quinta-feira, 25 de junho de 2015

Transcendence: A Revolução (Transcendence) - 2014

07/01/2015
Nota: 5.0 / 6.3 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Wally Pfister
Roteiro: Jack Paglen
Elenco: Johnny Depp (Dr. Will Caster), Morgan Freeman (Joseph Tagger), Rebecca Hall (Evelyn Caster), Kate Mara (Bree), Cillian Murphy (Donald Buchanan), Cole Hauser (Coronel Stevens), Paul Bettany (Max Waters), Clifton Collins, Jr. (Martin), Cory Hardrict (Joel Edmund)

Críticas:
Transcendence - A Revolução é a prova que nem sempre uma boa ideia, com bons atores e uma boa equipe por traz, fazem um excelente filme. A ideia é fazer upload da consciência de um cientista para um supercomputador, se isso fosse possível, quais os benefícios poderíamos ter? Para o papel principal, do cientista, temos Johnny Depp, e a produção ficou a cargo de Christopher Nolan. O diretor é novato, mas é nada menos que Wally Pfister, fotógrafo dos últimos longas-metragens dirigidos por Nolan.

Tem como dar errado? Tem sim!

O filme conta a história de Will Caster, um neurocientista especialista em inteligência artificial. Seu projeto é transferir a consciência de um ser humano para um computador. Tudo vai bem até sofrer um atentado, e para salvar-se, resolve ser cobaia do próprio projeto. Seu corpo é assassinado, mas sua mente está salva. Sua esposa Evelyn, que também é neurocientista e faz parte de sua equipe, passa a se comunicar com o computador e consciência de seu marido, acreditando fielmente que tudo está normal. 


A consciência de Will tem acesso à internet e todos os dados e informações da humanidade, com isso começa um plano para uma sociedade perfeita, assim resolve construir um laboratório gigantesco, numa cidade pouco populosa. Max, um amigo e colega de projeto não acredita fielmente na I.A., e tenta alertar Evelyn de que aquela consciência não é mais Will e sim apenas um computador com todas as informações de sua consciência e da internet. Mas Evelyn prefere não acreditar nisso e continua seguindo os planos de "Will". A partir desse momento o roteiro se perde, e se transforma num O Homem Sem Sombra (Hollow Man) - 2000. O grande cientista vira o vilão, matando todos que vão contra sua ideia. 

As atuações são padrões, até porque a maioria dos atores não tem como demostrarem suas habilidades. Depp passa boa parte da projeção apenas como a voz do computador. Freeman aparece em poucas cenas. Somente Rebecca Hall tem uma participação mais efetiva, mas seu personagem não te exige quase nada. Cillian Murphy e Paul Bettany também não acrescentam muita coisa.


Ainda assim há críticas relevantes no roteiro, como o uso da tecnologia para comunicação com mensagens de texto e a dependência que estamos criando das facilidades tecnológicas.

Uma ficção científica que tinha uma premissa excelente, mas o desenvolvimento do roteiro foi para o caminho errado e praticamente não aproveitando seus atores. Há outros filmes do gênero bem melhor como: A Origem (Inception) - 2010 e Minority Report - A Nova Lei (Minority Report) - 2002.

Transformers: A Era da Extinção (Age of Extinction) - 2014

06/01/2015
Nota: 6.0 / 5.9 (IMDB)
Formato: HD 3D

Direção: Michael Bay
Elenco: Mark Wahlberg (Cade Yeager), Stanley Tucci (Joshua Joyce), Kelsey Grammer (Harold Attinger), Nicola Peltz (Tessa Yeager), Jack Reynor (Shane Dyson), Titus Welliver (James Savoy), Sophia Myles (Darcy Tirrel), Li Bingbing (Su Yueming), T.J. Miller (Lucas Flannery), Thomas Lennon (Chefe de Gabinete), Charles Parnell (Diretor da CIA), Peter Cullen (Optimus Prime - voz), Ken Watanabe (Drift - voz), Robert Foxworth (Ratchet - voz), Mark Ryan (Lockdown - voz)

Crítica:
Como podem fazer quatro filmes de uma mesma franquia, sendo que todos eles são criticados negativamente por todos? É simples, por mais que não gostem, todos assistem. E porque assistir um filme que você sabe que não gosta? Simples também, porque na verdade nós gostamos. E se fizerem dez, vinte filmes, vamos assistir todos. A franquia Transformers é o mais puro entretenimento cinematográfico. Quando vamos ao cinema, queremos diversão, principalmente, e essa franquia nos dá isso de forma satisfatória. Não precisamos de uma história boa, nem grandes atuações. Queremos ver o “pau quebrando”, aqueles robôs transformando e lutando entre si.

Transformers: A Era da Extinção é o quarto filme da franquia, e nada acrescenta, mudam-se os atores, mas a essência continua sendo a ação sem explicação. A história começa 5 anos depois do terceiro filme: Transformers: O Lado Oculto da Lua (Transformers: Dark of The Moon) - 2011. Um inventor de robótica fracassado acaba por achar uma “Scania” velha dentro do um cinema abandonado. A “Scania” é nada mais que Optmus Prime. O que ele estava fazendo lá? Não importa, importante é que acharam ele e a ação vai começar.


A partir disso veremos um filme de ação, cheio de clichês e vários furos no roteiro. Mais uma vez os Autobots vencem a batalha, os humanos ficam contra eles e tudo ficar aberto para um próximo filme.

