais. O filme, em todos os seus momentos, é simplesmente perfeito visualmente, Valfenda; as batalhas dentro das cavernas; os Goblins e principalmente o líder deles; as águias gigantes e Gollum, ficaram sensacionais. As atuações foram boas, principalmente Ian McKellen (Gandalf), todas as vezes que aparece, destoa de todos os outros. E  Martin Freeman (Bilbo Bolseiro) que tem o papel principal, por isso deixou boa impressão, pois se fosse ruim, o filme seria ruim. Mas os anões não ficaram bons, a começar pelo já citado, Richard Armitage (Thorin). Os outros parece que foi por maior culpa do roteiro, não há destaque para eles, simplesmente estão lá para fazer número, assim a atuação não pode ser boa.

De tudo, o que ficou de mais positivo, foi que Jackson colocou praticamente toda a história no filme, com bastantes detalhes. A aventura nos deixa a todo o momento ligado, tanto nas batalhas, quanto nas longas cenas sem ação.

Com certeza vai ser mais uma trilogia, forçada ou não, para ficar na história do cinema, e vamos ver e rever todos os três filmes, pra sempre.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Frankenweenie - 2012


17/12/2012
Nota: 7.0 / 7.5 (IMDB)
Formato: Avião

Direção: Tim Burton
Elenco: Winona Ryder, Catherine O'Hara, Martin Short, Martin Landau, Atticus Shaffer, Tom Kenny, Conchata Ferrell, Charlie Tahan, Robert Capron, James Hiroyuki Liao

Crítica:
Tim Burton está dentro do seleto grupo de diretores que seus filmes devem ser assistidos independentes de gênero ou críticas negativas. Sua filmografia nos mostra uma grade variedade de bons filmes, alguns deles entrando para o conceito de “clássicos”.

Frankenweenie é mais uma animação realizada por ele em stop motion, as outras foram: A Noiva Cadáver (Tim Burton's Corpse Bride - 2005) e O Estranho Mundo de Jack (Tim Burton's The Nightmare Before Christmas - 1993).

O filme foi baseado no romance Frankenstein de Mary Shelley. Considerei uma versão infantilizada, mas com mesma dramaticidade do original. [SPOILERS] O filme conta a história de Victor Frankenstein, um menino que perde seu melhor amigo atropelado por um carro, o cãozinho Sparky. Mas em suas aulas de ciência, com o professor Rzykruski, Victor aprende que os músculos animais se contraem com a eletricidade, assim ele constrói uma máquina para trazer Sparky de volta à vida, utilizando raios de uma tempestade como eletricidade. Assim, Sparky volta, mas seus colegas de classe descobrem tudo e querem fazer o mesmo para ganharem a disputa na feira de ciências. Vários monstros são criados e a cidade vira um caos, até que Victor e Sparky conseguem eliminá-los, mas todos acham que Sparky é um mostro e o perseguem até o tradicional moinho de vento, que pega fogo e quando Victor parece morrer queimado, Sparky salva-o e é aceito por todos.

Por ser uma animação stop motion, ganha vários pontos na minha crítica. O processo é trabalhoso e o resultado é sensacional. Pense que para cada movimento dos personagens é necessário movimentar centímetros da cada boneco e filmar aquela posição estática. É bem parecido com os antigos desenhos, mas tudo feito com bonecos.

A história é bem conhecida, mas agora foi colocada de uma forma bem menos aterrorizante e mais infantil, a começar pelo monstro ser um cachorro e não um humano. Mas isso não fez o filme ficar menos dramático e emocionante. [SPOILER] E a melhor cena é o final no moinho de vento, que não poderia faltar, é bem tradicional, mas dessa vez o monstro sobrevive. O roteiro trouxe uma história de terror para toda família e principalmente para a criançada. Vale a pena assistir.