Chega ser engraçado o introdução dos Dinobots na história, explicações ridículas, ou melhor, sem explicações.

Quem for assistir, tenha tudo isso em mente que irá gostar do filme, mas de qualquer forma temos alguns outros bons filmes do mesmo estilo que nos proporciona uma história melhor, como: Círculo de Fogo (Pacific Rim) - 2013 e Gigantes de Aço (Real Steel) - 2011.

domingo, 31 de maio de 2015

No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow) - 2014

06/01/2015
Nota: 8.5 / 8.0 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Doug Liman
Elenco: Tom Cruise (Major William Cage), Emily Blunt (Sergeant Rita Vrataski), Bill Paxton (Master Sergeant Farell), Brendan Gleeson (General Brigham), Kick Gurry (Griff), Dragomir Mrsic (Kuntz), Charlotte Riley (Nance), Jonas Armstrong (Skinner), Franz Drameh (Ford), Masayoshi Haneda (Takeda), Tony Way (Kimmel), Noah Taylor (Dr. Carter)

Crítica:
No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow) - 2014 é uma adaptação baseada em “All You Need Is Kill”, obra literária de Hiroshi Sakurazaka. Logicamente a história foi adaptada para os padrões hollywoodianos. Dentro da história há um tema muito que intriga muitas pessoas: viagem no tempo, ou algo semelhante. Todos os filmes com esse tema acabam por chamar mais atenção.

Em um cenário futurista, o planeta Terra é invadido por alienígenas, nomeados de mímicos. A guerra entre as duas espécies já dura anos, a próxima batalha vem sendo trabalhada para ser uma das maiores, algo semelhante ao dia D, e às primeiras cenas da invasão da Normandia em O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan) - 1998.

Major William Cage trabalha como secretário de imprensa para o exército estadunidense. Nessa guerra contra alienígenas, ele é responsável pelo marketing do exército norte-americano, participando de entrevistas com intuito de passar uma imagem vitoriosa dos militares. Mas quando é escalado para cobrir o "dia D", resolve enfrentar o general britânico responsável pela operação, pois sabia que seria um massacre. Como represália é enviado à força para a batalha, mas não para cobrir a ação, e sim, para combater os mímicos. Sem treinamento e coragem, ele se vê em meio a um massacre, quando quase que sem querer consegue matar um dos aliens, que o cobre com uma gosma azul. Mas no momento seguinte é morto por outro mímico.


Sem muitas explicações, acorda no início do mesmo dia, horas antes de embarcar para a invasão. Sem entender muito, vê tudo acontecendo novamente, até sua segunda morte. Quando acorda na mesma situação, descobre que agora possui o estranho "poder" que lhe permite retornar ao início do dia que irá embarcar para a batalha toda vez que morre.

Sem muitas opções, Cage procura formas de entender o que está acontecendo, e percebe que se ele não vencer aquela batalha continuará voltando. No seu dia a dia do mesmo dia, acaba chegando em Rita, um soldado de destaque da batalha anterior. Rita se destacou por ter o mesmo "dom" de Cage, e logo descobre que seu poder veio de um mímico especial, o Alpha. Assim, os dois se juntam para conseguir chagar ao mímico "Mãe", o Ômega, que destruído colocará fim à guerra.

Rita começa treinando Cage, que vai se tornando mais habilidoso e sua confiança aumenta a cada morte, à medida que também chega mais perto de descobrir como derrotar os mímicos de vez. Aos poucos as regras da viagem no tempo são evidenciadas, como a forma de perder o poder fazendo uma transfusão de sangue. Algumas das regras são bem semelhantes ao bom e engraçado Feitiço do Tempo (Groundhog Day) - 1993.


A aventura se desenrola até Cage chegar ao Ômega, e é a cena final que nos deixa um pouco intrigados. Alguns acham que é uma falha do roteiro, outros buscam explicações que estão além do filme. Mas há uma explicação razoável com a próprias regras apresentadas durante a história.

[SPOILERS] Ao matar o Ômega, Cage absorve não o poder dele, que é superior ao do alpha. O poder do Ômega é reiniciar os Alfas, assim Cage reiniciava o dia sempre que morria, pois agora tinha o poder igual aos dos Alfas. No final ele consegue o poder do Ômega, é o sangue do Ômega que cobre Cage, o Alfa estava "congelado". Com o poder do Ômega ele não está mais preso no loop, agora ele controla o poder temporal, podendo voltar no dia em que quiser e reinicia-lo sem morrer, Cage comando o poder dos Alfas. 

Outra explicação é que o Ômega é o mesmo no passado e no futuro. Sendo o mesmo Ômega, matando o Ômega do futuro, o Ômega do passado não poderia existir, portanto, os aliens não tem mais como saber o que os humanos vão fazer, e vencem a guerra. [SPOILERS]


Tom Cruise ainda é um dos atores mais completos do cinema, apesar de nos últimos anos aparecer mais pelas suas excentricidades, nesse filme mostra que ainda está em forma. A atuação de Emily Blunt como Rita, par romântico de Cage, traz uma boa personagem para o espectador se apagar, sua participação é tão boa que consegue dividir a história com o ator principal, em alguns momentos se torando a atriz principal deixando Cruise em segundo plano.

Toda computação gráfica utilizada nos efeitos especiais estão perfeitas, mas não tem como não fazer comparações entre os mímicos e as sentinelas da Trilogia Matrix, o que não atrapalha em nada.
Gostei demais dessa ficção, que não tem nada de original, mas é divertida e o final nos deixa pensando em explicações convincentes para a situação apresentada, e essa é a melhor parte para mim.

domingo, 1 de março de 2015

Minha Estatística de Filmes Assistidos - 2014

Caros leitores,

Estas são minhas estatísticas de 2014:

ANOTOTAL DE FILMESTOTAL NO CINEMANÚMERO DE DIAS
20035613192
200419465365
200519874365
200618756365
200717833365
200810926365
200910823365
201012035365
2011785365
20128010365
2013338365
2014571365
TOTAL13983494207
MÉDIA POR DIA0.330.09351
MÉDIA ANUAL12133

Conclusões:
1- Desde de julho de 2003 assisti  1341.
2- Em média, assisto 121 filmes por ano.
3- Em média, assisto 1 filme a cada 3 dias, 10 filmes por mês.
4- Em média, vou ao cinema  33 vezes por ano.
5- Em média, vou ao cinema a cada 10 dias, 3 vezes por mês.
6- Em 2005 assisti 198 filmes, isso dá 1 filme a cada 2 dias.
7- Em 2005 fui ao cinema 74 vezes, isso dá 1 filme a cada 5 dias. Assim, fui ao cinema 6 vezes por mês.

Pelas minhas notas, os melhores filmes que assisti em 2014 foram:
9.5 - Rush: No Limite da Emoção (Rush) - 2013
9.0 - Questão de Tempo (About Time) - 2013
9.0 - Gravidade (Gravity) - 2013
9.0 - Capitão Phillips (Captain Phillips) - 2013
9.0 - Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks) - 2013 
8.0 - 42 - A História de uma Lenda (42) - 2013
8.0 - Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club) - 2013
8.0 - O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) - 2013
8.0 - True Detective: 1ª Temporada - 2014 [Série]
8.0 - O Grande Herói (Lone  Survivor) - 2013
8.0 - Black Sails: 1ª Temporada - 2014 [Série]
8.0 - O Negócio: 1ª Temporada - 2013 [Série]
8.0 - A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty) - 2012

O Negócio: 1ª Temporada - 2013

31/10/2014
Nota: 8.0 / 8.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Michel Tikhomiroff, Júlia Jordão
Roteiro: Fabio Danesi, Camila Raffanti
Elenco: Rafaela Mandelli (Joana/Karin), Juliana Schalch (Maria Clara/Luna), Michelle Batista (Magali), Johnnas Oliva (Yuri), João Gabriel Vasconcellos (Augusto), Guilherme Weber (Ariel), Gabriel Godoy (Oscar), Eduardo Semerjian (César)

Crítica:
O Negócio é uma série da HBO Brasil que se passa no mundo das garotas de programa de luxo. A primeira temporada apresenta duas das protagonistas em seu piloto: Karin (Rafaela Mandelli) e Luna (Juliana Schalch), no segundo episódio aparece a Magali (Michelle Batista).

Karin tem 31 anos, é um experiente garota de programa que está caminhando para o final de sua carreira. Sua frustração é ainda não ter adquirido patrimônio para se aposentar. Quando percebe que boa parte do seu trabalho vai parar nas mãos de seu booker, Ariel (Guilherme Weber), que é um personagem bem engraçado, em todas as suas cenas são interessantes e inteligentes. Assim, Karin decide seguir por conta própria e ela mesma arrumar seus clientes. Após um programa com um de seus clientes, Karin descobre o “Marketing” e resolve aplicar algumas dicas de mercado sobre o seu “produto”: O Sexo.
Luna, mais nova que a Karin, precisa mentir para sua família sobre sua profissão, e até um namorado fictício ela arruma, Yuri, que tem todas as características de um homem perfeito. Com objetivos finais diferentes, elas se juntam para tornar o negócio mais lucrativo.


Em parceria com Luna, que no início está mais interessada em encontrar um homem rico que possa bancá-la e assim deixar a vida de garota de programa, as duas entram de cabeça no “Negócio”.
Logo depois elas conhecem Magali, um menina que não quer saber do futuro, quer apenas aproveitar bastante o momento que está vivendo. Com o trio formado, elas começam a estudar uma forma de potencializar o “Negócio”. Assim Karin investe fortemente em estudos sobre técnicas de marketing.
Dentre as várias abordagens, elas resolvem criar uma empresa em que o negócio é a qualidade de vida, e nasce a Oceano Azul. Mas em qual nicho do mercado eles deveriam apostar? O que os homens querem, quando e quanto estão dispostos a pagar? Uma das técnicas que elas utilizaram foi o focus group, técnica utilizada na pesquisa de mercado qualitativa. Essa é um dos melhores momentos da série, onde os homens começam mentindo, mas aos poucos vão se soltando e dizendo tudo que gostam e porque saem putas.