O Ursinho Ted (Ted) - 2012

07/12/2012
Nota: 6.5 / 7.3 (IMDB)
Formato: Avião

Direção: Seth MacFarlane
Elenco: Mark Wahlberg (John Bennett), Bretton Manley (Jovem John), Mila Kunis (Lori Collins), Seth MacFarlane (Ted), Zane Cowans (Jovem Ted), Joel McHale (Rex), Giovanni Ribisi (Donny), Aedin Mincks (Robert), Patrick Warburton (Guy), Matt Walsh (Thomas), Jessica Barth (Tami-Lynn), Bill Smitrovich (Frank Stevens), Sam J. Jones (Ele mesmo), Norah Jones (Ela mesma), Tom Skerritt (Ele mesmo), Patrick Stewart (Narrador), Ryan Reynolds (Jarred)

Crítica:
A comédia de humor negro, Ted, causou bastante polêmica por trazer um brinquedo infantil com atitudes adultas e politicamente incorretas. Apesar disso, recebeu boas críticas de site especializados, e esses foram os motivos que me levaram assistir ao filme.

John Bennett é uma criança solitária e sem amigos, mas quando ganha de natal um ursinho de pelúcia sua vida muda. Dá o nome de Ted ao ursinho, deseja que ele seja seu melhor amigo e que ganhe vida como um ser humano. Seu desejo se realiza e Ted passa a ter atitudes humanas, falando e brincando com Bennett. Vinte e tantos anos se passam, Ted e Bennett continuam melhores amigos. Bennett agora é um adulto, mas sem uma vida independente, tudo é motivo para faltar ao trabalho, os dois passam mais tempo bebendo cerveja,  fumando maconha e falando palavrão, do que se procurando com as responsabilidades da vida. [SPOILERS] Além disso, a namorada de John não aceita muito bem a amizade dos dois, colocando a culpa em Ted por ele não conseguir amadurecer na vida. Assim, John propõe uma separação de Ted para que os dois tentem a independência, mas tudo acabando dando errado, por coincidências bem exageradas e engraçadas, por fim, o trio acaba ficando juntos e felizes.

Esse é o tipo de comédia que me agrada, pois não são apenas piadas bobas de americanos, tem aquele humor sutil e sacana, mas em alguns momentos tem algumas recaídas. O ponto alto é como Ted foi retratado pelo roteiro, o ursinho falando a agindo como humano é natural para todos os personagens, ninguém questiona, e isso nós faz entrar na história e acreditar que tudo é possível. A dublagem ficou excelente e é outro ponto que dá veracidade ao urso.

Consegui enxergar uma crítica às famílias de hoje, apesar de John não morar mais com os pais, vemos cada dia mais, filhos que não saem de casa ou não conseguem se tornar adultos independentes, sempre se escorando na família, sem conseguir uma carreira profissional estável; deixando os pais com sobrecarga de responsabilidade e retirando deles uma das melhores fases da vida e muitas vezes uma aposentadoria estável para aproveitar o que construíram ao longo dos anos, com a consciência de dever cumprido.

Considerei uma comédia de bom nível, se aproximando de Se Beber Não Case, entre outras semelhantes. ra quem gosta do gênero, é imperdível, para outros, é bem divertido e vale a pena assisti-lo.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

007 - Operação Skyfall (Skyfall) - 2012


10/11/2012 - 72
Nota: 7.5 / 8.1 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Sam Mendes
Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade, John Logan
Elenco: Daniel Craig, Judi Dench, Javier Bardem, Ralph Fiennes, Naomie Harris, Ben Whishaw, Bérénice Marlohe, Albert Finney

Crítica:
007 é o exemplo de franquia de filmes mais bem sucedida do cinema, são 23 filmes com atores principais e diretos diferentes em vários dos filmes. Eles seguem basicamente a mesma linha: espionagem e ação, uns mais, outros menos, e ainda assim conseguem sempre uma grande bilheteria.

Pra mim, existe dois principais fatores que fazem a franquia ir tão bem: o primeiro é não vincular o personagem a um ator, a agente 007 é treinado para assumir essa posição, assim em qualquer momento pode surgir um novo 007; a segunda é não interligar as histórias, aconteceu com Quantum of Solace (2008), mas logo viram que não iria dar certo.

Esse é um exemplo que tem que ser seguido, e repito, pois comentei isso em outras críticas, os filmes de super-heróis devem começar a seguir esse modelo, assim será mais fácil do público acreditar nos heróis e nas histórias quando mudar o ator principal. E por favor, parem de contar a origem dos heróis!

O roteiro do novo 007 manteve o mesmo gênero dos outros filmes, mas dessa vez, ele está mais humano, há menos cenas de ação e mais espionagem, e agora com algumas pontas de drama. [SPOILERS] Há um drama familiar sobre o passado do agente secreto, tanto que as últimas cenas são em sua casa natal.

[SPOILERS] Resumindo a história, tudo começa como sempre, uma cena de ação das mais exageradas, onde 007 persegue um espião que roubou informações sobre os agentes secretos da OTAN infiltrados em organizações terroristas. Na perseguição, 007 é atingido, acidentalmente, por uma colega e é dado com morto. O computador de M é hackeado e seu escritório explode, isso faz 007 voltar de suas férias como morto. Bond volta a perseguir o espião, mata-o e consegue chegar ao seu líder, Raoul Silva, através da Bond girl. James o captura, mas tudo está nos planos de Raoul, sua intenção é aproximar de M para matá-la por vingança. Raoul seria um ex-007 que foi abandono por M em uma missão, torturado e forçado a tentar suicídio. Após salvar M de ser morta, Bond a leva para sua casa natal, Skyfall, para usá-la com isca, atrair Raoul e surpreendê-lo. Após várias trocas de tiro e explosões, 007 consegue matar Raoul com uma faca, mas M morre com os ferimentos provocados por um tiro de Raoul, assim surge um novo M e 007 está pronto para mais uma missão.

A mudança no ritmo da história ficou boa, houve interação entre ação e o drama, não ficou mais aquela sensação de ser um filme só de ação e visual, agora os personagens estão mais bem trabalhados, conseguimos entender os problemas psicológicos de Bond. Inclusive o vilão, interpretado por Javier Baden, foi muito bem trabalhado com sentimentos de vingança e ódio expressados em cada close no seu rosto. Fique surpreendido pela coragem do diretor Sam Mendes e seus roteiristas, pois incluir um vilão gay na trama foi ousado. Baden fez uma interpretação impecável, um gay que mete medo em qualquer machão. A cena em que Raoul alisa Bond é sensacional, ao mesmo tempo engraçado e tenso. Daniel Craig mais uma vez está impecável como Bond, não vi os filmes mais antigos, mas dos que assisti, Craig faz, disparado, as melhores atuações. Ele incorporou todo o estilo que o personagem precisa.

Nesse filme o roteiro começou a definir algumas mudanças que poderemos ver nos próximos. M morreu e seu posto foi ocupado por outro agente, interpretado por Ralph Fiennes, Judi Dench ficou velha para o papel. Em alguns pontos a história deixa entender que Bond também está ficando velho, e realmente Daniel não tem mais cara de mocinho, apesar de se apresentar bastante forte, mas acho que provavelmente num próximo filme ele passe a vez.