Aos poucos as três vão conquistando o mercado, atendem despedidas de solteiro, fazem parceria com uma funcionária de empresa área, que oferecia o cartão da Oceano Azul para todos os clientes que não conseguiam embarcar por qualquer que seja o motivo. E sempre prestando atenção em oportunidades no dia a dia. Além disso, subiram o preço do programa, e armaram toda uma agenda fictícia para valorizar a empresa. Se há muita demanda e pouca oferta, o produto passa a ser exclusivo e consequentemente caro. Quinze mil seria o preço do programa. Quem tem esse dinheiro para pagar por uma noite com uma mulher?
A história principal é essa. Alguns outros bons personagens são introduzidos na trama, como o Oscar (Gabriel Godoy), um trambiqueiro que engana a Luna (que por sua vez, queria enganá-lo, achando que era o marido rico que tanto queria). Os dois atores tem um sintonia muito boa, as cenas em que  estão são sempre excelentes. Toda história precisa de um par romântico, mas quem vai querer namorar garotas de programa? É ai que entra Augusto (João Gabriel Vasconscellos), um advogado amigo de adolescência de Karin, apaixonado, vai fazer de tudo para ficar com ela. No início é estranho, mas o roteiro e as atuações conseguem nos cativar e acreditar nesse relacionamento.


Um dos episódios que prova o valor que série tem é o Fidelização, onde elas encontram uma solução para fidelizar seus clientes, mas o mais interessante é pensar em fidelizar homens que não são fiéis. É por esses momentos que a série mostra que realmente vale a pena.
Pela primeira vez conseguir assistir algo da televisão brasileira que realmente me prende atenção, algo que não parece novela da Globo. A série foi bem elabora e roteirizada. Como falar de putas sem ser vulgar e expositivo? Eles conseguiram. Claro que tem sexo, não tinha como não ter, mas o sexo é pano de fundo, o principal é o marketing e depois as tramas que são criadas para cada uma das personagens. Todas são muito bem trabalhadas, com personalidades fortes e diferentes, cada uma com seus problemas e objetivos de vida.


Há também uma pontinha de crítica à sociedade, pois o que se mostra na série existe e muito, mas como nossa sociedade é hipócrita, não conseguimos admitir que isso é a coisa mais comum de se acontecer. Quem nunca foi em uma despedida de solteiros? Empresários que vivem viajando, longe de casa tudo acontece! Mas foi inserido nas nossas cabeças que isso é proibido, assim todo mundo faz, mas não fala que fez.
A série vai melhorando de episódio em episódio, assim como os personagens, cada vez mais confiantes e decididas do que querem.
A segunda temporada tem tudo para ser melhor.

Revisão: Rodrigo Caldas

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Mr. Holland - Adorável Professor (Mr. Holland's Opus) - 1995

27/10/2014
Nota: 7.0 / 7.3 (IMDB)
Formato: DVD

Direção: Stephen Herek
Elenco: Richard Dreyfuss (Glenn Holland), Glenne Headly (Iris Holland), Jay Thomas (Bill Meister), Olympia Dukakis (Principal Helen Jacobs), William H. Macy (Gene Wolters), Alicia Witt (Gertrude Lang), Joanna Gleason (Governadora Gertrude Lang), Terrence Howard (Louis Russ), Damon Whitaker (Bobby Tidd), Jean Louisa Kelly (Rowena Morgan), Alexandra Boyd (Sarah Olmstead), Nicholas John Renner (Coltrane "Cole" Holland - age 6), Joseph Anderson (Coltrane "Cole" Holland - age 15), Anthony Natale (Coltrane "Cole" Holland - age 28), Beth Maitland, Balthazar Getty


Crítica:
Mr. Holland - O Adorável Professor conta a história de Glenn Holland, um músico que passa por dificuldades financeiras e não tem tempo para realizar seu maior sonho: compor, assim passa a dar aulas de música em uma escola pública dos EUA. Holland nunca havia lecionado, por isso suas aulas eram extremamamente enfadonha, os alunos não prestavam atenção. Ele se esforça com uma das alunas, dando aula particular e conselhos para que continue tentando e não desista de aprender tocar um insturmento. Mas ele percebe que os alunos precisam de algo diferente para entenderem suas aulas.

Então, Holland, muda a didática. Primeiro começa a ensinar sua teoria e técnica com músicas que os alunos gostam, no caso, rock. Isso faz com que os alunos participem mais. Ele também dedica parte do tempo procurando descobrir o potencial do aluno para determinado instrumento musical, assim as aulas melhoram consideravelmente. 


Mr. Holland consegue o mesmo prazer de compor, dando aulas. Agora tem uma vida feliz, ainda mais com a gravidez de sua esposa. Quando seu filho nasce descobre que ele é portator de uma deficiência auditiva, Cole tem apenas 10% de audição. Este fato o deixa profundamente frustrado, pois não poderá compartilhar sua paixão com seu próprio filho. Assim Holland afasta-se de casa e dedica-se completamente ao trabalho, e torna-se um professor admirável.

O tempo passa e ele descobre que perdeu toda a infância de seu filho. Então resolve abrir o jogo com seu filho, acabam brigando, mas descobre que ele conhece muito bem o pai, sabe o que faz, e conhece as músicas que ele escuta e compõe. Assim, Holland resolve fazer um concerto em homenagem ao filho, nele utiliza a linguagem de sinais para que Cole ententa a múisica por completo.


No fim, Mr. Holland é demitido da escola, que precisar realizar contenções de custo, que retira a disciplina de música do currículo escolar. Seus alunos e ex-alunos resolvem homenageá-lo. No auditório lotado todos se encontram várias gerações de alunos e Holland realiza um último concerto.

O filme é inspirador, mostra que podemos marcar a vida de várias pessoas, sem ser famoso, apenas fazendo o que é correto. A dedicação e persistência nos objetivos traçados para a nossa vida é o que faz sermos reconhecidos, e o retorno é sempre certo e bom. Muitas vezes devemos deixar passar um desejo momentâneo, para não destruir uma, ou várias vidas. Como somos seres humanos, erramos, mas sempre temos a oportunidade de voltar atrás, mudar de opinião e pelo menos amenizar o erro. Precisamos de mais Mr. Holland, e se todos conseguissem seguir metade dos seus ensinamentos, seremos uma socieadade melhor.

P.S.: Assisti ao filme por indicação de um grande amigo, valeu Brodim!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2) - 2014

08/10/2014
Nota: 6.5 / 7.0 (IMDB)
Formato: HD 3D

Direção: Marc Webb
Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci, Jeff Pinkner
Elenco: Andrew Garfield (Peter Parker / Homem-Aranha), Emma Stone (Gwen Stacy), Campbell Scott (Richard Parker), Embeth Davidtz (Mary Parker), Jamie Foxx (Max Dillon/Electro), Dane DeHaan (Harry Osborn/Duende Verde), Paul Giamatti (Aleksei Sytsevich/Rino), Chris Cooper (Norman Osborn), Sally Field (May Parker), Stan Lee (homem que acompanha a formatura), Felicity Jones (Felícia), Colm Feore (Donald Menken), Marton Czokas (Dr. Ashley Kafkar)

Crítica:
Homem-Aranha é um dos heróis mais queridos dos quadrinhos, não é à toa que rendeu cinco filmes, todos com grandes bilheterias. Críticas sempre são feitas, mas tudo baseado nos quesitos técnicos, mas o certo é que o muito bom ver o Aranha pendurado entre os arranha-céus, e enchendo os inimigos de porrada. Isso que o público quer, e os fãs querem ver os quadrinhos criarem movimentos no cinema. Se o filme tiver isso, terá grande bilheteria, a parte técnica fica de lado.


Por mais que Marc Webb tente, vai ser difícil esquecer a primeira trilogia do Homem-Aranha, pois como foi a primeira, ficou marcado. Mas é importante continuar pelo que foi dito acima. O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2) - 2014 vem para completar bem o primeiro, mas cometeu um pecado básico, encher a história de vilões, e principalmente de sub histórias. Esse vem sendo o erro clássico dos filmes de quadrinho, a quantidade de vilões não interfere, mas é o que provoca as sub histórias.

Gosto muito desse novo Homem-Aranha, mais jovem, divertido e muito próximo dos quadrinhos, mas sua segunda aventura deixou de focar e construir o personagem para mostrar Electro, o principal vilão; Duende Verde; Rhino; e ainda o mistério do sumiço de seus pais. Tudo isso faz o roteiro se perder.


Basicamente a história foco no Aranha tentando desvendar o sumiço dos pais, enquanto os vilões são construídos. Ele tenta cumprir a promessa de ficar longe de Gwen Stacy. Mas o retorno de seu amigo Harry Osborn mostra um pouco mais da companhia Oscorp, de onde surge Electro, alter ego de Max Dillon, um funcionário psicologicamente instável. Dillon sofre um acidente que o transforma em Electro, seus superpoderes envolvem eletricidade e lançamento de raios. A partir daí, o roteiro é bem básico, Electro que destruir o Homem-Aranha, que precisa proteger a cidade e sua amada.

Andrew Garfield melhorou bastante no seu papel, está bem mais natural, passamos a enxegá-lo como o cara teia. Jamie Foxx faz um Max Dillon muito caricato e forçado, e quando se transforma em Electro, seu visual é mais forçado ainda, e ainda lembra o Dr. Manhattan de Watchmen - 2009Dane DeHaan conseguiu construir um ótimo Harry, mas nada mais que isso, provavelmente será desenvolvido num terceiro filme. Paul Giamatti tem participação ínfima, mas excelente, melhor de todos. Com isso já temos dois vilões para o próximo filme, espero que só fique nesses.


Todos os defeitos do filme podemos relevar se focarmos na aventura e na diversão, mas a trilha sonora de quando Electro aparece é extremamente chato, não sei qual foi a intenção, mas com certeza não funcionou.
No geral, o filme é bom, esperamos um terceiro mais divertido e com um roteiro mais linear.

Obs.: Terceiro filme pode não acontecer. (Atualizado em 12/02/2015).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty) - 2012

08/10/2014
Nota: 8.0 / 7.4 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Kathryn Bigelow
Roteiro: Mark Boal
Elenco: Jessica Chastain (Maya), Jason Clarke (Dan), Joel Edgerton (Patrick, líder SEAL Team Six), Jennifer Ehle (Jessica), Mark Strong (George), Kyle Chandler (Joseph Bradley), Édgar Ramírez (Larry), James Gandolfini (Diretor da CIA), Chris Pratt (Justin, membro SEAL Team Six), Callan Mulvey (Saber, membro SEAL Team Six), Fares Fares (Hakim), Reda Kateb (Ammar), Harold Perrineau Jr. (Jack), Stephen Dillane (Assessor da Segurança Nacional)

Crítica:
O patriotismo estadunidense não tem fim, em certos momentos vão além da razão. Realizar um filme sobre a morte de Bin Laden deveria ser apenas um desses momentos de pratiotismo, e sem dúvida seria uma história ruim, cheia de clichês com um final que o mundo inteira sabe. Mas é nesse momento que conseguimos separar os bons, dos ruins diretores. Qualquer história, por mais banal que seja, entregue nas mãos certas, é possível realizar um excelente filme.