Dos três 007 de Daniel Craig, esse ficou em segundo lugar, ainda não superou Cassino Royale (2006), mas foi melhor que Quantum of Solace (2008). Considero que todos os filmes, do agente mais famoso do mundo, devem ser assistidos, de preferência no cinema. É sempre, no mínimo, um bom filme. E Skyfall está dentro dos muito bons.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Fargo - Uma Comédia de Erros (Fargo) - 1996


07/10/2012 - 71
Nota: 7.5 / 8.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Joel Coen, Ethan Coen
Roteiro: Joel Coen, Ethan Coen
Elenco: William H. Macy (Jerry Lundegaard), Frances McDormand (Marge Gunderson), Steve Buscemi (Carl Showalter), Peter Stormare (Gaear Grimsrud), Kristin Rudrüd (Jean Lundegaard), Harve Presnell (Wade Gustafson), Tony Denman (Scotty Lundegaard), Larry Brandenburg (Stan Grossman), John Carroll Lynch (Norm Gunderson), Bruce Bohne (Lou), Steve Park (Mike Yanagita)

Crítica:
Os irmãos Coen vem, ao longo dos anos, produzindo bons filmes de diversos gêneros, a maioria muito bem avaliados pelos críticos e público em geral. O auge veio com “Onde os Fracos Não Tem Vez (2007)”, vencedor três Oscares. Mas já em 1996, com “Fargo”, eles haviam mostrado todo seu potencial, quando ganharam seu primeiro Oscar, na categoria de Melhor Roteiro Original.
Fargo conta a história de um gerente de vendas de uma concessionária, Jerry Lundegaard, que se encontra em dívidas, assim, bola um plano para o sequestro de sua esposa, contando que seu sogro, dono da concessionária, ira desembolsar o resgate. Então, Jerry contrata dois marginais para fazer o sequestro, mas logo no início o plano começa a sair errado, várias mortes acontecem e a polícia é envolvida com a policial Marge Gunderson cuidando do caso. A partir disso, os erros viram uma bola de neve e mais mortes acontecem. Com todo o plano furado, Jerry se vê encurralado e a cada vez que tenta arrumar, mais se atrapalha.
Pra quem acompanha a carreira dos Coen, percebe que esse filme foi precursor de toda a sua filmografia. Percebemos claramente em “Queime Depois de Ler (2008)” e “Onde os Fracos Não Têm Vez (2007)” várias semelhanças com “Fargo”, seja de roteiro ou no próprio jeito de filmar.
Realmente o roteiro foi muito bem escrito, a história se fecha e apesar das várias coincidências - uma marca constante dos Coen - não vi furos. As atuações são boas, pois é o tipo de filme que não se exigem muito, mas em vários closes nos atores, pudemos ver o semblante e os trejeitos que nos convencem do desespero e da loucura de algumas situações.
A estupidez humana é o foco da mensagem do filme. É inacreditável o tanto de vezes que assistimos isso na vida real. Temos uma virtude que nenhum outro animal tem: inteligência, mas que muitas vezes não é usada para nada, na verdade, é usada para fazer a imoralidade, sem o menor peso na consciência. Sendo muitas vezes, com coisas pequenas, como furar um fila. Somos criados para levar vantagem, para sermos espertos, independente de ser certo ou errado. E no exagero da estupidez, nos vemos nos matando por coisas fúteis.
Cada vez mais os seres humanos são movidos pela ideologia do capitalismo, fazendo de tudo para se dar bem, conseguir mais e mais dinheiro, seja por ganância ou pelo simples fato do próprio capitalismo criar a situação.
Se cada um fizesse sua parte, tudo poderia começar a melhorar, temos que tentar em primeiro lugar sermos honestos consigo mesmo, esse pode ser o inicio de um caminho melhor.
Minha crítica extrapolou um pouco sobre a estupidez que o filme mostra, mas é essa a linha de pensamento. É um ótimo filme. Recomendo.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Deus da Carnificina (Carnage) - 2011


16/09/2012 - 70
Nota: 6.0 / 7.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Roman Polanski
Roteiro: Roman Polanski, Yasmina Reza
Elenco: Kate Winslet, Christoph Waltz, Jodie Foster, John C. Reilly