Foi o que aconteceu com esse A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty) - 2012. A história tinha tudo pra ser chata, com apenas aquele nascionalismo para mostrar ao mundo que eles conseguiram, e que é possível vencer o terrorismo. Mas Kathryn Bigelow conseguir fazer algo surpreendente, mostrar os bastidores dessa caçada e o sofrimento de uma agente da CIA, que por 8 anos persseguia os rastros do terrorista.


O filme nos mostra com aconteceu todo o processo para rastrear o pior terrorista que o planeta já viu. Maya passa anos tentando encontrá-lo, asssim acompanhamos seu amadurecimento e como seu trabalho a consumiu. Antes contra torturar pricioneiros, passa solicitar as torturar tudo com ansia de chegar em seu objetivo principal.

Jessica Chastain dá a Maya um rosto de menina, mas aos poucos mostra o quanto leva a sério seu trabalho e sua obstinação chega a ser doentia. Seu trabalho é impecável, no fim percebemos o quando o governo dos EUA suga seus agentes, a pressão é enorme.


Todo o trabalho é tão bem feito que, a pesar de saber o fato final, ficamos torcendo para que a missão dê certo, e que nada aconteça com Maya. A impressão é de tensão do incício ao fim, e sentimos isso, pois nossa atenção fica fixa em todos os diálogos. O processo de espionagem e sigilo é algo que parece ser ficcional, mas da forma que foi exposto é plausível e real.

Por fim, vale a pena assistir para ver um projeto de aproximadamento 10 anos ser concluído com sucesso.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Rush - No Limite da Emoção (Rush) - 2013

07/10/2014
Nota: 9.5 / 8.2 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Ron Howard
Roteiro: Peter Morgan
Elenco: Chris Hemsworth (James Hunt), Daniel Brühl (Niki Lauda), Olivia Wilde (Suzy Miller), Alexandra Maria Lara (Marlene (Knaus) Lauda), Pierfrancesco Favino (Clay Regazzoni), David Calder (Louis Stanley), Natalie Dormer (Enfermeira Gemma), Stephen Mangan (Alastair Caldwell9), Christian McKay (Alexander Hesketh), Alistair Petrie (Stirling Moss), Julian Rhind-Tutt (Bubbles Horsley), Colin Stinton (Teddy Mayer), Jamie de Courcey (Harvey Postlethwaite), Augusto Dallara (Enzo Ferrari), Ilario Calvo (Luca Cordero di Montezemolo), James Norton (Guy Edwards), Martin J Smith (Jody Scheckter), Rob Austin (Brett Lunger), Tom Wlaschiha (Harald Ertl)


Crítica:
Filmes de esporte sempre me agradam, mas é difícil ver um grande filme sobre esporte, pois são emoções difíceis de traduzir, pois temos todo o sentimento do esportista, dos fãs e espectadores, que são bem diferentes uns dos outros. Alguns esportes foram bastante explorados por Hollywood, como boxe com: Rocky: Um Lutador (Rocky) - 1976, A Luta Pela Esperança (Cinderella Man) - 2005, Hurricane - O Furacão (The Hurricane) - 1999 e o clássico Touro Indomável (Raging Bull) - 1980. O futebol americano trouxe algumas boas produções, mas muitos não focam exatamente no esporte e sim no que o certa, agentes, empresários, e às vezes um pano de fundo. Ainda assim temos boas produções como Duelo de Titãs (Remember the Titans) - 2000, Um Domingo Qualquer (Any Given Sunday) - 1999, Jerry Maguire: A Grande Virada (Jerry Maguire) - 1996.


Mas alguns esportes, Hollywood ainda ignora, como as corridas automobilísticas. O único filme de grande sucesso foi Grand Prix - 1966 da década de 60. De lá pra cá, somente filmes de ação envolvendo automobilismos, nada do esporte em si. Até que em 2013 resolveram realizar um dos melhores filmes de esportes já feitos. Rush - No Limite da Emoção (Rush) – 2013.

O filme conta a história real de Niki Lauda e o James Hunt, dois pilotos que travaram grande disputa pela Fórmula 1 na década de 70. O primeiro, um austríaco racional, metódico, obstinado por uma carreira perfeita e preciso nas pistas. O segundo, um inglês mulherengo, beberrão e agressivo nas pistas, que está ali somente para curtir o momento.

A narrativa é feita na visão de Lauda, começa na fórmula 3 e vai até a temporada da F1 em que tem o acidente que marcou sua carreira. Nessa época os pilotos entravam nas pistas sem saber se sairiam vivos, os acidentes aconteciam em todas as etapas, muitos deles fatais. Vários momentos das pistas são apresentados, pelo menos dois campeonatos inteiros, 1975 e 1976. Cenas de ultrapassagem e bastidores das corridas, como Lauda era participativo na montagem dos carros e como Hunt apenas pegava o carro e dava tudo de si, sem pensar em qualquer consequência. Além disse, a vida particular dos dois pilotos é bem apresentada. Suas esposas, as bebedeiras de Hunt e as neuroses de Lauda com o trabalho, sempre em primeiro lugar.