Crítica:
Filme escrito e dirigido por Roman Polanski, baseado na peça teatral "God of Carnage", da dramaturga francesa Yasmina Reza. Conta a histórias de dois casais que resolvem se encontrar para discutir sobre o desentendimento e briga entre seus filhos, de aproximadamente 11 anos de idade.
A premissa do filme é muito boa, pois nesse assunto é possível aprofundar bastante, há muita polêmica e normalmente os pais tem opiniões divergentes, principalmente quando se trata de seu próprio filho. É difícil separar o amor num momento desses. Por isso, fiquei curioso para saber em qual lado a história puxaria a discussão. Mas é aí que em minha opinião o roteiro pecou. Ele se aproveita de um fato isolado para fazer críticas à sociedade como um todo, o tema principal é praticamente deixado de lado após os primeiros quinze minutos de projeção. Passando assim, a criticar os relacionamentos dos casais de hoje; a tecnologia, com o uso indiscriminado do celular; o capitalismo, em que o trabalho está sempre acima de qualquer coisa; entre outras. Isso tudo tentando fazer um pouco de comédia, muitas vezes exagerada, tornado as cenas chatas e irreais.
Tinha tudo para ser uma história e discussão muito bacana, mas acabou descambando para outros lados e ainda tirando a seriedade dos assuntos. Não chegou nem a ser bom, um regular para esse filme está ótimo. Minha expectativa era outra.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sucker Punch - Mundo Surreal (Sucker Punch) - 2010


09/09/2012 - 69
Nota: 7.0 / 6.1 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Zack Snyder
Roteiro: Zack Snyder, Steve Shibuya
Elenco: Emily Browning, Abbie Cornish, Jena Malone, Vanessa Hudgens, Jamie Chung, Carla Gugino, Oscar Isaac, Jon Hamm, Scott Glenn, Gerard Plunkett

Crítica:
Na quarta superprodução de Zack Snyder pudemos ver seu desempenho em um filme com roteiro original, que ele mesmo escreveu. Todos os outros filmes: 300, Watchmen e Legend of the Guardians - The Owls of Ga'Hoole, foram baseados ou adaptados.
Um drama visualmente com referências aos mangás e aos games. A história começa em funeral, onde se vê Babydoll acompanhando o enterro de sua mãe, com seu padrasto ao fundo com um sorriso no rosto. Em casa, o padrasto demonstra suas intenções sobre a herança e o que pretende fazer com Babydoll e sua irmã, mas um acidente acaba por ajudá-lo e seus planos mudam e Babydoll vai para em um hospício.
Babydoll passará por uma lobotomia, mas antes disso ela precisa encontrar um jeito de fugir, assim, ela se vira para sua mente e em fantasias surreais passa a enxergar o hospício como um bordel e suas apresentações (dança sensual) passam a ser missões militares ao redor de guerra fictícias: samurais, primeira guerra mundial, robôs, orks, são alguns de seus adversários nas batalhas.
É preciso fazer um esforço para gostar do filme, principalmente pelo visual fetichista e da forma ficcional com que o filme trata assuntos sérios. Lobotomia era uma cirurgia cerebral muito utilizada na época para curar esquizofrenia. Hoje não é mais utilizada devido aos efeitos colaterais, que tornava a pessoa incapaz o resto da vida.
Numa analogia, o filme lembra muito a história por trás de outro filme, Ilha do Medo. Mas como foram usados temas exagerados da ficção para contar a história. Muitas pessoas não gostaram principalmente os críticos. Acredito que quem gosta de Ilha do Medo, deve gostar de Sucker Punch. A essência é a mesma.
Há alguns fatores que levam o enfraquecimento da história. As cenas das batalhas são essencialmente demonstração de ação, computação gráfica e técnicas de filmagem. Se forem retiradas não interfere em nada, mas visualmente são impecáveis.
O destaque nas atuações vai para Oscar Isaac, que faz o cafetão do bordel e o médico chefe do manicômio.
Realmente gostei do filme, esperava coisa pior, pelas críticas negativas, mas consegui entrar no filme e entender a mensagem.