Grande destaque para a fotografia e o figurino, que retratam de forma perfeita a época. E até a aparência dos dois atores que viveram os personagens principais, Daniel Brühl (Lauda) e  Chris Hemsworth (Hunt), ficou perfeita. Os carros são fiéis às temporadas mostradas.

Os dois atores principais tem atuações excelentes, e a sintonia entre eles, dentro e fora das pistas é inacreditável, nos faz entender o que é competir e respeitar seu adversário, pois por mais que eram rivais, tinha admiração um pelo outro. E as atuações deixa isso evidente
.
Um filme dramático e emocionante, que com certeza entrou para os melhores do gênero.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Caçadores de Obras-Primas (The Monuments Men) - 2014

06/10/2014
Formato: 6.0 / 6.1 (IMDB)
Formato: HD

Direção: George Clooney
ElencoGeorge Clooney (Lt. Frank Stokes), Nick Clooney, Matt Damon (Lt. James Granger), Bill Murray (Sgt. Richard Campbell), John Goodman (Sgt. Walter Garfield), Jean Dujardin (2nd Lt. Jean-Claude Clermont), Bob Balaban (Pvt. Preston Savitz), Hugh Bonneville (2nd Lt. Donald Jeffries), Cate Blanchett (Claire Simone), Sam Hazeldine (Colonel Langton), Dimitri Leonidas (Pvt. Sam Epstein), Grant Heslov (the Army Field Surgeon), Miles Jupp (Major Fielding)

Crítica:
Tudo que envolve a Segunda Guerra Mundial me chama atenção, de tudo que assisti: documentários, filmes e séries, a mais perfeita produção foi Band of Brothers - 2001, em segundo The Pacifc - 2010. Conseguir reproduzir o holocausto que foi essa guerra é algo quase impossível, e essas duas séries foram as que mais aproximaram.

 A premissa da história de Caçadores de Obra-Prima não é visto com bons olhos por mim, pois, como se preocupar com qualquer outra coisa quando milhares de seres humanos são massacrados. Mas é isso mesmo, o filme conta a história de um grupo de soldados formado para recuperar obras primas roubadas pelos nazistas.


O roteiro é bem básico, pois o início conta como o grupo foi formado, depois mostra a estratégia montada para achar e recuperar as obras. Num contexto em que a guerra já caminhava para fim. O foco não é a guerra, e sim a missão. Até mesmo o ponto dramático da história está em cima de uma obra prima rara, que fez um dos soldados morrer tentando recuperá-la, assim vira uma vingança para o restante do grupo conseguir achá-la. Para piorar um pouquinho, há vários momentos em que tentou-se cenas engraçadas, mas não funcionou, ficou forçado e sem graça.

George Clooney está no seu modo automático de sempre, é um grande ator, mas seus personagens tem que encaixar no seu perfil, quando não acontece, com nesse filme, ele se transforma em um ator comum. Bill Murray e John Goodman são atores excepcionais, mas tem cara de comediantes, e por mais que tentem ser sérios não conseguiram passar o drama das situações em que os personagens se encontravam.



O filme é interessante, foi legal saber que uma equipe foi criada para uma missão desse tipo, hoje muitos museus e admiradores da arte são gratos por essa equipe ter recuperado as obras de arte.

Indico outros filmes do gênero, mas pra quem tem tempo, vale a pena assisti-lo.

Maze Runner: Correr ou Morrer (Maze Runner) - 2014

22/09/2014
Nota: 7.5 / 6.9 (IMDB)
Formato: Cinema

Direção: Wes Ball
Roteiro: Noah Oppenheim
Elenco: Dylan O'Brien (Thomas), Thomas Sangster (Newt), Kaya Scodelario (Teresa), Will Poulter (Gally), Ki Hong Lee (Minho), Blake Cooper (Chuck), Aml Ameen (Alby), Alexander Flores (Winston), Jacob Latimore (Jeff), Chris Sheffield (Ben), Randall D. Cunningham (Clint), Joe Adler (Zart), Patricia Clarkson (Chancellor Ava Paige)

Crítica:
Como dito em outras críticas, Hollywood vem tendo a oportunidade de transformar todas as fantasias em algo real no cinema. Os super-heróis estão em nossa casa agora, histórias que atingem todas as idades. Mas ultimamente resolveram focar em histórias especificamente para adolescentes, e por isso, muitas vezes, tornam-se bobas para outras faixas etárias, pois os roteiros são simples e sem novidades. O mais famoso hoje é a Saga Crepúsculo, que rendeu quatro filmes, mas não arrisquei perder meu tempo.

Maze Runner - Correr ou Morrer segue a mesma linha dos teens, mas como a história força o filme ser mais adulto, foge um pouco dos clichês habituais. Para começar, a personagem feminina aparece na segunda metade da projeção, isso já é um diferencial, pois não há aquele romance adolescente. Outro fato é que há violência, não sangrenta e expositiva, mas vários personagens morrem.


Tudo começa com Thomas acordando dentro de um elevador em movimento. Não se lembra de nada, apenas de seu nome, quando o elevador para e abre as portas, vários garotos chegam para recepcioná-lo. Apesar dos garotos lhe explicar toda a situação em que se encontram, nenhum deles se lembra de como foram parar ali. O local é chamado de Clareira, um espaço aberto, gramado e com algumas matas, mas cercado por muros gigantescos com uma porta que se abre todas as manhãs para o Labirinto. Todo mês um novo garoto é entregue pelo elevador. 

Os garotos se organizaram e cada um deles exerce uma função. A principal delas são os corredores, que ficam responsáveis por entrar no Labirinto todas as manhãs e tem achar uma saída, além de mapear o máximo possível onde cada corredor vai dar, a grande dificuldade está nas mudanças que o Labirinto sofre todas as noites. Thomas se mostra um pouco diferente dos outros garotos, pois sua curiosidade o faz perder o medo que existe naquela sociedade. Logo Thomas se torna um corredor, pois, sem permissão, invade o Labirinto e sobrevive uma noite lá dentro, coisa que nunca havia acontecido. Mas tudo começa a mudar mesmo quando o elevador traz, pela primeira vez, uma garota. Depois de vários acontecimentos, a única saída é enfrentar o Labirinto.


Como disse, a história é muito empolgante, e isso o filme fez bem. Não há um só momento de tranquilidade, ficamos atentos durante toda a projeção. As cenas de ação não são muitas, a maioria acontece de noite, pois é quando as bestas do Labirinto aparecem, por isso são encobertas pela escuridão, mas ainda assim se sustentam bem. As atuações estão razoáveis, nada impressionante, Dylan O'Brien que faz Thomas, interpreta bem seu personagem. Um dos clichês desse tipo de história é o vilão entre os heróis, aquele que discorda de tudo que o herói (Thomas) principal diz que é melhor fazer. Normalmente isso funciona, mas depende da interpretação do ator em nos deixar realmente com raiva de suas atitudes, mas não é o que acontece com Will Poulter que interpreta Gally, extremamente chato.

Mas o principal defeito de filme está na forma como o Labirinto foi apresentado, pois esperamos algo surpreendente, claustrofóbico, com vários caminhos que não levam a nada. Além disso, poucas cenas são dentro do dele, a primeira parte se passa toda na Clareira, tudo para explicar tudo que estamos vendo ao espectador, tirando um pouco a surpresa do Labirinto.

De qualquer forma, é uma boa aventura, melhor que alguns filmes de super-heróis que estão produzindo por aí.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Black Sails: 1ª Temporada (Black Sails: Season 1) - 2014

13/08/2014
Nota: 8.0 / 8.0 (IMDB)
Formato: HD

Direção: Neil Marshall, Sam Miller, Marc Munden, T.J. Scott
Elenco: Toby Stephens (Captain James Flint), Hannah New (Eleanor Guthrie), Luke Arnold (John Silver), Jessica Parker Kennedy (Max), Tom Hopper (William "Bones" Manderly), Zach McGowan (Captain Charles Vane), Toby Schmitz (Jack Rackham), Clara Paget (Anne Bonny), Mark Ryan (Gates), Hakeem Kae-Kazim (Mr. Scott), Louise Barnes (Miranda Barlow)

Crítica:
Jack Sparrow revitalizou um tema bastante explorado no cinema, mas não tanto quanto em outras mídias. Piratas renderam bons livros e quadrinhos, mas até Piratas do Caribe: Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (The Curse of the Black Pearl) - 2003 a nova fase do cinema ainda não havia feito grande sucesso. A maioria das histórias de piratas são aventuras, muitas com elementos fictícios, do folclore ou mitologia das mais diversas regiões. Na quadrilogia Piratas do Caribe acontece exatamente isso, uma mistura de várias histórias, moldando um cenário original.

Black Sails explora esse tema, mas com o cenário um pouco diferente, os roteiristas resolveram nos trazer a realidade da época áurea da pirataria, início do século XVIII.

A série é baseada no romance, A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson, na verdade, alguns anos antes dos acontecimentos do livro. O personagem principal é o Capitão Flint, o mesmo personagem do livro.


Tudo acontece na ilha de Nassau, um porto para piratas, ali o comércio era livre, todas as mercadorias saqueadas eram trocadas ou vendidas. Além, é claro, dos prazeres da vida, prostitutas e bebidas, mas tudo dentro de regras. Existia um monopólio e organização hierárquica do comércio ilegal. O centro da história é em Flint, capitão do navio Walrus. Seu objetivo é encontrar o navio espanhol Urca de Lima, todos os seus esforços são focados nessa obsessão. O navio está carregado com muito ouro e outras riquezas, capaz de deixar toda sua tripulação rica. Mas sua obsessão não é apenas pelo ouro, e esse é um dos mistérios da história.

Dentro da trama principal, há várias subtramas, com muitas intrigas, interesses e traições. Alguns episódios quase não focam em Flint, isso torna a série bastante proveitosa. Há outros personagens secundários muito bem trabalhados, possibilitando várias aberturas para segunda temporada.


Além de um bom roteiro, as cenas de ação são com superproduções cinematográficas. Muito bem filmada e visualmente acima da expectativa. As atuações começam a quem, mas com o desenrolar da história, conhecemos os personagens, aprendemos a gostar deles, e por fim descobrimos que as escolhas foram muito bem direcionadas e cada artista foi muito bem encaixado na história.

Dito isso, a conclusão é que a série é muito recomendada. Aguardo pela segunda temporada, estávamos precisando de algo parecido na TV, onde podemos acompanhar no dia a dia a saga de personagens piratas.